Estas encarnações dos dias de hoje...
6 Capítulo 6- Party Popo?
Notas iniciais
Anju caminhava pelas escadarias das doze casas, ia com um livro nas mãos e não estava prestando atenção no caminho, o livro falava de ninfas e musas, Anju interessava-se muito por isso, ela dirigia-se à casa de Gêmeos, Michaela tinha desmaiado na casa de Virgem de manhã e ela iria ver como a amiga estava, mas como é cliché ela tinha de esbarrar em alguém:
–Oh, desculpe senhorita- uma voz suave desculpou-se.
–Ah tudo bem. Eu ia distraída não reparei, me perdoe!- Anju levantou o olhar rosa para a pessoa em quem tinha esbarrado, tinha uma pele morena, olhos azuis e cabelos azuis, mas mais claros que os seus olhos.
–Meu nome é Julian, sabe onde posso encontrar a Saori?-o rapaz perguntou sorrindo.
–Saori? Julian?- Anju estava confusa, quem era o rapaz e quem raio era Saori?
–Sim Saori, a Deusa Atena…
–Ah, meu rapaz se ferrou ela se sacrificou para reviver os cavaleiros mortos- Anju deu um sorriso amarelo e explicou a situação ao de cabelos azuis, que perdeu o queixo.
– Como assim?! Quem foi a Deusa que fez o pacto com Poseidon! Eu sou a encarnação de Poseidon!- ele estava guinchando.
–“Este quando fica nervoso guincha, está óbvio, e vou precisar de tímpanos novos!”- Reclamou mentalmente- Foi uma amiga minha, uma das Deusas que agora protege o Santuário até a nova Atena reviver. Michaela.
– Que Deusa?
–Você está ficando chato hein Julian! Hera, Deusa Hera! Eu preciso de ir vê-la, se quiser vem comigo e fala com ela! Já que agora não nos pode atacar!- a de cabelos cinza estava ficando stressada, os olhos semicerrados e um semblante de “estou-te julgando”.
–Vou sim! Me indique o caminho!
– Terceira casa, desça até lá, já que me parece que vai a correr…- não deu tempo de ela acabar a frase que o azulado já partira na corrida.- Vish! Fiquei até rosa chiclete.
Chegando à casa de Gêmeos, a ruiva comia e lia um livro na sua cama, Saga e Kanon estavam na sala vendo TV, ela convenceu os gêmeos que ela estava bem só precisava relaxar, porque todo o corpo lhe doía, mal sabiam bem era tudo tretas, ela aprendera bem com o gêmeo mais velho.
– Alguém? Permissão para entrar?
–Ué essa voz?- Kanon saltou do sofá e ficou branquinho que nem leite. Já foi pensando merda que eu sei nem vale a pena mentir!
– Ahn? Este cosmo?!- Saga virou-se para a entrada da casa de gêmeos.
– Oi gente, sou eu o Julian?- o jovem entrou sorrindo- é aqui que está a encarnação de Hera?
– Oi Julian- cumprimentaram os dois geminianos- Porque quer saber Julian?- Saga interrogou o jovem.
– Ah eu quero lhe agradecer, pois graças a ela eu tenho meus marinas de volta!
– Chamaram?- a cabeleira ruiva saiu pela pequena frecha da porta.
– Ah é você!
–Oi?
– Sou a encarnação de Poseidon, obrigada pelo tratado de paz, eu tenho meus marinas de volta!- o rapaz estava histérico, agarrou a ruiva p’las mãos e a abanava violentamente.
– Julian, calma ela está débil!
– Hãn?- ele largou-a e encarou o ex-marina e ela capotou o chão.
Uma figura alta e delgada adentrou pela casa dentro e deparou-se com Michaela no chão, Kanon escondido atrás de Saga e Julian fixado com os olhos no gêmeo mais novo:
– Acho que cheguei numa má altura?- Anju apoiou-se numa parede da casa e todos a encararam.
– Anju?!- exclamaram todos.
–Calma eu sei que sou linda, agora não morram nem chore, só vinha ver como a Mih estava, mas vejo que agora está pior.
– Bicha, me ajude a levantar.
A de cabelos cinzas caminhou até à amiga e a ajudou a se levantar, com uma gota enorme na cabeça.
–Sério que você veio aqui só para isso?- Kanon estreitou os olhos e julgou Julian.
– Não vim falar com a Saori, isto era só uma desculpa, mas…- o rapaz ficou com os olhos marejados.
–Não chore, não chore! Pronto, pronto- as duas encarnações foram abraçá-lo, percebendo o carinho que Julian tinha à antiga encarnação de Atena.
– O amofadinha está sensível- Saga comentou fazendo o irmão rir.
No templo de escorpião era possível ouvir-se gritos e algumas coisas a serem arremessadas para as paredes, os templos, para que não sobre dúvidas, têm a entrada e uma passagem que leva às escadarias da próxima casa, tudo bem até aí, agora lembram-se de ver quinhentas mil colunas nos templos certos? Pois bem essas colunas servem para disfarçar divisões, neste caso a casa onde os cavaleiros vivem. É isso!
– Ai Milo não atrapalhe! Olha esta casa! Só estou arrumando nem vem!- Rayane esbracejava energicamente atirando lixo e coisas inúteis para fora do caminho.
–Você está me destruindo a casa e quer que fique calado! Crer em Deus pai! O bicho está à solta!- Milo encolhia-se numa parede enquanto ela realmente lhe destruía a casa.
A encarnação de Némesis era explosiva e quando se decide a fazer algo nem a Muralha de Cristal segura, então ela queria limpar e a limpar estava.
Ela saiu da casa e se dirigiu ao lado contrário, no templo, onde estava uma divisão pequenina que tinha todos os produtos de limpeza.
–Oi óh da casa?- uma cabeça de cabelos rosados se encostou a uma coluna perto de onde a morena se encontrava.
–Ah oi Nei, e aí?- Ray falou indo abraçar a amiga.
– Eu vinha convidar vocês para ir lá no Rodório hoje, vai haver noite de rock lá num dos bares.
–Ah por mim já lá estou, mas não sei quanto às outras, afinal Thaís só deve ir se a Mih for, mas ela está morrendo.
– Mil tretas mano, é só fingimento, vais ver!- a mais velha riu da amiga, elas cresceram quase todas juntas, já se conheciam o suficiente.
– Bem, fale com elas, não se esqueça da Karah, convide-a ela parece ser bem legal. Eu vou acabar as limpezas.
– Okay Ray, “falow”! – Neith saiu então a descer as escadarias, iria falar com as três moradoras das três primeiras casas- “Elas têm sorte, moram perto umas das outras, eu não estou mal, agora a Ray e a Karah é que se fuderam!”
Na terceira casa:
–Como assim vei?
–É isso sua megera! Eu não quero ir!- Michaela reclamava na cara da amiga mais velha, Anju via tudo com uma gota na cabeça e um sorriso de canto.
–“Porquê? O que eu fiz de mal? Não me lembro de ter o cabelo lindo ser pecado”- pensava a taurina, Anju detestava gritaria.
Julian já tinha ido embora, semidepressivo, mas foi, e Neith tinha vindo apresenta a sua ideia às amigas, a qual Anju não se importaria de ficar de fora, mas…
– Neith, você pode-me mandar o seu Sopro Divino, eu “tou nem aí”!- Mih estava stressada- “Não quero ir sair e aturar elas me deixarem sozinha de novo!”- reclamava na sua cabeça. (N.A: Sopro Divino, vamos fingir que é um golpe de Diké okay? Okay suas Divas!)
– Você me irrita, agora Thaís não vai querer vir!
– Ups!
– Ah não, você tem de vir!- duas figuras chegaram à entrada do templo, onde a discussão decorria- Eu e ela vamos!
–Ah não Thaís, não me enche você também- a ruiva reclamava da melhor amiga recém-chegada também querer que ela fosse.
– Okay tudo bem, da última vez nós a deixamos sozinha e você quase que foi estuprada, mas você se safa muito bem, o rapaz ficou bem pior que você!- Neith tentava formular um argumento, o que não estava a resultar muito bem, na opinião de todos.
– Uhum…- disseram todas com os olhos semicerrados.
– Ah tá bom! Eu vou, mas se me deixarem sozinha venho a pé de volta!
– Você vai aonde?- Mascara chegou vindo dos quintos dos infernos assustando todas.
– Ah fudeu… Lado nenhum não Mask…- e aqui, minha gente, está o humor típico da encarnação de Hera o humor “fudeu”.
– Quanto desanimo em me ver, até entrou em modo “fudeu”.- Mascara comentou com o seu sorrisinho sarcástico de sempre, fazendo as jovens rir, menos a ruiva.
– Mascara, não a irrite, ela está de mau humor hoje- Thaís tentou defender a amiga.
– Hoje e todos os dias- Mascara alargou o sorriso- deve ser TMP ilimitado.
– Eu até posso estar de mau humor, mas isso eu posso mudar, já essa sua focinha horrorosa vai com você para a cova. UI GENTE UUUUUHHHH! TOMOU, PAPUDO!- a ruiva levantou-se e começou aos “uivos”- Nossa que BURN!
– Vish…- Mascara ficou com uma cara engraçada e saiu descendo para o seu templo.
E os dias eram passados assim no Santuário, menos durante a semana que haviam treinos, mas mesmo nesses dias a rotina não eram muito diferentes, mas ao mesmo tempo um dia não era igual ao outro, o sol se punha e voltava no dia seguinte isso era a única coisa que iria ser igual para sempre.
As pessoas se viam, se reuniam, faziam seus afazeres e se divertiam, a vida não se resumia a dor e sofrimento, afinal a meretr…digo a Saori não se sacrificou em vão.
Eram novas horas em ponto, quando Neith esperava as restantes jovens virem para a entrada do Santuário, a música do carro ligada alta e queria logo ir para o bar. Ela lembrara-se de pedir o carro de sete lugares.
– Crer em Deus pai! Que demora dos Infernos…
– Falando sozinha a estas horas e ainda não bebeu!- a sagitariana saltou no banco do carro com o susto, olhando para a janela. Rayane estava debruçada na mesma.
– Ah! Vai p’ra puta que te pariu! Isso é lá jeito de se aparecer!- a mais velha reclamava.
– Ainda vou a tempo de voltar e ver o filme com o Kanon- a mais baixa do grupo estava pessimista.
– Você ainda se casa com ele por conveniência! Entra no carro antes que te empurre!- Thaís disse se dirigindo aos bancos do fundo do carro.
–Obrigada por me convidarem gente, estou muito grata!- Karah sorria tão abertamente que chegava a contagiar.
–“Qué” isso, não tem de agradecer!- Anju sentou-se nos bancos à frente de Thaís de Mih, sendo que ao lado dela foi a novata que se sentou.
Rayane tomou o lugar do pendura e Neith ia conduzir, o que muito provavelmente resultaria em Karah a dirigir a viagem de vinda, pois Neith gostava de beber…demais.
Elas digiram-se a um bar que se notava movimentado, luzes e pouca fumasse, o que era de estranhar, saíram pela porta onde muita gente fumava, o que talvez explicasse o pouco fumo de dentro.
–Embora garotas!
–Espere Neith!- Rayane chamou a mais velha- Me dê as chaves.
– Não vão entregar as chavecas a mim! Eu não bebo eu fico com elas!- Michaela se pôs no meio e recebeu as chaves do automóvel.- Agora entramos ou ficamos a enfeitar cá fora?
Adentraram pelo recinto que era iluminado na medida certa, tinha o típico cheiro a bar, mas este parecia bem frequentado pelo menos não havia drogados, bêbados ao extremo nem pessoas fornicando selvagemente pelos cantos e nos sofás.
Anju entrara em último e sorria alegremente, ela gostava de festejar e especialmente e arreliar Michaela que não era a maior fã de bares e não bebia, então ficava sempre para cuidar de todas. E a de cabelos longos notou num canto algures uma cara conhecida, mas não sabia se era mesma alguém ou os efeitos da luz o faziam parecer:
– Mih- cutucou- Michaela!- puxou-se as costas da camisola de gola em barco, preta justa que usava.
–Que foi seu Asdrúbal!!
–Olha ali- apontou- Não é o louco do mar?
–O Julian?
–Sim Mih, Poseidon, Julian, Alforreca do Tridente, Popo! Tanto faz!
–Eh acho que sim…-disse por fim a ruiva.
– Vamos falar com ele!- Anju puxou a mais baixa para o canto onde Julian estava, mas não sozinho.
– Ah! Meninas!- Julian deu um gritinho baixo.
– “Tem tiques do Dite”- pensou do olho verde, isto é até estranho de escrever…
– Oi Julian! Que surpresa encontra-lo aqui…- Anju sorria abertamente para o jovem.
–Ah senh…Julian quem são elas?- Um rapaz de cabelos quase brancos e olhos rosados aproximou-se do de cabelos azuis e perguntou.
– Ah são as novas encarnações protetoras do Santuário Sorento.- Julian sorria- Minhas caras amigas, estes são os meus marianas, que voltaram depois do nosso acordo.
– Espera Popo! As outras Mih?
– Vou saber, você me puxou e quase arrancou meu braço fora.
– Vou busca-las! Aí você nos apresenta a todos.
–Tá bom Anju!- Poseidon acenou enquanto a Afrodite ia encontrar as amigas.
O ambiente ficou em silêncio, Michaela era tímida nestas situações e estava sentada ao lado de Bian, o canadense falava animadamente com Io e Isaak e as outras vieram arrastadas pela Anju, que vinha com um sorriso na cara, um sorriso…Diabólico?
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