Esse Cara Sou Eu

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Feita com muito carinho... Espero que gostem!
Manú :-*

O cara que pensa em você toda a hora
Que conta os segundos se você demora
Que está todo o tempo querendo te ver
Porque já não sabe ficar sem você


Ele estava em sua sala.

Ela estava em campo.

Não a via intimamente a alguns dias. Um serial killer resolveu atacar, deixando assim o laboratório inteiro de pernas pro ar.

Sentia saudades dela, e vê-la somente quando estavam acompanhados não estava ajudando em nada.

Por infinitas vezes a encontrou na sala de conveniências entre um tempo livre e outro conversando com alguém da equipe, ou ela chegou perto dele para falar-lhe sobre o caso, mas sempre com alguém por perto e seu coração saltava em seu peito. Poderia jurar que se alguém chegasse perto dele, poderia ouvir perfeitamente seu coração pulsando descontrolado.

Por vezes só ao ouvir sua voz pelo corredor já sentia seus hormônios masculinos se aflorarem.

Sua cama parecia cada vez mais gelada e vazia. Uma cama que antes era do tamanho ideal só para ele, hoje sem ela, estava grande demais.


E no meio da noite te chama
Pra dizer que te ama
Esse cara sou eu


Era folga dela.

Ela havia lhe dito que não sairia e que ficaria em casa, tentando dormir, pois em sua cama sentia falta dele.

Olhou no relógio, 02:42hs da madrugada, pensou em ligar para ela, mas desistiu por um momento.

Refletiu por mais um longo momento, encarou o relógio, 02:47hs.

Seus dedos coçavam, precisava ligar para ela. Seu coração a mil por hora.

O telefone chamou uma única vez e ela logo atendeu.

- Sidle.

- Sara?... Sou eu... Grissom.

- Oi Griss.

- Te acordei? — Ele praticamente cochichava ao telefone.

- Não.

- O que estava fazendo?

- Assistindo a um filme que está passando na televisão.

- Hum.

- Griss... O que há?... Está precisando de algo?

- Essa não é a pergunta certa. Estou precisando de alguém.

- O caso se complicou?... Quer que eu vá trabalhar?

- Não... Com o caso está tudo bem.

- Então, por que me ligou a essa hora?

- Só pra dizer que... eu te amo.

Ela sorriu, ele não era de declarações. Normalmente, demonstrava seus sentimentos com ações, não era muito bom com palavras. Nunca falava, mas quando falava... Falava exatamente o que ela precisava ouvir.

- Sara... Sinto sua falta.

- Eu também sinto a sua.

Neste momento, Nick chama por Grissom, havia novas evidências sobre o caso, e Grissom precisava dar seu parecer.

- Querida... Tenho que desligar.

- Tudo bem.

- Boa noite, querida.

- Boa noite Griss... Eu também te amo.


O cara que pega você pelo braço
Esbarra em quem for que interrompa seus passos
Que está do seu lado pro que der e vier
O herói esperado por toda mulher


Ela passou em frente a sua sala com a cabeça baixa lendo alguns papéis sobre o caso.

Ouviu uma voz chamando por ela; Greg.

Não sabia ao certo o que sentia quando via Greg perto de sua namorada. Era uma mistura de medo, ciúmes, insegurança...

Resolveu disfarçar e ir logo atrás deles para tentar ouvir o que falam.

Não conseguiu ouvir o que ele falava, porém ela deu um sorriso que o deixou com ciúmes... O sorriso dela era somente dele.

Quem aquele moleque pensa que é?

Apertou os passos e passou por eles, esbarrou tão bruscamente em Greg, que o menino muito magro quase caiu.

Ela o olhou e pelo olhar que ele lançou aos dois, pôde perceber que ele estava com ciúmes.

Aquilo era um aviso: Fique longe da minha mulher!


Por você ele encara o perigo
Seu melhor amigo
Esse cara sou eu


O serial foi descoberto e também seu esconderijo.

Brass e alguns policiais foram vistoriar a casa, mas não encontraram nada. Foram para o jardim, liberando assim a casa para análise. Somente ela e ele.

De repente o suspeito sai de seu esconderijo, a agarrando e fazendo-a de refém.

- Largue-a, Brian.

- Nunca.

- Largue-a, se não atirarei. — Disse Grissom com a arma em punho.

- Nunca que eu a largarei por nada.

Grissom já estava nervoso e em um impulso foi para cima do suspeito, que jogou Sara no chão e começou a lutar com Grissom.

Ambos estavam com armas e um tiro foi disparado.

Com sorte, o tiro atingiu o suspeito diretamente no coração, fazendo-o cair morto.

- Ficou maluco, Griss?- Ela chorava e o acariciava o rosto.

- Não sei o que aconteceu.

- Você não deveria ter feito isso... Poderia ter morrido!

- Não consegui imaginar minha vida sem você... Ele poderia ter lhe machucado e eu não ia deixar.

- Mas Griss, foi tão perigoso.

- Enfrento tudo se preciso for... Enfrento tudo sim, por esse amor.


O cara que ama você do seu jeito
Que depois do amor você se deita em seu peito
Te acaricia os cabelos, te fala de amor
Te fala outras coisas, te causa calor


Finalmente com o caso solucionado, a equipe da noite teve como recompensa uma bela folga coletiva, com direito a três dias.

Logo no primeiro dia, foram para a casa dele e jantaram colmante.

Estavam com saudades um do outro e precisavam matar tanta saudade e desejo.

Fizeram amor por longas horas madrugada a dentro.

Ela estava deitada sobre seu peitoral forte e o acariciava o peito de um modo único.

Ele a acariciava os cabelos macios e sedosos que exalavam um aroma maravilhoso.

Palavras de amor foram ditas durante toda a noite. Enquanto faziam amor, sussurravam no ouvido um do outro frases doces, deliciosas de serem ouvidas nessas horas.

Juras de amor eterno foram feitas e naquele momento o silêncio e o amor que cada um exalava, falavam por si.


De manhã você acorda feliz
Num sorriso que diz
Que esse cara sou eu
Esse cara sou eu


Ele acordou e se deparou com ela ali, em sua cama.

Uma cama que se pudesse falar, seria a mais fiel testemunha do que era um amor verdadeiro.

Ele velava seu sono. Ela era linda, até mesmo dormindo, sem maquiagem e com os cabelos meio em desalinho.

Ela se mexeu um pouco e despertou, encontrando um par de olhos incrivelmente azuis, sobre os seus completamente amendoados.

- Hum... Bom dia.

- Bom dia, querida.

- Sabe o que é melhor do que fazer amor com você a noite toda?

- Hum... O que é? — Ele tinha uma sobrancelha arqueada, um gesto que ela adorava.

- Fazer amor com você a noite toda, e ainda acordar e dar de cara com seus olhos que tanto amo, me observando.

- Estava só lhe admirando enquanto dormia... E pensando na sorte que tenho por você ter me escolhido.

- Não lhe escolhi... Não foi uma escolha minha.

- Não?? — Grissom sentiu seu coração falhar uma batida.

- Claro que não... Eu não escolhi te amar... Eu nasci para te amar.


Eu sou o cara certo pra você
Que te faz feliz e que te adora
Que enxuga seu pranto quando você chora
Esse cara sou eu
Esse cara sou eu


Estavam na sala, deitados no sofá, assistindo a um filme.

O filme era triste. Era sobre uma menina que passou por muitas coisas ruins na vida, pessoas que confiava cegamente a traíram e tivera que passar por muitas coisas ruins para ser alguém. Sempre diziam que ela nunca ia conseguir, e ela sempre conseguia, a fé a fazia conseguir.

Ele estava deitado e ela deitada entre suas pernas e com a cabeça e o tronco por sobre seu peito.

Por várias vezes ele percebeu que ela chorava, pois seu corpo tremia.

Ele a abraçava forte, e ela parava.

Ao fim do filme, ela ainda chorava. Seus olhos estavam pequenos e inchados de tanto chorar.

- Por que choras?

- Por que me identifiquei com a menina.

- Não chores mais... Estou aqui.

- Ela passou por muitas coisa, Griss e... Eu também.

- Eu sei... Mas no fim deu tudo certo, não deu?

Ela abaixou os olhos e fez que sim com a cabeça.

Ele tocou seu queixo, levantando com cuidado seu rosto para que o encarasse.

- Sara... Estou aqui e nada e nem ninguém a fará mal algum.

- Promete?

- Sim — Disse secando-lhe as lágrimas — Serei seu príncipe encantado... Você quer?

- Hum Hum... Eu te amo, meu príncipe.

- Eu também te amo... Minha princesa.


O cara que sempre te espera sorrindo
Que abre a porta do carro quando você vem vindo
Te beija na boca, te abraça feliz
Apaixonado te olha e te diz
Que sentiu sua falta e reclama
Ele te ama
Esse cara sou eu


Ela havia feito uma viagem de uma semana.

Apesar de se falarem todos os dias, duas ou três vezes, nunca era o suficiente.

A falta um do outro era tão grande que chegava a ser cortante.

Mas, esse martírio estava chegando ao fim. Ela voltaria para casa, literalmente falando, pois ele percebeu com sua ausência que precisavam avançar no relacionamento, o mais rápido possível.

Ele a esperava ansioso no aeroporto, quando finalmente consegue avistá-la em meio a multidão.

Ele a abraçou e a beijou com desespero.

- Senti tanto a sua falta, querida!

- Eu também senti muito a sua, Griss.

- Me promete uma coisa?

- O quê?

- Promete que não se afastará de mim por tanto tempo... Nunca mais?

Ela deu uma gargalhada sonora, e ele também sorriu.

Chegaram ao estacionamento e ele abriu-lhe a porta do passageiro, entrando no carro logo depois de guardar suas malas.

Não resistiu e a beijou mais uma vez, um beijo que transmitia com exatidão a falta que sentiam um do outro.

- Querida, tenho uma coisa para lhe dizer.

- Eu também tenho.

- Fale você primeiro.

- Não... Prefiro que você me diga primeiro.

- Eu sei que aqui não é o melhor e nem o lugar certo para isso... Mas, não quero esperar mais nenhum minuto para perguntar.

- Perguntar... Perguntar o quê?

Ele pegou suas mãos e depositou um beijo em cada uma.

- Sara, quer se casar comigo?

Ele viu um lindo sorriso surgir nos lábios daquela que ele tanto amava.

- Acho que teremos de fazer isso mesmo.

- Por quê?

- Por que estou grávida, Griss... Estou esperando um filho seu.

- Isso é sério?... Céus... Eu vou ser pai?

- Vai sim.

- Então, você aceita meu pedido?

- Já aceitaria mesmo que não estivesse grávida, estando então.

- Eu te amo muito, Sara... E amo muito nosso filho. — Disse passando a mão sobre o vente ainda liso.

- Eu também te amo, Griss e também amo nosso filho... E estive pensando...

- Sobre?

- Você realmente é o meu príncipe encantado... Meu único amor.

Ele sorriu docemente e pensou:


Sim querida, Esse cara sou eu.


' The End ~

Notas finais
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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!