Esquecimento
14 Um alguém para chamar de lar
Notas iniciais
Esquecimento
Escrito por: Kohana
Capítulo Quatorze: Um alguém para chamar de lar
Me faz tão bem que perco o medo.
Nx Zero — A melhor parte de mim
O sentimento de tristeza não existia mais ali...
Não para Sakura. Só o que existia era dois adultos apaixonados como se fossem dois adolescentes.
Ela não podia mais negar, admitiu isso até para ele. E com isso sentiu um pouco de seu peso se esvair. Estava mais linda do que sempre foi, mais radiante. E não conseguiu segurar seus sentimentos, era mais forte do que ela.
Ver suas atitudes e todo o carinho com ela, acabou com os argumentos de sua consciência. Calou ela mesma, calou aquela parte que dizia que era errado estar com Sasuke. E, talvez, se fosse aquele homem maravilhoso só com ela, até poderia aguentar e permanecer firme com suas idéias de que não poderia estar com Sasuke. Contudo, ele não se contentou em ser um homem maravilhoso só com ela, ele tinha que ser com os filhos também. E aquilo matou a idéia de que era errado ficar com Sasuke.
E na verdade, não era errado estar com ele, era errado omitir certas coisas, muito importantes por sinal, dele. E o único incomodo agora era isso, que a fazia lembrar que ao menos uma coisa não estava devidamente certa.
Porém, estar com ele, amar ele, admitir isso a ele e a ela mesmo, não era errado, ao contrário, era a coisa mais certa a se fazer.
Todavia, ainda tinha medo. Mas de fato sabia o que era certo a se fazer.
Ele, eu se quer precisava dizer. Tudo o que tinha na mente de Sasuke era a frase de Sakura. Não inteiramente, mas o principal e a melhor parte, a parte preferida dele. Ela já tinha confirmado que era, segundo o que Ino disse, apaixonada por ele. Mas ouvir ela dizendo e ver sua expressão enquanto o fazia, foi muito mais lindo e gostoso de se ouvir do que ele poderia ter imaginado. E depois daquilo, não tinha mais o que dizer, ou algo para impedir. Ele sabia que era correspondido.
Ainda que soubesse que, no mínimo, ela gostava dele, ele não tinha a certeza. E foi isso que ela deu para ele: certeza de que poderia avançar com seus sentimentos em mãos.
E ele faria isso. Ele iria fazer valer a pena aquela viagem. Porque não era só ela que sentia que as coisas dariam certas, ele também sentia isso.
Sentia que depois de muito tempo sozinho, vendo seus amigos casados, famílias formadas e todos felizes, ele finalmente iria achar um lar para voltar e ter alguém para lhe receber, alguém para lhe beijar e desejar sua volta, alguém para chamar de seu.
Ele tinha uma certeza tão absoluta que até o assustava. Era tão pouco tempo para tanta certeza. Entretanto, não podia evitar sentir aquilo, sentir que Sakura, Mia e Daisuke era seu tão desejado lar.
Quantas vezes ele não invejou seus amigos? Ele se quer tinha noçao. Se repreendeu muitas vezes por isso, mas não podia evitar.
No final, a bebedeira e as mulheres com quem ele saía sem compromisso, era só uma oportunidade de preencher o vazio que era ser o único de seus amigos, da vida inteira, sem alguém para sempre estar do seu lado.
Não era por falta de tentativas, ele até teve relacionamentos sérios. Mas nunca durava muito. Sempre tinha algo faltando, algo que deixava um vazio ainda maior do que o anterior.
Claro, nunca ousou dizer algo sobre aquilo. Para todos Sasuke Uchiha era um solteiro convicto. Feliz sobre o que tinha. Mas a verdade era algo que ninguém imaginava.
E ele sabia que queria aquilo. Somente de olhar a mulher, de observa-la com seus filhos, ele já conseguia imaginar de como seria os quatro juntos. Sorria ás vezes abobalhado, com esses pensamentos.
Mas não se sentia um bobo idiota, ou um mariquinha como alguns dizem. Ele sentia que seria o homem mais feliz caso isso viesse acontecer. E, se dependesse dele, com certeza aconteceria
Diante de uma mulher que o encantou a primeira vista, uma mulher que o tirou o ar, ele não podia simplesmente desistir. Ele quis e desejou isso a tanto tempo que, não importava o quanto podia durar, teria ela, ficaria com ela.
Pela primeira vez em sua vida ele quis lutar por uma mulher. Quis transforma-la em seu lar. Além tudo, era um Uchiha e foi ensinado a ele que não se desiste de algo que quer.
Além do mais, não é sempre que se encontra uma mulher que trás duas crianças maravilhosas como brinde.
E ele tinha uma certeza: teria uma pessoa para lhe esperar, como seus amigos tinham. E essa pessoa se chamava Sakura Haruno.
...
Quando desembarcaram já era noite, já que foram duas noites de viagem. Sasuke e Sakura cominhavam lado a lado junto as crianças. Mia insistiu para que fosse no colo de Sakura e, por mais incrível que pareça, Daisuke estava no colo de Sasuke.
O garoto não era de todo pesado, muito pelo o contrário. E o seu sono e o cansaço fizeram aceitar a proposta de Sasuke, que insistiu muito.
Também não era como se ele não tivesse gostado.
Pegaram as bagagens e partiram rumo a saída. Sasuke já suspirava chateado, pois odiava viagens e estar longe de seu apartamento. Mas por um lado estava feliz, afinal passaria muito tempo com a rosada.
Não demorou muito tempo e pegaram um táxi. Daisuke já estava acordado, porém quem dormia agora era Mia, que se aninhava no colo da mãe.
– Está cansada — disse Sakura vendo Sasuke observa-la.
– A alguns minutos ninguém diria isso — riu ele olhando janela a fora, do banco do passageiro. — Bem... — voltou a olha-la — Vou ir com vocês até sua casa e depois vou ir para um hotel.
Daisuke deixou de observar a paisagem fria de Nova Iorque, para olhar Sasuke. Observou a mãe um pouco e depois o moreno, que tinha toda a atenção em Sakura.
Abaixou um pouco o olhar, movendo suas íris negras para lá e para cá, lembrando de sua conversa com sua vó.
Flash Back On
Sua mãe os arrumou para irem se despedir de seus avós. Não era de fato uma despedida mas sim um até logo, já que a rosada prometeu sempre aparecer.
Depois de um almoço e de todos, inclusive seus tios amigos de sua mãe, o apertarem junto a Mia, ficaram batendo papo.
Porém, foi puxado de canto, especificamente para o quarto de sua vó, junto com a mesma. Não entendeu muito bem, mas resolveu não perguntar já que adorava a companhia dela.
E depois de um londo abraço, um longo suspiro e enfim se sentar na cama, ela se pronunciou.
– Posso fazer uma pergunta? — arqueou uma sobrancelha o puxando para seu colo.
– Você já fez vó — sorriu o menino
– Espertinho — riu ela — OK, posso fazer outra pergunta?
– Fez de novo — riu tirando uma com ela.
– Desse jeito a gente não vai chegar lá — riu bagunçando o cabelo do menino — OK, vou ser direta — ele assentiu sério — Você...
– Quer saber saber se eu gosto do Sasuke. — não era uma pergunta e sim uma afirmação, com a mesma expressão anterior.
A matriarca Uzumaki ficou surpresa. Muito surpresa.
– Como sabia que faria essa pergunta? — franziu o cenho.
– Porque todos estão fazendo essa pergunta. — deu de ombros — A tia Ino, a tia Temari, o Tio Naruto... hn, quase todos. Menos a tia Hinata, o tio Shikamaru e o tio Neji. Acho que eles já deviam saber. — riu lembrando de como eles ficavam quando dava a resposta.
– Sério? Hn... — riu também, maneando a cabeça em negativo — E seu avô Minato, também perguntou, eim eim ? — sacudiu ele um pouco, empolgada.
– Verdade — ele pareceu lembrar — Ele foi o primeiro.
– Run... diz que não posso encher a sua cabeça mas foi o primeiro a fazer. — resmungou revirando os olhos.
– Não entendi vó — disse o menino observando a ruiva.
– Hehe, não é nada — sorriu amarelo — Mas então, qual foi a sua resposta?
O garoto fingiu pensar deixando a mulher ansiosa. Mas a verdade é que depois de tantas perguntas a resposta já estava na ponta da língua.
– Gosto dele — viu a avó bater palminhas sorridente, com certa dificuldade já que tinha ele no colo.
– Sério? — o abraçou forte enquanto ele assentia — E sua irmã?
– Aquela lá, gostou dele assim que ele disse que daria balas a ela — revirou os olhos lembrando de como a irmanzinha era fácil. Mas acabou rindo, afinal ela era uma louca por doces. — Disse até que queria que ele fosse o nosso pai.
A ruiva quase se engasgou. Abriu a boca e nem piscava os olhos. As coisas estavam melhores do que ela imaginava.
Começou a apertar o garoto em um abraço que ele quase não conseguiu respirar.
– Bem, já que as coisas estão assim — suspirou sorridente — Vamos direto ao ponto. Eu ia te enrolar e fazer você acreditar em alguma coisa idiota se sua resposta fosse outra. — começou a tagarelar mexendo as mãos e fazendo algumas caretas. Daisuke também fez uma enquanto ouvia o plano de enrolar ele e se surpreendia pela sinceridade dela. — Mas, como vocês gostam dele — mordeu o lábio inferior sorrindo — Vou mudar as coisas.
– Como assim? — arqueou uma sobrancelha.
– Bem... sabe... — parecia procurar a forma certa de dizer — Hn... o Sasuke terá que viajar com vocês por um motivo pessoal dele e de sua mãe. Mas ele odeia viajar e só vai porque sua mãe precisa de ajuda. — suspirou como se tivesse triste. — Porém, se ele tivesse um lugar legal pra ficar, com pessoas que cuide bem dele e estejam com ele, ele ficaria muito feliz.
Daisuke suspirou, entendo muito bem aonde sua vó queria chegar.
– Você disse que não ia me enrolar, mas é o que está fazendo. — revirou os olhos. A mulher riu. No final, ele sempre era esperto demais para cair em algo assim. — Mas tudo bem. Eu vou fazer.
– O que exatamente você acha que é pra fazer? — colocou uma mexa de cabelo atrás da orelha, abaixando um pouco sua cabeça.
– Você quer que eu peça para ele ficar lá em casa. — sorriu de canto, um perfeito sorriso Sasuke. A mulher balançou cabeça em positivo o abraçando.
– Esse é o garoto da vovó — ele retribuiu o abraço se desfazendo em seguida.
– Vó, posso fazer uma pergunta além dessa?
– Bem esperto você — riu ela — Pode.
– Por que você quer o Sasuke com a minha mãe? — a mulher ficou sem fala. Era claro que ele faria uma pergunta assim, mas ela não se preparou para respondê-la.
Então disse a primeira coisa que veio a cabeça:
– O Sasuke é importante na vida de sua mãe — acariciou os cabelos negros — E, um dia, você vai descobrir que ele é muito importante para na sua também.
Daisuke ficou confuso, mas não perguntou o significado do que ela disse. Ainda sim, aquelas palavras ecoaram em sua mente. E, se sua vó lhe disse aquilo, era porque tinha fundamento.
E ele não sabia o porquê, mas alguma coisa o dizia que ele descobriria mesmo.
E esperaria por isso.
Flash Back OFF
Depois das lembranças e um longo suspiro ele decidiu que era hora de falar:
– Mãe... — Sasuke e Sakura o olharam — O Sasuke poderia ficar lá em casa? — a rosada abriu a boca de tão surpresa. Talvez se fosse Mia, ela não ficaria tanto. Mas era seu pequeno ciumento quem pedia isso. O filho deles, o filho de Sasuke.
Sasuke sorriu, não sabia dizer tudo o que estava sentindo. Era um misto de muitas coisas boas. Mas sabia que não poderia aceitar.
– Er... acho que é melhor eu ir pro hotel Daisuke — disse ele meio sem graça. O garoto continuou a olhar para a mãe, ignorando Sasuke, como se esperasse uma resposta dela, somente dela.
Sasuke arqueou uma sobrancelha olhando o garoto, mas franziu o cenho quando viu um pequeno sorriso brotar nos pequenos lábios. Virou seu rosto para Sakura e ela fazia o mesmo, como se tivessem conversando pelo olhar.
– Eu acho uma ótima ideia — sorriu encarando Sasuke — Nossa casa é grande e você é bem vindo lá. — ele abriu a boca para argumentar mas fora impedido — Não aceito um não.
No fim, ela agradeceu por seu filho pedir para que ele fosse. Pois se não fizesse, ela seria obrigada a fazer.
E Sasuke somente assentiu. Afinal, não era como se ele não quisesse ir. Na verdade ele queria muito ir. Ainda que aquele não fosse seu lar, gostaria de pensar que era. Ao menos por enquanto.
...
Sentiu o cheiro familiar lhe invadir as narinas. Sorriu com os olhos fechados, apreciando a sensação boa. Era como se tivesse em casa afinal.
A empregada da casa, que dormia ali, logo ajudou a levar as bagagens. Sasuke olhava tudo discretamente. Não era só o cheiro que era familiar, a casa em si era. Se não soubesse que estava em Nova Iorque, juraria que estava em seu apartamento. Tirando alguns móveis, retratos, brinquedos e algumas outras coisas aquele era seu apartamento dentro de uma casa.
As paredes em tons claros e até o tom salmon no quarto de hóspedes. Era muita igual para ser verdade. Para ele estava mais acomodado do que pensou que estaria.
Mas de alguma forma aquilo o intrigou, ainda sim permaneceu calado.
Ao menos por enquanto.
...
Depois de um banho, um jantar divertido entre os três — já que Mia nem se quer acordou — e uma caminhada pela casa para mostra-la para Sasuke, Daisuke foi dormir, sendo aconchegado pela mãe que foi com ele e levando um beijo do pai, que o fez quando o garoto já dormia.
Sakura voltou em seguida, o levando para o escritório dela.
– Você pode usar o meu escritório enquanto estiver aqui — disse ela entrando no recinto sendo seguida por Sasuke. Ele fez o mesmo que fizera quando chegou: olhou tudo discretamente.
Ela parou batendo as mãos nas coxas encarando ele. Ele se aproximou e ela não recuou. Colocou uma das mãos dentre os cabelos dela e a outra na cintura a puxando para mais perto.
Sakura e Sasuke sentiram a onda elétrica passar por seus corpos. O desejo e a vontade daquele beijo fizeram aquilo.
Ela rodeou o pescoço dele com seus braços enquanto sua cabeça se mexia conforme o beijo era aprofundado. A língua de ambos iniciara uma dança, quente e desejosa.
Porém, infelizmente para os dois, lhe faltaram ar. Ainda sim o olhar penetrante ficou. Um sorriso nos lábios dela fez com que ele fizesse o mesmo os fitando com desejo.
– Você tem certeza que posso ficar aqui? Eu não quero...
– Claro que sim — o interrompeu roçando seu nariz no dele — Eu quero que fique.
– Run... — a abraçou, apoiando seu queixo na cabeça dela. — enfim acho que encontrei o que eu estava procurando. — fechou os olhos inalando o doce perfume dela. O perfume que ele adora, o perfume que o trás refúgio.
– O que estava procurando? — disse em um fio de voz.
– Você. — ela o olhou, um misto de felicidade e receio. — Tanto tempo... eu sempre procurei você. Eu só não sabia que era devidamente você.
Sakura sorriu.
Eu posso ver, posso sentir...
A felicidade era tanta que ela pensou em pular de alegria.
Quantas vezes ela sentiu falta do seu lar? Seu lar que não sabia que tinha alguém que queria voltar para ele. Foram tantas as vezes que sonhou em voltar, que ela já não sabia dizer um número ao certo.
Quando tudo acabar será você e eu...
Ele não conseguia dizer o que estava sentindo. Queria não ver ela longe de si e, ainda que soubesse que era um sentimento verdadeiro, a confusão ainda estava presente. Eram muitos sentimentos.
Não qualquer um, não pequenos, não uma simples atração, não um simples desejo. Ele não queria ela por uma noite, queria por todas as noites e todos os dias de sua vida. Não queria sozinha, queria quem estava com ela também. Então era aceitável se sentir confuso, ainda que boa parte do tempo ele não desse bola para esse sentimento.
E ele, um homem sério e centrado, controlado e calculista, tinha vontade de chorar somente em pensar que ela poderia se afastar.
Era um sentimentos tão intenso e puro, tão verdadeiro e sincero que o assustava. Mas, acima da confusão e do medo, ele tinha certeza absoluta que era real, que era verdadeiro. Não sabia dizer o porquê, nem como sabia disso, mas sabia que era mais verdadeiro do que qualquer outra coisa.
E naquele momento, aquele sentimento já tinha nome e talvez sobrenome.
A sua presença já me faz tão bem. Eu não vejo a hora de te ver sorrir...
– Sakura — sorriu abobalhado — Eu quero que você seja o meu lar, o lugar para que eu possa voltar. Eu quero estar com você. — Sakura riu, seus dentes brancos e alinhados se mostraram presentes em um largo sorriso, um sorriso que mostrava sua felicidade, sua energia, a emoção.
E então, não era só um sorriso, eram lágrimas também. Estava tão feliz que não pôde evitar chorar, não pode evitar mostrar tamanha a sua felicidade. Queria mostrar mais, muito mais! Queria e mostrar várias formas de como aquilo a afetava, de como aquilo a deixava. Mas tudo o que pôde fazer foi beijá-lo em meio as grossas lágrimas.
As mãos de Sasuke apertaram mais a cintura dela, se é que isso era possível. As pernas de Sakura rodearam a cintura dele, fazendo com que ele andasse para frente e a colocasse encima da mesa daquele escritório.
O beijo ficou mais profundo e com mais movimentações, as mãos de ambos não se contentavam em ficar em um só lugar. Nem mesmo a boca de Sasuke, que descia o pescoço de Sakura.
A melhor parte de mim leva o meu caminho até você, isso é o que me deixa mais forte.
– Sakura... — suas respirações ofegantes, seus corações acelerados e dois sorrisos contagiantes. — Desculpa se for te assustar mas... — encostou suas testa na dela - Eu amo você.
E em vez de assustar, ele a fez viva mais uma vez.
Era, mais uma vez, uma garota sorridente como era a oito anos. Como era alguns minutos antes daquele acidente.
– Eu também te amo — fechou seus olhos ainda sorrindo. — Mas para isso ser melhor, eu preciso te contar uma coisa. — ele arqueou a sobrancelha, sem deixar de sorrir. — Preciso contar algo importante, algo do meu passado.
Aliás, algo do nosso passado.
Me sinto melhor e já posso enfrentar todos os meus problemas, pois agora sei, quando tudo acabar você vai estar aqui.
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