Notas iniciais
Em um belo dia. Tinha acabado de assistir Divergente, quando veio uma incrível ideia, ai surgiu essa fanfic. Me inspirei tanto no filme como em algumas músicas, mas a história é original minha. Espero que gostem!

Pela janela do avião, avistei um lugar diferente. Era grande, mas muito bonito. Como nos meus sonhos, porém como todo sonho bom esconde seus segredos mais terríveis, aquele lugar esconde milhares. Todos me avisaram, imploraram para que eu não fosse, mas eu não liguei, não me importei, gosto de desafios...e aqui estou, chegando ao meu destino. Desligando da minha antiga vida, amigos, família, na verdade nunca tive uma família, era tudo uma grande mentira. A aparência parecia agradável, sim um lugar sombrio e eu gostava disso. Ao redor eu via casas velhas, caindo aos pedaços, porém eram grandes. Uma coisa que me incomodava era o fato de ter apenas jovens no avião, a cidade só recebia jovens, não entendo o motivo, mas parecia interessante. Com os belos pensamentos, acabei fechando os olhos e os abrindo novamente quando escuto a voz da aeromoça.

“Senhores passageiros chegamos ao devido destino, sigam rumo ao desembarque’’

Levanto-me da cadeira quase me arrastando pelo chão, foi a noite mais terrível de minha vida. Tento me equilibrar para não cair, o moço que estava atrás de mim me segura, peço desculpas. Chego a porta e olho ao redor. Fascinante...era só o que tinha a dizer, escolhi a cidade certa para morar, mas ao mesmo tempo pensamentos ruins e confusos passaram repetidas vezes em minha mente, não era o que eu queria pensar, eu queria conhecer aquele lugar. Um paraíso...ou pelo menos parecia.

Pego minha mala e vou direto para a entrada da cidade. Estranho. Estava acontecendo uma festa?! todos estavam reunidos com camisas de uma determinada cor. Eles nos aplaudiram quando entramos. Pareciam felizes com nossa chegada.

–Sejam bem vindos ao PanaPaná! –Uma senhora baixa de cabelos presos nos recebe com mordomia e uma simpatia sem explicação, aquilo não era por acaso, sentia que algo estava preste a acontecer.

Ela nós guia para uma enorme casa, na verdade, tudo lá era gigante, como se todos morassem juntos. Será que moram?! E as roupas que usavam não saiam da minha cabeça, uma celebração? Gincanas? O que era aquilo, não podia conter as minhas perguntas, mas queria as respostas naquele momento. Já dentro, passávamos pelos corredores. As portas estavam abertas e dentro delas tinham apenas uma cadeira e uma pequena tela ao lado. De repente a senhora para, se vira para nós e encaminha cada um para uma sala diferente. Eu fico na sala 16, onde sou recebida por uma mulher alta, cabelos longos e um sorriso brilhando, que na hora, me assustou.

–Olá pode entrar, sente-se nessa cadeira. Não fique com receio, você não está doente e muito menos veio parar em um internato para loucos. –Ela fala e solta uma risada sínica, logo meu corpo treme, apesar da bela recepção não estava gostando do rumo que estava seguindo.

–Sou Suzana, é irei te explicar o motivo de tudo isso, porque sei que certamente está confusa...não se preocupa, todos ficam. Mas primeiro quero saber seu nome –Quando disse isso pensei que estava dando uma imagem errada de mim, ela observou que eu estava nervosa e confusa, eu não queria que pensasse isso então tentei falar meu nome sem gaguejar.

–Alícia...Alícia Gusman-Não tinha como evitar eu realmente estava nervosa.

–Calma Alícia, vou te explicar. Na entrada você viu grupos de pessoas, cada um com uma cor certo?! –Enquanto falava, preparava algo que se parecia uma injeção, ela aplicaria aquilo em mim? Não esperou eu responder, logo seguiu com a história. –Bom, antigamente houve uma guerra que destruiu famílias, causou transtornos e mortes precoces, com isso a sociedade foi dividida para combater uma nova guerra. Fomos divididos em times, Roxo e Laranja. O Roxo representa a Sabedoria. –Ela clica no botam de uma pequena tela que me mostrar o time Roxo: bondosos, aparentemente felizes e sorridentes -Para sobreviver eles utilizam da inteligência, já o time Laranja, ocorre o contrário, eles usam a força–O mesmo acontece, ela me mostrar na pequena tela o time adversário, mas eles parecem totalmente diferente: determinados, sorrisos frios e agitados.

Quando acaba de falar, já avia finalizado a injeção. Ela olha para mim e dá um sorriso sincero, não me intimido e pergunto.

–E eu posso escolher eu qual quero ficar? –No começo se sentiu surpresa com a pergunta, mas logo demostrou aquele sorriso sínico de antes.

–Bom, vocês fazem testes para saber em qual estão apropriados a ficar e o resultado final determinará qual será o seu time, depois disso não será permito trocas –Ela fala e me sinto preocupada, balanço a cabeça positivamente. Ela pergunta se pode começar, eu digo “ok’’ e ela começa com o teste. Fecho os olhos e me vejo em um circo, cercado de pessoas. Um leão faminto correndo até mim, depois disso não vejo nada, apenas uma escuridão.

“Como foi o teste?’’

“Qual será o resultado’’

“Espero ter dado o meu melhor...com certeza sim’’

Quando abri os olhos, já estava do lado de fora. Olhava para todos os cantos. De um lado Roxo, do outro Laranja. Minha cabeça doía, parecia que estava ficando cega, pois meus olhos, nada podia ver. Minhas pernas estavam fracas, não resistir e cai. Uma garota veio até mim.

–Você está bem? Parece cansada, deixa eu te ajudar –Ela me levanta e neste momento minha visão retorna. Cabelo curto e negro, uma garota muito bonita.

–Obrigada, estou bem sim, só um pouco cansada da viagem...e o teste –Ela me olha curiosa, me fazendo perguntas apenas pelo olhar.

–Sou Marcelina Guerra. Veja bem vinda novata, independente do seu resultado você será bem tratada aqui -Me mostra um sorriso radiante, o mesmo que avia visto nas pequenas telas daquela sala –Como se chama?

–Obrigada novamente, me chamo Alícia Gusman

–Nome muito bonito-Digo “obrigada’’ novamente–Como você acha que foi o teste? -Me pergunta com medo da resposta, eu não me importo em falar, se eu apenas tivesse lembranças do teste.

–Não sei. Eu adormeci e acordei agora

–Entendo –A única coisa que diz. Paro de prestar atenção nela e olho para tudo em minha frente. Um rapaz nos olhava intrigado, era do time Laranja. Eu apenas me virei, pois nossas trocas de olhares não o intimidou, mas a mim sim. Volto para Marcelina, que avia silenciado quando notou o rapaz me olhando. Viro novamente, já não estava mais lá.

–Então Alícia, espero que tudo tenha dado certo. Agora tenho que ir estão me chamando –Ela foi com seu grupo. Mesmo tentando falar baixo, escutava uns dizendo “Não fique perto dela, ela pode ser um Laranja’’, “Bobagem ela fez certo em querer fazer amizades’’, “De qualquer forma não tem motivo para fazer amizades se a garota não pode escolher que time ficar’’, “Tem razão’’.

Uma voz me acorda de meus pensamentos. Era a mesma mulher que avia nos recebidos quando chegamos.

“Chegou o grande momento, todos se dirigem para o salão principal, onde iremos revelar o resultado’’

Marcelina veio ao meu encontro me guiando até o salão principal. Neste momento pude perceber. Laranjas e Roxos não se encontravam, ou pelo menos, evitavam isso. Cada um se dirigia rumo a uma porta. Marcelina me guiou até a entrada principal, onde estavam os outros novatos. Cheguei a porta, olhei para o lado e vi aquele garoto novamente, mas desta vez, ia apressado, sem olhar para os lados, para ninguém, apenas seguindo em frente.

A porta se abre e formamos uma fila enorme. O lugar era realmente enorme, como um estádio. De um lado o Roxo e do outro Laranja. No canto, tinha um palco central e um microfone, novamente aquela mulher aparece e finalmente se apresenta.

–Olá Times e sejam bem vindos novatos –Todos se levantam e aplausos são ouvidos pelo salão, até todos se sentarem novamente. Olho ao redor, nervosa. –Meu nome é Olívia e esse é o Sr. Campos-Aponta para um idoso de terno, muito elegante com uma bengala na mão. –Somos os diretores dessa querida e enorme cidade. Qualquer coisa que queiram perguntar, podem falar com nós, estaremos a disposição, mas antes de mais nada, queria alertar que após definido, não será permitido trocar de time. –Depois disso não prestei atenção em mais nada, mas sim, na multidão, todos silenciosos, com olhares curiosos. Quando percebi a primeira da fila foi chamada ao palco.

–Katerynne Lorrane –A garota sobe as escadas, tímida. Olívia pega e abre o papel. -Time Roxo –Todos comemoram, enquanto o time adversário continua em silêncio. A garota é recebida com abraços e elogios, logo mostra um sorriso satisfeito.

–Willy Cortine –Estava confiante, já sabia o resultado de certa. Quando Olívia anuncia time Laranja, não avia surpresa em seu rosto, apenas alegria. Era agora a vez do time Laranja comemorar.

A ansiedade já tinha passado, agora estou confiante. A garota em minha frente se vira para mim.

–Está nervosa? –Abraçava seus braços para não parecer que tremia, não estava dando certo.

–Estava. Agora nem tanto –Resolvi não perguntar o mesmo, já estava claro sua resposta.

–Bom, mas tem um time em mente? –Eu não tinha compreendido a pergunta, ela o refez –Você gostaria de ser de que time?

–Não importa o time que seja, qualquer um está valendo

–Ah...eu quero ser do time Roxo, na verdade, eu sei que serei do time Roxo’’ -Antes que eu pudesse dar uma resposta, Olívia chama um nome, a garota se vira e sobe as escadas.

–Laura Gianolli-Ela sorri para mim e eu retorno o sorriso. –Time Laranja –O sorriso se torna algo triste, não olha para trás, não olha para mim, segue em frente, enquanto alguns Laranjas resmungam. Ela queria um time, mas acabou sendo de outro, vida traiçoeira.

Agora era minha vez.

–Alícia Gusman -Já no palco, olho ao redor e vejo Marcelina. Seus dedos cruzados, rezando para que fosse de seu time. Ela me manda acenos e sorrisos. Percebo que o garoto ao seu lado, pega em suas mãos a impedindo de mexe-las, ele a manda ficar em silêncio, ela consente. Olho o outro time, vejo aquele garoto. Ele tinha me despertado curiosidade, eu queria saber quem era ele, não sei porque, mas iria saber -Time Roxo –Sou pega de surpresa e olho com espanto. Todos se levantaram, gritaram, aplaudiram. Corro para meu time. Marcelina me abraça, diz que sentia algo especial em mim, eu sorrio para ela. Somos afastadas uma da outra, logo me via rodeada de pessoas falando algo que não compreendia, mas não importa, eu sou um Roxo, luto com sabedoria. Mas como eu iria saber, que depois de tudo aquilo, a guerra iria começar de verdade, agora.

Notas finais
Nem todos os capítulos vão ser narrados pela Alícia, todos terão presença nessa história, porque amo todos ♥
E bem...os casais estão todos definidos.