Esse Nosso Jeito - Perina
1 Capítulo Um
Notas iniciais
“A vida passa lentamente, e a gente vai tão de repente, tão de repente que não sente saudades do que já passou”.
De Repente Califórnia – Lulu Santos
Tomtom está super animada comigo no carro, não para de falar um minuto sobre como isso é bom para banda, já que estamos cada vez mais sendo convidados a programas, eventos, aniversários. Flux foi convidada para está no programa Conversando com Luíza Blix, como o estúdio é aqui no Rio mesmo, eu fui buscar a Sol em casa, Luca, Rominho e Paula nos encontraria lá no estúdio. Sol já estava com quatro meses, e a barriga já estava crescendo cada vez mais. Por conta de sua gravidez, nós resolvemos tirar umas férias, apesar de que por ela continuaríamos com os shows até a bolsa estourar. Ela está morando em Ipanema, onde comprou uma casa, e mora com a mãe e Wallace que ainda é um lutador, mas entrou de férias por que queria passar cada dia da gravidez com a esposa. Eles entraram no meu carro, despedimo-nos da dona Bete e partimos para o Projac. Parece que essa vida de famoso nasceu para ser minha, me acostumei rapidamente com tudo. Os assédios, as fotos, as fãs, os programas de TV, participações em series, nossa musica em trilha sonora de filme ou novela, mas se há uma coisa que ainda não me acostumei e ainda sinto um ódio enorme são os paparazzi, eles não deixam ninguém em paz. Assim que chegamos à entrada, vemos alguns fãs com cartazes e camisas da banda. Sol sorri e abre a janela e acena para eles, minha vontade é sair do carro e ir até eles, mas com Sol grávida não podemos arriscar, as fãs são uns amores mais muito empolgadas.
– Nossos fãs são os melhores, eu quero ir até lá para tirar fotos com eles. – Sol diz, enquanto esperamos o porteiro liberar nossa entrada.
– Pretinha, acho melhor não. Estamos sem seguranças e eu tenho medo. – Wallace nega o pedido.
– Nunca que meus fãs me machucariam, então não insinue isso.
– Sol, que tal vocês irem tirar foto depois do programa? – Tomtom fala, e então olha a hora. — Vocês não podem se atrasar, e o programa é ao vivo. Quando acabarem vem todos da banda para tirar fotos com eles se ainda estiverem aqui.
– Eles vão estar, são apaixonados pela Flux. – eu digo, e Sol concorda comigo.
♫
Já estamos com os microfones postos, e sentados no sofá, tem mais convidados, e Luiza pediu que nós cantássemos no decorrer do programa, Tomtom estava aproveitando bastante já que amava um dos apresentadores do programa, e Wallace estava conversando com um cara que pediu seu autografo.
– Gente, nos seus lugares, por favor. – o diretor do programa diz. – Entramos no ar em um minuto.
– 5, 4, 3, 2 e 1. – o diretor diz e então aponta para Luiza.
– Olá bem vindos, nosso Conversando já está no ar. Bom dia Para você, bom dia para vocês que acordaram cedo para está aqui comigo hoje, muito obrigado pela presença.
– Hoje temos muitos assuntos no programa, e estamos hoje recebendo uma banda muito especial que irá tocar e conversar com a gente. Bem vindos, é um prazer recebe-los. — Ela aponta para nós, e acenamos para câmera. – Hoje vamos falar de filhos únicos, vamos falar de inspiração na arte, conversar também com o ator Roberto Rair sobre essa nova etapa de sua vida. Mas vamos começar com o assunto do momento, ou melhor, a banda do momento. Estou muito feliz por recebê-los aqui, sejam bem vindos.
– Obrigado, Luiza. Também estamos muito felizes por está aqui. – Sol responde por nós sorrindo. Ela é a melhor para falar.
– Todos sabem que vocês estão dando uma pausa, já que você está grávida. Como você está se sentindo, já está com aquele clima de mãe?
– Totalmente, eu fico conversando com minha mãe, que ser mãe a coisa mais diva do mundo. – Sol responde feliz.
– Ser mãe é uma coisa maravilhosa mesmo, eu sei que meus filhos são meu maior presente. – ela conta sorrindo. – Rodrigo, e como é ser pai de primeira viagem?
– Bom dia, Luiza e bom dia gente. – ele cumprimenta a todos olhando para câmera. – Então está sendo uma experiência super nova pra mim, minha mulher até tenta me ensinar algumas coisas básicas mais eu não consigo nem trocar uma fralda.
O programa continuou em andamento, e o primeiro bloco foi todo sobre serem pais e é claro que não participei muito, já que ainda é muito cedo para que eu seja pai. O segundo bloco foi sobre filhos únicos, que mostrou uma entrevista na rua e eles falaram mais um pouco, e deram outro comercial. Aonde Tomtom tirou um foto com cada famoso que estava no programa, quando voltou a banda estava preparada para tocarmos, e logo depois seria a minha vez responder algumas coisas.
– E Conversando está de volta, ao som da banda Flux. – ela entra no ar e nós vamos parando de tocar. Todos da banda vamos nos sentar no sofá. – Temos de vários tipos de inspiração, na atuação, no teatro, em programas, e em musicas, tudo que fazemos algo nos inspira. Pedro como começou a tocar guitarra? Todos sabemos que vocês começaram a fazer sucesso com a banda no final de 2015, e você já tiveram varias entrevistas. Mas nunca sabemos quando cada um começou a tocar?
– Eu comecei a tocar desde pequeno, meu pai me deu um violão e depois disso eu não parei. – eu respondo, e passo o microfone para o Luca.
– Eu comecei a tocar baixo aos 15 anos, eles diziam que músico pegava muita mulher. – ele conta, e todos no estúdio rir. – Mas depois eu realmente levei a sério, e adoro tocar.
– Eu comecei com a bateria quando meus pais me presentearam com uma, meu pai tocava e seu sonho era ter um menino para que ele pudesse ensinar, minha mãe o convenceu a me ensinar, e eu aprendi e adoro viver disso. – Paula responde.
Rominho fala como começou a tocar seu instrumento, e Sol conta quando descobriu que sabia cantar.
– Flux tem várias músicas originais. Pedro, você que escreve todas as músicas da banda? E de onde vem tanta inspiração?
– No começo eu escrevia todas as músicas, mas depois tivemos parceirias e tudo, então ás vezes não são minhas. Mas a maioria sou eu que escrevo. – eu repondo devagar. – E sobre minha inspiração, elas vem da minha vida e do momento que estou vivendo. Sempre foi assim.
– As musicas de vocês faz maior sucesso, principalmente ao público jovem. Eles são o alvo de vocês?
– Ah sei lá, né. Nós começamos como Galera da Ribalta, e éramos todos jovens. – eu digo, e olho pra Sol.
– Isso mesmo, Braseeel. Acho que nossa banda não tem um alvo, nós amamos o que fazemos e torcemos que todos de qualquer idade goste.
– O primeiro sucesso de vocês que estourou em todas as rádios, e que fez vocês ganharem o primeiro prêmio, foi Esse Seu Jeito. Todos sabem que essa música, e várias outras foram inspiradas em sua namorada daquela época. É óbvio que não estão mais juntos, mas você ainda se inspira em sua vida amorosa para fazer suas musicas?
– Anh, eu vejo aquela época diferente de como vejo hoje. Hoje em dia eu não preciso tanto pensar em minha vida com a minha namorada, para escrever algo romântico ou até de fossa. – eu explico. – Naquela época era diferente, aquela pessoa era muito especial para mim, e super me apoiava nesse sonho. Ela fez parte da minha vida, e eu me inspirava nela, e pegava o que eu sentia ás vezes. Então eu posso dizer que hoje, eu percebo que não busco compor para uma pessoa, eu componho apenas o que sinto.
Luiza faz uma pergunta para outro convidado, e eu me calo. Falar da Karina me lembra demais dela, e isso é meio louco; logo que toda vez que toco Esse Seu Jeito, ou Ao teu encontro, e todas outras músicas que fiz enquanto estava com ela, eu meio que bloqueio as lembranças, já que não quero me lembrar do que não deu certo. Me concentro no que está acontecendo no estúdio, e volto a me esquecer do meu primeiro amor.
Primeira Temporada: Esse Seu Jeito — Perina
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