Espírito de Revolução

32 DOSSIÊ: Major John Pitcairn


ARQUIVOS DA IRMANDADE DOS ASSASSINOS DAS COLÔNIAS DO NORTE

DOSSIÊ: JOHN PITCAIRN, MAJOR DOS MARINES REAIS

(Última revisão por Stephane Chapheau em Junho de 1775)

John Pitcairn nasceu em Dysart, uma pequena cidade da Escócia em 1722, filho do reverendo David Pitcairn e de Katherine Hamilton-Pitcairn. Pouco se sabe sobre sua juventude, mas sabemos que com cerca de 20 anos Pitcairn se alistou no serviço dos fuzileiros navais da Grã-Bretanha, ou Marines Reais. Ele foi promovido a tenente em 1746, e acredita-se que seja por volta desse período que ele tenha entrado para a Ordem dos Cavaleiros Templários.

Também nessa época John casou-se com Elizabeth Dalrymple, com quem teve cinco filhos e quatro filhas. Seu primogênito, David, no momento estuda Medicina em Cambridge, na Inglaterra. Dois de seus filhos, William e Robert, viriam a seguir a carreira militar do pai, se alistando nos Fuzileiros Navais e na Marinha Real, respectivamente. Em 1770, o navio em que Robert servia desapareceu misteriosamente perto da costa de Madagascar, e ele não mais foi visto.

Após o assassinato de Lawrence Washington na Virgínia em 1752, o Grão-Mestre Reginald Birch buscou estabelecer uma presença templária mais fixa nas colônias britânicas. Assim, além de Haytham Kenway, John Pitcairn foi enviado a Boston em 1754 para servir ao major-general Templário Edward Braddock, sob ordens do também membro da Orden Jeffery Amherst.

A Guerra Franco-Indígena se iniciou logo em seguida. Após a morte de Braddock na Pensilvânia, Pitcairn foi transferido ao Canadá, na atual província de Quebec, e promovido a capitão. A batalha mais relevante da campanha de Pitcairn foi o cerco à Fortaleza de Louisbourg em 1758, onde serviu no navio HMS Lancaster sob a capitania de George Edgcumbe. A fortaleza era essencial ao Exército Francês para manter o domínio do golfo do rio Saint Lawrence. Após sete semanas de cerco, a fortaleza foi rendida e capturada pela Grã-Bretanha em uma das operações militares mais decisivas da Guerra Franco-Indígena, assim concedendo à Marinha acesso livre ao golfo do Saint Lawrence.

Não há registros precisos da atividade de Pitcairn após Louisbourg, mas ele deve ter participado da campanha no Saint Lawrence para capturar as cidades de Québec e Montréal, enquanto outro Templário, Sir William Johnson, liderava as tropas na província de Nova York.

Após a guerra, John Pitcairn retornou à Grã-Bretanha, onde continuou servindo aos Marines, sendo promovido a major em 1771. Após a confusão da Destruição do Chá, foi enviado a Boston em 1774, junto com os regimentos de Thomas Gage, para reforçar o cumprimento das Leis Coercivas, que pretendiam punir a cidade de Boston pelos seus rebeldes. Sob o comando de Pitcairn estão cerca de 600 Marines britânicos, entre eles seu próprio filho, o agora tenente William.

Conforme o tempo passa, cresce a tensão entre o exército e a população de Massachusetts Bay, que aos poucos formou sua própria milícia e armazenou armas e munições em Concord. Pitcairn tem uma boa reputação entre o exército ocupante e o povo de Boston, sendo considerado um líder razoável por boa parte da população, e admirado pelos seus subordinados. Assim, quando notícias das armas roubadas pela milícia chegaram a Thomas Gage em Abril de 1775, Pitcairn foi o escolhido para liderar a infantaria leve rumo a Concord, com a suposta intenção de negociar uma saída diplomática com os líderes rebeldes Samuel Adams e John Hancock, que estavam escondidos no meio do caminho, em Lexington. Outras fontes indicam que, em vez de diplomacia, as ordens de Pitcairn eram para matar os dois líderes Whigs.

No entanto, apesar da fama de pacificador de Pitcairn, o encontro entre as suas tropas e a milícia de Lexington acabou ocasionando uma batalha que se estendeu até Concord. Graças às emboscadas da milícia e à interferência de nosso Assassino Connor, Pitcairn foi ferido em batalha e forçado a recuar para Boston. Agora, Boston está em estado de sítio, cercada pelas milícias de Massachusetts em sua única entrada por terra. Os britânicos mantêm posição em Boston e em Charlestown, onde Pitcairn comanda seus homens. A escolha mais sensata para as forças britânicas seria deixar Charlestown e marchar para as colinas ao norte, antes que as milícias as tomem e usem esse ponto de vantagem para bombardear a cidade. Quem tiver controle sobre Bunker e Breed’s Hill controlará toda a enseada de Boston Harbor.