Espírito Da Natureza

1 Capítulo Único - Espírito da Natureza


Notas iniciais
Aah, finalmente to postando algo de novo... Demorei, mas to viva ainda. Enfim...
Dessa vez eu venho com uma original - MILAAAGREEE! - que foi criada para um trabalho escolar, pois é. Meu namorado criou mentalmente a história bem superficialmente e eu escrevi no papel.
Espero que gostem, e se não gostarem a culpa é dele e não minha -Q KKKKKK
Sem mais delongas, à fic.

Era uma tarde nublada quando várias naus pararam no litoral da terra daquele povo. Rapidamente aprisionaram muitos índios para escravização, entre eles estavam Coahoma e Nidawi, um casal que havia acabado de se unir. Em poucos dias foram levados embora daquela terra e partiram para o norte, onde existia muita árvore a ser derrubada, ouro a ser procurado e surpresas a serem vividas. Aquele bando de espanhóis não perdoava nada mesmo, todos tão ambiciosos.

Durante a viagem, que durou apenas dois dias e uma noite, enquanto aquele casal tentava dormir, Coahoma fora pega por um daqueles homens brancos, à força, sem conseguir fugir, seu parceiro estava sendo imobilizado por três outros europeus. Foi aí que mais um homem chegou e a moça sofrera um estupro de dois homens bem na frente do companheiro. “Parem!” foi o que ele pôde gritar antes de ser atingido por uma paulada na cabeça e desmaiar.

Com Nidawi desacordado, não fora difícil abusarem da moça até que ela não aguentasse mais e também desmaiasse. Sem que pudessem mais se divertir, amarraram os pulsos dela com uma corda bem resistente e jogaram seu corpo em alto mar.

O índio só acordou quando os espanhóis chegaram em terra firme e puseram todos os índios em fila, acorrentados, prontos para trabalhar. As moças foram presas separadas em uma única fila, já que não eram tantas quanto os homens, que aguentavam mais o serviço pesado. As mulherem ficariam responsáveis pela caça e alimentação dos brancos e organização do que era extraído.

Quando começaram a andar, Nidawi se deu conta da ausência da mulher. Desesperou-se. Perguntou a todos os próximos a ele se sabiam o que havia ocorrido com Coahoma. E aí descobriu: ela estava morta. Enlouqueceu. Tentou escapar de todas as formas possíveis, sem sucesso. Acalmou-se e esperou até a hora em que fosse solto para trabalhar.

Algumas horas depois, após montarem todas as barracas, foram parcialmente liberados, apenas com os pés presos, para que não fugissem. Nidawi foi para longe, disfarçadamente, e quando era questionado gesticulava dizendo que pegaria ouro. Suspeitando, um homem o acompanhou. Já afastados, Nidawi aproveitou uma deixa do espanhol e adentrou a mata densa. Com uma pedra conseguiu quebrar as correntes dos pés.

Assim que descoberto, teve a arma apontada na cabeça, pelo branco distraído que não percebera o sumiço do índio. Antes que o europeu pudesse pensar em atirar, Nidawi segurou seu pulso com uma mão, com o pé conseguiu atingi-lo nas partes baixas e, com a mesma pedra que quebrou as correntes, acertou a cabeça do homem que estava caído no chão.

Ficou escondido pela mata o resto do dia. Quando amanheceu, colheu todas as plantas venenosas que conhecia, aproveitou que muitos brancos dormiam e assim que voltou ao acampamento, colocou veneno nas cuias de água, um a um. Quando foi percebido, esperou que o branco se aproximasse. O homem perguntou o que estava acontecendo, em gestos e desenhos na areia com um graveto, mostrou que tinha trago água fresca de uma cachoeira que encontrou na busca de ouro. Ofereceu ao espanhol, que – burro – aceitou e bebeu. Logo veio a cair morto na frente do índio.

Dois dias se passaram com as mortes em massa, silenciosamente, fazendo o capitão acreditar que era uma epidemia de doença grave. Nem ligou. Estava mais ocupado mapeando o território. Foi somente no quarto dia que Nidawi mostrou-se presente.

Fingindo trabalhar longe novamente, com a pistola do branco morto há quatro dias, treinou disparos, percebendo ser bom naquilo. Alegou-se e voltou somente à noite. Brigou com um dos homens e conseguiu desacordá-lo. Sacou a sua arma e matou todos que viu pela frente, sempre recolhendo as pistolas. Foi uma noite incrivelmente sangrenta.

Na manhã seguinte, quando o capitão acordou e saiu de sua tenda, percebeu que não era uma doença que atacou aos seus homens; havia um traidor entre eles. Ordenou que os corpos fossem jogados ao mar. Irritado, entrou de volta na tenda e mandou que pegassem todos os índios, enfileirassem-nos e descobrissem o culpado de toda a matança.

Nidawi, sabendo disso por um dos índios, tentou fugir, o que foi o suficiente para mostrar que ele era o criminoso. Foi acorrentado novamente e levado até a tenda do capitão. Esperou que fosse morto, já estava conformado. Mas em vez disso, o capitão começou a falar e logo depois mostrou uma bandeja com bananas e outros objetos, todos feitos de ouro. Seu objetivo era mostrar as belezas que faziam com os minérios que extraíam. O índio fingiu estar convencido dando um sorrisinho.

Na tenda estavam somente os dois, o que foi proveitoso para Nidawi, que, com a corrente que prendia seus pulsos, prensou o capitão pelo pescoço, no chão, desacordando-o e logo o matou com a pistola que estava em cima da mesa.

Pegou o corpo e saiu da tenda com ele nos ombros, mostrando seu feito a todos. Com aquela imagem, todos os índios alegraram-se, estouraram as correntes e avançaram para cima dos brancos. Foi uma guerra horrível e com muitas mortes. Nidawi abordou o homem que mais entendia de navegação, identificando-o pelo quepe que usava. Colocou a arma em sua cabeça e apontou em direção ao mar, mostrando que queria voltar à casa. O velho entendeu e obedeceu.

Os índios que restaram da matança, que foi vencida pelos indígenas, subiram a bordo, sob o comando de Nidawi e, em poucos dias, estariam de volta às suas terras.

Notas finais
E aí, legal? É, dessa vez tem um tema histórico e mais heróico, o romance ficou um pouco apagado, o que é raro nas minhas fics, mas que bom né, to conseguindo avançar.
E se não gostaram, lembrem-se, culpem meu namorado hahahaha
Logo posto outra original feita para um trabalho de história (onde romance não falta - êêê!)
Até mais, pessoinhas bonitas.

Beijos
KawaiHikari
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!