— Mãe! Cheguei! — gritou Natalie, entrando em casa — Entra, Reid.

A casa de Natalie era acolhedora. Tinha um só andar e um pequeno quintal do lado de fora. A mãe dela era uma senhora de estatura média, gordinha e sorridente. Trazia nas mãos uma tarte que tinha muito bom aspeto.

— Chegaste mesmo a tempo, querida. A tarte acabou de sair do forno! — e, olhando para Reid, disse — Então este é o teu amigo. Senta-te, filho. Come a tarte.

— É tarte de quê, mãe? — perguntou Natty.

— De moranguinho, querida — respondeu a mãe — A tua preferida.

Natalie virou-se para Reid, dizendo:

— Senta-te e aproveita o poder curativo de uma boa tarte de morango.

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Natalie estava sentada com Reid no sofá do escritório. Ela tinha uma saia preta até ao joelho, uma camisa branca e um casaco preto.

— Com que então... — disse Reid — Diretora da academia?

— Sim — disse ela, rindo — É ótimo conviver com os recrutas.

— Quando entraste para a Agência? — perguntiu ele.

— Dois anos depois de saíres de Vegas — a voz dela fraquejou um pouco, depois recuperando as forças — Fui designada para a juridição de Los Angeles. Três anos depois, a então diretora da Academia estava em perigo. Um tipo andava a matar figuras importantes da Agência. Ela estava em Los Angeles e o meu chefe pediu-me para a proteger. Eu consegui e a diretora ficou impressionada. Quando o seu mandato estava a acabar, ela designou-me a mim como sua sucessora.

— Uau — disse ele — Isso é fantástico.

— Eh — disse Natty, com um tom desinteressado — É bom. Mas há muitas coisas que eu queria mais que este cargo...

— Como por exemplo...

— Não quero falar sobre isso — disse ela, levantando-se — Bem, devias ir ter com a tua equipa.

— Sim — Reid olhou fixamente para ela — Eu devia.

— Bem... — ela estendeu a mão — Boa noite, Reid

— Boa noite, Natty.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.