Espírito de Revolução

29 Lexington e Concord


Notas iniciais
Saudações, pessoal! :) Como vão de férias? Depois de tantos anos de tensão, hoje a Guerra Revolucionária finalmente começa. Como Connor reagirá a ela e como ela afetará sua busca pelos Templários? Vamos conferir!

Gritos se sucederam à primeira salva de tiros em Lexington. A já desorganizada milícia ficou ainda mais confusa quando os primeiros de seus homens caíram. Não havia tempo para carregar as armas e disparar, portanto aqueles ainda de pé apenas fugiram para o interior da cidade ou se esconderam atrás de coberturas. Agachei-me atrás de um pequeno muro de pedra junto com John Parker, que tentava em vão reassumir o controle de seus homens. Após alguns segundos alguns dos rebeldes finalmente conseguiram atirar de volta aos casacos-vermelhos, causando neles pouco mais do que arranhões. Alguns correram em direção ao inimigo, e nisso um dos homens de Parker foi imediatamente empalado pela baioneta de um casaco-vermelho.

— O que estão fazendo? — perguntava Parker aos homens que fugiam em pânico — Mantenham posição!

Ao que ele se engasgou com uma forte tosse, exclamei:

— Eles não irão retornar! Vocês têm que se virar com os que restaram.

Parker pareceu ponderar por alguns instantes, até admitir com remorso:

— Aos diabos! Não temos chance! Recuar, homens! Recuar!

— Como? — exclamei — Vai deixar os soldados prosseguirem?

— Não temos escolha! — tossiu — É Concord que eles querem. Cavalgue até lá, rápido! Avise o coronel James Barrett para reunir seus homens, se já não o tiver feito. Rápido, garoto!

Tentei me localizar em meio à confusão. Nessa altura tanto os soldados quanto as milícias estavam em desordem, meu Alvo John Pitcairn também tentando se fazer ouvido. Correr até ele seria suicídio. Encontrei Mabel relinchando em meio à fumaça, e assobiei para chamar-lhe. Fui correndo até ela e montei em seu lombo ao mesmo tempo em que já lhe esporava para ir em frente. Galopamos o mais rápido possível pelo campo de batalha e por dentro da cidade, deixando o som de tiros para trás ao mesmo tempo em que cidadãos curiosos se aproximavam ou fugiam do conflito.

Onze quilômetros separavam Lexington e Concord. Se o caminho estivesse livre e sem patrulhas dos casacos-vermelhos, eu poderia chegar lá em quinze minutos. Portanto, havia acabado de amanhecer quando encontrei a entrada da cidade de Concord ocupada por mais de uma centena de homens armados.

— Alto lá! — perguntou um dos jovens de pé à frente da milícia — O que quer?

— Trago notícias de Lexington — exclamei, arfando com o cansaço da corrida — Houve uma batalha. Os soldados se aproximam. Onde está o coronel Barrett?

Ao que eles apontaram na direção do líder, cavalguei por entre as tropas. Desci da égua em frente a um par de oficiais, um com cerca de quarenta anos, e outro com cabelos brancos, bem mais velho.

— Sangue foi derramado em Lexington — anunciei para chamar a atenção dos dois — E há mais para vir. Os soldados estão em marcha.

O mais novo riu, e o mais velho me encarou com um sorriso cínico.

— Não me diga! Qual é a próxima notícia, o céu é azul? Por que diabos acha que tenho homens aqui, pirralho? — Abri a boca, mas não dei nenhuma resposta. — Pegue um mosquete e se junte aos homens ou vá para casa. Já tenho o bastante com que me preocupar sem um índio novato querendo brincar de herói.

Ele começou a virar suas costas para mim, mas exclamei:

— Preciso de ajuda para chegar a John Pitcairn. Sou amigo de Samuel Adams!

— Um selvagem, amigo de Adams? Claro. — Ele respondeu, sem se dar ao trabalho de me fitar nos olhos.

— É verdade! — repliquei, em vão. Levei meu olhar para a frente, em busca de alguém que pudesse me ajudar. E lá estava um homem de testa larga e olhos profundos. William Dawes, um Whigs de Boston — Dawes! — chamei-o, em voz alta. Retirei o capuz de meu manto de Assassino para que me reconhecesse. Fiz um sinal para que chegasse mais perto.

— Connor! O que houve?

— Conhece este moleque? — O oficial mais velho perguntou a Dawes.

— Ah, sim, ele é um aliado nosso, coronel. O Sr. Adams confia bastante nele. Ele nos ajudou na Destruição do Chá. Posso responder em seu nome.

O oficial fez uma expressão desaprovadora, e estendeu sua mão para mim com uma cara amarrada.

— James Barrett. Este é o major John Buttrick. O que o traz aqui?

— Minha missão é matar o major britânico John Pitcairn. Eu esperava que vocês pudessem me ajudar nisso.

Ele deu um pequeno sorriso cansado.

— Se o que você diz é verdade, ele deve estar aqui em poucas horas. Então veremos o que podemos fazer.

— Vocês precisarão de mais do que isso — avisei — A tropa de Pitcairn é de várias centenas.

— Estamos conscientes disso. Estamos apenas aguardando os reforços vindos de Lincoln para marchar em direção a eles.

— Serão o suficiente?

— Só Deus sabe, garoto. Agora vá e faça-se útil à milícia. Tenho assuntos a tratar.

Novamente ele virou suas costas para mim. William Dawes me olhou e caminhei com ele em direção à cidade.

— Sabia que você viria. Valeu a pena pedir que Revere avisasse aquele seu amigo francês.

Assenti.

— Onde está ele? — questionei.

— Revere? Capturado.

— O quê?

— Nós dois nos encontramos em Lexington. Depois que Adams foi levado à segurança, prosseguimos em direção a Concord para continuar a avisar as milícias, mas uma patrulha nos abordou. Eu consegui dar meia-volta e Samuel Prescott conseguiu contorná-los, mas Paul foi pego. Mas não tema. Aquele homem não é estranho a situações pegajosas, ele ficará bem.

— E quanto a Prescott?

— Ainda não tive notícias dele, mas deve ter continuado a rota para avisar as cidades na parte sul da província. Infelizmente era Revere quem ia pegar a rota norte, então temo que esses reforços levarão mais tempo para chegar.

— Droga.

— De fato. Só nos resta rezar para que tudo dê certo. Você tem pólvora?

Ao que eu assenti, Dawes sugeriu-me que desse um pouco às reservas da milícia. Com exceção dos oficiais, aqueles eram todos homens inexperientes, sem muitos recursos ou qualquer treinamento militar. Apenas fazendeiros e trabalhadores, e até mesmo um punhado de escravos, tentando defender suas terras. Doei boa parte da minha pólvora para ajudá-los, deixando o bastante apenas para algumas balas de minha pederneira. Se o Alvo fosse mesmo estar rodeado de soldados, uma arma de longo alcance poderia vir a calhar.

Aguardei junto às tropas por alguns minutos até chegarem mais tropas do sul. A milícia da cidade de Lincoln se juntou à de Concord, totalizando agora cerca de 250 homens. A milícia formou uma coluna e pôs-se a marchar para leste, esperando encontrar os casacos-vermelhos que vinham de Lexington. Assim, a coluna marchou por dois quilômetros até avistar o inimigo 500 metros à frente e... imediatamente retornar. A coluna de britânicos superava a milícia em quase três para um.

— Recuar! — ordenou o coronel Barrett, em tom alto para a coluna toda — Meia-volta! Retornem a Concord!

E assim foi feito. Uma a uma, as fileiras de milícias deram meia-volta, com o vigor renovado pelo pânico de avistar o inimigo. Passaram-se alguns minutos e a coluna estava de volta a Concord. Porém, em vez de adentrar o vilarejo, Barrett ordenou que a milícia virasse a norte. As fileiras passavam, uma a uma, por uma estreita estrada rodeada pela maré alta do rio, chegando depois à ponte que marcava o limite norte da cidade. Foi então que eu percebi que estávamos abandonando Concord.

Os oficiais já haviam cruzado a North Bridge, portanto não pude perguntar-lhes o que estava havendo. Esperei conforme as milícias marchavam em direção a uma encosta elevada, de onde se podia ver toda Concord. Quando lá chegamos, já podíamos ver casacos-vermelhos marchando pela cidade. Eles estavam prontos para vasculhar as casas e encontrar os canhões que os rebeldes haviam escondidos.

Em minha égua, trotei até o cavalo do coronel.

— O que está fazendo? — questionei-lhe —Concord está desprotegida!

— Não venha me passar sermão, garoto — retrucou, irritado — Nós precisávamos de um ponto de vantagem para aguardar nossos reforços. Aqui nenhum casaco-vermelho nos alcançará sem ficar vulnerável a nossos tiros. Lá embaixo, nós não teríamos chance contra os soldados sozinho.

— Mas os soldados já marcham pelo vilarejo. Deveríamos ter mantido a posição na entrada da cidade!

— Se mantivéssemos, eles teriam pisado sobre nós e marchariam mesmo assim. Que encontrem nossos canhões! Perdoe-me se dou mais valor à vida de meus homens do que a alguns pedaços de metal.

Bufei.

— Se está tão irritado, o que ainda faz aqui? — escarneceu Barrett —Você não é um dos meus homens, nem é de Concord. Está livre para partir.

— Ainda preciso de John Pitcairn — respondi, igualmente ríspido.

Ele pegou uma luneta de seu bolso e a estendeu. Observou a cidade com ela, e passou o objeto para mim. Avistei com a luneta os soldados interrogando cidadãos de Concord. Eles pareciam calmos, mas ainda impunham sua autoridade, vasculhando cada casa em busca de suprimentos. Mas eram todos soldados, não oficiais. Todos eles, incluindo o Alvo, estavam concentrados em volta de uma taverna.

— Pitcairn está lá, junto com seu comandante, o tenente-coronel Smith. Se realmente estiver a fim de morrer, pode ir. Marche até lá e exija satisfações com a centena de homens em volta deles. Quer dizer, primeiro você teria que passar pelos homens guardando a North Birdge.

Enquanto devolvia a luneta, levei meu olhar à ponte por onde havíamos cruzado mais cedo. Tropas de soldados britânicos já marchavam em direção a ela.

— O que eles estão fazendo lá? — perguntei.

— Devem estar indo à fazenda da minha família, onde escondemos alguns dos nossos suprimentos. Isso e, é claro, estão mantendo um olho em nós, para que não desçamos daqui. — Fiquei quieto por um momento, pensando em como abordar o Alvo. — Você quer saber como pode nos ajudar?

— Essa batalha não é minha — respondi — Estou aqui...

— ...por Pitcairn, eu sei. Mas mais cedo ou mais tarde todos têm que tomar partido, garoto. Você precisará de um exército para chegar até ele. E nós temos um. Ou seja, somos sua única esperança de matá-lo.

Assenti, pensativo.

— O que quer que eu faça?

Barrett sorriu, como se esperasse chegar nesse ponto.

— Os homens guardando a ponte não são muitos. Poderemos cuidar deles, mas apenas quando nossos reforços chegarem. E, com a captura de Paul Revere, creio que a notícia ainda não deve ter chegado a todas as cidades.

— Então devo avisá-las.

— Exato. Avise nossos homens. Joseph Warren, John Robinson, William Heath, Isaac Davis... Cubra todas as cidades daqui até Salem, e avise-os do que aconteceu aqui. Diga-os que os casacos-vermelhos continuarão entocados em Concord por algumas horas, e a prioridade é emboscá-los pelo norte e leste. Faça isso e talvez seu major esteja morto ao fim do dia. Talvez.

Barrett se afastou, voltando sua atenção a soldados que requisitavam sua presença. Voltei-me a Mabel e comecei a cavalgar.

•

E então percorri metade da província de Massachusetts Bay. Passei pelo máximo de vilarejos que consegui encontrar a norte da estrada entre Boston e Concord. Fui primeiro a oeste para Acton; de lá a norte, para Billerica; e então a sudeste, para avisar John Parker em Lexington do que ocorrera. Cavalguei até a grande cidade litorânea de Salem. Alguns quilômetros mais ao norte estava a cidade de Danvers, e a esse ponto tanto eu quanto Mabel estávamos exaustos. Tínhamos energia apenas o suficiente para continuar cavalgando pelo Cabo Ann, até a Fazenda Davenport. Lá eu almocei e contei a Achilles as notícias da batalha. Um pombo-correio de Stephane avisava que a peleja estava longe de terminar: um novo regimento de mil homens, comandado pelo brigadeiro-general Hugh Percy, havia acabado de deixar Boston, com o objetivo de auxiliar as forças de Smith e Pitcairn. Eu tinha que atacar meu Alvo antes que esses reforços chegassem.

Tomando uma nova montaria nos estábulos, pus-me a correr de volta à estrada. Já eram cerca de duas horas da tarde quando novamente reuni-me com o capitão John Parker na fronteira oeste da cidade de Lexington, na colina conhecida como Bluff. Os homens que sobreviveram em sua milícia já estavam enfaixados e sendo tratados de seus ferimentos.

— Alguma notícia de Concord? — perguntei.

Percebendo minha presença, o oficial tuberculoso tossiu e me cumprimentou.

— Ah, você está de volta, garoto. Bom saber que não morreu no caminho.

— Digo o mesmo de você.

— Bah, essa maldita tosse tem mais chance de me matar do que aqueles patetas de farda vermelha. — Ele riu.

— E quanto a Concord?

Ele meneou a cabeça com receio.

— Recebemos notícias boas e ruins. A ruim é que eles encontraram e inutilizaram nossos canhões. A boa é que nossas milícias conseguiram forçá-los a recuar para Boston. Os malditos chegarão à nossa emboscada a qualquer momento.

— E John Pitcairn? Está vivo?

— Não faço ideia — respondeu após uma longa tosse.

Praguejei. A única maneira de ter certeza era aguardando a sua chegada e matando-o pessoalmente.

— E qual é o plano agora?

— O major Baldwin e a milícia de Woburn irão disparar na coluna assim que eles tomarem a curva para o leste. É um ângulo traiçoeiro, onde eles não poderão escapar ou retaliar. Nós vamos ficar aqui para atacar os que sobreviverem. Temos a Bluff ao norte da estrada, e mais alguns homens em Fiske Hill, logo ao sul.

Comemorei em silêncio.

— O general Percy está vindo de Boston — anunciei — Ele vem para resgatar Pitcairn e o coronel. Recomendo vigiarmos a retaguarda.

Parker engatou um palavrão com uma tosse.

— Temi que eles enviassem reforços. Bem, mas a guerra é assim. — Ele fez uma breve pausa. — Espero que esses malditos cheguem logo para acabarmos logo com isso.

— Você parece confiante.

Ele bufou, com uma risada.

— Eles podem ter um exército inteiro à disposição deles, mas nós temos o povo. Enquanto houverem homens saudáveis nas colônias, nossa milícia nunca estará em desvantagem.

Ao que ele falava isso, um homem jovem se aproximou, galopando com pressa em seu cavalo.

— Capitão! Os batedores do major Baldwin avistaram o inimigo! Eles estarão aqui em menos de uma hora!

— Já era hora! Pode ir. — Com um aceno de mão, Parker dispensou o rapaz. Virando-se para mim, ele tossiu e então retomou: — Sua presença aqui é bem-vinda, garoto. Pegue alguma arma ou algo assim. E se você realmente quer matar aquele Pitcairn, que o faça. Ele é o segundo no comando, e matá-lo iria nos poupar de um bom trabalho. Agora com licença, tenho ordens a dar.

Ele se afastou e andou em direção a suas tropas, gritando comandos com o volume mais alto que sua voz permitia. Sozinho, observei o horizonte do topo da colina. A estrada mais abaixo contornava a nossa colina, e um outro morro ao sul dela já estava sendo ocupado pelos homens. A oeste, a estrada se estendia por mais cerca de cem metros, até se misturar a uma mata densa. Uma taverna estava localizada no lado norte pouco depois da floresta, e em seu telhado eu podia ver homens tentando vigiar o movimento inimigo.

Por alguns minutos contemplei e memorizei o cenário, que em breve seria manchado por sangue. O pensamento ainda me enojava, e a imagem do homem sendo empalado com um golpe só, mais cedo em Lexington, estava fresca em minha memória. De um jeito ou de outro, mais homens iriam morrer. O máximo que eu poderia fazer para reduzir a carnificina era matar Pitcairn enquanto estivesse vulnerável. Mas eu teria apenas uma chance, e não poderia hesitar como fizera com Johnson. Ejetei minha lâmina oculta e observei conforme ela refletia meu rosto ansioso.

•

Eu estava amolando minha machadinha no acampamento da milícia quando ouvi os primeiros tiros. Levantei-me e trotei até a colina de onde John Parker e os outros oficiais já comandavam seus homens, agachados atrás de barreiras. Ao longe, uma turba de silhuetas vermelhas saía da floresta, correndo em nossa direção. Contando com centenas, eles estavam desorganizados e de cabeças abaixadas, tentando escapar de mais uma saraivada de mosquetes. Alguns paravam no meio do caminho para tentar abater alguns homens da milícia em meio às árvores, e, desses, metade caiu no chão para não mais levantar.

O capitão Parker gritou para seus homens manterem posição enquanto a tropa ainda estava longe. Apenas quando os casacos-vermelhos estavam a pouco menos de vinte metros – e após um dos homens da milícia ser atingido por uma bala no meio do rosto – Parker ordenou que atirassem. Em meio à confusão e aos casacos-vermelhos abatidos pela milícia, eu apenas agucei o olhar em uma tentativa de localizar John Pitcairn. Ao longe, vi oficiais gritando para que seus homens corressem, mas nenhum deles era o meu Alvo. Os casacos-vermelhos chegavam cada vez mais perto de nós quando enfim um homem imponente cavalgou com rapidez para a frente de batalha, porém ainda fora de alcance.

Era ele. O mesmo John Pitcairn que derramara sangue naquela madrugada em Lexington. Mas ele estava cercado de casacos-vermelhos, e aproximar-me dele agora seria suicídio. Não consegui ouvir as ordens que ele gritava para sua infantaria, mas percebi que ele apontava para as colinas ocupadas. Logo os soldados em sua volta se dividiram em três. O grupo menor continuava trotando pela estrada. Dos outros dois grupos, um se movimentou para o lado sul da estrada, e o outro para o lado norte.

— Merda! — gritou um dos soldados da milícia — Eles estão vindo!

— Mantenham posição, rapazes! — gritava de volta John Parker — Esses canalhas não podem chegar a Lexington intactos. Vocês à esquerda, continuem focando na estrada! E vocês, apontar! Esperem que cheguem mais perto.

E conforme o destacamento marchava na direção da nossa colina, eu vi Pitcairn, na frente da coluna. Ele acabara de mandar seus homens se afastarem, e agora estava desprotegido. Vesti meu capuz e, apesar do perigo de disparos, ergui-me de trás das barreiras e corri na direção do Alvo. Agora era a hora.

Notas finais
Apesar de todo o conflito entre a Grã-Bretanha e suas colônias que crescia por mais de dez anos, a Guerra Revolucionária apenas oficialmente começou com as batalhas de Lexington e Concord. Assim como foi no capítulo da Festa do Chá, aqui tento narrar a batalha como ela de fato aconteceu, e não como elas são mostradas em Assassin's Creed III (Porém, sem dúvida que as mudanças feitas para o jogo são justificáveis, para fazer um gameplay bem mais dinâmico). No jogo já tomamos controle da cavalgada de Paul Revere (ou como eu gosto de chamá-la, a cavalgada-de-Connor-com-Paul-Revere-no-lombo. Optei por ignorar a participação de Connor na cavalgada, em parte porque acho um pouco forçado como o Connor tem participações tão grandes nos maiores eventos da Revolução, e em parte porque simplesmente não achei necessário. Queria saber qual é a opinião de vocês sobre o assunto, mas eu pessoalmente gosto de dar ao Connor participações menores e mais realistas. Quanto à batalha em si, o jogo mostra um caos total após o encontro em Lexington, no caminho de Connor até Concord, quando na vida real acho bem difícil o exército cobrir tanto chão e fazer prisioneiros em tão pouco tempo. E em Concord, o jogo mostra o confronto na North Bridge dando a entender que as milícias estão impedindo os casacos-vermelhos de entrar na cidade, porém acabamos de ver que isso não aconteceu. Os soldados entraram na cidade e revistaram-na de maneira organizada por várias horas, enquanto as milícias se retiraram para aguardar reforços. Quando o confronto na ponte realmente aconteceu, os soldados já estavam em vias de se retirar de Concord, e como podem ver eu escolhi não colocar o Connor como comandante da batalha (acho ridículo como no jogo Barrett dá comando a um jovem inexperiente de 19 anos, mas claro, é uma escolha feita para melhorar o gameplay). Eu pessoalmente acho que o Connor estaria concentrado demais em Pitcairn para fazer algo assim. Mas enfim, a chatice histórica termina por aqui. Nos vemos na próxima semana! :)