Estarei ao Teu Lado
26 Preciso conversar com você
São exatamente 10 horas da manhã, eu acordo com meu celular tocando. Levanto ainda tonta e custo achar o maldito celular. Quando olho no visor é o meu querido namorado Tom, eu não me sinto bem em atendê-lo, a culpa ainda me consome, eu sempre preservei essa coisa de ser fiel, e no momento eu não estava sendo. Depois de enrolar bastante resolvo atender.
-Achei que ia ter que ligar o dia todo. – Tom reclama.
-Me desculpe, é que eu estava dormindo. – digo impaciente.
-Eu preciso encontrar com você. – meu coração gelou, será que o Bill contou alguma coisa pra ele.
-Que horas? – é o que eu consigo dizer.
-Vamos almoçar aqui em casa?
-Pode ser. – digo preocupada.
-Daqui a pouco eu te busco.
-Ok. – ele desliga.
Assim que acabei de me arrumar eu desci e fui para a cozinha, quando entrei lá a Helene estava preparando o almoço.
-Nossa olha quem resolveu aparecer. – Helene sorriu pra mim.
-Tudo bem?
-Tudo. – ela continuou mexendo as panelas. – Ontem você chegou tarde mocinha.
-É. – sentei no balcão. –Helene eu posso te fazer uma pergunta?
-Pode. – ela olha pra mim.
-Se você namorasse com um cara, mas na verdade amasse o irmão dele o que você faria?
-Você ama o Bill? – ela me olha assustada.
-Não sei. – olho para ela. –Estou pensando em voltar para casa da minha mãe e terminar meus estudos.
-Fernanda você não pode fugir assim. – Helene tentava me aconselhar. –Você tem que conversar com o Tom.
-Não Helene, eu vou terminar com ele hoje e vou terminar meus estudos. – desde que vim para casa do meu pai eu parei de estudar.
-Eu só posso te apoiar então. – ela se aproxima de mim. –O estudo é muito importante, e você parou quando veio pra cá.
-Não tem como eu ir à escola aqui, fica cheio de fotógrafos.
-Eu vou sentir saudades. – ela me abraça.
-Eu também Helene. — começo a chorar. –Vou voltar pra louca da minha mãe.
-Quando você vai contar para seu pai?
-Hoje no jantar. – a companhia toca e vou atender.
-Oi minha linda. – Tom me abraça.
-Oi Tom. – digo não muito entusiasmada.
-Que cara é essa Fernanda? – ele me pergunta.
-Preciso conversar com você.
-E eu tenho uma coisa pra você. – ele me segura pela cintura.
-Vamos ao meu quarto?
-Sim. – ele vem atrás de mim.
-Tom senta aí. – aponto para a cama.
-Resolveu me dar um presentinho já que meu aniversário esta chegando? – ele e olha malicioso.
-Tom para de falar bobagem. – digo irritada. –O que eu tenho pra falar é sério.
-Então diz. – ele me olha sério.
-Eu vou embora.
Ele fica me olhando com a cara espantada por um tempo, na verdade até eu estou espantada com essa decisão.
-Por quê? – ele me olha triste.
-Eu quero continuar estudando.
-Continua aqui.
-Não Tom aqui não tem como, você sabe disso.
-Você vai para casa da sua mãe? – ele pergunta.
-Sim.
-Então eu posso ir sempre te visitar. – ele sorri.
-Não Tom. – meus olhos enchem de água. –Nós vamos terminar.
-Eu não vejo o motivo para isso.
-Eu vejo muitos. — sento do lado dele. –É melhor assim.
-Essa história de namorar não da certo mesmo, quando a gente começa a curtir ficar com a pessoa é isso que acontece. – Tom chuta nervoso umas almofadas que estava no chão.
-Tom, por favor.
-Você tem outro? – ele segura meu braço.
-Não. – começo a chorar.
-Me diz a verdade. – ele me segura forte.
-Eu amo o seu irmão. – começo chorar mais ainda.
-Então eu sou o bobo da história, você e meu irmão estavam de boa se curtindo e eu aqui igual trouxa?
-Não Tom não é bem assim. – consegui me soltar.
-Eu sou um idiota mesmo, foi você que foi lá pra casa ontem enquanto eu estava viajando.
-Tom eu fui só conversar com o Bill. – tento me explicar.
-Só que vocês aproveitaram bastante. – ele estava mais nervoso.
-Não. – levanto. –Vai embora.
-Vou mesmo e espero nunca ter que olhar pra sua cara. – ele começou a chorar. –Sabe Fernanda eu já tinha toda certeza que você era à mulher que eu queria do meu lado pra sempre, a mulher que eu amava e agora descubro isso sobre você.
-Tom...
-Você é uma adolescente fútil, uma imbecil. – ele foi saindo do quarto. –Isso é pra você, mas pode desconsiderar essa merda que eu fiz.
-Tom, por favor. – vou atrás dele.
-Fernanda se houver um pouco de dignidade em você, por favor, não vem atrás de mim. – ele foi embora e eu sentei na escada e comecei chorar bastante.
Eu gosto do Tom, não tanto como ele parece gostar de mim, mas a conversa não era pra chegar nesse ponto, eu nunca vou me perdoar por isso tudo que eu fiz com ele.
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