Notas iniciais
É isso ai galera, chegou o fim. Não vou deixar essa nota inicial grande, pois as finais estão enormes. Eu realmente espero que gostem. Beijos e até lá embaixo. ♥♥

"Pequenas coisas tornam-se grandes quando feitas com amor!"

Artista Desconhecido.

~ Duas semanas depois, nascimento de Alexandra.

Gostaria de saber por que nunca disseram como é a dor de uma contração. E agora que sinto como é, sei o motivo de não falarem. É porque doí pra caralho!

O dia começou normalmente, dentro do possível. Pedro indo pra Ribalta já que daqui a uma semana ele irá se despedir, pois quer passar um tempo comigo e logo depois de alguns meses, voltará a fazer os shows com a banda. E eu indo pra CJK — não é porque estou com 30 quilos a mais do meu peso ideal, que virei uma preguiçosa — onde fico no escritório quase o tempo todo. A mansão é um dos meus lugares favoritos, depois da minha casa e academia. A fundação está um pouco vazia, alguns alunos me cuprimentam ou dão tchauzinhos assim que entro. Eu adoro o que eu e as meninas contruimos aqui, esse lugar é um refúgio pra tantas crianças e adolescentes, e fico feliz que eu participe disso.

Nossos escritórios ficam no térreo, apesar da casa ter mais dois andares. É uma sala de visita com três portas com plaquinhas com o nome de cada uma, apesar de amar meu nome a minha plaquinha está: Karina Ramos, mesmo eu ainda não tendo de fato o sobrenome do Pedro. Jade e Camila deixam seus nomes de solteiras, e não entendem como foi que logo eu cedi tão fácil.

– Bom dia, lutadora de sumô. — Jade diz ao sair da sala da Camila.

– Nossa, você é hilária. — digo reclamando do apelido que ela e Cobra cismam em me chamar.

– Eu sei disso, sou a bonita e a engraçada. — ela responde jogando o cabelo.

– Isso quer dizer que eu e a K somos o que? — Camila pergunta, saindo da sala sorrindo.

– Você obviamente é a inteligência, e a Karina a força. — Jade diz, e eu não consigo ficar com a cara feia.

– Okay, não irei constestar já que adorei isso. — Cami diz, e então se vira pra mim com uma pasta. — Estive agora no telefone com o Bernado no telefone, lhe mandou um beijo.

– Nossa, como ele está? E a academia? — pergunto interessada.

– Ele de estar mais do feliz. Karina você mudou a vida dele lhe dando a academia, ele está no céu. — Jade fala um pouco ressentida.

– Nem vem, Gardel. — digo já decifrando sua careta. — Eu não ou voltar mais pra São Paulo, qual a necessidade de ter uma academia no meu nome se meu sonho está sendo realizado, com um nome bem melhor que o meu. CJK é minha, e só ela já me deixa satisfeita.

– Você é tão boazinha, que me embrulha o estomago. Vou trabalhar. — ela diz e bate sua porta.

– Ignore-a, faltam uma semana pro casamento dela, e ela está pior do que o normal. — Cami diz.

– Eu to sabendo, ela disse que ia adiar pra quando eu não estivesse gorda. — falo bufando.

– O Cobra estava realmente ansioso.

– Eu odeio ele. Vou sair um horror nas fotos. — reclamo mais uma vez.

– Deixa isso pra lá e vai trabalhar. — ela diz, e me dá a pasta. — Preciso da sua assinatura, leia e ver se concorda.

Entro na minha sala e sorrio, é a minha cara. Na parede está meus cinturões, minha mesa é uma bagunça, mas do lado direito tem um porta retrato com uma foto minha e do Pedro, e do lado esquerdo um porta retrado com três lugares, uma foto é de toda minha familia, Bianca, Lucas, Dandara, João e meu pai. A outra é minha com Jade e Camila. E a outra é apenas minha segurando o meu primeiro cinturão, sorrindo que nem pinto no lixo. É claro que logo mais, irei arrumar outro porta retrato com mais fotos, já que quero olhar para algumas fotos de Alexandra todos os dias enquanto trabalho. No meio está um computador, me sento confortavelmente na minha cadeira, enorme e que gira. Passo a manhã toda trabalhando, no horario de almoço as meninas e eu vamos num restarante ali perto e eu comemos.

Quando já são umas 20h, ouço Jade bater na porta e colocar o rosto preocupado pra dentro.

– Hum... K tem uma pessoa que quer te ver. — ela diz vacilando.

– Quem é? Manda entrar. Por que está com essa cara? — pergunto.

– Por que sou eu. — a porta se abre e Vick aparece, em um vestido colado e saltos altos.

– O que está fazendo aqui? — pergunto surpresa.

– Eu precisava ver com meus próprios olhos. — ela diz com a voz meio esganiçada. — Eu ainda não posso acreditar que você engravidou e vai se casar com o Pedro. Você foi muito mais esperta.

– Sim, foi exatamente isso. — falo, mas dou uma pausa. — O que você quer dizer com o esperta?

– Você arrumou um modo de prende-lo a vida toda. Eu faria isso, mas odiaria estragar meu corpo.

– Você veio até aqui, tipo no Brasil, para me parabenizar? Por que acha que estou dando o golpe da barriga no Pedro? — pergunto chocada.

– Eu tenho alguns trabalhos aqui, e resolvi ver o que os tabloides estão espalhando.

– Você é louca?

– Nem um pouco, eu não deveria ter duvidado de você. E ...

– Ufz. — a interrompo, ao mesmo tempo que sinto uma leve dor na barriga.

– O que foi isso? Você ..

– Ai, ai. — digo segurando a barriga. Vick me encara não entendendo, e eu me levanto devagar e vou até ficar de frente com ela. — Cadê minhas amigas?

– Hum? Elas disseram que iriam lá em cima resolver algo. — ela diz.

– Elas. Me. Deixaram. Sozinha. Com. Você? — pergunto pausadamente, pois a dor está aumentando.

– Ei, não iria machucar você, ainda mais grávida. — ela diz como se tivesse sido insultada.

– Não importa. Ai.. Droga.. Você ainda tem o número do Pedro? — pergunto a meio gemidos.

– Sim, mas pra que ligaria pra ele?

– Você é burra ou se faz? — pergunta a olhando, e ela ergue as sobrancelhas. — Porra, estou tendo contrações. Preciso ir pro médico.

– Ah.. Claro, espere só um minuto que irei chamar suas amigas. Não quero ver o Pedro, e ... — eu a interrompo, pegando em seus dois braços e a encarando firmemente.

– Não me importo que seja você. Só sei que precisa ligar pro Pedro. Agora! — eu grito na última palavra e aperto seu braço, e meio que mixo em seus sapatos.

– Você mixou no meu sapato Gucci? — ela dá um berro.

– Não, sua idiota. Minha bolsa estorou. — digo mais nervosa. — Agora você poderia ligar pro meu noivo e chamar minhas amigas?

– Claro. — ela diz ainda meio atordoada, e quando se vira pra porta Camila e Jade estão nos olhando perplexas.

– Por que seus sapatos estão molhados? — Jade perguntou.

– Por que minha bolsa estorou. — digo respirando lentamente. Droga de contração.

– Sua .. o que? — Camila começa a perguntar, e então percebe o que está acontecendo. — Já é? Quer dizer, ta na hora?

– Sim, essa menininha está querendo sair. — digo, e então tudo acontece rápido demais.

Enquanto Vick tenta falar com Pedro, Jade e Camila me levam pro carro, e no caminho Camila liga pro João, que promete avisar ao Cobra e a Bianca. Pedro depois de alguns minutos, me liga e diz que já está indo pro hospital e já ligou pra doutora Eduarda.

Quando chegamos ao hospital, elas cuidam de dar meu nome e toda essa burocrácia, enquanto algumas enfermeiras me ajudam a me trocar.

Quando já estou confortável no quarto conversando com a doutora, Pedro entra desesperado.

– Já nasceu? Eu perdi tudo? — ele diz rapidamente, mas logo nota que não está acontecendo nada. — Alarme falso?

– Não, sr. Ramos. Essa garotinha nasce ainda hoje, mas não agora. — Eduarda diz, e então olha sua prancheta. — Karina está dilatada apenas dois centimetros.

– Isso significa? — Pedro pergunta.

– Significa que vamos ficar aqui algum tempinho, tipo horas. — eu explico, já que tive uma conversinha com a Dra. antes.

– Pensando bem, não há outro lugar que eu gostaria de estar. — Pedro diz, beijando minha testa.

– Talvez você queira ir na máquina do corredor. Estou com fome.

– Ela pode comer essas coisas doutora? — ele pergunta preocupado.

– Pode sim, agora é só esperar mesmo. — ela diz, e pede licença e sai da sala.

– Então vai ser o que? Jujubas ou salgadinhos?

– Os dois. — digo simplesmente. Ele está quase saindo, quando se vira e me encara.

– Quando eu voltar, você poderia me explicar o motivo de Vick ter me telefonado pra avisar que minha filha iria nascer? E por que motivos ela disse que me enviaria a conta de um Gucci? O que seria isso?

Eu posso dizer que as próximas horas foram ótimas, claro que senti algumas dores, mas meu quarto estava meio cheio. Pedro estava deitado comigo na cama, do meu lado estavam Dandara, meu pai, Lucas e Bianca, já no lado do Pedro estavam Marcelo, Delma, Tomtom e João. Na nossa frente, Cobra e Jade abraçados com Camila ao lado. A conversa fluia de um jeito que não parecia normal, é claro que Pedro e eu estávamos no nosso mundinho. Era o nosso momento perfeito e depois de duas horas e meia, Dra. Eduarda apareceu dizendo que eu estava pronta.

Na sala do parto quem entrou foi apenas Pedro e Jade com o celular preparado pra gravar tudo, apesar de eu não gostar muito da ideia de me ver parindo. Houve gritos tantos da minha parte quanto do Pedro, que gritava todas ás vezes que eu gritava, como se fosse ele sentindo algo. Coisa que ele definitivamente não estava, por que não era dele que estava saindo uma criança.

Quando Alexanda nasceu exatamente ás 22h50, de dez de agosto, chorando e esperneando como uma lutadora no colo da enfermeira, jogando água na própria enquanto a limpava, foi o melhor momento da minha vida.

Só que nada se compara, quando a segurei pela primeira vez, assim que a enfermeira deixou aquela coisa lindinha e chorosa no meu braço e encarei seus lindos olhos azuis um pouco mais claro que os meus, eu soube que ela seria o que me faria lutar mais e mais por tudo. Pedro se aproximou de mim, ainda um pouco pálido, mas assim que olhou para nossa filha sorriu pra mim como se dizesse, Criamos algo perfeito. Ele pega na mãozinha dela, e ela logo a aperta.

– Ela é tão linda, tem meus olhos mas obvimente é seu nariz. — eu digo toda boba.

– Você é a coisa mais linda que já vi. — ele sussurra pra ela. — Nossa pequena, Alex.

– Na verdade, ela tem cara de joelho. — Jade interrompe nosso perfeito momento, se aproximando também. — Estou brincando, você é a coisinha mais linda, Alê.

– Okay, agora vocês tem que liberar tanto a bebê quanto a mãe, temos que terminar. — a doutora diz sorrindo, e logo a enfermeira pega carinhosamente Alex do meu colo, lhe dou um pequeno beijinho na testa e a deixo ir. Sei que terei muito tempo com ela, pois Alexandra Roberta Duarte Ramos é a minha filhinha.

~ Cinco meses depois, casamento Perina.

Estou um poço de nervos, sério mesmo. Estou pirando. E eu nunca piro. Depois da maquiagem, e do cabelo resolvemos vestir a lingerie. Só que eu não consigo parar de pensar no meu lindo marido, e na nossa filhinha e o quanto eu quero que esse casamento aconteça.

– Karina pelo amor de Deus, dá pra sossegar? — Jade implora enquanto me ajuda a prender a meia na cinta liga.

– Como que posso sossegar, faltam meia hora pro casamento e ainda nem coloquei o vestido.

– Acho que você sabe que as noivas atrasam. — Tomtom pergunta revirando os olhos e rindo.

– Olha quem veio ver a mamãe se arrumando pra casar. — Bianca entra no quarto com Alexandra no colo. E no mesmo instante toda minha atenção vai pra ela, com seus quatro meses de idade ela é a bebê mais linda do mundo, agora que seus cabelinhos que são da mesma cor que os do Pedro, começaram a crescer tem uma xuxinha vermelha que combina com o vestidinho braco com lacinhos vermelhos.

– Bianca, você sabe como a K fica mamãe urso quando a Alê está nos aposentos. — Jade reclama. — Por isso, pedi pra que ficasse lá no quarto dela.

– Sim, eu sei disso. Pare de ser tão chata, quem está se casando é a Karina. Ela tem todo o direito de ser chata, não você. — Bianca diz, e Jade bufa terminando de prender a meia.

– Eu sou a madrinha da filha dela, como uma segundo mãe. — Jade rebate. — Tenho direito de ser chata sim.

– Humpf! Você .. — Bianca começa.

– Cala a boca as duas. — digo já estressada. E então me destraio me olhando no espelho. Okay, dez pontos pra Jade e sua cabeleira/maquiadora. Minha cinta liga é preta e totalmente indecente, mas não é isso que prende minha atenção, é meu rosto que está com uma maquiagem tão leve e perfeita. Já meu cabelo está preso com um coque bagunçado, e dois fios soltos no meu rosto.

– Você está tão linda. — Camila diz entrando no quarto, já arrumada também. — A mamãe não está linda, Alex?

– Obrigado? — pergunto ainda meio atordoada. — Ai meu Deus, nem acredito que vou casar.

– Ainda mais com o Pedro. Aquele idiota que sem mim, nunca conseguiria ficar com você. — Tomtom diz sorrindo.

– Linda, você já é casada. Só vamos oficializar. — Jade diz, e eu mostro a lingua pra ela. Ela se vira pra Bianca. — Tem como você levar minha afilhada, vamos colocar o vestido e apesar de amar a Alexandra ela pode sujar o vestido.

– Já estamos indo. — Bianca bufa, e Alex fica me olhando. — Tomtom você pode ir comigo, preciso pegar a bolsa e terminar de arrumar as coisas.

Quando elas estão na porta não me aguento, e vou até elas pegando minha filha no colo.

– A mamãe não suporta ficar longe de você nenhum segundo, mas hoje preciso. — digo lhe dando um beijinho, e ela dá uma risadinha como se concordasse.

Então Jade vai até o guarda roupa, e tira o grande saco preto no cabide e quando ela o abre eu ainda fico mais encantada com meu vestido. Nunca pensei que diria isso, mas ele foi feito pra mim.

Era um tomara que caia, só que com mangas. Sabe aqueles vestidos, que deixam os ombros a mostra, era exatamente assim. As mangas eram de renda branca, a parte de cima era um corperte que deixava minha recém cintura fina, o vestido não era rodado, mas tinha aquele caimento com leveza. Quando Dandara viu disse que eu parecia uma noiva da renascença, pois estava muito virginal no vestido. Minhas duas melhores amigs me ajudam a vestir, e logo me olho no espelho e me acho linda.

– A grinalda e o véu estão no carro, só vamos colocá-las quando estivermos em frente igreja. — Jade fala.

Elas fazem os toques finais e quando estou pronta saímos da minha casa, Bianca vai com Tomtom e Alexandra no seu carro. Enquanto o padrasto do Pedro, leva Jade, Camila e eu em outro carro.

No caminho indo pra igreja, não consigo parar de sorrir e pensar nesses últimos meses que foram perfeitos. Depois do hospital, quando tive alta levamos nossa menina pra casa. Assim que a vi deitada no seu berço, senti que já tinha ganhado todas as formas de prêmios na minha vida.

Pedro é o melhor e mimador pai que conheço, ela não pode dá um chorinho que ele já está correndo para pegá-la. É claro que não estou longe dele. E eu achava que seria uma péssima mãe, mas não me sinto mais assim, por que toda vez que Alex abre um sorriso quando a pego ou até mesmo quando a troco, sei que é impossível não fazer ela feliz. Seus avós tanto paternos quanto maternos, são outros que a mimam como ninguém. Dividimos até os almoços de domingo, no primeiro domingo do mês vamos pro meu pai, no segundo na mãe do Pedro, e no terceiro no Marcelo. E no sobrou o último pra mim e Pedro comermos com nossos amigos que ás vezes vão a nossa casa, ou é na casa do Cobra e Jade. Camila e João ainda estão no apartamento, e concordam que almoço de domingo é para ser numa grande casa. Já Bianca está se separando de Henrique, o que está sendo difícil pra ela, mas ela sabe o quer e sempre soube e admite ter se equivocado ao casar com aquele cara. Roberta não conseguiu engravidar, então ela e Marcelo adotaram um garotinho de 2 anos que foi abandonado pelos pais, e estava em um orfanato. Delma e o marido estão adorando essa fase de livre de responsabilidades, já que Tomtom está indo pra Juiz de Fora fazer outra faculdade, todos sabemos que ela sempre foi a inteligente da família.

– Hey chegamos. — Camila me cutuca, e eu paro de pensar nestas coisas. E só consigo sentir borboletas em meu estomago, ao olhar para igreja.

– Agora é o seguinte, você está educadamente atrasada. Então fique dentro do carro, vamos entrar para chamar seu pai e depois volto pra te ajudar com o resto do visual. — Jade diz, e ela e Camila saem do carro.

Aceno com a cabeça, eu e Pedro já estamos casados no civil. E foi mega íntimo aquela cerimonia por que foi apenas para nós dois, e mais ninguém. Só que eu achei que merecia casar com toda glória e pompa que existe. Sempre sonhei com isso, apesar de nunca ter admitido.

– Filha? Meu Deus, você está linda. — meu pai diz ao abrir a porta do carro.

– Obrigado, pai. — agradeço e pego sua mão. E vamos ficar perto da porta da igreja.

– Aquele menestrel vai desmaiar ao te ver. — ele fala e eu sorrio. — Eu estou muito orgulhoso de você. Eu não fui um ótimo pai, mas fiz o que pude. Errei muitas vezes com você, e apesar de não ter demonstrado, você sempre foi minha menininha, um pouco mais forte, mas ainda assim minha menininha.

– Pai, se você me fizer chorar, irei te derrubar. — ameaço já com a voz embargada.

– Não. Desculpe. Só preciso que saiba que estou feliz com tudo isso, você e esse frangote merecem ser felizes. — ele diz e então pega uma caixinha no bolso. — Isso aqui era da sua mãe, ela sempre carregava essa pulseira com ela, foi o pai dela que lhe deu depois dela ter feito sua primeira Julieta.

– Pai! — arfo surpresa. — Você não acha que deveria ser da Bianca?

– Não, Karina. Ela foi feita pra você, eu amo a Bianca quanto te amo, mas esse presente é algo que só você poderia ter. — ele diz baixinho com lágrimas nos olhos. — Você é uma Duarte, legítima.

Eu o abraço apertado, e seguro o choro. Ele então delicadamente coloca a pulseira em mim, e beija minha testa.

– Te amo muito filha. — ele diz, e então Jade vem em nosa direção. — Seja feliz.

– Está tudo pronto. — ela diz e vai até o carro e volta.

Ela prende o véu no meu cabelo, enquanto Camila prende a grinalda na altula do meu quadril no vestido, e me dão o buquê também.

Nos preparamos, e nos organizamos e logo escutamos a marcha nupcial. E assim que a porta se abre, e eu prendo meu braço no do meu pai, e damos os primeiros passos. Eu vejo a igreja lotada, mas logo minha atenção se prende ao altar. Onde o homem da minha vida me espera, num maravilhoso terno, e eu poderia passar horas descrevendo o que senti até estar de frente com ele ou as palavras que o padre disse, mas eu só prestei atenção realmente foi quando dissemos nossos votos.

– Karina, você virou meu mundo de cabeça pra baixo. E cada dia que passa, me faz um homem melhor. E eu quero te amar mais todos os dias, quero sonhar com você todas as vezes que fechar os olhos. Eu quero quero estar no meio da multidão e enxergar só você brilhando pra mim. Quero me importar com detalhes, imaginar cenas ao seu lado, ensaiar frases pra te dizer e perder a voz quando te olhar. Eu quero mil vidas para amar você, mil corações para preenchê-los com esse amor e milhares de momentos ao seu lado. Por que ser teu marido me faz querer tudo isso e um pouco mais.

– Pedro, você era o pedaço que estava faltando em mim. Só através dos seus olhos, eu me vejo de uma maneira nova e melhor. Com você eu descobri tantas coisas novas, e entre ela o amor verdadeiro. Aquele que eu desdenhava, ou não acreditava que era para mim, mas você me mostrou que era e é, mas apenas com você. Não sei falar igual a você, mas sei que sempre irei sentir isso por você. Por que fomos feitos um para o outro.

Depois disso só repeti o que o padre pediu, e então ele nos declarou marido e mulher, nós nos beijamos e eu só consegui lembrar do Pedro me prendendo no chão e me dando um beijo apaixonado ao som de "Só Rezo", ele com sua camisa vermelha e cabelo totalmente bagunçado e eu com uma regata cinza e com meu cabelo curto. Acho que nunca vou me esquecer em como aquele dia mudou minha vida, eu estava tão fixada em pensar que amava o Duca, que nem percebi que o único que realmente mexia comigo era o que mais me irritava.

Assim que estamos nos preparando pra sair da igreja, ouço Alexandra chorar e na mesma hora saio do altar e vou até o banco da frente onde Delma está com ela no colo e a pego.

– Vem com mamãe, agora não vou mais largar você. — digo, a levando pro altar.

– Ai estão minhas duas meninas. — Pedro diz, nos puxando num abraço.

Então caminhamos os três para fora, Pedro com a mão em minha cintura e a outra segurando o bracinho de Alex.

E quando estamos no carro indo em direção a fundação onde acontecerá a festa, só consigo pensar em como estou feliz. Tenho meus amigos, minha familía, mas tenho principalmente o meu guitarrista frouxo e nossa pequena Alex que nos aproximou ainda mais do que antes. Acho que não posso reclamar de nada, já que tenho a vida perfeita.

Fim ..

Notas finais
Antes de agradecer formalmente, deixe eu explicar algumas coisas: O nascimento da Alexandra é 10/08 e ela nasceu as 22h50, que coicidem com o dia e a hora que postei o primeiro capitulo de Esse Seu Jeito. Foi meu modo de dizer que esse dia nasceu algo lindo e que me fez feliz, satisfeita e apaixonada por cada leitora por quatro meses, e agradeço enormente a todas que esperam por um mês a segunda temporada, que coicide com o dia 09/01 que postei o primeiro capitulo da Segunda temporada, e é o mesmo dia que o nosso casal se casou no civil. E por último o dia 15/01 que foi o dia da primeira vez Perina em Msonhos, que aqui eles se casam. Sei que parece bobo, mas pra mim essas datas tem muita importancia por que mudaram minha vida. Cada comentário, recomendação, favoritação, elogios no grupo, ou no privado, cada palavrinhas que você me escreveram estará pra sempre comigo, pois eu escrevia cada palavra de cada capitulo pra vocês e ver o retorno que isso me trazia, me fez me apaixonar ainda mais por essa coisa chamada: Escrever .. Muito obrigado, eu não tenho mais nada a dizer a vocês. Meu grande sonho é publicar um livro, não sei se vai rolar, mas se meus leitores forem e demostrar um terço do que vocês são pra mim, serei a escritora mais feliz do mundo. Mesmo sabendo que eles nunca lerão isso, tenho que agradecer a Bella e o Rafa por fazerem esses personagens que me inspirou tanto, e claro, agradecer também a AnaJú, o Felipe, o Gui, e esse elenco de MSonhos que mudou a minha vida. Mas por último, mas não menos importante, quera agradecer, dá um beijo e um abraço em cada leitor que me acompanhou até aqui, até os fantasmas e os que nem tem conta, os que comentaram, os que recomendaram e favortaram, e só vou lhe mostrar uma frase que descreve o que sinto cada vez que crio uma nova história: " Se há um livro que você quer ler, mas não foi escrito ainda, então você deve escrevê-lo " — Toni Morrison. Beijos, e até quando der ....
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!