Esquecimento
27 O Ódio Que Se Dispersa
Notas iniciais
Esquecimento
Escrito por Kohana
Capítulo Vinte e Sete: O Ódio Que Se Dispersa
Abaixou o jornal em resignação, desistindo de o ler. Vendo ela passar rapidamente por sua frente, toda serelepe e apressada, analisou a cena, tombando sua cabeça para um lado de seu ombro, deixando-se deleitar com a visão dela, até mesmo daquele modo, desastrada.
– O que você está procurando, amor? – acenando a sua frente com a mão, ele resolveu perguntar.
– Eu não sei onde coloquei as chaves do carro. – bateu em sua testa, se repreendendo.
Ela tinha um compromisso importante e seu carro era necessitado com urgência. No entanto, as malditas chave haviam sumido, novamente.
– Já olhou em cima do criado mudo? – ele suspirou.
– Já. – ela respondeu ainda em seu desespero, levantando o pano que vinha por cima da geladeira. Embora fosse impossível uma chave do tamanho da sua não ser avistada ali, ela não queria descartar nenhuma hipótese.
– Já olhou na estante da sala? – exalando a calmaria de seu temperamento, ele apoia seu queixo em sua mão, ainda a observando.
Ela pareceu pensar por um momento, porém logo acenou com sua cabeça, afirmando que sim.
– Já, amor. – respondeu impaciente, enquanto abaixava-se para olhar embaixo da geladeira. Naquela altura, podia estar em qualquer lugar – não duvidava estar ali, uma vez que semana passada estava no cano da pia do banheiro.
Em um movimento preguiçoso de jogar seu cabelo para trás, seu bagunçado cabelo matinal, ele se levantou, deixando em cima da mesa sua xícara quente de café. Seguiu lento e astuto até a sua namorada, fazendo ela recuar o corpo com o susto de seu toque. Sasuke sorriu com a ação. Sakura relaxou o suficiente quando notou ser apenas o susto pelo modo que ele se aproximou.
– Você e suas manias. – Sasuke pegou o rosto de sua namorada, fazendo-a o olhar diretamente em seu olhos. Tão logo ela ficou confusa com o gesto do namorado, embora tenha ficado em silêncio o observando.
– Sasuke o que... – como era ansiosa, não se limitou a não falar. Porém, após notar a boca de seu namorado descer até seu busto, arrastando a blusa para baixo, enquanto ainda a olhava, deixando assim amostra seu sutiã preto, ela se calou, tanto por surpresa quanto pelo arrepio estupendo que sentiu se alastrar por seu corpo.
Contudo, não era lhe instigar a libido o que Sasuke queria fazer, embora tenha conseguido também.
– Você é tão esquecida, Sakura. – se sua visão não fosse a chave de seu carro, bem afundada no vão de seu seio, ela certamente resmungaria excitada com a voz rouca de Sasuke.
– Eu não me lembro ter colocado ai. – ela ri constrangida, deixando um rosado colorir suas bochechas.
– Eu sei. – Sasuke sorri calmo, tocando após isso a bochecha dela com o seu dedão, um movimento lento e carinhoso.
– Meu herói. – tão quente como só Sakura poderia estar, ela sussurra contra seus lábios, fazendo Sasuke sentir seu delicioso hálito de morango.
– O herói aqui vai querer uma recompensa. – surrupia a cintura de Sakura com agilidade, fazendo ela dar um pequeno pulo com o gesto repentino.
– Estou atrasada. – ela resmunga, embora suas mãos tenham envolvido o pescoço de Sasuke firmemente.
– Eu só preciso de cinco minutos, meu amor. – com maestria e mesmo assim cautela, Sasuke sobe o corpo de Sakura, a colocando no balcão da cozinha, ainda sim derrubando algumas coisas.
– Só cinco minutos. – Sakura sorri sorrateira, fazendo com que Sasuke faça o mesmo, antes de se atacarem em um beijo pedinte e desejoso.
...
Dois dias depois...
Seus passos eram firmes, embora silenciosos, como um felino a caça de sua presa. Dois corpos estavam aos seus pés, desmaiados, jogados de qualquer forma. Era assim que ele queria as coisas, era desse jeito que deveria ser.
Era assim que Sasori ficaria após ele o encontrar.
Sempre reclamou para o pai o quanto odiava as aulas de defesa pessoal, uma vez que pensava, quando criança, que nunca precisaria delas. Quando voltasse para casa, no entanto, não esqueceria de agradecer ao seu pai por isso e, talvez, até lhe compraria uma boa gravata para lhe mostrar sua gratidão.
Seu celular, dentro do bolso por dentro de seu paletó, vibrou e ele não precisou ler o nome que indicava na tela para saber quem era.
– Sasuke? Droga! – ele não teve tempo sequer de dizer alguma coisa. – Eu não posso sair por um minuto? Mas que Porra! Era para esperarmos os esforços. – a voz exaltada, diferente do que sempre era, lhe gritava em seu ouvido.
Mesmo incomodado com os gritos, seu semblante, duro e escuro semblante, não mudou, sequer se viu uma ruga aparecer para mostrar uma expressão irritada ou ansiosa. Seus olhos só se fecharam, em busca de uma calma que ele não tinha.
– Naruto... – sua voz corta os gritos do outro. – Mande o mapa para o meu celular. – ignorando todos os sermões de como ele poderia estar morto agora, ele não pede, ordena.
Sim, quem estava do outro lado da linha era Naruto, seu cunhado e melhor amigo, seu cunhado e melhor amigo que era um policial e não exitou em pegar o primeiro voo para Nova York quando explicado qual era a situação.
Primeiro euforia; Naruto chegou a derrubar seu celular após saber que Sasuke – que não pôde evitar contar essa parte – havia recuperado sua memória, depois de quase nove anos.
Após Sasuke muito gritar seu nome e prometer contar tudo depois, Naruto soube do resto da história e, sem mesmo Sasuke pedir, avisou sua partida para a cidade, muito irado por sinal.
Naruto explicou para Sasuke que Sakura tinha um comando de GPS embutido na chave de seu carro, porém, isso era inútil na ocasião, uma vez que Sakura havia saído de casa sem nem ao menos olhar para trás, desesperada atrás de Sasuke. Quem dirá que ela pegaria a chave de seu carro? Era algo que nenhum dos dois poderiam apostar.
Entretanto, tendo Sasuke agora suas memórias, aquilo não era de todo inútil, pois, em um pequeno vislumbre de suas lembranças, lá estava uma namorada distraída, que esquecia que guardava qualquer tipo de chave no meio de seus seios, uma vez que sempre as perdia, embora sempre esquecesse que era ali o paradeiro.
Naruto não queria ouvir a história, pois já imaginava como esta seria e sentia ânsia de vomito só de imaginar, contudo era uma ótima novidade e, além do mais, uma parte do plano já havia sido efetuada e com sucesso.
Com a ajuda do GPS, Sasuke e Naruto chegaram até Texas, uma cidade pacata e de poucos moradores, lugar perfeito para se ter um esconderijo. Encontrar a casa não foi difícil, difícil fora controlar a ansiedade de Sasuke para invadir a casa, sem mais nem menos e com um ódio descomunal e aterrador, capaz de derrubar qualquer um que passasse a sua frente.
Naruto, mais controlado, embora irado – qualidade de policial, mesmo que fosse quase impossível separar o lado irmão – explicou para Sasuke que tinham que esperar os esforços, que já havia sido contatado. Sasuke ponderou a situação em que estavam, percebendo a sua desvantagem.
Ou assim Naruto acreditou. Acreditou tanto que deixou Sasuke sozinho para buscar dois cafés, confiando na sua mente ingênua de que Sasuke era responsável o suficiente para entender o quão era perigoso a situação.
Após voltar, depois de uns cinco minutos, Sasuke já não estava no carro ou em qualquer lugar próximo.
Sasuke pulou o muro traseiro da casa, que mais poderia descrever ser uma mansão. Não era relevante o exagero que Sasori teve com o imóvel, embora fosse burrice demais se esconder – se é que ele estava escondido – em uma casa tão chamativa. Além do mais, não havia tantos seguranças quanto pensou ou estes não eram eficientes, pois conseguiu chegar a uma das entradas sem muitos esforços.
Claro, uma hora não pôde evitar o encontro com os bruta montes de seu querido rival. Entretanto, com a adrenalina e ódio fervendo em suas veias – mais as aulas de defesa pessoal – tão logo os homens estavam desmaiados no chão, ao seus pés. E mais uma vez, lembrando disso, ele iria agradecer ao seu pai quando o visse.
– Eu não vou te mandar nada seu bastardo cretino! – Naruto gritou exaltado. – Você tem ideia do que está fazendo?
– Estou indo salvar a minha mulher. – como se tivesse pouco afetado – o que não era uma verdade – naturalmente, caminhando no longo corredor que se encontrava, Sasuke responde.
Ouve o suspiro de Naruto do outro lado da linha, talvez por, só agora, se lembrar de que Sasuke tinha as suas memórias de volta, que, consequente a isso, amava sua irmã muito mais que antes, se é que isso era possível.
– Já enviei, bastardo. – Sasuke permite sorrir com o resmungo do amigo. – Vou entrar, também. Me espere.
– Obrigado, Naruto. – e então, já ouvindo o começo de um grito, Sasuke desliga a ligação, após isso, coloca o telefone em modo avião, para evitar, assim, outras ligações.
Sabia que a probabilidade de seu amigo entrar ali era grande, uma vez que ele não o deixaria sozinho. Porém, ainda sim, queria resolver aquilo sozinho. Não por egoísmo ou para provar que era melhor que seu amigo, até porque, Naruto era um policial e treinado para algo como aquela situação. Era, simplesmente, um problema dele, um problema que ele mesmo queria resolver.
E não era só de Sakura que ele pensava.
Andava com cautela e silêncio, analisando cada quarto que entrava. Agora com o mapa em seu celular, este que mostrava onde a chave de Sakura estava, seguia um rumo certo, o caminho para a sua Sakura, onde ela estava.
Chegou até a frente de uma porta. Não ouvia nada. Sem barulho. Sem vozes. Sem qualquer resquício de que sua Sakura poderia estar ali. Mas o mapa mostrava que sim, ela estava ali.
No entanto, a mente calculista e alerta deu lugar a mente assassina de Sasuke após ouvir um resmungo, um resmungo com seu nome, e a dona da voz ele conhecia muito bem. Já não via, ouvia ou sentia nada, nada além uma vontade quase agoniante de matar.
...
Beijou o pescoço dela com tanto fervor e vontade que, sem fôlego algum, teve que parar para observá-la. Linda. Sakura é simplesmente linda em qualquer ângulo que fosse olhar. Sua pele era doce, seu perfume inebriante, seu corpo viciante. Ela sem dúvidas era sua droga. Mas...
– Eu quero o Sasuke... – ela ainda continuava a chamar por ele. Sempre ele. Sentiu raiva ao ouvir aquele nome substituir o que deveria ser o seu.
Passou a mão por todo o corpo dela, das cochas até os seios, lento, forte, deleite ao desespero dela. Queria vê-la se debater em busca de sua saída, pois ele sabia, era visível, ela queria correr para o maldito Uchiha, mas ela não iria, não iria porque era dele, somente dele.
Chegou até o cós da calça de Sakura, se preparando para iniciar aquela sua brincadeira de verdade. Porém, quando já puxava a calça, sentiu seu antebraço ser puxado com força e firmeza, fazendo com que seu corpo se separasse de Sakura.
Rapidamente se levantou, se deparando, assim que sua visão o encontrou, com olhos estreitos, quase queimando, em sua direção, a frente de onde Sakura estava.
– Você é tão confiante, não é? – de repente Sasuke andou dois passos, aparentando estar se divertindo. Tinha um sorriso no canto de sua boca, gesticulava com as mãos, porém, ainda sim, havia um brilho escuro em seus olhos, como em todo o seu semblante.
Era um brilho assassino.
– Você achou o quê? – continuou a proferir palavras, enquanto parava a frente de seu rival. – Que eu não viria atrás da minha mulher?
– Ela não é sua mulher, maldito. – Sasori apertou sua mão em punho. – Ela é minha. – sorriu balançando a sua cabeça em direção a cama, onde Sakura ainda olhava opaca para o teto, como se aquele fosse o argumento mais que plausível para dar ao Uchiha.
Sasuke não demonstrou nada. Nem raiva. Nem ódio. Estava nulo, porém ainda carregava o brilho além de suas iris negras. A nulidade deu lugar, tão logo, a mais um sorriso pequeno, demonstrando um humor negro.
– Você a drogou. – concluiu indicando com o olhar a seringa no chão, ao lado do pé de Sasori. Andou mais alguns passos pelo quarto. Tocou o queixo, como se estivesse pensando em algo em particular.
– Mas, ainda sim, é o meu nome que ela chama.
Sasori forçou a mandibula, consequente a sua raiva.
– Calado seu desgraçado! – gritou esbaforido, irritado. Não queria ouvir de novo sobre o quanto Sakura o amava.
– Não gosta de ouvir a verdade, Akasuna?
– A única verdade que eu sei é que Sakura é minha e de mais ninguém. – Sasori tinha um misto de seu sorriso largo e olhos esbugalhados.
Sasuke, dessa vez, demonstrou algo, algo que veio logo após seu sorriso morrer: ódio. Porém, não fez nada, não seguiu até Sasori, não demonstrou sequer que iria o fazer. Ele estava controlado, algo suspeito para alguém que até pouco não estava.
– Se ela fosse sua, Akasuna, certamente você não teria que droga-la para a ter.– Sasuke, desdenhoso e irritado, falou. – Não teria que a forçar. – falou mais baixo, porém sua voz saiu entre dentes.
Sasori o olhava diretamente, ódio também queimava em seus olhos.
– Ela não me deu escolhas.
Sasuke apertou sua mão em punho.
– Porque eu sou a única escolha dela, bastardo. – sua voz saiu baixa, em desdém. Tinha um sorriso novamente em seus lábios, um sorriso de convicção e presunção. Divertimento. Ah, ele se divertia. De alguma forma, com o semblante voltando a seriedade e ódio de Sasori, ele conseguia sentir prazer.
– Eu sempre fui, mesmo quando não lembrava dela. – continuou, dessa vez, sem controle de suas palavras e o desejo de ver Sasori em ruínas.
– Eu estava a milhas de distância e, mesmo assim, ela não deixou de me amar, de me desejar. – andou um passo, dois... trincou seus dentes em consequência ao ódio.
– Mesmo agora, depois de você droga-la, tenha certeza Akasuna, é em mim, no único homem que ela amou, que Sakura pensa.
As palavras de Sasuke foram suficientes para Sasori liberar sua ira. Seu corpo, sem se importar com as consequências, avançou em direção a Sasuke. Porém, antes mesmo de o tocar, ele foi ao chão, consequência da rasteira que levou de Sasuke.
– Ah, só Deus sabe o quão desejei isso. – Sasuke parecia um viciado provando, depois de tanto tempo, a droga que tanto queria.
– Desgraçado! – Sasori rosnou apoiando suas mãos no chão, tentando se levantar. No entanto, antes de conseguir, seu corpo voltou a ele, logo após receber um chute em sua costa desnuda.
– Seu lugar é no chão! – Sasuke finalmente se exaltou.
Sasori gemeu em protesto, porém, sendo rápido, pegou nos pês de Sasuke, o fazendo desequilibrar. Sasuke caiu. Sasori se aproveitou disso para lhe deferir um soco, o qual pegou em sua boca.
Sasori até pensou em se levantar enquanto Sasuke rosnava apertando a mandíbula, porém, antes dele conseguir fazer algo, tão logo, Sasuke o puxou fazendo-o cair e virou seu rosto, o fazendo olhar diretamente para si.
– Você nunca mais vai querer tocar na mulher dos outros. – riu feito louco. O primeiro soco na face de Sasori veio. Este grunhiu tentando se soltar. – Não na minha, pelo menos. – mais outro soco. A face de Sasori virou para um lado. – Nunca. Mais! – outro soco. Outro lado. – Minha, entende?
Sasuke, descontrolado e com a adrenalina correndo em seu corpo, deu mais uma série de socos no rosto de Sasori, os quais ele nem soube dizer quantos. Só socava seu ódio na face dele, só isso. Não se importava com a face começando a escurecer de Sasori, só queria o ver machucado.
– Minha... minha Sakura. – sua voz agora saiu com um murmuro, ainda sim, raivoso. O rosto de Sasori tinha roxo para todos os lados. Seus dois olhos estavam inchados. Ele gemia algo sem nexo e tentava, em vão, abrir a boca com um ou dois cortes profundos.
Sasuke, já mais controlado, levantou massageando seu punho, porém, em nenhum momento demonstrou dor ou deixou de olhar para Sasori, este que tentava, em vão, se levantar.
– Você... vai... vai... pagar... Uchiha... – Sasori, enfim, conseguiu falar algo, porém, isso só fez Sasuke rir.
Sasuke ignorou Sasori e seguiu até a grande cama, onde Sakura era só uma criança amedrontada encolhida no canto dela.
O olhar opaco esmeralda, de pupilas dilatadas, sorriso fraco nos lábios e semblante perdido, se direcionou totalmente em sua direção. Seu martírio, ódio e raiva desapareceram em um piscar de olhos diante ao sorriso de sua rainha, de sua mulher.
– Sasuke... — ela murmura, provando que sabia quem estava em sua frente.
– Estou aqui, amor. – ele a consola enquanto segue até ela.
Um amargo crescia em sua garganta conforme ele via seu estado. Seus seios amostra. Seu rosto inchado de tanto chorar. Olhos vermelhos. Lábios tremendo. Se não estivesse tão atento a ela, voltaria seus passos e continuaria a socar Sasori, pois, a vendo muito bem agora, ele percebeu que o que fez a ele era muito pouco.
– Não vai embora... – fora isso, sua Sakura mesmo não o deixaria ir.
– Não vou, amor. – sentando ao lado dela, agora, ele beijou sua testa, a vendo sorrir alegre com o gesto.
A levantou com cuidado, pegando em suas costas e seus braços. Ela o olhava, ora outra, como se para ter certeza que era verdade, ele sabia, era viável. A puxou mais para si, para mais perto de seu corpo e todo o calor que ele queria dar a ela.
– Me perdoe... — ele murmurou entre seu choro, que já era mais audível e descontrolado. — Eu não devia ter ido embora.
Tem contado nos dedos quantas vezes chorou, sendo como agora, todas as vezes fora por conta de Sakura, sem exceção alguma. Não se importava em sua imagem, como ficaria após demonstrar tanto amor em sua lágrimas. Só não podia evitar, só não podia tentar o fazer. Estar diante de seu amor, depois de tudo o que passou, fazia seu coração se alegrar tanto a ponto de doer.
A viu olhar para si, diferente de antes, com seus olhos bem abertos e confusos, analisando bem ele.
– É você... — ela murmurou incrédula, outra coisa que ele notou.
Ele tirou seu paletó e a envolveu com ainda mais cautela. Quando arrumou cada botão para não mostrar sua nudez, a puxou para mais perto, quase a sofocando. Que ela não reclamasse de seu aperto, pois ele não poderia afrouxar, sendo que aquilo era o que ele mais ansiava.
– É você. – dessa vez ela pareceu mais convicta, tão mais que o fez rir baixo. Seu peito se inundou de amor para com Sakura, mediante a sua alegria de o ver.
– Sou eu, Sakura. Seu Sasuke. Eu vim te buscar. – sussurrou no ouvido dela, ouvindo ela rir perante a tanta alegria.
Seu olhar cruzou com o dela, fazendo dois sorrisos aumentarem. Tanto Sakura, quanto Sasuke, sorriam feito bobos, tão distraídos em suas alegria, que sequer notaram a aproximação silenciosa.
– Sakura é minha! – Sasori partiu para atacar Sasuke e Sakura. Sasuke, notando a aproximação repentina antes de Sakura, a cobriu com o seu corpo, se preparando para o golpe da seringa que Sasori carregava em sua mão.
Porém, o golpe não veio.
– Se despeça de sua humilde mansão, Akasuna. – Naruto, com dois policiais fardados atrás de si, estava a frente de Sasori, que, depois de um golpe na cabeça, estava novamente resmungando algo no chão. – Te garanto que na cadeia não tem hidromassagem.
– Obrigada, Naruto. – Sasuke apertou Sakura em seu abraço, não deixando de agradecer a Naruto.
Naruto amenizou seu olhar raivoso quando encontrou Sakura, toda encolhida no colo de Sasuke. Tão logo sua expressão era de raiva, um ódio tão ou mais assassino do que o de Sasuke.
– Ainda bem que você já cuidou dele. – suspirou em busca de calma, enquanto observava o rosto de Sasori todo marcado. – Caso contrário, eu faria isso.
Sasuke se permitiu sorrir mínimo, ainda apertando Sakura em seu abraço, que sequer relutou em sair dele. Ela não tinha forças, tampouco queria ter para sair de seu paraíso particular. Queria ficar ali até que estivesse bem o suficiente para levantar sua cabeça e agradecer.
– Vamos voltar para casa, querida. – Sasuke murmurou no ouvido dela, conforme se levantava e a segurava em seu colo estilo noiva. – Vamos voltar para o nosso lar.
Porque agora ele sabia que, depois de tanto tempo procurando, ele finalmente tinha um lar para onde voltar.
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