P.O.V. Hermione.

Eu nunca tinha me mudado antes. Isso é tão empolgante!

—Fica de boa e finge que não me conhece.

—Ella!

—Tchau.

—Não liga ela é assim mesmo. Vamos.

P.O.V. Chase.

Estávamos na escola pela primeira vez e então ouço alguém cantando. E ela era a garota mais linda do mundo!

Ela estava perto do armário com fones de ouvido, ela cantava e começou a dançar.

—Quem é ela Léo?

—Não sei. Uma aluna nova.

Eu tava tão concentrado nela que a minha biônica deu defeito. Uma gritaria, uma correria e ela nem ai. Ela estava no mundo da lua.

Então, um barulho horrível.

—O que é que deu nele?

—Ele tem super audição biônica.

Ela vem correndo.

—Meu Deus! Você está bem?

—Estou.

—O que diabo aconteceu aqui? Ai Meu Deus! Será que fui eu? Espero que não tenha sido eu.

—Como você faria uma coisa dessas você não é biônica.

—Adam fica quieto!

—O que? Claro que eu não sou biônica! Sou uma pessoa.

—Nós também somos pessoas, mas somos pessoas biônicas.

—Adam!

—É o que? Vocês são meio robôs?

—Temos um chip no cérebro que nos dá habilidades especiais.

—Irado. Infelizmente, minhas habilidades não tem nada a ver com biônica e sim com magia.

—Magia? Acredita mesmo nessas coisas?

—Cara, sou uma híbrida. Metade bruxa, metade vampira que nem a minha mãe.

—Vampiros não existem.

—Meu pai é um original. Ele tem mil anos de idade e uma das ancestrais da minha mãe é a primeira imortal do mundo, ela tem dois mil.

—Isso é fisicamente impossível.

—Você quer apostar Chase Davenport?

—Sabe meu nome.

—Eu escuto coisas que as outras pessoas não escutam.

—Grande coisa. Eu também.

—Você é telepata?

—Não. Tenho super audição.

—Eu também. Não devia me desafiar querido, porque você vai perder!

O rosto dela mudou. Seus olhos ficaram azuis bem claros, os dentes dela viraram presas e um círculo de fogo se acendeu ao seu redor. Nunca vi chamas irem tão alto.

E do nada o fogo apagou e o rosto dela voltou ao normal.

—Acredita que eu sou uma bruxa Chase Davenport?

—Acredito.

—Agora vamos, ou chegaremos atrasados.

Ela era super veloz.

—Vocês vem?

—Claro.

Depois de duas aulas de Francês, tivemos aula de matemática.

—Adoro aula de matemática.

—Como temos alunos novos, estes devem se apresentar para a turma e vocês a eles. Formem um círculo.

Formado o círculo o professor se apresentou.

—Eu sou o seu novo professor de matemática, o senhor Cardoso. Quem é o próximo?

—Eu!

Minha adorável irmã se levantou.

—Eu sou Bree Davenport e tenho 17 anos. Adoro tudo na escola!

—Muito prazer. Seja bem vinda Bree Davenport.

—Obrigado.

—Próximo?

—Sou Adam Davenport, tenho 19 anos.

—Seja bem vindo Adam Davenport.

Minha vez.

—Sou Chase Davenport e tenho 17 anos. Adoro matemática e ciências em geral.

—Seja bem vindo.

Ela se levantou.

—Meu nome é Hermione Mikaelson, tenho 17. Sou uma ótima aluna, trabalho como babá, sou cantora e dançarina amadora.

Ela deu uma pirueta e prestou uma reverência.

—Hermione? Que nem a do Harry Potter?

—Sim. Minha mãe adora os livros, ela acha engraçado, acha os efeitos especiais do filme uma porcaria. Ela não gosta de esteriótipos que nem o velhinho barbudo, os caldeirões e os gatos pretos.

—Esteriótipos? Bruxos não existem.

—Você é que acha.

—Acredita mesmo nessas coisas?

—Dá uma olhada.

Ela saiu pela janela e fez crescer uma árvore de maçãs. Daí, Hermione levitou pegou uma maçã, desceu e a árvore voltou a ser semente.

—Vai uma maçã?

—Como é que você fez isso?

—Cara, você é muito lerdo. Hello! Bruxa!

Disse apontando para si mesma com uma cara de como vocês são retardados.

—Caraca! Você fez um pacto com o diabo?

—Não! Bruxas são servas da natureza! Nosso poder vem da terra e a terra é boa.

—Mas, você não devia se esconder?

—Porque me esconder na época de hoje? Tudo bem, é totalmente compreensível que a sua racinha inferior e miserável tenha medo de nós, mas se não fosse pelas bruxas as trevas já teriam dominado e vocês não estariam aqui para encher o nosso saco.

—Enchendo o seu saco?

—É. Sabia que milhares de bruxas inocentes foram queimadas na fogueira na idade média? Isso sem contar as humanas não sobrenaturais que vocês mataram. Pessoas, mulheres, crianças, idosas. Vocês sempre foram um tanto quanto preconceituosos.

—Você se acha.

—Não. Eu falo a verdade, o que não quer dizer que não existam as bruxas que querem acabar com vocês. Porque elas existem.

—As bruxas não são boas?

—Existem as boas e as ruins. As brancas e as negras.

—Isso é racismo!

—A denominação bruxa negra é utilizada para aquelas que praticam magia negra! Hoje em dia não se pode dizer nada que já caem matando encima de você. Deus me livre!

O sinal tocou e fomos para o almoço. Ela pegou sua comida, se sentou numa das mesas, baixou a cabeça e rezou. Só depois de sua oração ela começou a comer.

O celular dela apitou.

P.O.V. Hermione.

Acabo de receber um watts da Clary. Ela diz que vem passar as férias aqui, ela e o namorado.

Isso é demais Clary! Estou morrendo de saudades.

—Eu também. Te vejo no verão.

Te vejo no verão. Te amo XOXO.

—Também te amo XOXO.

Alguém sentou-se na minha mesa.

—Oi Bree. Como vai?

—Bem. Como é que sabia que era eu?

—Cada pessoa tem um cheiro diferente e único.

—Reconhece as pessoas pelo cheiro?

—E pelos pensamentos. A voz da consciência é exatamente igual a da própria pessoa. Bolo?

—Não valeu. O que é que há com ele?

—Sei lá. Daqui á pouco ele começa a babar.

—Você é linda.

—Obrigado. Você também é um gatinho.

Alguma coisa vibrou na minha bolsa.

—Oba! Ligação marinha.

Peguei a concha enorme que vibrava e piscava.

—É uma concha?

—É sim. Sabia que dá pra ouvir o mar nelas? Funciona das duas formas, o mar também ouve você. Alô.

—Hermione?

—Sim. Sou eu Sarina.

—Tenho novidades!

—Que novidades?

—A Aqua e eu conseguimos fazer o nosso pai nos deixar ir para a sua cidade humana e seca para passarmos o verão com você.

—Demais! Quando é que vocês chegam?

—No verão.

—Seja mais específica.

—Sei lá, temos que chegar na baía primeiro e depois encontrar uma maneira de chegar até você.

—Posso ir buscá-las. Só tem que me falar onde vocês vão sair.

—Na cidade chamada Miami.

—Estarei lá. Vocês só tem que me ligar e ficar longe dos humanos.

—Porque?

—Porque vão estar sem roupas e irão presas.

—Tudo bem. Beijos submarinos.

—Beijos.

Guardei a concha de volta dentro da bolsa e peguei um bloco de notas.

—Começar a estocar sal.

—Sal?

—Sereias precisam de água com sal se não elas desidratam e morrem.

—Sereias?

—Sim. Aquamarine e Sarina são sereias, elas morrem longe da água salgada que nem as náiades.

—Náiades?

—Sim. Elas são sereias de água doce, tipo ninfas do rio.

—Incrível!

—É. Ela é mesmo demais.

O Chase tava quase babando. Comecei a ficar meio com dó dele.

—Você está bem? Quer que eu chame a enfermeira?

—Você é linda.

Tocou o sinal e nós voltamos para a sala de aula.

Aula de química. Odeio química.

Eu coloquei um pouco da solução rosa numa vermelha que tinha cor de neon e ela explodiu!

—O que houve senhorita Mikaelson?

—Eu me distraio com coisas que brilham.

—Eu não vejo nada que brilha.

—Olha aqui. Ela não é brilhante?

—Tem razão. É brilhante. A senhorita está bem?

—É. Estou. Aquela pedra é tão linda e brilhante!

—Aquilo é Césio 137. É muito radioativa e mortal.

Eu não consegui resistir. Tirei a pedra de dentro da vitrine e peguei na mão.

—Que linda.

—Senhorita Mikaelson!

O professor tirou-a da minha mão e a recolocou no lugar.

—Porque fez isso? Ela era linda.

—E mortal.

—Eu já to morta mesmo. Sou metade vampira. Agora me dá a pedra brilhante!

P.O.V. Chase.

Então ela gosta de coisas que brilham? Quem sabe o senhor Davenport não me ajuda a fazer algo que brilhe e que não seja radioativo para dar de presente pra ela.

—Isso é tão adorável! Você é um fofo.

Ela me deu um beijinho no rosto.

Fiquei tão emocionado que desmaiei.

—Chase? Chase!

Os meus olhos abriram e ela estava ajoelhada no chão. E aqueles lindos olhos castanhos chocolate derretido me encaravam com preocupação.

—Você está bem?

—Estou.

—Vem deixa eu te ajudar.

Ela me ofereceu a mão e eu peguei. Senti um calafrio.

—Vou te levar a enfermaria.

—Melhor não.

—Porque?

—Por causa da minha... condição.

—A biônica?

—Shh!

—Porque vocês se escondem? Eles devem temer a gente e não o contrário.

—Melhor não. Eu não quero ser temido.

—Então o que você quer?

—É muito melhor ser amado do que ser temido.

—Own! Você é o garoto perfeito!

—Obrigado.