Esqueça o Sol
2 Capítulo 2: Mãe de primeira viagem
Taiana Narrando
30 °C em Fortaleza
Diana cresceu muito rápido, era inteligente e muito teimosa. Minha felicidade, por mais que eu tivesse bastante trabalho, eu amo minha filha.
Hoje decidimos ir à praia dá uma relaxada, após tanto tempo eu acredito que merecemos.
— O que foi? -William perguntou me despertando dos meus pensamentos.
— Não é nada.-digo.
— Tenho certeza que tem algo lhe preocupando. É sua mãe não é?
— Ah sim! Meu bem, sinto falta dela.
— Não se preocupe ela deve está em um bom lugar. Ela está olhando para você lá do céu e torcendo para que você supere.
— Tudo bem. Eu vou tentar.
— É assim que se fala!
Dou um meio sorriso, afinal não tem como ficar feliz sendo que você perdeu a sua mãe há quatro meses.
Desde quando ela se foi não consigo parar de pensar nela. Queria voltar para Urupema, mas aqui em fortaleza sinto como se minha mãe estivesse comigo.
Ela deixou tudo aqui, tudo que era dela, roupas, móveis, seu carro e até sua casa. Ana disse que não iria querer nada de herança, então eu fiquei com tudo.
— Já está pronta?
— Quase, só deixa eu terminar de arrumar a Dia.
“ Dia” assim que chamávamos nossa garotinha, porque seus olhos pareciam o sol quando está nascendo e seu sorriso iluminava a nossa vida.
Ouço a buzina do carro.
— Já estamos indo! -Corro depressa levando minha filha até o carro, coloco Diana sentada na cadeirinha e volto para fechar a casa.
(...)
Observava William brincando com Diana na areia da praia. O sol estava realmente quente, passo protetor solar em meus braços e em minhas pernas.
Vou até Diana e William e aproveito para passar protetor solar neles. Com um sol desses pode causar danos a nossa pele.
Brincamos muito até a pequena Dia dormir, aparentava está muito cansada então resolvemos ir para casa.
(…)
Ao chegar em casa, deixei Diana na cama, não queria acordá-la então resolvi lhe dá banho quando acordasse.
Eu e William aproveitamos para tomar banho, não tínhamos mais tempo para nós, qualquer segundo sozinhos é precioso.
Após tomarmos banho e nos vestir, nos jogamos na cama, o cansaço tomou conta de nossos corpos.
De repente Dia começou a chorar, toquei no corpo da pequena para saber se estava com febre, e sim ela estava queimando em febre. Corri para o banheiro e comecei a dar banho na minha pequena.
Durante o banho, observei algumas manchinhas no corpinho de Diana, devia ser do sol. Com certeza a febre repentina também é devido ao sol.
Da próxima vez devo tomar mais cuidado, ser mãe de primeira viagem não é fácil, principalmente quando não se tem mais sua mãe para lhe orientar.
Depois do banho, enrolei Dia em uma toalha e a entreguei para William. Vou até à cozinha e procuro algum remédio infantil que sirva para febre.
Para o meu azar, não encontrei, fiquei desesperada. Ouvir minha filha chorando e não saber o que fazer doía.
Abri a geladeira umas 10 vezes para ver se achava algo que ajudasse, tudo o que tinha era algumas laranjas.
Fiz um suco de laranja sem açúcar e com muita fé dei á minha filha. Tudo que eu tinha naquele momento era “um suco de laranja e minha fé em Deus.”
(...)
Três anos depois
— Diana, cuidado!-grito ao ver Diana indo rápido de mais em sua bicicleta.
— Calma mamãe eu…-Em um piscar de olhos. Dia já estava no chão.
— Filha você está bem? -Pergunto assim que chego onde ela estava.
— Tá doendo mamãe.-Dia falava com os olhinhos marejados.
— Calma, vai sarar rapidinho. — peguei umas das pomadas que eu carregava na bolsa e passei no joelho que havia ralado.
— Eu te amo mamãe.
— Eu também te amo meu amorzinho.
Observo o céu em um tom avermelhado, o sol estava se pondo, logo William chegaria do trabalho.
— Mamãe pô quê o céu tá vemelho?- Diana pergunta observando o céu.
— É assim que é o pôr do sol filha. O sol se põe para dá espaço a lua.
— Ah! Entendi, mas pô quê?
— Porque os dois precisam brilhar, se a lua não brilhasse não iria haver noite. Deus planejou tudo certinho quando criou o mundo.
— Mamãe eu amo muito o sol, a gente pode ver ele de novo?
— Claro meu bem. Bom, é melhor irmos para casa, seu pai ficará preocupado se não nos ver em casa.
(...)
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