Esquecidos

32 Um pai revoltado- Jade


Fazer uma monstra gigante afundar até o reino de Poseidon foi legal, o ruim era que aquele maldito fogo grego esquentava toda a agua em volta, as provocações de Equidna enquanto eu a levava foram quase fortes o suficiente pra eu desfazer a bolha de ar que a fazia respirar embaixo d’agua, é bem tentador você pensar que a vida de um dos monstros mais antigos e perigosos estava ali, sob meu julgamento, saber que com um estalo de dedos ela estaria morta, mas eu sabia que o pai dela a ressuscitaria mil vezes pior e nosso plano ira pro campo dos Asfódelos.

Desci a gaiola até a prisão, mais segura do reino submarino, o próprio Tritão estava responsável por cuidar da criaturinha feia, e ele não parecia feliz por eu ter os poderes do pai dele em mim.

Enquanto ele me olhava feio eu simplesmente joguei o cabelo e não sei como, dentro d’agua foi como se meu cabelo esvoaçasse como o de uma atriz de cinema.

Por um momento eu vi um brilho nos olhos do homem peixe, mas foi logo substituído pelo ódio costumeiro ou até um maior que antes por eu tê-lo seduzido por alguns instantes, obrigado Psiquê, sua benção serve ao menos pra irritar meio irmãos pensei.

Sorri e voltei para superfície.

ΩΩΩ

Os semideuses estavam se reagrupando. A batalha contra Equidna estava ganha, mas parece que Math e Pam estavam enfrentando um pai bem revoltado que surgiu do nada destruindo tudo só porque a filha estava presa numa gaiola de fogo grego,esquentadinho ele não?!, mas nós precisávamos ir pra lá o mais rápido possível.

Corremos... e muito.

Os sons da batalha eram ouvidos ao longe e foi fácil vê-la também.

Fogo negro subia das arvores, e dríades gritavam incontroladas, e os semideuses... bem estávamos perdendo, campistas de Demeter estavam apoiados nas árvores. Eu não vi nenhum morto, mas os que vi não estavam em condição de luta.

Um filho de Demeter explodiu um grande carvalho em milhares de grãos, foi como uma chuva de trigo e em contato com eles os campistas feridos começaram a se curar.

_Eles então perto do carvalho de Hiperion._ Gritou um campista.

_Eu não sou uma visitante frequente aqui._ falei.

_é só seguir o rastro de destruição._ Josh disse.

Eu e ele rimos mesmo não sendo uma piada.

Eu podia ver que ele só não havia perdido a cabeça pra que eu não perdesse também. Oque ele sentia por Pam era obvio, mas os dois se negavam a ver, e ele estava quase louco de preocupação, assim como eu.

Como Josh disse era só seguir o rastro da destruição, olhando pra eles parecia que o chalé da deusa agrícola tinha começado vencendo a batalha, pó dourado e partes de monstros(espólios de guerra) estavam por toda parte, e então o cenário começou a mudar, raízes pegando fogo negro, espadas de bronze celestial no chão, campistas correndo com seus irmãos e levando-os para o lugar onde chovia trigo.

_Filhos de Apolo, Dividir._ gritou o líder do chalé do deus sol._ Como treinamos.

Os semideuses se dividiram, aparentemente eram quatro grupos, alguns sacaram arcos, outros cadernos, alguns voltaram para ajudar os feridos e outros traziam kits de primeiros socorros para ajudar os que ainda não haviam saído da batalha... falando bem a verdade era uma bagunça, mas uma bagunça bem organizada.

O sol já estava alto no céus quando chegamos a batalha em si, eu arriscaria dizer 10:30 ou talvez 11:00, mas Apolo estava sendo coberto por fumaça, e eu logo vi o porque.

Imagine: era uma clareira, uma grande fenda no chão, monstros saiam por ela, mas ao que parece que eles enfim estavam morrendo. Pam estava lutando com um garoto na verdade o único semideus inimigo nessa batalha do Central Park... ou ele parecia um semideus.

Era magro e pálido, ainda mais que Nico ou Josh, seus cabelos também eram mais negros, ou seriam se não estivessem pegando fogo tão preto quanto possivel, aos seus pés rachaduras e fendas se abriam, mas ele as ignorava, usava uma camisa rasgada do slipknot, uma calça jeans gasta e um all star preto. Ele se entenderia com Pam e Josh se não fosse “do mal”.

Vi um filho de Demeter cair numa das fendas gritando enquanto sua vida se esvaia e então me dei conta de que não havia visto Math. Por um momento achei que ele talvez tivesse caído no buraco, mas um relâmpago dividiu o céu e pulverizou varias dracanaes, e uma ventania jogou o garoto rachaduras em direção a uma arvore.

O meu Math estava na batalha e isso era oque importava, uma pontada de egoísmo me atingiu, e por um segundo eu não me importava se o mundo fosse destruído, desde que eu, Math, Pam e Jade sobrevivêssemos.

Você não é tão diferente de mim quanto imagina não é querida? Ponto tentou estabelecer uma conversa mas eu afastei sua voz da minha mente, e foquei na batalha.