No capítulo anterior...

“ — Dean Winchester, seu pai não vai retornar a ligação. – aquela afirmação gelou o sangue dos irmãos.

— O quê você quer dizer com isso? – Dean agora estava sendo segurado pelo irmão.

— Vai com calma Dean. – o moreno virou-se para loira e a questionou sobre tal afirmação. – Como você tem tanta certeza disso, Ruby? O que você sabe sobre o paradeiro dele? – Sam estava ficando preocupado e apreensivo com a situação.

Um vento entrou no restaurante, deixando muitos freqüentadores se entreolhando, o lugar era fechado, não haviam entendido tal mudança no clima. Para os irmãos um mau presságio estava por vir. “

— Eu e seu pai nos encontramos, não muito distante daqui. Ele queria saber onde ficava o covil de vampiros. Fui atacada, mas escapei ilesa dos noturnos. Seu pai me encontrou e me ajudou com os ferimentos, então eu lhe informei o local. E antes de eu fugir para esta cidade encontrei o carro onde ele e seu amigo estavam na estrada.

— E? – o loiro estava prevendo revelações nada agradáveis.

— O carro estava carbonizado. – a loira saboreou a palidez dos jovens. Agora era questão de tempo para ganhar a confiança deles. Ela sabia que o maior empecilho para chegar até Sam era o loiro invocado e astuto. Mas tudo ao seu tempo, e tempo ela tinha de sobra.

— Voc...você chegou a ver se ele estava...no carro? – Sam tentava de todas as formas manter a sanidade e o autocontrole, pensar que seu pai havia morrido sem antes se reconciliarem um com o outro era atormentador.

— Havia um corpo, mas não era o do John. Era o outro caçador que estava com ele.

— Agora chega! Por que acha que acreditaremos em você?Como pode ter certeza que eram eles? – Dean continuava a manter seus olhos fixos em cada movimento de Ruby.

— Isso responde sua pergunta? – a loira atirou uma corrente metálica com o nome de John no tempo que ele serviu ao exercito em cima da mesa.

Dean soube naquele momento que a história era verdadeira e sentiu-se perdido por alguns instantes com o olhar preso a corrente do pai. Sam percebeu que o mundo do irmão estava se desmoronando e era hora dele cuidar de Dean.

— Ruby, você pode nos levar até o local? – Sam parecia confiar na garota e isso a fez sorrir por dentro e mostrar sofrimento por fora.

— Eu...não sei se posso voltar aquele lugar. Mas devo minha vida ao seu pai. Então eu irei com vocês. – a moça parecia um tanto receosa em voltar e Sam considerou isso como um trauma do que ela passou naquela cidade. Mas os pensamentos do moreno foram interrompidos pela voz de Dean.

— Olha só garota. Agradecemos sua intenção de nos ajudar, nos diga apenas o local e o nome da cidade. O resto deixe por nossa conta.

Ruby sentiu vontade de trucidar aquele petulante caçador, por uma fração de segundos seus olhos ficaram negros, porém disfarçou rapidamente retirando sua luva de couro.

— Como você quiser, Dean. Mas tempo é muito precioso para vocês em especial para seu pai, não é?

— Ela tem razão, Dean. Papai precisa de nós. Ele pisou na bola conosco, mas ainda assim é nosso pai. Nossa família!

— Você já decidiu Sam. Vamos logo então! Mas que fique bem claro, vou estar de olho em você Ruby.

— Não ficarei brava, até me sentirei cortejada – Ruby saiu sorrindo, mas estava realmente perdendo a paciência de todo esse teatro. Dean seria uma pedra no seu caminho, teria que achar uma forma de retirar essa pedra.


Notas finais
Meus amigos leitores, sinto por deixá-los tanto tempo...problemas resolvidos..então voltar a ativa! Espero seus reviews e perdoe o capítulo tão curto. Beijos!