Notas iniciais
Vooooolteei lindezas, e adorei cada comentário que mandaram ♥ Vocês são as melhoreees !! Mas agora vamos ao que interessa ^^ Booa leitura ...

"Tudo nesse mundo tem seu tempo."

Artista Desconhecido

Contei tudo o que aconteceu para Tomtom, depois de ficar lamentando no sofá e me arrependendo de ter feito a Karina se magoar, e odiando a Vicky por ter aparecido, resolvi ligar para alguém. Pensei no João, mas me lembrei de que ele não iria querer os detalhes de como eu fui idiota com sua irmã, então liguei para minha irmãzinha que sempre foi mais inteligente que eu. Quando lhe contei por telefone, ela gritou comigo e disse que estava indo pra minha casa no mesmo momento. E quando chegou continuou me chamando de: idiota, babaca, imaturo, ridículo, entre outros.

– Já entendi seu ponto, Antônia. – respondi.

– Que bom, só tem uma coisa que não está bem explicada. – ela fala e então se senta do meu lado. – Por que a Vicky disse aquelas coisas?

– Não sei por que ela é louca. – digo tentando mentir.

– Pedro vou te dá mais uma chance de falar a verdade. – ela fala me olhando sério.

– Que verdade? A que a Vicky é louca. – eu replico.

– A verdade que você e Vicky eram um casal fake. Onde ela te traz a fama do cara gostoso que pega uma modelo, e você a leva em eventos e a apresenta a empresários, e produtores, para que ela possa ir para os EUA. Mas então vocês se envolveram e começaram a ser realmente um casal, até que ela te fez parecer chifrudo no site.

Arregalo os olhos e fico vermelho, eu e Vick não nos conhecemos a três meses, nos conhecemos a dois anos, eu a conheci entrando de penetra numa festa e a achei gostosa, então a deixei ficar. Conversamos e eu comecei a ajudar bastante na carreira dela, e quando ela começou a ficar conhecida resolvi que deveria lucrar com isso, então resolvemos assumir um namoro, e no começo eu realmente comecei a gostar dela, eu sabia que ela era ambiciosa e tal, mas era legal ter ela do lado.

– Pedro eu nunca tive vergonha de você, e agora é só isso que sinto. – Tomtom desabafa.

– Como ficou sabendo disso? – eu perguntei, ignorando a alfinetada que ela me deu.

– A Vicky me ligou hoje, antes de você e me contou a história. Eu não queria acreditar, mas pela sua reação é verdade.

– Ela é uma piranha mesmo. – eu reclamo.

– Ás vezes acho que você não amadureceu. – ela fala. – Você sabe que se ela soltar essa história, suas fãs e as fãs da banda vão odiar isso e pode acarretar na sua carreira.

– Eu sei disso. Mas ela veio com essa proposta e na época era uma boa.

– Isso nunca seria uma boa. – ela reclama. – A bonita da Vicky me ligou para certificar que você não pode terminar com ela, porque se terminar ela vai espalhar isso para tudo em quanto é lado.

– Ela vai se prejudicar também, ela não vai contar. – eu digo.

– Ela está quase fechando negocio com uma agencia americana, quem tem mais a perder é você. — minha irmã diz.

– Eu não sei onde estava com a cabeça. — eu digo.

– Eu sei, você estava pensando com a cabeça errada. Agora é torcer para ela conseguir esse contrato, e ir para Los Angeles.

– Ela vai. — falo determinado.

– Como você sabe? — ela pergunta, mas então me encara. — O que você vai aprontar?

– Nada, vou apenas falar com o cara que está escolhendo as modelos. Ele me deve um favor. — eu digo, e sorrio ao me lembrar disso. Com a Vicky indo embora, e ainda satisfeita, eu não corro risco na minha carreira e posso conversar com a Karina e esperar que ela entenda.

– Faz isso mesmo. Agora sobre a Karina. Nunca pensei que falaria isso. — Tomtom fala dolorosamente. — Deixa a K em paz.

– O que quer dizer com isso? — pergunto surpreso.

– A Karina merece alguém que quer casar com ela e namorar. Não um cara que quer amizade colorida. — ela responde.

– Ela não é ligada nessas coisas de casamento, nunca foi. E outra ela veio até aqui e aceitou.

– E agora deve está arrependida. Quer saber, to indo. — ela diz e pega sua bolsa. — E pensa no que eu disse, a Karina não é mais uma adolescente de dezesseis anos que era rebelde e não se importava com nada. Ela é uma mulher e quer algo mais duradouro.

– Desde quando você sabe dessas coisas? — pergunto espantado.

– Eu também cresci irmãozinho. E outra, parece que quem não cresceu foi você. O que tinha de apaixonado e romântico ficou no passado.

– Sim, ficou no passado. — resmungo depois dela sair.

Penso nas coisas que Tomtom disse, e percebo que eu não quero nada disso. Eu sei que se eu ficar com Karina não vou querer apenas uma amizade colorida, eu vou querer tudo: casamento, filhos e a bagaça toda. Só tem um detalhe, não estou pronto pra isso e não quero responsabilidade a mais do que já tenho.

••

Algumas semanas se passam, e eu não vejo Karina em lugar algum. Não a vejo no prédio, nem na Ribalta, em lugar nenhum mesmo, João foi proibido de me dá informação, até Dandara não me fala e minha irmã já deixou claro sua opinião. Estou no carro com o João e estamos indo ver o Cobra, ele foi a julgamento e o juiz o declarou inocente, depois de várias testemunhas dizendo que o viu no aeroporto e que não dava para ele ter matado a moça pelo tempo percorrido até a sua casa, descobriram que era armação do empresário dele, que foi preso.

– Você sabia que Cobra quer vender essa casa dele? Dá pra acreditar? — João diz quando paramos em frente a mansão isolada.

– Eu não ia querer morar num lugar onde teve gente morta. — rebato saindo do carro.

– Claro que não, você é um medroso. — ele fala rindo.

– Nada a ver isso, não ia conseguir viver sabendo que teve alguém morto no andar de cima.

– Eu conseguiria tranquilamente. — ele finaliza, e eu balanço a cabeça.

– É claro que sim. — resmungo, e nós tocamos a companhia da casa.

– Já vai, merda! — escutamos Cobra lá de dentro, João e eu reviramos os

olhos. Ele ainda é um babaca!

– Nossa que amor em. — João fala assim que nosso amigo abre a porta.

– São vocês. Tinham que ser, para aparecer na minha casa as onze da manhã. — Cobra está com a cara amassada.

– Você estava dormindo? — pergunto não acreditando nisso.

– Estava sim, e vocês me acordaram. — ele entra pra casa todo rabugento, mas então se vira e me olha. — Antes de conversarmos, preciso fazer uma coisa.

E então eu recebo um soco, um soco direto no queixo. Meu rosto arde e eu sei que minha boca está sangrando. Que porra foi essa?

– O que é isso Cobra? — João se assusta saindo do caminho.

– Isso foi por ser um idiota com a Karina. — ele responde, e então segue pra dentro e some.

– Porra, isso dói. — eu digo quase chorando. Isso está doendo muito.

– O que você fez pra Karina? Só eu que não sei o que aconteceu? — João pergunta.

– Aqui está Pedro. Eu precisava fazer isso, odeio ver a loirinha chorando. — Cobra volta com uma bolsa de gelo, e me entrega.

– Alguém me conta o que aconteceu. — João fala.

– O seu amigo dormiu com a Karina, e no outro dia apareceu a modelete e chamou a K de qualquer. — Cobra fala e se joga no sofá.

– Cala a boca, João. Já levei um soco, Tomtom me torrou as ideias, até recebi mensagem da Jade. Não preciso de mais sermão. — reclamo com a bolsa na cara e me sento.

– Como eu amei o soco merecido que o Cobra te deu, não irei falar nada. — João define.

– Posso saber por que Karina veio te visitar e você ficou brecando João e eu de virmos? — pergunto com raiva.

– Karina veio semanas atrás, e depois disso o julgamento começou e meu advogado mandou eu não receber visitas depois que Jade apareceu aqui e saiu na internet que ela era minha cúmplice. Ele disse que poderia prejudicar vocês.

– Jade quase teve um surto, ela deu entrevista e tudo. — João fala.

– Sim, eu li no site. Ela disse: "Eu precisava ver como ele estava, é de conhecimento de todos o quanto ele é importante pra mim.". — eu falo e Cobra abre um sorriso.

– A gente conversou muito quando ela veio aqui, e decidimos que quando acabasse isso tudo, iriamos tentar de novo. Tenho que agradecer a K por ter contado pra Jade que ainda a amo.

– E eu aqui com a Camila com dois andares longe de mim. Ela quase fugiu

quando estava lá em casa. — João reclama, e eu estranho.

– Quando foi isso? — pergunto.

– Esses dias.

– O que ela está fazendo aqui no Rio? Karina me contou por cima que ela iria a SP antes delas vir. — eu digo confuso, e vejo uma troca de olhares entre Cobra e João. — O que eu não sei?

– A Karina dois dias depois do acontecido de vocês, foi para São Paulo e ficou uma semana lá. E quando voltou, voltaram as três. Já tem uma semana que elas estão aqui. — Cobra fala.

– Eu não vi nenhuma delas no prédio. — eu digo.

– Por que elas não queriam te ver, ou melhor a Karina. — João conta.

– Não quero mais falar disso. Eu e a Karina não temos mais nada. — eu respondo emburrado, e os dois riem.

Fico com raiva de não saber dessas coisas, novamente o Cobra sempre está por dentro das coisas da minha na..., da Karina que não é mais nada minha. Tento colocar isso na minha cabeça. Droga, dormir com a Karina só piorou. Eu sinto falta dela na minha cama, e só a tive lá uma vez. Vicky já está com viagem marcada, e apareceu lá em casa toda sexy e gostosa numa lingerie e disse que queria uma despedida, no começo eu até caí, mas depois eu me lembrei da Karina como ela era, como gemia, como era a mulher perfeita pra mim, mandei-a embora.

– Pedro você está escutando? — João pergunta.

– O que?

– O João topou ir pra balada hoje, e você topa? — Cobra pergunta.

– Graças a Deus, vocês prestam para algo. — eu digo, e sorrio mesmo com o gelo na cara. — Preciso de uma balada, pra tirar essas merdas da cabeça.

Pelo menos isso, vou poder tomar umas com meus amigos, e quem sabe consigo tirar uma certa loira esquentadinha da minha cabeça.

Notas finais
Então o que acharam desse tempo de meninos? E a Tomtom salvando a bunda do Pedro? Gostaram ou odiaram? Espero que tenham gostado .. Agora vamos a pergunta: - O que Karina estava fazendo quando Pedro a viu no cemitério? Escolham S1 ou S2. Beijos e até mais ^^