Estações
7 Capítulo seis
Notas iniciais
Ao atravessar a porta do verão, ela fechou-se atrás de Naruto.
Ele bufou incomodado, porém, sem temor algum, prosseguiu.
O jovem Naruto olhou em volta, reparou bem aquele espaço vazio que lhe cercava e viu que aquele lugar estava cinza e sem vida, com o chão apagado e o céu sem cor, também sentiu um leve frio.
Ele seguia em frente, percebendo que a cada passo dado, o seu redor parecia mais vívido. Aquilo o frustrava internamente a cada segundo que passava, pois reforçava as loucas palavras daqueles estranhos.
Droga! Isso não pode ser real!
Ele se esforçava em não acreditar em nenhuma das loucuras ditas por aquele ser de cabelos cor-de-rosa, tentando convencer a si mesmo que não passavam de palavras delirantes.
Eu não sou o verão — Ele repetiu mentalmente — Não posso ser, não posso ser, não posso ser.
Ele fechou os olhos com força, como em uma prece silenciosa para que aquilo não fosse real.
Distraído, Naruto tropeçou em seus próprios pés e caiu com a cara no chão.
Ele bufou.
Levantou e bateu em suas roupas, na intenção de retirar o excesso de pó. Ao longe algo chamou sua atenção. Parecia uma tribuna de pedra. Com um aspecto polido, em uma pedra grosseira. Contraditório, mas belo.
Ele seguiu até ali.
Depois de alguns passos, ele viu que havia algo sobre o objeto. Um livro de um tamanho considerável, que ele nunca pensaria em ler por si só. Era de tom amarelado e tinha um desenho em relevo que parecia o sol.
Era o diário, ele percebeu.
Naruto estendeu a mão e ao aproximar a mão do livro, o mesmo emitiu um brilho meio alaranjado. O livro se abriu sozinho e tudo ao redor ganhou vida novamente.
O chão foi coberto por uma grama verdinha, o céu ficou azul ali naquele instante e o ambiente tornou-se quente e aconchegante. Ele viu algumas árvores a sua volta e até mesmo algumas plantas e poucas flores. Uma brisa fresca soprou em seu rosto e logo após veio a sensação de calor, mas a quentura não lhe incomodou.
Naruto observou tudo a sua volta, estupefato. Maravilhado. Estarrecido.
Atentou-se novamente ao grande livro que encontrara e, surpreso, arfou ao nota-lo em branco. Naruto virou as páginas, uma a uma, logo passou-as aos montes e graniu inconformado e quase perdido. Ansioso. Talvez quase desesperado.
Ele ouviu um som leve que lembrava passos.
Olhou para trás e viu uma raposa.
‒ Uoah! Ele exclamou e deu dois passos para trás.
A raposa era enorme e tinha uma presença marcante. Ultrapassava sua altura um bom bocado e sua pelagem era laranja vibrante.
O enorme animal se pôs deitado sobre o próprio corpo e encarou Naruto nos olhos, quase o hipnotizando.
‒ Naruto! ‒ A raposa bradou seu nome, com familiaridade. Seu tom de voz era grave, estrondoso e saudoso para com o jovem moço.
‒ Você... fala ‒ Naruto gaguejou, totalmente embasbacado. Uma raposa falante. O que mais lhe faltava presenciar com seus olhos jovens e inexperientes? Riu-se nervoso.
O animal manteve-se inerte.
‒ Er... qual o seu nome? ‒ Ele perguntou por fim, engolindo em seco
‒ Hun, meu nome é Kurama. ‒ Disse e emendou em seguida: eu sou o diário do verão.
Naruto franziu o cenho e arqueou as sobrancelhas. Olhou de relance para o livro na tribuna e voltou-se para o animal.
Como assim a raposa era o diário?
O rapaz pendeu a cabeça para o lado, confuso com as palavras do tal Kurama.
‒ Sou a forma real do diário. O livro é apenas um símbolo. Eu quem irei lhe dizer o que quer saber.
...
— Uma proposta? — Neji intrometeu-se.
Ino olhou para cima e um sorriso triste se desenhou em sua boca. Logo ela tornou a olhar para eles.
— Sabem, eu não deveria ser o inverno. Sou mais como um suplente, entretanto não sou exatamente compatível com a estação.
— O que quer dizer com isso? — Neji indagou.
Ela apontou para as suas roupas, como se isso já explicasse algo.
— Vocês também conhecem o Naruto, ele é uma pessoa alegre e calorosa, certo? Ele não se parece com o verão? Acho que até sem conhecer, vocês conseguem perceber como a Sakura e o Sasuke são compatíveis com a impressão que temos de cada estação. — Ela expôs — Vocês ouviram a Sakura dizer que o verão é a única estação com uma linhagem hereditária. Mas nem sempre foi assim. O inverno também tinha uma linhagem hereditária, mas já faz muito tempo que não é assim. Entretanto, o que quero dizer é que existe uma história que nós consideramos uma lenda por aqui. — Confidenciou ela.
Todavia, antes que ela pudesse começar a falar, Sakura e Sasuke chegaram ali.
— Ino! — A jovem menina primavera repreendeu.
— Sakura, não me atrapalhe! Você não sabe de nada. Eu só quero que ela conheça a história. Não vou obriga-la a nada, só quero que ela... ouça o que tenho a dizer.
— Você tem certeza disso? — Sakura murmurou. — Não sabe o que pode acontecer.
Ino apenas sorriu.
— Não se preocupe!
— O que você ia dizer, Ino-san? Qual é a história? — Interessou-se a menina Hyuuga.
Ino se ajeitou e olhou para Sakura como se pedisse um favor. Sakura deu de ombros e logo algumas árvores foram brotando ali e seus galhos se enroscaram formando um tipo de banquinho, Ino sentou-se ali e fez menção para que eles sentassem também.
— A história diz que há muito tempo uma mulher chegou aqui no território das estações. Ela não se lembrava de nada sobre si, nem de onde viera. Ela foi acolhida pelas estações e, em gratidão passou a ajuda-los. Dizem que com o tempo, ela passou a ter esse lugar como lar e nem se importava mais em lembrar quem ela era nem de onde havia vindo. — Começou a dizer — O inverno é uma estação fria e rígida e, por isso, havia uma tendência de quem quer que fosse o inverno ser sempre solitário. Essa mulher quis mudar isso, ela quis ser amiga do inverno. E, com o tempo, mesmo que o inverno continuasse a ser distante, essa mulher não só conseguiu ser amiga dele, como o fez se afeiçoar por ela. Depois de algum tempo, eles se apaixonaram, se casaram e tiveram um filho. — Ino contou.
— Então você queria nos contar, de forma extremamente sintetizada, um romance? — Neji perguntou sem expressão. — Aliás, você é péssima com histórias.
Ino ignorou o comentário.
— Na verdade, não. O que realmente é interessante é que alguns diziam que esse filho deles tinha os olhos brancos. Ao longo do tempo, diziam que ele tinha essa cor de olhos, por seu pai ser o inverno, outros disseram que era porque sua mãe tinha olhos assim e que ela havia vindo da lua, pois seus olhos eram da mesma cor do astro. Por fim, ficou mais conhecido como o filho da mulher da lua.... Dizem que, ao longo dos anos, essa família, descendente e de olhos brancos, não desempenhava o papel de estação, mas de apoio na transição de uma para outra. Eles seriam capazes de substituírem qualquer outra estação se preciso. No entanto, eles deixaram esse lugar há gerações e nunca mais haviam voltado. Todavia, há alguns anos, o pai do Naruto teve conhecimento dessa história e disse que havia uma família com olhos assim no País do Fogo. — A Yamanaka contou.
— Entendo. Então, você acredita que nós somos descendentes dessa mulher e do inverno. — Hinata comentou ao ouvir a referência a cor de seus olhos.
Ino concordou.
— Mas não entendi uma coisa. O que você queria propor com isso?
— Gostaria que você trocasse de lugar comigo, Hinata.
— Trocar de lugar com você? ‒ Indagou a menina ‒ O que quer dizer com isso?
— Você poderia ser o inverno e eu iria para outro lugar. Você diz gostar do Naruto, poderia ficar aqui com ele. — Ino apelou.
Hinata enrubesceu e levantou de súbito.
— Eu não posso fazer isso! — Hinata rebateu — Tenho uma vida em Konoha, minha família, tudo lá. Eu gosto do Naruto-kun, sim. Ele é meu melhor amigo, mas não posso fazer isso. Além disso, eu não acho que seja compatível com o inverno também. Do que adiantaria isso, então?
Ino sorriu triste.
— Eu imaginava que diria isso — Confessou ela — Era um pedido egoísta. Não esperava que aceitasse, eu só... tinha que arriscar. Não tinha nada a perder, de qualquer forma.
— Ino-san, eu... sinto muito. — Hinata resmungou sentida. A jovem Ino parecia realmente infeliz. Hinata sentiu-se mal por ela.
— Não. Você não tem culpa. Não se sinta mal. — Desdenhou ela, abanando a mão.
— Eu não entendo uma coisa. — Interviu Neji, ele cruzou os braços e seus semblante neutro não o fazia parecer realmente duvidoso de algo — Por que você propôs isso a Hinata? Eu não seria dessa família também? Além disso, acho que se fossemos considerar o que você disse, eu seria mais compatível com o inverno do que a Hinata. Não acha? — Inquiriu ele.
— Você não parece ter motivo algum para querer estar aqui. E, também, a compatibilidade dela talvez seja maior do que você pensa. Eu acredito que o inverno não precisa ser uma pessoa gélida, fria ou distante. A história diz que a partir daquele ano o inverno passou a ser mais sociável, podemos dizer assim. Então, vejo que o inverno só precisa ser o oposto do que é o verão, eles se complementam. Um só existe com o outro, como a primavera aonde as flores nascem e o outono onde as folhas caem.
— Entendo. Nesse pouco tempo, você achou que, entre nós dois, quem mais se opunha a personalidade do Naruto seria a Hinata e não eu — Neji comentou. — Você tem razão nesse ponto. Hinata tem a personalidade completamente diferente daquele espalhafatoso do Naruto. — Concordou ele. — Mas ainda não entendo por que não quer ser o inverno. Pois, pelo que entendi, você apenas gostaria de trocar de lugar com minha irmã. Quer ir para Konoha?
— Não tenho interesse no País do Fogo. — Ele afirmou convicta e sincera — Minha família serviu às estações por gerações. Eles até criaram essa barreira que há em volta do território, ela é uma barreira mais mental do que física, por isso é necessário a permissão de uma das estações para entrar. Acontece que o inverno não teve sucessor. O anterior partiu e não surgiu um outro legítimo. Eu fui a pessoa mais próxima de ser o inverno, mas não sou compatível o bastante, acredito que minha aparência seja a única coisa que me fez ser capaz de sanar a falta de uma estação legítima. A verdade é que eu queria viver uma vida fora daqui, não consigo ser feliz vivendo aqui, me sinto aprisionada. Vejam meu estado. As roupas das estações e sua aparência são reflexos de si mesmas, eu estou acabada, como podem ver. Além disso, não tenho certeza do que acontecerá comigo se deixar de ser uma estação, os registros em diários fazem parecer que todos que deixaram de ser uma estação simplesmente foram apagados. Mas eu não me importo com isso, só quero ser livre, mesmo que tenha minha existência apagada.
— E você quer que Hinata a substitua e sofra por você? — Neji perguntou incrédulo — É, você tem razão! Está sendo egoísta!
— Você não entende! — Sakura intrometeu-se. — A história que a Ino contou diz que os descendentes da mulher, tinham olhos brancos e a capacidade de substituir qualquer outra estação. Não sabemos se é possível, de fato, que alguém possa substituir qualquer estação nem mesmo se vocês são descendentes, mas...
— O que a Sakura quer dizer é que eu tinha que tentar. — Ino interrompeu — Mas eu peço desculpas, fui egoísta e mais uma vez digo que reconheço isso. Porém, não acho que Hinata sofreria aqui. Pois, diferente de mim, ela só faria isso por escolha, não por obrigação. E, se fizesse isso, seria com motivo.
Ino foi verdadeira em todo seu discurso. Embora houvesse um tom melancólico em sua voz, ela não queria persuadir Hinata a nada. Mas quando fitou os olhos dos dois irmãos, sentiu algo dentro de si se agitar, sentiu como se tivesse a oportunidade de ter uma mínima esperança de se livrar do fardo que nunca quis carregar. Ela sentia que era uma oportunidade. Mesmo que soasse egoísta, ela queria tentar, precisava tentar.
Mas não estabeleceu uma falsa expectativa positiva.
— Ino-san... eu sinto muito.
Sabia que Hinata iria negar.
‒ Eu a compreendo.
...
‒ Vai... me dizer... tudo?
Naruto estranhou.
‒ É só perguntar o que quer saber ‒ Kurama concordou.
Naruto coçou a cabeça encabulado. Não fazia ideia do que perguntar.
Sentia que estava aceitando tudo aquilo com muita facilidade, sem relutância alguma. Ele revirou os olhos e bufou.
‒ Acho que está percebendo que não tem como negar a si mesmo, Naruto. ‒ A raposa conversou ‒ Como parece meio perdido, vou começar pelo início. Pelo que você precisa saber. Primeiro, acho válido que você saiba quem são os seus pais. Você é filho de Kushina Uzumaki, o verão anterior a você e de Minato Kamikaze, o rei de Konoha.
Naruto arregalou os olhos. Deixou os braços caírem ao lado do corpo e aturdido perguntou à grande raposa.
‒ O rei... Minato, ele era o meu pai? ‒ Ele inquiriu desacreditado. ‒ Eu... eu era órfão... por que ele nunca disse nada? Isso não pode ser verdade!
Ele desacreditou. Minato era conhecido como um bom governante. Justo. Gentil. Humano. Como poderia ele, então, ter abandonado o próprio filho?
Naruto sentiu o chão sob seus pés tremer, desolado com a revelação da raposa. Ele não era órfão, fora abandonado.
Mas... o rei de Konoha talvez não soubesse que tinha um filho, certo?
Aquele pensamento o deixou esperançoso por alguns instantes. Todavia, como se compartilhassem suas mentes, a raposa logo o desestimulou.
‒ Minato sabia que tinha um filho. ‒ O animal expôs. Ajeitou a cabeça sobre as patas e piscou lentamente os grandes olhos. ‒ Ele o levou até a cidade da Folha e o manteve afastado de modo proposital.
‒ Então, ele tinha a intenção de me abandonar... Ele não queria um filho?
‒ Acredito que não seja esta a questão.
Ao redor de Naruto e Kurama, a paisagem começou a mudar e no ar surgiram algumas imagens.
‒ Irei lhe mostrar alguns de meus registros, Naruto. Memorias de sua mão e de seu pai.
Naruto nada respondeu, estupefato com o cenário que surgia diante de seus olhos.
Ele primeiro viu aquele mesmo lugar no qual Kurama e ele estavam agora, porém quem estava ali não era ele, mas, sim, uma mulher. Ela estava sentada de lado sobre as próprias pernas e o cabelo vermelho vivo se estendia comprido pelo chão. Seu rosto estava voltado para cima e, de olhos fechados, parecia apreciar o contato da luminosidade solar sobre sua face e sorria sentindo o calor lhe tocar.
‒ Essa é Uzumaki Kushina, sua mãe. Foi neste dia que ela conheceu seu pai. Ele era um capitão do exército e estava em missão pela região, mas também era um curioso. Na época, as pessoas que passavam por aqui não percebiam a distorção no ar, o cenário era diferente. Todos atravessavam a região sem ao menos passarem pelo território das estações ou dar-se conta desse. ‒ Kurama começou a narrar e observava junto com Naruto as imagens que mostrava ao rapaz. ‒ Mas, como disse, Minato era um curioso. Ele andou por muitos lugares em missão e suspeitou que, em relação à países vizinhos, ao sair do País do Fogo, demorava muito pouco tempo até chegar à fronteira com o País do Vento. Minato era perspicaz e logo deu-se conta disso, ele descobriu a única falha da barreira. Quando alguém chegava aqui, era transportado para o outro lado do território sem o cruzar ou perceber. Seu pai demorou meses para descobrir o que acontecia e sua mãe foi a responsável por ele saber como entrar aqui. Ela era uma mulher enérgica e ao ficar entediada qualquer coisa lhe prendia atenção. Ela observava as pessoas que passavam ao redor e ao ver o mesmo rosto frequentemente, ela interessou-se em conhecê-lo.
Naruto viu o momento em que a barreira se materializou e abriu-se como uma porta em um convite mudo para Minato. Viu o governante de Konoha atravessar ali e seguir reto pelo campo de grama verde, sob um sol escaldante. Viu Minato avistar uma espécie de portal de madeira maciça ladeado por grandes rochas se abrir e o pai passar por ele. Viu quando Minato encontrou Kushina e admirou-a. Eles ficaram durante minutos em silêncio, encarando-se, até que Kushina finalmente o indagou.
Ela se apresentou como sendo o verão a ele. Obviamente, Minato relutou, todavia, por poucos segundos, afinal já havia atravessado um portal, não poderia prosseguir tão descrente.
Os dias se passavam às pressas na nuvem à sua frente. Naruto observava atento a evolução daquele contato entre duas pessoas que ele percebeu serem tão diferentes.
A mulher bela e radiante, demonstrava muita simpatia, euforia e entusiasmo e logo Naruto percebeu seu pai, que era paciente, calmo, gentil, curioso e discreto se apaixonando por aquela jovem mulher espalhafatosa e sendo retribuído.
Eles não se viam diariamente por conta da ocupação de Minato, seu contato com Kushina era esporádico, mas Naruto viu momentos afetuosos dos dois, o primeiro toque, o primeiro beijo. Viu quando sua mãe estava grávida e a felicidade dos dois naquele momento. Se sentiu um tanto intruso por um instante.
Os meses se passaram e também os anos.
Havia se passado pouco mais de três anos desde o seu nascimento quando Minato viera a se tornar rei de Konoha e com isso, as visitas que eram raras se tornaram cada vez mais escassas. Quando Naruto já estava mais crescido, seu pai descobriu que havia um grupo de rebeldes liderados por um homem estrangeiro influente e rico chamado Shimura Danzo, um tido como amigo de longa data de Hiruzen Sarutobi, o conselheiro de Minato Namikaze.
Danzo usou da posição de Hiruzen para se aproximar de Minato. O shimura era um homem obcecado por força e poder. Ele cria veemente em relatos sobre seres com poderes capazes de manipular o tempo e mantinha os homens sob seu mando, vigiando os membros mais importantes do governo do País do Fogo em busca de qualquer informação, seja verídica ou até mesmo especulações ou boatos sobre o assunto.
Minato fora seguido, ele contou a Kushina.
Um dos subordinados de Danzo o estava espionando e o viu aparentemente desaparecer no ar. Isso, ao chegar aos ouvidos de Shimura Danzo, despertou o lado mais ambicioso e louco do homem.
Passou-se mais alguns anos até o momento em que o louco individuo decidiu agir.
Minato passou a ver Kushina e Naruto com uma frequência quase rara, e num desses momentos, mesmo com cuidados extremos, Danzo fora capaz de penetrar a barreira do território das estações. Minato então levou Naruto até Konoha, pedindo para que Kurama bloqueasse os registros no diário, fazendo então com que Naruto esquecesse-se do tempo que viveu ali até que chegasse o dia em que ele retornaria.
Desenrolou-se toda a cena diante dos olhos de Naruto, vendo o tal Danzo ferir seus pais. Viu-se também indo inconsciente com seu pai para Konoha.
Vislumbrou o momento em que, poucos meses depois, seu pai fora emboscado e usado para atrair sua mãe. Ambos os pais de Naruto quase foram mortos. Kushina foi a responsável por evitar a morte deles.
Ela os selou junto ao território das estações.
‒ Eu... não compreendo. – Naruto murmurou a Kurama, seus olhos ainda estavam na cena em que seus pais se dissolviam e misturavam-se ao lugar no qual se encontravam. – Meus pais estão vivos ou não?
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