Estourando a Bolha
1 Rose Weasley
Estou eu aqui mais uma noite sem dormir. Olhando pro teto do meu quarto pensando em como tudo chegou a esse ponto. Eu o conheci no primeiro dia de aula, a caminho de Hogwarts. Meu pai me mostrou ele e a irmã e me disse que eu devia supera-los em tudo, que deveria honrar a Grifinória e ser a melhor.
O que meu pai não sabia, e que eu tinha certeza e que eu não iria para Grifinória, eu não me encaixava naquela casa, então já que eu não honraria sua casa então que mal faria se eu fosse amiga dos Malfoys.
Entramos no trem eu e o Al juntos a procura de uma cabine onde podíamos nos acomodar. Então após um tempo procurando o lugar ideal eu encontrei. Ali sozinhos em uma cabine no quarto vagão encontrava-se os gêmeos Malfoys. Eu olhei para o Al antes de abrir a porta e no momento que eu vi seu olhar eu soube, meu primo assim como eu não ligava para sobrenomes.
Quando entramos na cabine os dois nos olharam assustados, mas quando viram que estávamos dispostos a sermos amigos eles sorriram e nos convidaram a ficar. E foi naquele momento que eu soube que tinha encontrado aquela que seria minha melhor amiga. O chapéu seletor pareceu concordar comigo e colocou-nos na mesma casa. Eu e Lyra fomos escolhidas para Sonserina enquanto Al e Scorpius foram enviados para a Grifinória.
Quando me sentei ao lado de Lyra a mesa da Sonserina ela me olhou sorrindo e disse que ao menos não estaria sozinha. Daquele dia em diante nossa amizade só cresceu.
Meu pai surtou quando soube que eu havia ido para a Sonserina, o pai da Lyra surtou quando soube que o irmão dela foi para a Grifinória. E ambos surtaram quando descobriram nossa amizade.
Os anos foram passando e eu, Lyra, Al e Scorpius nos tornamos inseparáveis apesar de eles estarem em outra casa. Sempre que surgia a oportunidade estávamos juntos. Porém as coisas começaram a mudar no meio do terceiro ano quando os meninos começaram a descobrir seus interesses por garotas. Eles já não passavam mais tanto tempo conosco, exceto pelos dias de Hogsmead, esses dias eram sagrados, independente de qualquer coisa eles jamais convidavam nenhuma garota para ir a Hogsmead aquele era um momento nosso.
Eu e a Lyra também tínhamos nossos casinhos, mas nada muito significativo. Os meninos tinham fama de galinha mas isso nunca nos incomodou. Até o começo do quinto ano quando a Lyra se viu apaixonada pelo Al. Por saber da fama dele ela não se declarou e resolveu tentar esquece-lo, as coisas iam indo bem até que um pouco antes do natal do quinto ano o Al a viu ficando com um cara e deu uma crise de ciúmes. Os dois discutiram e acabaram por se beijar, a partir dali Lyra e Al passaram a formar um casal.
Ele largou a galinhagem e passou a ser um namorado exemplar. Voltamos das festas de fim de ano e logo no primeiro passeio a Hogsmead eu e o Malfoy percebemos que as coisas estavam mudando. Eles passaram a nos deixar de lado para ter um momento a dois, mas aquilo não nos incomodava. As primeiras vezes que aquilo aconteceu nos dois fomos até a dedos de mel compramos alguns doces nós sentamos em um banco e ficamos comendo e conversando até dar a hora de irmos para o três vassouras beber com meus outros primos.
Foi só na quinta vez que algo diferente aconteceu. Resolvemos dar uma volta pela floresta de Hogsmead e depois de um tempo caminhando achamos uma campina e sentamos lá. Eu ainda não sei como tudo realmente aconteceu só lembro que em um determinado momento ele me beijou, e foi o melhor beijo da minha vida. Mas também foi ali que tudo começou a desandar.
Nós ficamos por um tempo até que chegou o momento de ir ao três vassouras, fomos até lá e agimos como se nada tivesse acontecido. Não falamos sobre o que havia ocorrido e nem o que seria dali pra frente.
Quando eu cheguei no castelo contei a Lyra tudo e ela assim como eu imaginou que aconteceria igual ela e o Al, grande engano o nosso, eu só percebi que não seria assim no outro dia quando encontrei o idiota do Malfoy de papinho com uma oferecida. Naquele momento eu soube que eu não passava de mais uma em sua lista então se assim seria eu agiria como se nada tivesse acontecido e assim também ele fez. As coisas voltaram tecnicamente ao normal, nós conversávamos e brincávamos um com outro sem nem por um momento comentar o que havia acontecido na campina. Naquela mesma semana eu fui escalada para fazer uma ronda com ele, já que havíamos nos tornado monitor aquele ano. Aquela não era a primeira ronda que faríamos juntos, mas seria a primeira vez desde o acontecimento da campina que ficaríamos sozinhos.
A ronda foi tranquila agíamos como dois amigos, ao final da ronda ele se ofereceu para me levar até as masmorras algo que ele jamais havia feito. Então um pouco antes de chegar ao meu salão comunal ele me puxou para uma sala vazia e me beijou. Nos permanecemos ali por algumas horas e mais uma vez fomos embora sem falar sobre o assunto. E assim as coisas seguiram, sempre que ficávamos a sós acabávamos em algum lugar escondido e ficávamos parecia que ali quando estávamos só nos dois formávamos nossa própria bolha. Então dois dias antes das férias eu me entreguei a ele. Perdi minha virgindade com meu melhor amigo e mesmo depois disso não falamos sobre isto. Agíamos como se nada tivesse acontecido.
Durante as férias nos encontramos apenas duas vezes, mas como o Al e a Lyra estavam juntos não ficamos. E ali eu percebi que eu havia me apaixonado por ele, eu sempre soube que esse era o maior erro que eu poderia cometer, porque Scorpius Hyperion Malfoy jamais deixaria de ser galinha por garota alguma.
Depois que voltamos das férias nosso “casinho” se intensificou, quase todo dia acabámos ficando e isso me fez me apegar mais ainda nele. E aí chegamos ao dia de hoje, quarta-feira primeiro dia do mês de dezembro eu estava saindo da minha aula de transfiguração quando encontrei Oliver Carter da Corvinal. Ele perguntou se poderia me acompanhar até o salão principal para aonde eu me encaminhava para o almoço.
Carter sempre deu em cima de mim e para ser sincera foi o primeiro garoto que eu fiquei, foi apenas uma vez e depois eu praticamente fiquei fugindo dele até ele desistir. Porem desde a volta para o sexto ano ele vem dando em cima de mim, mas por causa do idiota do Malfoy eu sempre fujo dele. Mas ali naquele momento não vi maldade em caminhar com ele até o salão.
Estávamos próximo do salão principal quando ele me parou, disse que queria ter mais um pouco de tempo comigo. Eu não sabia o que dizer nem como me afastar. Ele colocou a mão no meu braço e começou a falar animadamente, mas eu não prestava muita atenção naquele momento eu só queria sair dali.
Então enviado por Merlin alguém interrompeu. Scorpius Malfoy apareceu ali e me “salvou”, disse que precisava falar comigo urgente e me puxou em direção a uma sala vazia. Eu não sabia o que ele estava fazendo, mas fiquei muito grata por ele ter me tirado de lá.
Quando fechou a porta da sala ele começou a me interrogar, quis saber o que o Carter queria comigo e porque ele estava com as mãos em mim, eu tolamente interpretei aquilo como uma crise de ciúmes. Tolo engano meu. Antes de sair da sala nos acabamos ficando. Depois daquilo cada um foi para o seu lado.
E então quando eu ia para o salão principal jantar percebi o qual idiota eu estava sendo. Encontrei o Malfoy em um corredor vazio se agarrando com Katy Parkison a maior biscate de Hogwarts. E naquele momento meu coração se partiu de vez.
Eu voltei para o meu dormitório e chorei. Não consegui ir jantar naquela noite e quando a Lyra chegou ao dormitório minhas cortinas já estavam fechadas e eu fingi que dormia. Olhei mais uma vez o relógio na minha cabeceira e ele marcava seis da manhã. Eu havia passado a noite inteira em claro, e porque por um idiota qualquer.
Isso e a ultima vez que isso acontece, porque a partir de hoje Scorpius Malfoy não interferira mais na minha vida. Se ele não quer nada sério eu que não vou ficar perdendo meu tempo com ele, vou seguir minha vida e encontrar alguém que realmente me de valor.
Levantei da minha cama decida e fui para o banheiro tomar um banho. Vesti meu uniforme peguei meu material e resolvi descer até o salão principal. Era muito cedo para acordar a Lyra e não fazia mais sentido eu ficar ali olhando pro teto.
Quando cheguei lá o salão estava vazio sentei na minha mesa e peguei o livro de historia da magia pra ler, estava lá alguns minutos quando alguém sentou ao meu lado.
— Bom dia Rose – Oliver disse animado – caiu da cama?
— Bom dia Oliver. Não dormi bem essa noite.
— Por que?
— Pensando na vida.
— Já te disse uma vez, você pensa muito. Precisa fazer algumas coisas sem pensar.
— Quando você me disse isso?
— Você não se lembra – ele fingiu estar ofendido – te disse isso a primeira vez que te pedi para ficar comigo.
Eu pensei um pouco então me lembrei, naquele dia eu havia dito que iria pensar e ele me disse que eu pensava demais.
— Como você se lembra disso?
— Eu me lembro tudo em relação a você Rose. Meu maior arrependimento e não ter insistido mais para você aceitar namorar comigo.
Eu não sabia o que dizer, ele me encarava sorrindo esperando algo.
— Bom dia – escutei a tão familiar voz grave a nossa frente – atrapalho?
Eu me virei e vi que o Scorpius encarava o Oliver com uma cara de poucos amigos. Ele não estava sozinho, Al e Lyra estava logo atrás dele, mas parecia não prestar atenção no que acontecia.
— De forma alguma Scorpius. Eu e o Oliver estávamos apenas conversando né? – olhei para o garoto ao meu lado que sorriu.
— Claro. Continuamos nossa conversa depois Rose.
Ele me deu um beijo na bochecha e se levantou saindo em seguida.
— O que aquele idiota fazia aqui?
— Não é da sua conta Scorpius.
Ele me olhou surpreso e se sentou na minha frente. A Lyra deu a volta na mesa se sentando ao meu lado enquanto o Al sentava ao lado do Scorpius. Nós sempre revezávamos a refeição cada horário comíamos em uma mesa.
— Acordou cedo hoje – Lyra falou me olhando.
— Perdi o sono fiquei pensando na vida e não consegui dormir direito.
— Você pensa demais Rose. – ela riu.
— O Oliver acabou de me dizer a mesma coisa.
— E como aquele idiota sabe que você pensa demais?
— Como te disse não e da sua conta Scorpius.
Vi quando os três me olharam surpreso pela minha resposta atravessada. Não me importei começando a comer. Quando terminei meu café me virei pra Lyra.
— Vou indo pra sala. Você vem comigo ou vai esperar o Al terminar de comer.
— Vou com você. Precisamos conversar.
Eu estava ciente que o Scorpius acompanhava todos os meus movimentos, mas não me importei. Eu e a Lyra fomos em direção a sala de história da magia e somente quando estávamos fora do salão principal que ela começou a falar.
— O que está acontecendo Rose?
— Nada.
— Rose não minta pra mim. Sou sua melhor amiga e sei que aconteceu alguma coisa. Ontem você não apareceu para o jantar e quando eu cheguei no dormitório você fingiu que estava dormindo. Sim eu sei que você fingiu. Ai hoje você saiu cedo nem me esperou. Quando chegamos você deu duas patadas no meu irmão. Anda me fala o que está acontecendo, seja o que for eu te ajudarei.
— Lyra eu me deixei levar demais pelos sentimentos e agora eu vejo que tomei no nariz.
— Por que?
— Porque seu irmão jamais sentira o mesmo, e nunca deixara de ficar com as outras por mim. Por isto eu resolvi vou me afastar e tentar seguir minha vida.
— Você vai se afastar de nós? – ela perguntou magoada.
— Eu jamais me afastarei de você Lyra. Você e minha melhor amiga. E eu também não vou me afastar do Al nem do seu irmão. Mas não vou mais deixá-lo comandar minha vida. Chega de me sujeitar a isso, ficar com uma pessoa sem compromisso não quero mais ser usada por ele como estou sendo. Por isso não vou ficar mais com ele.
— E por isso resolveu ficar com o Carter?
— Não estou com o Carter. Nós só temos conversado mais. E ele é um cara legal que gosta de mim. Se eu ver que vale a pena vou dar uma chance pra ele sim. Se me ajudar a esquecer o Scorpius eu farei.
— Só toma cuidado pra não fazer com ele o que meu irmão fez com você.
— Como assim?
— Cuidado para não o iludir achando que você gosta dele.
— Não farei isso. Se eu resolver dar uma chance pra ele jogarei limpo pode ter certeza.
Chegamos na frente da sala e nos encostamos no batente. A sala ainda estava fechada então aguardamos. Os alunos das outras casas foram chegando, história da magia era uma aula compartilhada entre todos os alunos do sexto ano de todas as casas. Estávamos lá aguardando quando o Al e o Scorpius chegaram.
— Está tudo bem? – Al perguntou me encarando.
— Melhor impossível priminho – eu me forcei a sorrir.
O Scorpius não disse nada, mas ficou me encarando. O professor abriu a porta da sala e nós mandou entrar. Eu estava entrando quando escutei o Scorpius chamar a Lyra. Ela ficou pra trás enquanto eu ia até o nosso lugar de costume.
Estava lendo meu livro quando senti alguém sentando ao meu lado, me virei para perguntar para a Lyra o que o Scorpius queria, mas me surpreendi com ele sentado ao meu lado. Ele me olhou me avaliando por alguns segundos.
— Cadê a Lyra – não consegui me conter e perguntei.
— Ela foi se sentar com o Al.
— Por que?
— Porque eu queria falar com você.
— Sobre o que?
— Você e o Carter estão juntos? – ele perguntou sério.
— Não.
— Tem certeza?
— Claro que tenho. Por que a pergunta?
— Vocês andam passando muito tempo juntos.
Eu ri.
— De onde você tirou isso?
— Eu tenho visto Rose. Tenho visto ele te cercando, tentando estar a todo momento do seu lado.
— Se eu estiver Scorpius, o que você tem a ver com isso?
Eu o encarava tentando ler o que se passava em sua mente, mas na sua face estava a boa e velha mascará Malfoy.
— Eu me preocupo com você. E minha amiga e não quero que ninguém se aproveite de você.
— Apenas você pode fazer isso né Malfoy.
Não esperei que ele me respondesse peguei meu material me levantando e procurando um lugar vazio, por destino um dos lugares vazios era ao lado do Oliver então eu me direcionei até lá.
— Posso me sentar aqui?
— Claro – ele respondeu sorrindo.
Assim que eu me sentei a professora iniciou a aula.
— Está tudo bem? – ele perguntou baixinho.
— Claro.
— Você e o Malfoy brigaram?
— Não por que? – perguntei surpresa.
— Bom você veio se sentar do meu lado. E ele não para de olhar pra cá com cara de bunda.
Segui o olhar dele e vi que o Scorpius nos encarava extremamente irritado.
— Vai saber que bicho picou ele.
Dei de ombros e o Oliver pareceu acreditar, passei o restante da aula tentando prestar atenção, mas toda vez o meu olhar recaia para o Scorpius e eu pegava ele me encarando. Quando a aula terminou eu me levantei e peguei meu material. E me levantei às pressas.
— Nós vemos depois Oliver.
Sai antes que qualquer um, achei melhor não esperar a Lyra e ir direto para a aula de poções. Mas quando eu estava chegando perto da sala, senti alguém me puxando com tudo para dentro de uma sala.
— O que está acontecendo Rose? – ele perguntou assim que fechou a porta.
Eu o olhei confusa. Por que ele estava fazendo tudo aquilo. Por que vir atrás de mim para saber o que estava acontecendo. O que ele queria.
— Nada.
Eu tentei sair, mas ele não deixou.
— Rose Weasley eu sei que tem algo acontecendo. Você tem me dado patadas e evitado falar comigo.
— Não estou evitando nada.
— Como não. Você não ficou comigo na aula, preferiu se sentar com aquele idiota. E ainda disse que eu me aproveito de você. Eu não entendi Rose o que está acontecendo?
— Nada.
— Alguma coisa está acontecendo sim – ele passou a mão exasperado pelo cabelo – porque você está me tratando assim. O que eu fiz?
— Já disse que nada – falei irritada
— Fala a verdade Ro. O que aconteceu?
Ele me pegou desprevenida me chamando pelo apelido que me chamava quando estávamos só nós dois em nossa bolha.
— Nada.
— Para de mentir Rose. O que está acontecendo. Você está com o Carter e ele te pediu para se afastar de mim é isso? Você vai me trocar por ele?
— Em primeiro lugar Malfoy eu não estou com ninguém. E sabe por que eu não estou com ninguém?
— Por que?
— Porque eu sou uma idiota que se deixou levar pelos sentimentos e acabou apaixonada pelo seu melhor amigo galinha. E por isso Malfoy. Mas não se preocupe que eu sei que pra você eu não passo de um passatempo. Mas este passatempo acabou. Se você quiser ser meu amigo beleza, mas não passaremos disso nunca mais.
Ele pareceu ter sido atingido por um balaço, estava pálido e não conseguia dizer nada.
— Não se preocupe Malfoy, a culpa não foi sua. Foi minha que deixei que as coisas chegassem a esse ponto. Eu jamais deveria ter deixado que o episodio da campina se repetisse e não deveria ter me entregue a você. Mas eu aprendi minha lição.
Então eu aproveitei que ele ainda parecia surpreso com tudo o que eu havia dito e sai da sala o deixando ali sozinho. Cheguei na sala de poção e o professor já havia começado a aula. Pedi licença e me sentei ao lado da Lyra e não falei uma palavra sequer durante toda a aula. Eu podia ver que a Lyra me olhava preocupada. Mas a ultima coisa que eu queria naquele momento era falar com ela. Precisava de um tempo só pra mim. Por isso assim que acabasse a aula eu arrumaria uma desculpa e sumiria da vista de todos.
O professor nos dispensou e eu a acompanhei até a saída da sala já pensando no que eu poderia dizer para ficar sozinha. Mas pelo jeito meu pesadelo estava longe de terminar. Ali parado em frente a sala Scorpius Malfoy esperava encostado na parede. Ele me olhou e então se direcionou a Lyra.
— Lyra podemos conversar?
Ela olhou de mim para ele como se tentasse entender o que estava acontecendo. Então ela confirmou e saiu o seguindo dali. E eu me encaminhei para o meu dormitório, não precisaria de nenhuma desculpa para ficar sozinha.
Notas finais
Querem a continuação ou paro por aqui???
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