Estava Escrito - Cobrade
7 Capitulo 7 - Um novo alguém
Notas iniciais
Aquele dia havia passado rápido, e apesar do ótimo acontecimento, ele até que tinha sido um dia comum. Almocei, dormi, assisti tv, respondi os comentários do meu vlog.
Um novo dia se iniciava e finalmente se iniciaria as aulas da Ribalta. Acordei rapidamente, tomei um banho rápido e vesti uma roupa. Tomei café da manhã e fui para a Ribalta com minha mãe.
A aula foi como eu imaginava, intensa, prazerosa, poderia ficar dançando ali o dia todo sem intervalos, porém era cansativa, ainda mais pra mim. Minha mãe era uma professora exigente com todos, mas comigo essa exigência se triplicava, era muita cobrança, e eu tinha obrigatoriamente que me sobressair.
– Jade, eu vou ficar aqui até mais tarde hoje arrumando algumas coisas. Se você quiser ir embora. — minha mãe disse após o término da aula.
– Ok, já que é assim eu vou indo. — eu disse pegando minha bolsa e saindo. Eu estava cansada e morrendo de sede, perto das escadas avistei um bebedouro e fui em direção a ele sonhando com uma água bem geladinha.
– água quente?! Af, ninguém merece viu! — eu disse cuspindo aquela água ao chão. — agora eu vou ter que caçar um lugar pra comprar água. — disse descendo as escadas furiosa.
Em que diabos em encontraria um lugar para comprar água? Não tinha nenhum mercado ali perto.
– a banca de revista! — falei baixinho. Atravessei a rua correndo e fui até a banca da Dona Dalva.
– oi Dona Dalva. — eu disse enquanto ela arrumava uns jornais.
– oi minha linda, está procurando alguma revista de moda? Chegaram uma ótimas.
– não não, hoje eu não quero revista. — disse sorrindo. — a senhora vende água mineral?
– não minha linda, só revista mesmo. — ela disse sorrindo. — mas acho que no QG vende.
– verdade, esqueci que lá vende essas coisas. — disse olhando para o QG. — obrigado Dona Dalva. Vou lá, estou morrendo de sede. Tchau. — mandei um beijo de despedida e sai.
– disponha minha linda.
Entrei no QG, nunca havia entrado ali, apenas conhecia por fora. Olhei rapidamente para o balcão e vi um rapaz (muito gato por sinal), ele estava mexendo no celular. Fui em direção ao freezer e peguei uma água. Virei em direção ao balcão e percebi que o carinha não tirava os olhos de mim, analisava tudo. E com uma cara tão lerda.
Coloquei a água no balcão e abri minha bolsa para procurar dinheiro.
– quanto custa mesmo? — perguntei. Ele estava me olhando de um jeito, parecia que iria me devorar com os olhos. Então eu o encarei, mexi em meu cabelo e joguei o olhar mais sedutor que conseguia fazer. Vi um pequeno sorriso se formar em seus lábios.
– dois reais. Só isso mesmo? — ele respondeu.
– depende, o que você tem a me oferecer além dessa água? — entreguei o dinheiro, fechei minha bolsa e continuei a encará-lo.
– que tal o vendedor? — ele disse se apoiando no balcão com uma cara deliciosamente lerda.
Sorri me afastando um pouco do balcão. Que atrevido esse vendedor! Tava se achando! Mexi em meu cabelo e olhei bem em seus olhos. Fui em direção a saída abrindo minha garrafa de água. Porém antes de abrir a porta pensei melhor, acho que uma delícia daquela faria muitíssimo bem a minha dieta diária. Então virei para trás e disse:
– quem sabe, vendedor. — disse em tom provocador e sai do QG.
Sai dali com um sentimento ótimo, ser paquerada por um gato daqueles fazia muitíssimo bem para a autoestima.
Fiz sinal para o táxi que passava e ele parou, entrei e passei o endereço de casa para ele.
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