Estarei ao Teu Lado

29 Nem tudo é como queremos


-Tom? – fico surpresa. –Quem te convidou?

-Seu pai. – ele me da um abraço. –Bela festa.

-Eu não queria isso. – digo. – Festa é muito chato.

-Eu gosto de festas. – ele olha ao redor. –Mas tem muitas senhoras de idade nessa festa, onde estão suas amiguinhas gatinhas?

-Eu não tenho amigas. – digo um pouco incomodada com o que ele disse.

-Ok. – ele da uma risada. –Tenho uma pessoa pra te apresentar.

-Quem? – digo curiosa.

-Essa é Melanny. – ele chega com uma garota loira, bem bonitona. – Minha namorada.

-Prazer Fernanda. – digo um pouco sem graça. –Espero que esteja sendo bem recebida.

-Obrigada. – ela disse com uma voz nojenta. Essa Melanny é bem a cara do Tom mesmo, é bem siliconada e tem uma cara bem enjoada; mas ela é toda enjoada.

-Você é até bonitinha. – ela me olha. –Mas você é bem novinha.

-E o que tem eu ser novinha? – digo.

-Você namorou meu amorzinho aqui. – ela da um beijo no Tom. –E você tem cara de bebê, não sei como você foi namorar com uma menina assim meu Tomzinho.

-É, mas seu Tomzinho não importou de eu ser um bebê. – digo nervosa. –Tom fique à vontade, eu vou aos outros convidados.

Que vontade de pegar essa mulher e dar uma surra nela, mas barraco em meu aniversário não seria legal. Como o Tom tem coragem de trazer uma mulher dessas na minha casa e pior no dia do meu aniversário? Isso deve ser pra jogar na minha cara que eu não dei valor e agora perdi. Eu estou furiosa com o Tom, com essa festa e com essa vadia, mais ainda com ela. Sou interrompida do meu momento de fúria quando alguém segura meus braços.

-Fernanda, tudo bem?

-Bill. – eu o abraço forte, é dele que eu estou precisando no momento. –pensei que você não iria vim.

-Eu não ia perder sua festa. – ele continua abraçado comigo. –Mas eu te conheço muito bem mocinha, apesar de tudo que aconteceu. Eu sei que você não está bem.

-Estou bem sim. – me afasto dele. –Onde está sua namorada?

-Que namorada? – ele começa a rir.

-O Tom já me apresentou a dele, só falta você apresentar a sua. – digo. –Mas fala com ela que não precisa me humilhar por minha pouca idade.

-Eu não tenho namorada Fernanda. – ele sorriu.

-Que bom. – dou um suspiro. –Se essa festa não fosse minha eu pedia você pra me tirar daqui.

-Bom agora não tem como, mas quando todos forem embora acho que tem como eu fazer isso.

-Obrigado. – dou outro abraço nele.

Não sei o que aconteceu comigo, eu confesso senti ciúme do Tom e não foi legal ver ele com aquela mulher. Do Bill eu tive aquela lembrança gostosa de quando ele era apenas um ser do além que precisava de minha ajuda, ele era meu companheiro, meu amigo que eu nunca tive e essa lembrança veio de novo quando ele se preocupou comigo, ele viu que eu não estava bem.

A festa continua uma porcaria, minha mãe não fica quieta, ela fica o tempo todo servindo os convidados e discutindo com meu pai (só na cozinha, quando está sozinho com ela). Fico apenas observando a festa, todos estão rindo, conversando e felizes, a única que não está nem um pouco feliz sou eu.

-Oi. – Bill senta ao meu lado. –Acho que você não está gostando disso.

-Nem um pouco. – continuo observando as pessoas. –Esse povo parece feliz demais.

-Você não gosta de pessoas felizes? – ele da um sorriso lindo.

-Não.

-Por quê? – ele olha pra mim e volta a olhar para as pessoas.

-Não sei. – resolvo olhar pra ele. –Mas é porque eu não estou feliz, e quando estou triste não gosto de pessoas felizes.

-Fernanda eu tinha me esquecido do quanto você não bate muito bem das ideias. – ele ri mais ainda.

-Eu sempre fui normal viu. – dou um tapa de leve nele.

-Não. – ele tira a mecha de cabelo que cai no meu rosto. –Você sempre foi diferente.

-Só você pensa isso. – tiro a mão dele.

-Você vai mudar com o seu pai? – ele pergunta.

-Se minha mãe deixar eu vou, mas você sabe que é muito difícil isso.

-Sua mãe é meio chata. – ele sorri.

-Não fale assim da minha mãe. – dou outro tapa nele. –Só eu posso falar assim dela.

-Aceite minhas desculpas senhorita Maria Fernanda. – ele pega minha mão e da um beijo.

-Desculpado senhor Bilzete. – começo a rir.

-Eu vou ter que fazer você escrever mil vezes aquela frase. – ele finge está bravo.

-Me desculpa. – dou um abraço nele. –É legal você aqui de verdade sabe tipo todos estão te vendo.

-Eu também acho, não é legal ser invisível. – ele diz. –Mas pena que nossos caminhos foram diferentes.

-Nem tudo é como queremos Bill.

-Podemos fazer que seja como queremos. – ele se aproxima de mim, eu fico olhando os lábios dele fixamente, ele fecha os olhos e eu rapidamente fecho os meus, não tem como evitar um beijo do Bill. Mas somos interrompidos.

-Sua mãe está te chamando pra partir o bolo. – Tom chega com a loira oxigenada.

A festa continua uma porcaria, minha mãe não fica quieta, ela fica o tempo todo servindo os convidados e discutindo com meu pai (só na cozinha, quando está sozinho com ela). Fico apenas observando a festa, todos estão rindo, conversando e felizes, a única que não está nem um pouco feliz sou eu.

-Oi. – Bill senta ao meu lado. –Acho que você não está gostando disso.

-Nem um pouco. – continuo observando as pessoas. –Esse povo parece feliz demais.

-Você não gosta de pessoas felizes? – ele da um sorriso lindo.

-Não.

-Por quê? – ele olha pra mim e volta a olhar para as pessoas.

-Não sei. – resolvo olhar pra ele. –Mas é porque eu não estou feliz, e quando estou triste não gosto de pessoas felizes.

-Fernanda eu tinha me esquecido do quanto você não bate muito bem das ideias. – ele ri mais ainda.

-Eu sempre fui normal viu. – dou um tapa de leve nele.

-Não. – ele tira a mecha de cabelo que cai no meu rosto. –Você sempre foi diferente.

-Só você pensa isso. – tiro a mão dele.

-Você vai mudar com o seu pai? – ele pergunta.

-Se minha mãe deixar eu vou, mas você sabe que é muito difícil isso.

-Sua mãe é meio chata. – ele sorri.

-Não fale assim da minha mãe. – dou outro tapa nele. –Só eu posso falar assim dela.

-Aceite minhas desculpas senhorita Maria Fernanda. – ele pega minha mão e da um beijo.

-Desculpado senhor Bilzete. – começo a rir.

-Eu vou ter que fazer você escrever mil vezes aquela frase. – ele finge está bravo.

-Me desculpa. – dou um abraço nele. –É legal você aqui de verdade sabe tipo todos estão te vendo.

-Eu também acho, não é legal ser invisível. – ele diz. –Mas pena que nossos caminhos foram diferentes.

-Nem tudo é como queremos Bill.

-Podemos consertar o que não estiver certo. – ele se aproxima de mim, eu fico olhando os lábios dele fixamente, ele fecha os olhos e eu rapidamente fecho os meus, não tem como evitar um beijo do Bill. Mas somos interrompidos.

-Sua mãe está te chamando pra partir o bolo. – Tom chega com a loira oxigenada.

-Eu já estou indo. – olho pra ele. –Bill você vem comigo?

-Sim. – ele levanta.

-Você não perde tempo. – Melanny diz. –Não deu certo com o Tom e já está indo pra cima do Bill.

-Eu estou tentando ser educada com você, mas você está dificultando as coisas. – digo nervosa.

-Só estou falando a verdade. – ela rir. –Não conseguiu ter chance com o Tom agora está em cima do Bill.

-Tom a leva pra outro lugar. – Bill diz irritado.

-Ok. – Tom sai com a sua loira oxigenada.

-Se aquela mulher falar mais alguma coisa comigo, eu vou arrancar aquele cabelo oxigenado dela. –digo.

-Vamos atrás dela quero ver essa cena. – Bill rir.

Aquela tal de Melanny me fez bastante raiva mesmo, o pior de tudo foi o idiota do Tom que não fez nada só ficou olhando. Isso deve ser vingança ou sei lá o que, mas realmente não estou gostando nem um pouco disso. Aproximo da minha mãe, ela como sempre está nervosa.

-Fernanda você demorou. – ela me olha nervosa.

-Sei disso. – fui pra trás da mesa.

-Vamos começar gente. – minha mãe fala alto pra todos começarem a cantar com ela. Depois que acabou a maldita música de parabéns (como eu odeio essa música), e tive que fazer um desejo (desejo o Bill pra mim), minha adorável mãe partiu o primeiro pedaço de bolo e me entregou.

-Pra quem vai o primeiro pedaço? – ela me olhava feliz.

-Bill é seu. – entrego o pedaço ele.

-Sabia que o primeiro pedaço é pra pessoa mais importante da sua vida? – ele sussurra em meu ouvido.

-Sei. E quero fazer você tornar o mais importante, basta você me perdoar por tudo que eu fiz, e me querer de novo.

-Eu te amo. — ele se aproxima e me beija na frente de todos.

Notas finais
Reviews???