Esse Nosso Jeito - Perina
3 Capítulo Três
Notas iniciais
“Primeiro você sente muito. Depois, você sente falta. Quando percebe, você não sente mais nada.”.
Artista desconhecido
Acordei escutando um barulho na minha cozinha, ontem assim que acabou o programa, Tomtom, Sol, Wallace e eu fomos comer em um restaurante, e logo depois os deixei na casa deles, e depois fui pro Cateto deixar a Tomtom. De noite Vicky veio pra minha casa, depois fomos pra uma boate e depois viemos pro meu apartamento. Conheço a Vicky há quatro anos, só começamos a ficar há dois anos. Ela é modelo, atriz e também canta, acabamos nos conhecendo melhor e logo começamos namorar, eu realmente gosto dela apesar dela ser um pouco confiante demais, tem um bom coração.
– Bom dia meu amor. – ela fala assim que apareço na cozinha.
– Bom dia baby. – falo e vejo o que ela está arrumando. – Adoro quando você dorme aqui, eu sempre compro algo pronto da padaria.
– Eu sei disso, você não se alimenta direito. – ela fala sorrindo.
Ela termina de arrumar o café para nós, e nos sentamos à mesa.
– Eu vi você no programa ontem, e nem comentei. – ela fala. – A banda estava ótima, eu sempre quis ir nesse programa. Por que não me chamou?
– Vicky você sabe que eu não gosto de misturar as coisas, e outra nada a ver.
– Eu não entendo você, lindo. – ela diz fazendo beicinho e eu sei que teremos a mesma discursão de novo. – Você é famoso e pode fazer o que quiser, por que não poderia levar a namorada também famosa pra ir ao programa, nem que seja como expectadora.
– Eu não gosto disso, quando eu comecei eu adorava a fama e os holofotes, mas hoje prefiro ficar na minha. Entendeu agora Vitoria?
– Ta bom, parei. – ela diz, e então se levanta e senta no meu colo. – Você só me chama assim, quando está bravo. O que posso fazer pra você não ficar mais chateado?
– Hum, deixa eu ver. – eu falo rindo, e a puxo até o sofá, e nos beijamos. Comigo e Vicky sempre foi assim, nunca brigávamos muito, pois sempre acabava em pegação. E eu realmente não me importo muito, eu gosto dela, apesar de ás vezes ser mimada e sem noção, ela me deu bastante força nesses anos. Eu a deito no sofá e tiro sua blusa, e rapidamente tiro aminha, ela sorri e passa a mão pelo meu abdômen, que graças a Deus tem alguns gominhos, já que minha época de magrelo havia passado, ela leva suas mão a minha calça, e sorri maliciosamente para mim, e ...
– Que droga de telefone. – eu reclamo quando ela está com as mãos pronta, e o telefone toca.
– Não atende, Pê. – ela diz baixinho.
E eu ignoro o telefone, e volto para o que estava fazendo, nós continuamos nos embolando até que caímos no chão e Vicky reclama, eu a pego no colo e a levo para o quarto, sorrindo e ignorando o telefone que continua tocando.
♫
– Meu Deus, vai atender esse telefone, não aguento mais eles tocando sem parar. – Vicky reclama depois de dois orgasmos, e nós estarmos destruídos na cama. Meu celular depois de um tempo começou a tocar junto com o telefone daqui de casa, eu o pego e vejo dez ligações da Tomtom, umas cinco do Nando, e três do Wallace. Logo, fico super preocupado e ligo correndo pra minha irmã.
– Antônia me diz o que aconteceu? – pergunto assim que ela atende, já pensando no pior.
– Calma, Pê. – ela diz.
– A mamãe está bem? Você? Ou o papai? — eu pergunto, enquanto Vicky se senta na cama preocupada também.
– Eu disse pra se acalmar, Pedro. Está todo bem, dentro do possível. Aconteceu algo horrível, e eu acho que você deveria vir pra cá.
– Desembucha, Tomtom. Fala logo o que aconteceu.
– A Bete, mãe da Sol, acabou de falecer. – ela diz e eu lamento automaticamente. Meu Deus a Sol deve está arrasada.
– Mas como isso aconteceu? Ela estava doente? – eu digo, fazendo sinal pra Vicky entrar no banho pra se arrumar.
– Na verdade, sim. Só que ela escondeu da Sol, e então Wallace encontrou ela hoje de manhã e ela não acordava, correram pro médico e ele disse que ela estava com um tumor no cérebro.
– E a Sol? O bebê? – pergunto e pego uma roupa pra mim, e jogo na cama.
– Estão bem, o Gael a levou pra casa dele, e Wallace está resolvendo tudo. E o Henrique, noivo da Bianca que é advogado, está resolvendo burocracias pra poder enterrar ainda hoje. Mamãe disponibilizou o Perfeitão pra todos comer depois do enterro. E Wallace está querendo ajuda, por isso ligamos pra você. Por que não atendeu?
– Estava ocupado, e desculpa mesmo.
– Imagino essa ocupação. – ela diz sarcástica.
– Eu vou tomar banho, deixar a Vicky ai em casa e ir atrás do Wallace pra ver o que posso fazer. – eu ignoro sua petulância.
– Ela não pode ficar na casa dela não?
– Tomtom, pelo amor de Deus, não começa. – eu peço, e então desligo. Minha irmã não suporta a Vicky, e deixa isso claro pra todos, até a própria.
– O que aconteceu? – Vicky pergunta saindo enrolada na toalha.
– A mãe da Sol morreu, e eu vou deixar você lá em casa e eu vou atrás do Wallace.
– Ta bom, mas você sabe que não sei lidar com isso. – ela reclama.
– Por favor, faz por mim. A Bete era uma das pessoas mais maravilhosas que conheci, ela sempre torceu pela banda e nos apoiou. E é a mãe da nossa vocalista, então troca de roupa, e vai ficar com a minha mãe, pelo amor.
Eu digo e a deixo, e entro no banho, e penso com pesar. A Sol deve está destruída, e ainda grávida, eu imagino se isso não vai fazer mal a ela de alguma maneira. Eu sempre me preocupei com meus amigos, e cada integrante da banda é importante pra mim, mas a Sol é realmente minha amiga, e eu jamais posso deixa-la nesse momento.
Eu e Vicky saímos de casa, e fomos direto pro Cateto, ao chegarmos ao restaurante, eu deixei a Vicky com uma Tomtom bastante contrariada e fui me encontrar com o Wallace no hospital. Assim que o encontrei, ele me pediu pra ver a funerária e outras coisas. Eu nunca gostei dessa parada de morte, não sei lidar bem com isso, nunca soube. Eu sou mais alto astral e quando me pegam nesses momentos eu fico confuso e nunca sei como agir. Igual quando Lucrecia faleceu, foi horrível pois ela era minha professora, mãe de uma amiga minha, quem me ajudou a lidar com isso melhor foi a Karina, que sempre me dava uma segurada e dizia pra que eu não fizesse piada, pois eu sempre fazia piadas, era e é o meu jeito.
Ficamos de duas ás seis da tarde, andando de um lado pro outro, resolvendo as coisas, e conheci o Henrique que era um ótimo advogado e noivo da Bianca, a noticia da morte da mãe da Sol foi descoberta e já estava em todos sites, e blogs.
Fui pra casa com Vicky e trocamos de roupa já que o enterro seria ás oito, depois passei em casa e trouxe comigo João, Nando e Paula. Assim que chegamos ao cemitério, vimos um monte de paparazzis e eu logo fiquei com raiva, esses caras eram como urubus. Conseguimos sair, e quando começamos a entrar, eram flashes pra tudo enquanto é lado, assim que estamos dentro, eu vejo uma mulher loira, de salto passando pela a gente empurrando um cara com uma câmera, eles continuam andando e eu logo paro, é quando eu me viro e a vejo falando.
– Vocês não respeitam ninguém, pelo amor, é um velório, parem com isso. Senão vou bater em todos vocês. – ela diz enquanto mais flashes são disparados em sua direção, e então se vira nervosa e para em choque e eu sorrio, a reconheceria em qualquer lugar.
– Sempre esquentadinha. Tem coisas que nunca mudam, né Karina?
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