Esquecimento
30 Especial PS: Senhora Uchiha Parte 2
Notas iniciais
Esquecimento
Escrito Por Kohana
Capítulo Trinta: Especial – PS: Senhora Uchiha – Parte 2
Eu fico abobalhadamente surpresa quando paramos em frente ao Beend House, um dos mais luxuosos e disputados hotéis de Manhattan. Ainda dentro do carro, eu subo todo o comprimento do grande prédio com os olhos brilhantes. O prédio inteiro parece ser feito de vidro e eu tenho a impressão de que posso ver os quartos principais, que são os que tem a fachada envidraçada. Mas não é assim. É uma perfeita paisagem ilusionista, com os detalhes mais requintes e bem cuidadosos da década de 80. Incrível!
– O Sasuke está mesmo aqui, Simon? – eu pergunto, ainda avoada pelo escandaloso de lindo prédio.
– Sim, senhora. – ele responde com seu tom profissional, abrindo em seguida a porta para eu sair.
Não acho impossível Sasuke conseguir reserva num lugar tão renomado quanto o Beend. Na verdade, é a cara dele conseguir um lugar de qualidade maior por suas influências. No entanto, era do hotel onde Adam Levine se hospeda que estávamos falando e eu me pergunto, por auto, se foi por isso que Sasuke o escolheu.
Quando passamos pela enorme porta francesa, uma útil recepcionista de um enorme coque negro vem até nós. Reparo que ela me olha, com seus também olhos negros, surpresa e indiscreta, como se eu fosse algo exótico. Tenho uma quase solitária certeza de que não é pelo meu visual. Ela me parece ser gentil, por isso suponho curiosidade. Talvez seja o cabelo rosa.
– Bem vinda, Senhora Uchiha. – ela me sorri amplamente, mostrando seus belos dentes americanos.
A essa altura, o "Senhora Uchiha" não me soava mais estranho.
– Obrigada. – sorrio também, talvez não tão perfeita como ela, mas...
Antes que eu possa dizer algo a mais, ela me estende um bilhete. Minha ansiedade sobe centímetros inimagináveis. Eu noto o susto que a recepcionista leva com o meu jeito impaciente de pegar o bilhete, mas não torno algo relevante.
Estamos muito perto um do outro. Para acabarmos com essa tortura de uma vez, quero que suba para a cobertura. Basta inserir o código que a recepcionista vai te dar no lugar correto. Te espero, querida.
PS: Não demore. Você sabe que não lido bem com a saudade.
Eu conheço o olhar da recepcionista. Não é curiosidade. É igual a Marta. Sasuke não cansa de nos impressionar, então vou dar o crédito para ela e não lançar um olhar feio. É mais como uma inveja branca — se isso existe. Guardo o bilhete em minha bolsa, que é pega pela recepcionista. Não estranho o ato, pois estou muito ansiosa para pensar nos costumes americanos – que ainda não me acostumei, mesmo depois de tanto tempo.
Me despeço de Simon e da recepcionista, que eu tampouco lembrei de perguntar o nome. Antes de ir, minha sorte é que ela lembra de me dar o código. No elevador eu o digito e espero, até que começo a subir, sozinha.
Quando as portas metalizadas se abrem e eu sigo em frente, uma lufada atônita me para, como se não quisesse que eu seguisse em frente. Meu coração é uma britadeira, meu estômago é uma orquestra de borboletas e meu rosto é só deslumbre e olhares indiscretos para todos os lados. Jesus... isso não pode ser real.
Estou em um enorme terraço. Na verdade, sou envolvida por uma parede de vidro transparente, semelhante a de toda a fachada do prédio Beend. Olhando atenciosamente deslumbrada, percebo que não. Não estamos no terraço, embora a luz da lua minguante já venha dando sinais de seu brilho em todo o cenário conforme a noite chega. É mais como uma enorme – muito enorme – varanda ao inverso. Há vários fios acima de mim, com pequenas e redondas lanternas pastéis em todo o comprimento deles. Há uma mesa no meio do terraço-varanda e duas cadeiras. Em um canto afastado, noto um piano e solto uma risada alta, como uma criança animada ao ver seu presente de Natal, lembrando quantas vezes ele aparece em minhas memórias. Bem a minha frente, passando a mesa e o piano, há uma porta francesa, semelhante a entrada do hotel. Jesus! Isso é incrível! É como se fosse – na verdade, é exatamente isso – uma réplica do restaurante onde Sasuke me pediu para ir morar com ele em Tóquio.
– Espero que esse jantar esteja a sua altura, Senhora Uchiha.
Então ele aparece. Aquele sorriso La Sasuke está em seu rosto, pegando apenas uma linha torta de sua boca. Seus cabelos arrepiados como sempre e seus olhos brilhando, com algo que não decifro, mas faz meu estômago revirar de nervosismo. Ele usa um smolking preto e eu me delicio com essa paisagem, principalmente com a gravata borboleta. Tudo o que posso perceber, então, é que o "Senhora Uchiha", saindo com sua voz rouca e convidativa, trás a tona meu até então nome: Euforia Ansiedade – Nervosismo.
– Sasuke! – eu arfo, emocionada, em um fio de voz, quase inaudível. Ele vem até a mim. Seus passos lentos me deixam mais ansiosa e, por um segundo, quero correr até ele e pular em cima de seu corpo, realmente como uma criança – entretanto, não esqueço que meus saltos Chanel podem acabar com essa noite.
– Vamos, eu preciso saber se gostou. – ele insiste, pegando levemente meu queixo.
– Eu... amei! Como não poderia gostar disso tudo? Jesus, o Beend, Sasuke!
Seus olhos negros transmitem seu alívio e alegria, e eu sei que a minha empolgação o empolga ainda mais.
– O melhor para a melhor. – ele pega minha mão, dando um breve beijo que faz um choque transcorrer meu corpo todo. Por um momento eu hesito, mas Sasuke insiste e me leva para a mesa. Como um perfeito cavalheiro, ele arrasta a cadeira para eu poder sentar.
– Vou pedir nosso jantar. – ele diz.
Coloca sua mão por baixo da mesa e, alguns minutos depois, vem até nós um bem vestido garçom, saindo do elevador, com um carrinho do hotel. Parece que Sasuke já pediu o jantar e bastou um botãozinho para ele vir até nós. Isso é demais!
– Obrigada. – Sasuke agradece e da uma gorjeta ao garçom, que sai após uma breve reverência com sua face inalterável nova-iorquina.
Noto que no carrinho há dois pratos cobertos por envoltos de prata, talheres de pratas, taças de cristais e uma garrafa de Hermitage La Chapelle 1961. Caramba, ele não economizou.
– Espero que ainda goste de ravióli. – ele diz baixo, arrumando todas as coisas na mesa.
– Eu gosto mais de você. – embora tenha saído do meu inconsciente, não me arrependo de deixar isso claro.
– E eu faria você o meu banquete agora mesmo, mas...
– Você é sofisticado demais para me jogar nessa mesa? – eu arrisco, brincando com seu modo aristocrata.
– Você teve um longo dia e com certeza tem fome. – ele sorri seu sorriso sugestivo, que me indica algo subliminar.
Sorrio sacana, sem me importar por entrarmos num jogo que, eu sei, não vou ganhar. Sasuke está apenas camuflado, mas é um ótimo jogador.
– Você conseguiu me pegar de surpresa, dessa vez. – eu falo, voltando a ficar embasbacada com olhares furtivos e indiscretos.
– Eu sei. – ele diz, seu tom sedutor. – Eu precisava terminar a surpresa daquele dia.
Daquele dia. Eu sei que ele se refere ao dia do acidente. No entanto, suas palavras incrivelmente não me incomodam quando eu lembro de todo o sofrimento aquele dia em diante. Estou feliz demais para tornar isso relevante agora e me submeter a tal dor, que nos afastou por tantos anos. Talvez depois – o talvez é essencial para essa frase.
– Você ia me levar para o restaurante aquele dia? – eu pergunto, curiosa, tentando mudar o foco da conversa. Sasuke encolhe os ombros.
– Algo parecido com isto. No entanto, tenho certeza que você gostaria mais do local anterior. No entanto, creio que me breve iremos lá.
– Gosto de qualquer lugar que tenha você. – eu respondo, séria e honesta e continuo. – Esse jantar seria perfeito mesmo se eu estivesse em um botequim de pijama. – O local, francamente, não me é importante agora. Talvez depois – mais para com certeza, dessa vez.
– A recíproca é verdadeira. – ele rebate, pegando minha mão por cima da mesa.
– E os bilhetes...! – ainda sou um poço de deslumbre e não quero parar os elogios, pois ele merece cada um e, saber disso, me faz querer mostrar para ele que eu estou bem mais que feliz.
– Que bom que gostou. Honestamente, eu precisava disso. Nós dois... sabe?
Eu aceno brevemente, dando um casto, mas demorado, beijo na costa de sua mão. Ele me olha ameno, carinhoso, agradecido – todos esses sentimentos e mais um pouco: amor. É tão bom ter essa intimidade novamente. Mesmo quando eu estava com ele, sem memórias, as coisas não pareciam tão reais. Agora, em seu olhar, em cada gesto, em seu jeito louco de querer me surpreender, eu reconheço o meu Sasuke. Aquele que perdeu suas memórias no dia do nosso terrível acidente.
– Um beijo por seus pensamentos. – ele murmura, também dando um beijo em minha mão. Sorrio terna olhando nossas mãos entrelaçadas pelo comprimento da mesa.
– Estou pensando no quão você é incrível.
Ele derrama o vinho em cada taça e entrega uma para mim.
– Hum... estou lisonjeado, Senhora Uchiha.
Ergo uma sobrancelha diante daquele pronome e sobrenome proferido, de novo. Bebo um gole do meu vinho, que desce receptivo por minha garganta. Muito bom.
– Está me pedindo em casamento o dia todo, Uchiha? – indago, desafiante.
– Você é sempre tão estraga prazeres, Uzumaki. – ele finge ofensa.
Solto uma sonora gargalhada, que não tento suprimir em nenhum momento. Aquela era uma situação nostálgica a ponto de aquecer corações. Oh sim... muito nostálgico. Temos dezenove e dezessete anos de novo. Fascinante!
– Uzumaki, é? Esse pedido subliminar não faz o seu tipo, Uchiha.
Ele rola seus olhos, tombando sua cabeça para um lado. Eu amo essa faceta mimada.
– Você é tão má, Uchiha.
– Decida-se, querido. – eu levo um garfada do meu ravióli a boca, olhando-o inocente.
Ele aperta seu olhar em minha direção, alisando a haste de sua taça. Está me analisando, eu sei. Sasuke é um leão nato. E eu amo o seu lado felino – principalmente em certos momentos.
– Eu queria proferir Uzumaki por uma última vez e me acostumar com o Uchiha. Em breve nos casaremos e eu não vou precisar mais lembrar que você é irmã do Naruto.
Eu brevemente me engasgo com a minha salada, mas diante do sorrisinho divertido de Sasuke, me recupero rapidamente, como a jogadora que odiava perder que sempre fui em nossos jogos particulares.
– Você está blefando!
– Você sabe que eu não blefo.
Somos tomados pelo silêncio. Eu penso em suas palavras e parece que não estou errada. Sasuke disse mesmo "...nos casaremos..." e ainda zombou de Naruto. Embora fosse meio óbvio o nosso casamento – e a brincadeirinha de mau gosto/ que eu realmente não ligo –, suas palavras soavam, para mim, como: "já marquei a data, querida". E eu não podia ponderar a mim mesma, pois conhecia Sasuke muito bem. Seu olhar forte, direto, sem medo e tão incrivelmente confiante estava ali em seu rosto, me analisando, como antigamente. Obviamente ele estava se divertindo com a minha incredulidade e alheamento da Terra. Sim, eu o conhecia bem e não estava errada. Como disse: Sasuke sabe jogar e só o faz para ganhar.
– Nossa... – eu arfo, me recuperando e planejando uma saída do meu atual estado – Eu pensei em algo como se ajoelhar e me estender uma caixinha de veludo azul marinho com um anel. – finjo inocência e volto a comer do meu ravióli, pesando ter me recuperado – ah, como estava errada.
Sasuke, do outro lado da mesa, alarga sua tão exclusivamente minha linha torta, como se achasse graça – ele se divertia com a minha lerdeza. Eu como lentamente, o observando, vendo algo em seu olhar que me intriga – principalmente a parte de ser um código indecifrável para mim. Como se soubesse que estou perdida – na verdade, ele sabe – ele se levanta e anda lentamente até mim. Engulo com dificuldade o restante da comida em minha boca, mal mastigada.
– Sakura Uzumaki... – ele se ajoelha na minha frente, tirando do bolso de seu paletó uma caixinha de veludo azul marinho e estendendo em minha direção.
Oh porcaria! Parece que não adianta, eu vou mesmo perder essa batalha. Não pode ser... Como pode ser?!
– Aceita acabar com toda essa enrolação e casar logo comigo?
Eu encaro o lindo anel que se mostra para mim quando ele abre a caixinha. Estou sem palavras e totalmente – pecaminosa e fodidamente – surpresa. E não é por ele estar me pedindo em casamento, pois – como já disse – eu já sabia disso antes mesmo de saber que viríamos para o Beend. Parece até que ele quis se vingar por todos os anos que eu não o deixei me surpreender – com minha exagerada mania de xeretar. Aliás, conhecendo-o como conheço, posso afirmar que ele quis e dói admitir – ele conseguiu de vários ângulos e formas.
– Como você faz isso? – pergunto, olhando dele para o anel, ainda aturdida e incrédula.
– Fui feito para te fazer feliz, querida. – ele murmura, sem esperar resposta para colocar o anel em meu dedo anelar – na verdade, ele sabe que não precisa.
– Me lembre de agradecer aos tios por isso.
Sou levantada – com sua ajuda – até ficar em pé, a sua frente, um pouco abaixo de seu nariz – porque, mesmo com dez centímetros de salto Chanel, ele ainda é mais alto que eu. Nos afastamos da mesa e ele rodeia a minha cintura com suas duas mãos, me acalmando aos poucos no aconchego de seu abraço quente.
– Game over. – ele murmura em meu ouvido, dando uma breve mordida na minha orelha. Poh, ele sabe mesmo como ser sensual.
– Parece que não há como fugir. – eu dou de ombros, enquanto isso ele me leva de um lado para o outro, dançando sem uma música aparente.
– Eu quero um prêmio por sua derrota. – ele murmura contra a minha boca, tocando o meu nariz com o seu – e eu quase não posso me segurar em minhas pernas com o que sinto.
– Sasuke Uchiha pedindo um prêmio? Hmm... parece que suas táticas mudaram mesmo. – eu zombo, me afastando dele – porém, sendo impedida na mesma hora. Ele pega em minhas mãos, de modo que estamos ligados mesmo eu estando alguns passos longe.
– Mas, talvez eu não queria te dar um prêmio.
– Posso te obrigar.
– Não. Você não pode.
– Porque você vai fazer sem uma aparente obrigação.
– Vou?
Ele rola seus olhos, como um garoto mal criado. Eu ergo uma sobrancelha, me divertindo cada vez mais com esse momento adolescência protagonizados por nós. É incrivelmente surreal. É como se eu tivesse em um sonho e pudesse acordar a qualquer momento.
Sasuke, guardando palavras, me leva até o piano e, então, eu sei qual é o prêmio que ele quer. Eu não zombo ou questiono, apenas me deixo ser guiada como uma cega. Ele me leva e eu vou, sendo submissa aos comandos dele. Ele me faz sentar no longo banco de couro preto, fazendo o mesmo em seguida.
– Como nos velhos tempos? – indaga, retórico. Noto um traço de nervosismo em seu tom de voz e ergo uma sobrancelha. Porém, é notável que ele só está ansioso.
– Como nos velhos tempos. – eu sorrio, dessa vez sendo a confiante do casal.
Eu começo a tocar, deixando cada nota se apoderar de mim quando o som do piano se torna uma mistura prazerosa com a respiração de Sasuke batendo em minha nuca. Fecho os olhos e me delicio com tudo isso. As sensações, os atos, os sorriso e até mesmo as memoriais – quando eu ia para a casa de Sasuke tocar o seu piano, já que eu aparentemente, naquela época, gostava mais do dele que o meu – notalvemente o meu piano não vinha com a presença de Sasuke Uchiha. Quando Sasuke começa a cantar I Drop In The Ocean, com sua voz incrivelmente ainda bem afinada em meu ouvido, baixinho e rouco, eu vejo em minha mente, um adolescente de dezesseis anos ao meu lado, com um meio sorriso magnifico e um toque suave, que acabava com as minhas estruturas até mesmo naquela época.
Uma gota no oceano. Uma mudança no tempo. Eu estaza rezando para que você e eu ficassemos juntos no final. É como desejar pela chuva enquanto permaneço no deserto. Mas estou segurando você, mais perto que nunca. Porque você é meu paraíso e eu não quero desperdiçar o fim de semana.
Após o refrão, eu me junto a ele e nossas vozes se misturam, como nossos corpos faziam. Eu abro os olhos e ele está me observando, como imaginava – e, por auto, me pergunto se ele pensa no mesmo que eu; sente o mesmo que eu. Meus olhos ardem, mas não é por tristeza que quero chorar agora. É que... uau! A química é palpável e notável – no entanto, emocionante parece a melhor palavra para usar. Eu sinto com força e, pelo brilho de seu negro olhar, acabo por saber que ele sente também. É... surreal!
Confiança equivocada. E velhos amigos. Nunca contar arrependimentos. Pela graça de Deus. Eu não descanso nada. Nova Inglaterra. Enquanto as folhas mudam. A última desculpa que irei reividicar. Eu era um garoto que amava uma mulher. Como uma garotinha
Quando a música termina, estamos nos olhando com tanto amor, que é impossível não chorar. São algumas lágrimas rebeldes, que não retrocederam, mesmo com a minha força de vontade. No entanto, Sasuke não diz nada, ele não pede para eu parar de chorar – ele simplesmente passa sua língua até o lugar onde estava molhado pela lágrima se ocupar de sua saliva, fazendo eu ofegar e tremer com o toque tão exitante.
– Eu amo você. – eu digo, segurando sua mão, que repousa em um lado do meu rosto.
Ele sorri, ameno e gentil. Me faz ficar em pé novamente, dessa vez me guiando para em direção a porta francesa do terraço/varanda. Cegamente eu entro no ambiente, que noto por alto somente o luxo e requinte, sem nada específico – estou hipnotizada demais com a presença de Sasuke.
Sasuke me leva até a cama de casal, que é coberta por uma enorme cocha salmonela. Ei rio baixo, discreta, sabendo que aquela é minha cor preferida. Sei que é por mim, até no mais simples retalho e detalhe. Tudo, é feito sobre meu gosto e escolha.
– Eu também amo você. Mas disso você sabe. – ele acaricia meu rosto com sua mão e minha mente com suas palavras.
Desce com sua mão leve da minha bochecha até parar no pano preto do meu vestido, especificamente sobre meu busto. Seu olhar não me deixa por um segundo só e eu luto para o segurar também, embora queira olhar cada ato que ele fizer. Na lateral do meu vestido, ele encontra o zíper e o abaixa até meu quadril. Passa a mão nas laterais dos meus braços até ir para meu ombro, onde puxa o vestido.
– Tão linda quanto me lembro. – ele diz, dessa vez, sem me olhar nos olhos – mas sim, olhando meus seios, que agora estão expostos pela falta de sutiã.
Eu deixo minha cabeça cair para trás, fechando os olhos quando sinto sua boca beijar minha clavícula. Enquanto suas mãos se encarregam de tirar meu vestido, da forma mais discreta e leve. Arfo com cada beijo fraco e molhado que recebo nessa região, quase que uma tortura. Um... dois... três... seis... paro de contar quando ele chega a um dos meus seios e o beija, suavemente.
– Isso é bom... – eu murmuro e ouço sua baixa risada em seguida.
Ele joga meus cabelos para trás, fazendo-me sair do vestido e dos sapatos. Estou só de calcinha, cinta-liga e as meias 7/8 negras transparentes.
– Deite na cama, querida. – ele pede/ordena – a essa altura, já confundo tudo.
Sem me importar com o que ele sugere, eu me deito na cama. Sasuke passa a me olhar e eu reconheço aquele brilho em seus olhos de imediato: excitação. Meu peito sobe e desce, sobe e desce, com a felicidade de saber que eu ainda o excito.
– Você é tão linda, Sakura. – ele diz, ficando na cama de joelhos.
Tira seu seu paletó negro em ritmo lento e cuidadoso, me olhando nos olhos. Quando ele vai tirar sua gravata borboleta, eu me levanto.
– Eu faço isso. – murmuro, sorrindo quando ele ergue uma sobrancelha divertido. Eu tiro a gravata, também em ritmo lento. Não deixo o seu olhar e agora é ele quem luta para sustentar essa ligação.
– Eu adorava quando você tirava minha roupa. – ele murmura, dificultando meu trabalho com seus beijos em meu pescoço e a mão em minha cabeça.
– É?
– Uhum. – ele vai roçando seu nariz no meu, fazendo eu sentir seu hálito caro e gostoso de Hermitage.
Tiro cada botão de sua camisa em ritmo lento, continuando nosso movimento com os narizes, sem tirar os olhos dos seus. Contemplo, quando acabo de tirar sua camisa, seu perfeito peitoral e abdômen. Ele levanta o meu queixo, me fazendo o olhar em seus olhos. No entanto, meus olhos pedintes ficam em sua boca e Sasuke entende meu pedido.
Aquele movimento de novo, nosso narizes se roçando e suas mãos em minha cintura, me puxando para perto, para sentir o seu corpo.
– Quer que eu te beije? – ele sussurra, soprando seu hálito em minha boca, provocante.
– Quero.
– Quanto?
– Muito... muito... demais... – eu sussurro, ofegante e desesperada.
Parece que aquele era mesmo o meu Sasuke; provações e provocações. Ele sorri satisfeito, me puxando com mais força de encontro ao seu corpo. Falta um pouquinho apenas para nossos lábios se colarem.
– Eu também quero. E muito.
O contato de nossos lábios me faz lembrar um vulcão em erupção e eu não faço a mínima ideia do porquê – ou faço até demais. É desesperador e pedinte. Seus lábios pedem o meu com urgência e ele me leva até ficar deitada na cama, por baixo dele. Sinto sua língua circundar a minha e gemo com o ato, pegando em sua larga costa e a arranhando. Ofegante... ofegando... queimando... excitando....
– Sasuke... – gemo enlouquecida quando sua boca vai para meu pescoço. Quando ele volta a olhar para mim, diante de sua boca avermelhada, eu penso em meu estado, que deveria ser bem pior.
– Hm... você fica linda de lábios vermelhos, mas acho que estraguei isso.
Antes de eu fazer isso algo relevante e me desespere, suas mãos descem até um dos meus seios e seus dedos apertam meu mamilo já rijo. Por alguns segundos estou inconsciente de que me mecho para o sentir. No entanto, quando sinto sua ereção em minha barriga, por baixo do tecido de sua calça, faço isso com mais consciência e urgência.
– Excitada? – indaga mordendo meu lábio inferior brevemente.
– Muito. – respondo, ofegante.
– Hmm... que delicia. – ele se levanta da cama, me olhando com um quase palpável desejo. Cacete, ele ainda sabe como me enlouquecer
Então, para me levar depois de todos os meus limites, ele tira sua calça, fazendo questão de olhar cada uma de minhas expressões.
– Gosta da visão? – pergunta, todo sedutor.
– Uhum... poderia ficar assim? – me sento na cama, olhando diretamente para o grande embrulho no meio de suas pernas.
– E perder a graça da brincadeira? – ele vem até a mim, de quatro na cama.
– Tem graça para mim observar você assim. – eu encolho os ombros, me afastando dele.
– Está fugindo de mim? – ele para e ergue uma sobrancelha.
– Estou? – pergunto inofensiva.
Antes que eu possa continuar me afastando, Sasuke me pega pelas pernas e me faz deitar na cama, abrupto e brusco, puxando-me para entre suas pernas.
– Hmm... táticas diferentes. Até que eu gosto.
– Está sendo uma menina muito má, Sakura. – ele murmura, descendo sua boca para meus desesperados mamilos.
– Estou? – indago, me debatendo para que ele não me pegue.
– Sim, está. – ele me segura com força – E você sabe que me evitar me excita muito mais.
– Porque você é um tarado. – um gostoso pra caramba de tarado. Meu comentário o faz rir.
Eu continuo tentando sair de seu aperto, mas ele pega meus braços e prende em sua mão os meus pulsos, acima de minha cabeça.
– Ah... que menina malvada você, huh? – aperta sua ereção contra minha intimidade e me faz ofegar – depois de parar de o evitar com o intuito de o provar; porque, claro, ele virou o jogo e o ganhou.
Sasuke solta meus pulsos e se levanta com aquele olhar vitorioso e escuro. Tira finalmente as meias e a cinta-liga – e confesso que é frustrante saber que ele conseguiu fazer isso mais rápido do que eu e Marta colocamos. Esqueço isso por completo quando suas mãos chegam em minha adorável – e extremamente exitante – calcinha e a puxa. Estou, finalmente, completamente – e exitadamente – nua.
– Porra... – ele sibila, um sorrisinho torto.
Loucamente excitada, eu pego os meus seios e os apertos fortemente em frequência, abrindo minhas pernas e gemendo seu nome inúmeras vezes.
– Um convite, querida? – ele murmura, seus olhos brilhando para minha intimidade.
– Para bom entendedor... – eu murmuro, um fio de voz, ainda complementando com um ligeiro sorriso. Sasuke sorri sacana e eu fecho os olhos, já imaginando o que ele vai fazer.
Mordo o lábio inferior, ansiosa, quando sinto sua respiração bater contra minha intimidade. Ele segura minhas pernas para que elas não se fechem.
– Posso ficar te observando assim por muito tempo. – ele sussurra, fazendo meu corpo se arquear com a excitação de sua respiração fria batendo contra aquele lugar inexplorado há tanto tempo.
– E perder a graça da brincadeira? – eu provoco, embora não tenha certeza se fui ouvida.
Ouço sua baixa risada, que prova que ele me ouviu. Após isso um choque se alastrou por meu corpo quando sua língua tocou em meu orifício vaginal. Meu Deus... o-que-é-isso?! Sua língua trabalha sem parar em mim, me fazendo gemer e me mexer desesperada na cama. Ele da pequenas mordidas ao redor dos meus lábios vaginais, que fazem alastrar várias sensações. Sua boca sobe para meu clitóris, fazendo uma sucção mais forte com leves mordidas. Nossa... nossa... nossa! Isso é demais. Tão gostoso. Eu pego em seus cabelos e o faço me chupar com mais força.
– Ah... Deus, Sasuke... não para... – eu gemo e gemo e gemo e não sei mais de nada. Estou perdida em uma linha tênue do prazer com a loucura sendo chupada com avidez.
– Deliciosa, como sempre... – ele geme, entre sua língua contínua em seu trabalho. Eu não paro quieta. Sou uma bomba atômica pronta para explodir.
No entanto, quando já posso sentir meu corpo reclamar meu prazer, ele para sua sucção abrupta e maravilhosa, vindo por cima de mim. Antes que possa reclamar sua parada repentina, ele me beija. Sinto meu gosto em sua boca.
– Sente o quanto é gostosa? – ele pergunta baixo, sedutor, passando sua língua por meu lábio inferior. Eu aceno brevemente e ele volta a me beijar.
Enquanto nossas línguas se envolvem em uma batalha incessante, sinto ele tirando sua cueca Calvin Clain por cima de mim e então, algo quente e duro bate na minha barriga e eu me afasto.
– Não consigo mais esperar. – ele sussurra no meu ouvido, mordendo meu lóbulo.
– Não espere. – eu digo, o incentivando.
Como se ele estivesse esperando só meu consentimento, ele se ajeita para poder forçar seu pênis extremamente duro na minha entrada. Eu enrijeço ao toque.
– Te machuquei? – ele pergunta, sua preocupação nítida.
– Não... só não lembrava que você era tão grande. – ele tem seu olhar excitado de novo.
– Ou você que está apertadinha demais. – ele murmura, forçando sua entrada de novo, bem lento e sem pressa.
– Nove anos, querido. – eu falo, voltando a ofegar.
No entanto, o corpo de Sasuke endurece e ele para de forçar sua entrada. Eu resmungo.
– Como... assim? – ele pergunta, incrédulo. Então, eu sei qual é o problema.
– Eu não acho que essa seja a melhor hora para falar disso.
– Você... não... não transou com ninguém durante esse tempo? – ele me ignora e está embasbacado.
Eu respiro fundo, olhando diretamente em seus olhos confusos.
– Me faça sua novamente. – eu digo, súplica.
Sasuke me olha e pondera em sua mente várias coisas, eu sei. Respiro novamente.
– Por favor, Sasuke. – eu mexo a pélvis em sua direção, tentando eu mesma o fazer entrar. Ele pulsa em mim
Enfim, ele me ouve e me beija, lento e carinhoso, até voltar para meu pescoço de novo. Vai entrando em mim aos poucos, me preenchendo. Eu arfo e encontro a sua boca de novo, mordendo seu lábio inferior brevemente até o sugar. Sasuke geme e, em um movimento brusco, ele se enterra dentro de mim.
– Tão aconchegante... – ele murmura, de volta a sua insanidade excitante. Vai e vem, lentamente, subindo uma escala de um a dez, aumentando e me enlouquecendo.
Pego em sua costa e vou passando as pontas de meus dedos por onde passo. Aumentando... rodeio sua cintura com as pernas. Aumentando... Ele pega em meu seio com uma mão e começa apertá-lo. Seus dedos apertando meu mamilo duro. Desce sua boca milagrosa e começa a suga-lo, forte e estupendo, com uma maestria enlouquecedora. Aumentando.... aumentando e aumentando....!
– Tão... apertada. Estava me esperando. – ele geme entredentes, também passando os seus limites.
– Sim... oh, sim. – eu gemo, enlouquecida e extasiada. É como droga. Minha droga. Eu quero mais e mais dele e não quero parar.
Seu pênis quente e duro dentro de mim vai e vem sem parar, mais rápido a cada gemido meu, a cada sucção de sua boca em meu mamilo e a cada momento em que nossas bocas se encontram para beber do gemido do outro. É a nossa conexão.
– Ah... tão quentinha, Sakura... me aceitando... sempre receptiva, uh? – ele beija meu pescoço, continuando seu trabalho em meu seio com sua mão.
Continuamos os movimentos. Sasuke entrando e entrando, e saindo e saindo. E ele não para de beijar minha orelha, de morder, de sussurrar carinho e safadeza ao mesmo tempo. Ele está, definitivamente, me deixando maluca.
– Me dê, amor. Me... dê tudo. – ele murmura, ofegante.
Eu sinto meu corpo todo tremer e exigir minha liberação. Ele aumenta suas investidas, me balançando na imensa cama.
– Vamos, querida... me dê tudo de você... – ele sussurra. Sinto que só o olhar me faz querer o dar tudo o que quiser.
Mais... mais... mais... bem mais rápido. Ele sabe o que tem que fazer. Ele sabe meus pontos prazerosos. Ele consegue tudo. Pensando nisso, com suas investidas fortes e duras, seus murmuros devaneios em meu ouvido, seus beijos em meu pescoço, o aperto em meu mamilo e todo o prazer que já tenho com ele, eu encontro minha liberação, explodindo em um estupendo orgasmo em volta dele.
– Ah... isso, me aperta... – ele grunhi, apertando mais forte meu mamilo.
Ele se coloca de joelhos em uma rapidez absurda na cama.
– De quatro. – diz, rápido e brusco. Eu o obedeço. Pega em minha cintura e começa a investir rápido e frenético. Eu volto a enlouquecer.
Olho para o teto e me delicio com a sensação de preenchimento. Sinto sono, algo característico dos vários pós orgasmos que tive. Fecho os olhos e descanso, agradecendo pela sutil luz do quarto, que não incomodava em nada.
– Bem? – ouço a voz de Sasuke ao meu lado e sua respiração já é uniforme. Seu rosto se enterra na curvatura do meu pescoço e eu suspiro satisfeita.
– Perfeitamente bem. – murmuro, sem forças de abrir meus olhos. – Você acabou comigo. No bom sentido.
– Eu fico feliz por ainda ser capaz de te satisfazer.
Eu abro meus olhos, me virando para o seu lado.
– Eu não duvidei por nenhum momento. – beijo a ponta de seu nariz. – E eu te amo demais.
Ele sorri revigorado por ouvir minhas palavras, seus olhos fechados e o semblante calmo.
– Vamos nos casar em dois meses. – ele murmura.
Estreito os olhos, mas ele prossegue:
– E, antes que você diga algo, eu não vou esperar mais que isso.
– Então, se for mais que isso não vamos casar? – provoco.
– Não. Se for mais que isso eu te sequestro, te forço a casar antes disso e, só por ser vingativo, teremos o seu ridículo pijama do Bob Esponja no lugar do seu vestido.
Eu abro a minha boca com uma falsa ofensa, porém logo estou rindo e me aninhando em seu corpo. Somos envolvidos por corações aquecidos.
– Você não ousaria, Uchiha.
– Não acredite nisso, Uchiha.
– Eu não sou uma Uchiha ainda, querido.
– Para mim, já é. – ele beija minha testa. – E Mia e Daisuke também serão.
Eu o olho, espantada. Eu tinha esquecido desse pequeno – grande – detalhe. Daisuke não é registrado no nome de Sasuke, obviamente. Mia nem se fala.
– Vamos apagar aos poucos tudo o que houve de ruim em nossa vida, Sakura. – seu tom é sério.
Eu respiro fundo. Apagar? A ideia me trás um frio incomodo na barriga. Não que eu seja masoquista e não reconheça que sofri. É que... mesmo com todo o sofrimento, houve coisas boas em minha vida após a nossa perda mútua. Daisuke... mesmo eu já estando grávida, foi aqui que eu descobri sobre ele e isso mudou minha vida. Com Shion. Ela esteve comigo nesses e em vários outros momento difíceis para mim, cuidou de mim e me ajudou. Me deu Mia. Eu odeio a forma com que consegui ela, entretanto, se nada houvesse acontecido, eu não a teria, mesmo de uma forma horrivel. E, além tudo, tem a prova do meu amor com Sasuke. Ele sobreviveu ao tempo, a distância e a perda da memória dele. É tudo real! Não há como dizer o contrário. Isso, com certeza, só intensificou o nosso amor. Então, por mais que essa nunca – em hipótese alguma – fosse uma escolha própria minha ou dele, eu tenho consciência dos prós.
– Eu não quero esquecer de nada do que passamos, Sasuke.
Ele franze a testa, me olhando confuso.
– Eu tenho tudo o que quero agora. Não quero apagar o que me trouxe até aqui, até esse momento onde eu sei que te amo muito mais que antes. Se isso é possível.
Por fim, ele suspira, orgulhoso, eu sei. Beija a minha testa e passa a alisar meu antebraço. Somos aninhados um no outro, esquentando um com o corpo do outro. Ouvindo nossas batidas exclusivas, um para o outro.
– Você tem razão, pequena. Eu amo você.
Eu sorrio, deixando o sentimento de proteção se apoderar de mim. Sabendo que esse é o início de uma verdadeira vida feliz.
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