Estava Escrito - Cobrade

24 Capítulo 24 - Luta clandestina


Notas iniciais
Oi amores, eu queria de vdd postar um capítulo beeeem grande. Porém estou passando mal já tem bastante dias, e escrever está sendo algo bastante complicado. Mas aqui está, espero que gostem do capítulo. Não esqueçam de comentar.


(Narração Cobra)

Um mês depois...

Eu já estava treinando na Khan a um mês, e a exatos 5 dias atrás havia conquistado o tão desejado kruang azul escuro. Meu "relacionamento" com a Jade estava estável, nos víamos quase todos os dias, ficávamos, eu estava somente com ela, porém era meio que algo escondido. Não por opção dela, mas sim pela minha. Eu não queria conhecer a mãe dela, por que se isso acontecesse iríamos começar automaticamente a namorar, e namoro é algo altamente patético.
O Gael estava no meu pé em questão do caso "Matheus" então decidi abandonar essa vida, pelo menos por enquanto. Porém eu precisava arrumar um novo jeito de arrumar dinheiro fácil e rápido, porém de um jeito que eu não me sujasse.

Senti meu celular vibrar, era uma mensagem do mestre Lobão:
"Eai moleque, ainda está precisando de grana? Se estiver eu tenho a solução.
Lobão."

Parece que o mestre lia meus pensamentos. Respondi:
"Estou sim mestre, e preciso rápido. A verba do QG Da pra nada.
Cobra"

E logo a mensagem do mestre chegou:
"Que tal lutar e ganhar dinheiro? Ali na hora? Tem uma galera que aposta uma grana legal em algumas lutas. Para você faturar, basta ganhar.
Lobão."

Eu logo respondi:
"Luta clandestina?
Cobra."

E ele respondeu:

"Prefiro chamar de lutas apostadas. Eai, vai topar?
Lobão."

Grana fácil e rápido assim?
"Claro que topo, que horas?
Cobra"

Lobão mandou uma mensagem avisando a hora, e logo mais tarde ele passou ao QG junto á Luiz e Diego para irmos ao local da luta. Eu estava ansioso, e confesso que estava com um pouco de medo. Não queria problemas com a polícia, e ela certamente poderia aparecer ali.
Logo chegamos ao local da luta, era um galpão desativado, com cercas altas e fortes, portas trancadas com correntes e cadeados, e lá dentro um ringue para as lutas. Em volta do ringue haviam cadeiras, e sentadas nelas homens aparentemente bem dotados de dinheiro, certamente os apostadores.
Os lutadores foram apresentados um a um para os apostadores. E logo as lutas se iniciaram. Pela ordem do sorteio minha luta seria a quarta, e em enfrentaria um cara chamado Felipe Guerra. Eu não conhecia nenhum lutador ali, nem o modo deles de lutar, por isso Lobão foi me falando como ganhar cada luta.
A primeira luta se passou, a segunda, e logo a terceira. Já era minha vez de lutar. Eu subi ao ringue com um pouco de medo do que poderia acontecer, o Felipe tinha aparentemente 1,85 de altura. Não era muito musculoso, porém segundo o Lobão ele era rápido.
Logo o Juiz deu o aviso para começar a luta. Diferente das lutas legais, nas lutas clandestinas os lutadores não tinham proteção nenhuma, e todo golpe era válido. Era tipo briga de rua.
O primeiro golpe foi meu, quis mostrar soberania, então soquei seu rosto e ele logo revidou com uma sequência do mesmo, porém eu bloqueei todos. A luta foi rápida, exatos 3 minutos, eu ganhei, óbvio. Felipe saiu do ringue em uma maca, após ser nocauteado com um chute espetacular. Eu vi a satisfação no rosto do meu mestre e dos apostadores.
O restante da noite (e da madrugada) se resumiu em pancadarias, eu sai vitorioso. Mas confesso que foi por pouco. Aqueles caras tinham sede de sangue, queriam vencer a qualquer custo. E a conseqüências disso foram vários hematomas em meu corpo, e alguns cortes em minha face.
Com o dinheiro em mãos e com a vitória e pensamento eu voltei para o QG, eu mal consegui andar, porém por motivo apenas de orgulho recusei a ajuda do pessoal da academia.
Então com dificuldade eu me deitei, tomei um analgésico e adormeci.

***
(Narração Jade)

Era uma sexta feira de manhã, havia ido para a Ribalta de metrô. Assim que cheguei a praça olhei para o QG na esperança de ver o Cobra, mas estava tudo fechado. Então continuei andando em rumo a fábrica.

– ei, Jade, espera! — ouvi alguém me chamar e assim que olhei para trás me espantei com o que vi.

– Edu? — eu disse tremendo de medo.

– a gente precisa conversar. Eu preciso me desculpar. — ele disse se aproximando.

– a gente precisa conversar? Você está doido, some de perto de mim. Você é maluco, nada que você diga vai fazer eu te perdoar, eu tenho nojo de você, NOJO!

– Eu estou arrependido pelo o que fiz, a cadeia me ajudou a refletir muito. — ele disse.

– você mal ficou na cadeia, isso é um absurdo. Nem pagou pelo crime que cometeu. — eu disse em meio a raiva. — eu não quero saber se você se arrependeu, ok? Eu quero que você fique bem longe de mim, se não em vez de voltar para a cadeia você vai é conhecer o inferno seu babaca. — eu disse e logo dei as costas saindo dali rapidamente.

De onde eu tinha tirado tanta coragem? Ainda mais pra falar assim com alguém que tentou abusar de mim.

(Narração Cobra)

Já era tarde, o sol ardia no asfalto do quente Rio de Janeiro. E eu como sempre estava no QG. Algumas dores e hematomas ainda me lembravam a noite anterior, e enquanto analisava aqueles roxos ouvi meu celular tocar.

– alô?

'Eai' Cobreloa, como está?– era Lobão do outro lado da linha.

– tirando as dores e os roxos estou bem. Mas Eai, o que o senhor manda?

na verdade nada. Queria apenas te parabenizar a sua luta, os apostadores adoraram você, e com certeza você se tornou o queridinho deles.

– isso é bom de se ouvir. — eu disse pensando na bolada que iria faturar nas próximas lutas.

– já posso contar com você para as próximas né?

– claro mestre.

então pronto. — ele disse. — depois a gente se fala mais aqui na academia. Tchau. — ele disse e já desligou o celular sem me da chance de despedida.

***
Já era quase a hora da minha dama sair da Ribalta, então eu mandei uma mensagem para ela propondo um programa a dois.

"Oi minha dama. Que tal passar aqui depois da aula?
Cobra."

E rapidamente a bailarina respondeu:

"Hmmm, convite tentador. Eu topo.
Jade
"

A fome era grande então dessa vez, em vez de apenas ficarmos nos 'pegando' no QG, eu iria comprar algo para nós comermos.

"Ok então, vou pedir uma pizza para gente.
Cobra"

E logo a minha morena de corpo escultural respondeu:

"Assim você acaba com a minha dieta. Logo estarei ai, me aguarde bem gato.
Beijos, Jade."

Ela disse e eu logo abri os contatos do celular para ligar para a pizzaria.

***
Já era noite, a pizza já havia chegado e minha dama estava a entrar no QG.

– hmmm, cheiro de calabresa. — ela disse provando os lábios.

– espero que você goste, é meu sabor favorito. — eu disse já pegando um pedaço da pizza e dando para ela.

– eu gosto sim vagabundo. — ela disse sorrindo após dá uma mordida na pizza.

– sabe minha dama, eu nunca gostei de ficar com uma única garota. Mas confesso que está legal. A gente tem sintonia, parceria, sem falar da nossa química. — eu disse enquanto dava um gole no suco.

– por que você está dizendo isso? — ela disse com os olhos brilhando.

– pra falar a verdade, não sei. Apenas deu vontade de falar.

– sabia que eu nunca namorei? — ela disse me olhando com aqueles olhos grandes e meigos.

– por que não?

– por que eu nunca quis tem um dono, nunca quis pertencer a uma pessoa. Sempre gostei de liberdade. Mas com você é diferente, eu deixaria minha liberdade para trás para ter algo com você. — ela disse sorrindo.

– algo que você diz por acaso é namoro? — eu disse olhando para ela com uma cara não muito boa.

– não estou dizendo que quero namorar com você. — ela disse com desdenho.

– então está dizendo o que?

– na verdade nem eu sei, apenas falei o que deu vontade. — ela disse e logo abriu um largo sorriso.

– você é linda minha bailarina. — eu disse e logo a puxei para um beijo.

Notas finais
Eu não sei quando sai o próximo capítulo, mas prometo que tentarei postar ainda nesse final de semana. Não deixem de comentar... Ja aviso que vem morte nos próximos capítulos. De quem vcs acham que pode ser ?