Notas iniciais
Oi meus amores, como prometido cá estou eu. Tenho algumas novidades, eu consegui fazer o trailer da fanfic. Não ficou como eu queria mas creio que os próximos irão ficar. Obrigada as meninas que deixaram comentários, vocês não sabem como eu fiquei feliz. Havia planejado postar todas as terças, mas aí demora muito e ninguém gosta disso, não é? Então decidi postar todas as terças, sextas e quem sabe domingos. Esse ano sem dúvida vai ser um ano corrido, mas com um bom planejamento e organização creio que sairá tudo perfeito. A fic foi postada no Nyah! em 2012 em outro formato, foi uma das fics que eu mais gostei de fazer então estou trazendo de volta, me sinto muito feliz. Obrigada meninas, então, sem enrolação, vamos ao capítulo. Beijos e beijos.

Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=AHcm1vfHCB8&feature=youtu.be&hd=1

Estava encostada no muro ao lado da cafeteria, ele estava dez minutos atrasado. Quando eu decidi trabalhar de acompanhante? Há uma semana. Tinha acabado de ser demitida de mais um emprego, o quarto em menos de três semanas, e aí me surgiu a ideia. Eu não precisava fazer exatamente nada, só acompanhar homens em algumas ocasiões.

Foi a matéria de uma das revistas de Nova York no mês de junho. Mas e se meu acompanhante fosse um velho? Ou um tarado? Um estuprador? Era como atirar no escuro e se tivesse sorte, acertasse no alvo. Coloquei meu nome no classificado do jornal, mesmo não tendo certeza que era o certo.

Eu havia recebido um telefonema dois dias antes, e foi aí que eu percebi que essa não era a profissão pra mim. O homem que ligou, falou que era empresário e precisava antes de tudo se encontrar comigo. Eu não tinha classe pra sair com um cara rico, quem ia gostar de se sentar em uma mesa com uma garota que a cada cinco palavras, três é palavrão?

Jess teve um surto quando soube o que eu tinha feito, ela era minha amiga desde criança e mesmo tendo a mesma idade, ela meio que cuida de mim. Depois de um tempo, se acostumou com a ideia, e no final me ajudou, me arrumou e até me desejou boa sorte.

Bati o pé irritada. Eu odeio esperar. Alguns andarilhos passavam e mexiam comigo, me fazendo corar. Era uma cena patética, onde eu cheguei por dinheiro? Tentava manter o controle, ele não havia chego, e se desistiu? E se viu que eu não era bonita e foi embora? Tratei de expulsar todos os pensamentos. Não, eu precisava daquele dinheiro.

Eu estava no vermelho total, era minha ruina. Um punhado de contas para pagar, um aviso de despejo e a despensa vazia. Era isso ou nada.

— Oi, você é Isabella Swan, do jornal? – Um homem de mais ou menos 1,80 de altura, sorriso largo e um olhar que... meu deus.

Aquele era o tal homem misterioso?

— Sim, você é o empresário?

— Edward Cullen. – Sorriu.

— Isabella Swan, vamos entrar?

Ele me seguiu até uma mesa afastada, o clima era tenso, quer dizer, era só assuntos de negócios, por que tudo isso, não era só dizer onde e quando?

— Trabalha nisso faz tempo? – Perguntou.

— Primeiro cliente, sinta-se privilegiado. – Sorri, ele continuou sério.

Umas vadiazinha trouxe nossos pedidos. Ela praticamente jogou os peitos na cara dele. Aquilo era engraçado.

Gargalhei.

— Pode ficar tranquila, eu pago.

É claro que sim.

— Por que está trabalhando nisso?

— Resumindo minha vida. Perdi o emprego, quase a casa, não sei o que fazer. Não tem mais jeito.

Sorriu.

— Entendo.

— Entende nada, seu carro paga todas as minhas dividas e mesmo assim ainda sobraria dinheiro para ir ao Hawaii.

Ele continuou em silêncio, estava tenso e preocupado, aquilo estava demorando muito. Um encontro de negócios costuma ser mais rápido. Será que ele estava me achando uma prostituta? Porra. Havia começado a chover, incrível como o clima de Forks me acompanhava em todos os lugares.

— Swan, vamos resolver então. – Puxou o cabelo e se arrumou na cadeira. – Mas antes vou te contar uma história.

Então ele me contou. Contou que estava noivo da sua prima de terceiro grau, e eles passaram muito tempo juntos. Se conheceram no último ano do ensino médio, mas ele sabia que ela não era tão fiel como dizia ser, porém mesmo assim ainda a amava. Depois que foram pra faculdade, ela realmente provou seu amor a ele, e depois de cinco anos juntos eles não poderiam estar melhor. Até que ela começou a suspeitar dele, que começou a trabalhar todos os dias, e achou Edward podia estar a traindo com uma de suas secretárias.

—... Mas ela não entendeu, a empresa estava em uma fase muito ruim, e ela sabe o quanto que é importante pra mim. – Parou um pouco. Ele estava destruído. – Eu só queria tê-la de volta, é como se meus dias não tivessem mais sentido.

Eu estava entediada. Em 22 anos da minha vida, nada aconteceu além de uns beijos, e uma transa com meu amigo Mike. Nada de namoro. Sou complicada com isso de amar, de se entregar, de ter que dividir um teto com uma pessoa, e saber que terei que viver até o fim da minha vida. Ver um rostinho lindo ficar todo enrugado, não, isso não é para mim.

— Que terrível. – Foi a única coisa que pude falar. O cara estava quase desmoronando na minha frente. Que cena ridícula.

— Preciso tanto da sua ajuda, senhorita Swan. – Revirei os olhos com tanta formalidade.

— É Bella, e não sei como posso ajudar, não tem lógica. Estou perdendo meu tempo. – Me levantei.

O cara já era comprometido, ou enrolado. Esse emprego era só para satisfazer alguns caras, nenhuma parte dizia que serviríamos de psicólogas em relacionamentos acabados.

Sua mão segurou meu braço bem forte, ele me olhava com um olhar de suplica. Eu queria sumir daquele lugar, em todas as vezes que pensei quem seria o tal cara, nunca imaginei que fosse tão idiota ao ponto de sofrer por amor.

— Por favor. – Uma lágrima insistia em sair do seu olho. — É muito importante pra mim.

— O que você quer? – Me sentei impaciente.

— Que se case comigo.

Oi? O homem que eu conheço há uns vinte minutos estava mesmo me pedindo em casamento? Casamento tipo véu, arroz, e votos de pessoas apaixonadas?

— Você é louco. – Me levantei.

Sai da cafeteria andando pela rua ainda sem rumo, olhei para trás algumas vezes e nem sinal dele. O cara tinha algum problema? Em um momento mata e morre pela ex-noiva e no outro sou pedida em casamento. É claro que eu ia aceitar, porque não né? Ri com meu comentário.

Fui puxada para trás, e lá estava ele, mais desesperado que nunca. Ele era maluco, precisava de uma internação urgente!

— Eu não vou casar com você. – Falei.- Não sei se leu direitinho senhor Cullen, mas estava escrito “sem envolvimentos”

— Eu li, eu li sim. Não é casar de verdade, quer dizer é. – Se enrolou. – Eu faço um contrato, o que acha? Colocaremos as regras, o dinheiro que darei pra você, não precisa ter beijo, quer dizer sim, mas não. – Ele puxava o cabelo e falava muito rápido. – Eu preciso muito disso, você é perfeita.

Gargalhei.

— Olha só Edward, eu estou feliz e conformada em passar toda a minha vida sozinha, isso não inclui você. Então me deixa em paz.

— Dinheiro né? É isso que você precisa. Vamos lá, você quer quanto? 15% da minha empresa?

Acendi um cigarro. Que ótimo eu seria como o brinquedinho dele. Nada sério. Sem envolvimento. Sem ninguém se machucar. Rídiculo.

— Eu não queria fazer isso, mas vejo que precisa, você é uma ótima pessoa. – Bufei com isso. – Você precisa de mim assim como preciso de você.

— Você é patético, o que lhe faz pensar que mesmo eu precisando de dinheiro entraria nessa?

— Você é uma moça acompanhante, e estaria salvando sua vida, quem sabe com quem irá sair? Eu não sou tão mal assim. – Sorriu.

— Você é péssimo. – Cruzei os braços. – Você está insinuando que sou uma puta que sai toda semana com um diferente? Se fode, cara.

Arregalou o olho.

— Não, você entendeu errado. Você não é prostituta, longe de mim achar isso de você. Só que está desempregada, precisa de dinheiro, e vai ter que continuar sendo acompanhante.

Então ele juntou a minha necessidade mais do que urgente em conseguir dinheiro, na sua necessidade de salvar o noivado falido. O que eu estaria perdendo? Talvez a minha dignidade, caso ela não tivesse se perdido no momento que me ofereci como acompanhante.

— Eu não... – Me interrompeu.

— Swan, serão só nove meses, em dois meses nos “casamos” – fez ênfase em casar – e depois de oito meses falaremos que não deu certo. Quantos casamentos não acabam hoje?

— E se em menos disso ela voltar para você?

— Então terminamos. – Falou como se fosse simples.

— Não quero ser corna.

Ele abriu um longo sorriso e puxou o cabelo em sinal de estar nervoso.

— Não teremos nada para você ser. Seremos bons amigos.

Alguém diz para ele que sou horrível em manter amizade com qualquer pessoa, e só o fato de estar me fazendo essa pergunta já o torna a última pessoa que quero ter algum tipo de relacionamento.

— Minhas contas pagas, e pelo menos 20% do orçamento do mês da sua empresa. – Eu estava sendo folgada.

Ele fez uma careta.

— Tá bom. – O que o desespero não faz?!

Ele me carregou e me girou no meio da rua. Onde eu estava com a minha cabeça? Ótimo, o que estava feito agora não podia voltar a trás. Bati em sua costa para me colocar no chão.

— Vai se arrepender no momento que me conhecer.

Ele sorriu vitorioso.

— Vou nada, noivinha.

Revirei os olhos. Eu ia me arrepender disso, ah, eu ia sim. Quem em sã consciência toparia, assim, sem mais nem menos? Eu estava entrando em uma enrascada.

Notas finais
Espero comentários em? Beijos.