Notas iniciais
Hey leitores lindos ♥♥ Aque está o capitulo novo e conversa Perina, espero que gostem ..

“Sinto falta de como algumas pessoas costumavam a ser comigo.”

Artista Desconhecido

Como isso é possível? Depois de tantos anos ignorando essa parte da minha vida, ou melhor, a mulher da minha vida e eu a vejo desse jeito, linda e com algo que continua mexendo comigo. Depois que a provoco ela apenas me encara chocada, enquanto eu a olho dos pés a cabeça.

– Quer dizer, claro que muitas coisas mudaram. – eu digo ainda olhando para suas pernas torneadas, e vejo ela me olhar estranho.

– Baby. – escuto Vicky chamar, e logo ela pega na minha mão. – Pedro, eu estava falando sozinha. Por que você ta aqui?

– Verdade, tem coisas que nunca mudam. – Karina acorda de seu transe e passa por mim após de dizer. Eu tento entender o que ela quis dizer com isso.

– Lindo, você sabe que odeio falar sozinha. – Vicky continua reclamando enquanto me puxa pra dentro, eu peço desculpas e então entramos na sala onde estão velando o corpo. Sol está sentando com a mãe do Jeff e do outro lado está o Wallace. Nós ficamos num canto, e eu procuro com meus olhos a Karina e a encontro com Lucas num abraço e logo vejo o João que está ali perto também, mas desvio o olhar já que ele percebe que estou encarando e foco em prestar atenção em qualquer coisa menos em Karina Duarte.

Ao sairmos do velório deixei Vicky em sua casa já que ela teria um ensaio logo pela manhã e precisava dormir. Fui para o Perfeirão logo em seguida, eu sabia que o pessoal iria para lá, por que Sol ainda não queria ir para casa. Estacionei o carro na garagem, e logo atravessei a pracinha e entrei no restaurante e logo vi a família Duarte jantando ali. Passo por eles e só dou um aceno com a cabeça e vou pra mesa onde estão minha mãe, irmã e padrasto.

– Cadê a Vicky, Pedrinho? – Marcio pergunta, e ele é o único que não implica com minha namorada, por que se depender da Tomtom e da dona Delma, eu nunca namoraria a Vicky.

– A deixei em casa, ela tem ensaio fotográfico amanhã. – eu explico e me sento.

– Ensaio no domingo? – Tomtom pergunta. – Eu acho que é desculpinha, amanhã de noite estará em todos sites: “Namorada de Pedro Ramos, vocalista da banda Flux, é vista saindo da boate sem o namorado”.

– Cala a boca, pirralha.

– Você nessa idade, ainda é um ingênuo. E não conhece a namorada que tem.

– Antônia deixa seu irmão em paz, se ele a escolheu, não temos nada a ver com isso. – minha mãe irônica encerra a briguinha.

Eu vejo Wallace acenando, e logo vou à mesa deles.

– E aí, Sol? Quer alguma coisa? Ta tudo bem?

– Dentro do possível, estou bem. Agora só quero descansar, Mari e Jeff irá deixar eu e o negão ficarmos na casa deles, ainda não to preparada pra entrar na nossa casa. – ela diz e se levanta, e com Mari, elas vão lá pra fora.

– Era o mínimo que poderíamos fazer a tia Bete nos apoiou tanto quando a Mari ficou gravida. – Jeff fala, e eu concordo.

– A Sol vai ficar bem, mas hoje foi muito cansativo. – ele explica. – Pedro eu queria muito te agradecer, obrigado mesmo por tudo hoje.

Nós nos despedimos e logo eles entram no carro e vão embora, eu fico ali na porta parado e vejo minha mãe e Marcio se sentarem com Gael e Dandara, é quando percebo que a Karina não está na mesa, a procuro de novo e não a encontro.

– Se você olhar pra frente, irá vê-la no parquinho com o Lucas. – João surge do nada ao meu lado.

– Não sei do que está falando. – eu desconverso.

– Pedro, você ainda é meu melhor amigo, e eu te conheço muito bem. E eu vi você encarando minha irmã o tempo todo no velório, será que ta querendo um replay na história?

– Não viaja, João! Eu só fiquei surpreso por vê-la aqui, ela nunca vem pra cá.

– Te corrigindo, ela nunca vem pra cá quando você está aqui e outra, ela amava a Bete como mãe, é lógico que ela viria. – ele responde.

– Uhum, mas ela está bem? Quer dizer, ela está usando saltos, e o joelho?

– Você sabe que faz um ano desde o acidente, ela não ficou com nenhuma sequela. – João debocha. – E tem outra, se quer tentar de novo com ela, não cita o acidente, ela não fala sobre isso com ninguém.

– Comigo ela falaria, eu sei. – eu digo ainda com duvidas, mas a Karina sempre se abriu comigo.

– Acho que não, irmão. – ele diz e eu ignoro, e atravesso a rua.

Ela está parada de frente ao trepa-trepa, olhando e rindo do Lucas subindo e descendo.

– Eu sempre gostei desse brinquedo. – eu digo, ficando ao seu lado.

– E eu não sei? Você gostava tanto que me fez subir várias vezes. – ela responde baixinho.

– Eu gostava da vista. – eu digo, e a vejo corar, e sorrio por saber que ainda consigo fazer isso, mas nem dou chance dela responder. – Faz anos né, eu adorava aquela época.

– Verdade, e .. – ela logo é interrompida com o Lucas a chamando e parando em nossa frente.

– K você viu até onde conseguir subir? – ele pergunta animado.

– Claro que vi, você foi até o topo. – ela responde dando um sorriso lindo para o irmão.

– Ei Lucas, como você ta? – eu o cumprimento, e ele bate na minha mão.

– To bem, mas triste, a tia Bete foi pro céu. Mas a K veio pra casa, então não sei, to feliz e triste. – ele responde.

– Que bom. – eu respondo.

– Lucas e Karina, venham. Estamos indo. – Gael grita eles, e Lucas sai correndo ao encontro do pai, e sua família.

– Tchau Pedro. – ela diz, acenando.

– Tem como esperar? Eu queria falar com você. – eu peço, e apesar de não saber o que falar, eu quero que ela fique.

– Não temos nada para conversar, Pedro. E estamos muito bem deste modo. – ela diz e ouço raiva em sua voz.

– Nossa tem como se acalmar? Não vou te agarrar e nada assim, e eu tenho namorada. – eu digo, e ela me fuzila com os olhos.

– Ta bom, o que quer falar? – ela responde, e a gente senta num banquinho.

– Quero saber como você está. Sabia que não sei mais nada de você?

– Eu sei, e eu o mesmo. A gente combinou não saber do outro, lembra?

– Sim, Karina eu lembro. – eu falo, mas logo me toco de algo. – O que quer dizer que não sabe nada sobre mim? Não querendo ser egocêntrico, mas a Flux aparece bastante.

– Sobre a banda sei algumas coisas, é sobre você que eu não sei quase nada. – ela diz e então me olha. – Mas é claro que estou muito feliz de você ter conseguido chegar onde chegou, você sempre quis tanto.

– Sim, eu e o pessoal lutamos bastante pra chegar aonde chegamos. – eu concordo. – E você também está ótima, e conseguiu vários cinturões, eu fiquei sabendo.

– É eu consegui, e foi tão difícil quanto pra você, eu sempre fui a mais jovem em todas as lutas.

– É foi difícil sabe, você começou a viajar e eu a fazer eventos, mas conseguimos realizar nossos sonhos. – eu digo, e então me lembro do acidente.

– Verdade, apesar de não ter acontecido tudo conforme meus planos, ter minha própria academia me faz muito feliz.

– Eu fiquei sabendo que do seu ...

– Eu não falo sobre isso e você está louco achando que falaria logo com você. Boa noite. – ela me interrompe e sai andando. E eu como idiota que sou, fico lá sentado que nem um idiota. E me lembro do que o João disse. Eu realmente achei que ela falaria comigo? Eu sou um idiota mesmo. Mais quando se trata dela eu sou o rei das idiotices, eu com 26 anos, quando estou perto da Karina, pareço ter 17 de novo, ela mexe comigo como ninguém, coisa que não deveria ser assim, eu estou feliz com a Vicky, é claro que ela é meio mimada e ás vezes até chata, mas eu gosto dela. Eu tenho que esquecer a Karina, já que não vamos nos ver mais, e quando nos vermos, irei ignorá-la.

Notas finais
GOSTARAM? Vocês acham que a K está certa, ou acham que o Pedro que forçou um pouquinho? No próximo capitulo, tem conversa do Gael e Karina, e é uma fofura ^^ Até quarta e beijos 😘