Notas iniciais
Oi meus amores, minhas aulas começam segunda e hoje eu tenho curso, mas estou deixando tudo certinho pra postar regularmente. Pra quem queria um capítulo urgente. Aproveitem!

Caminhei até a porta e parei, tentava acalmar minha respiração. Não precisa dizer que nesse momento escorria suor de todos meus poros, não tinha condições de entrar.

Eram bastante vozes, casa cheia, pensei. Edward passou a mão pela minha cintura me puxando mais perto do seu corpo. De imediato aquilo me deu algum tipo de segurança, depois meu corpo começou a formigar. Eu estava morrendo. Obvio. Tudo passava muito rápido na minha cabeça, eu queria correr, gritar, tacar fogo no Edward, em mim. Qualquer coisa.

— Não esqueça de dizer sim. – Sorriu e beijou minha testa.

A porta se abriu, tive a comprovação que a casa estava sim cheia, o cheiro bom de comida invadiu o ambiente. Uma mulher bonita se aproximou para nos cumprimentar, seguido por um homem alto, muito parecido com Edward.

— Seja bem-vinda. – O homem falou.

— Sinta-se em casa querida, somos todos uma família agora. – Não, família não. – Sou Esme.

Mal conseguia abrir a boca, consegui um sorriso forçado. Eu precisava me acalmar, eu estava tremendo. Queria socar a cara do Cullen de felicidade.

— Bella, muito obrigada. – Primeira impressão, 0.

Uma garota baixinha correu na nossa direção, acompanhada por dois homens e uma loira. Alice. Deduzi.

— Você é muito linda. – Sorriu pra mim. – Nossa, meu irmão tem melhorado seu gosto cada vez mais.

Ouvi uma repreensão de alguém, provavelmente Esme. Corei na hora, algumas risadinhas.

Fui apresentada ao irmão, a namorada e o namorado de Alice. Emm – como gostava de ser chamado – Rosalie, e Jasper. Fomos conduzidos até o sofá da sala, duas loiram conversavam no canto não dando muito interesse no que acontecia a sua volta.

— Meninas, digam oi para a Isabella, cadê a educação? – Esme falou.

— Como se tivesse. – Alice sussurrou.

Tanya não mostrou nenhuma hospitalidade, apenas levantou a taça de champanhe e virou-se, a irmã Irina deu um sorriso falso e fez pouco caso também. Aquilo me irritou.

Tanya era bem mais bonita pessoalmente do que na foto, ela era fina e elegante, julgo que a mulher perfeita para o Cullen. Os olhos azuis bem claros, os longos cabelos loiros com pontas enroladas e não podemos deixar de ressaltar, a frase “Vagabunda” em letras garrafais em sua testa, um amor de pessoa.

Começamos a conversar, Esme e Alice falavam a boa parte do tempo, contavam sobre Edward em suas fases de Barney ao Rock pesado. Aquela sensação era gostosa, de ter uma família reunida conversando, falando bobagem se preocupando um com outro. Cullen tinha sorte e estava jogando toda a confiança deles por causa de uma paixonite burra, tudo bem que não estou limpa na situação.

— E você Bella? Conte um pouco de você. – Rosalie falou.

— Tenho 22 anos, sou de Carolina do norte, eu vim morar em Nova York quando eu tinha 17 anos, acho que só. – Corei, droga, droga, droga.

— Não trabalha? Não faz faculdade? – O tom que Tanya usava era claro que queria me rebaixar, queria mostrar superioridade.

Olhei para Edward enquanto retribuía um sorriso que a loira lançava. PATETICO.

— Não estou trabalhando no momento, querida.

— E os seus pais? Não sente saudade deles? – Esme falou ignorando o acontecimento.

— Eles morreram. – Ah sala fez um coro de “oh” – Eu tinha 16 anos, já superei.

— Que climão. – Emm falou.

— Emmentt! – Esme o olhou feio. – Oh Bella, me perdoe tocar nesse assunto tão delicado.

Em súbito momento, Edward segurou minha mão e fazia leves círculos com a ponta do dedo. Aquilo era bom, mas o melhor era ver a cara da loira sobre nós. Se levantou quando “acidentalmente” derrubou champanhe sobre sua roupa. Edward a seguiu. Não, aquilo não ia ficar barato, eu estava sendo paga para por ciúmes na ex dele, e não bancar a corna na frente de todos. Ou o Edward se domava, ou eu caia fora de algum jeito.

Quando cheguei na cozinha vi o que já esperava, Edward com um pano na mão passando sobre as coxas da Tanya, e ainda soltando gargalhadas. Fiquei puta com a cena.

— Amor, venha aqui. – Ele me olhou. – Acho que sua prima sabe fazer isso sozinha.

O Cullen resistiu antes de dar o pano em suas mãos. Ela assentiu e disse que tudo bem, conseguiria limpar sozinha. Eu não estava nem aí se ele ia se ferrar na vida, ou se ia conseguir ter a tão adorável família que sempre sonhou, mas se tinha algo que eu me preocupava era se iria ficar feio pra mim, iria cumprir meu papel de esposa muitíssimo apaixonada mas se Edward soltasse da coleira e fizesse o plano dar certo.

O puxei para dentro do banheiro, deixando a porta aberta.

— Você tá maluco? – Perguntei. – Que porra Cullen, me deixou sozinha para ajudar ela.

Eu queria uma explicação, eu queria ao menos uma desculpa, mas Edward fez o contrário ele me beijou. Foi péssimo, a gente não tinha química nenhuma, a boca dele estava seca e não foi bom, ao passar do tempo tive que aceitar o beijo, eu não tinha escolha, fui beijada a força. Quando nos separamos, puxei todo o ar do pulmão para xingá-lo mas antes ele sorriu e disse:

— Tanya.

Ótimo tínhamos plateia de um pior primeiro beijo da vida.

— Desculpa, não queria atrapalhar, eu só vinha ver se tinha algo pra passar no vestido.

Claro.

Antes que o Cullen fizesse alguma coisa, segurei seu braço o impedindo. Eu não sei porque eu fiz isso, mas eu fiz, e estava feito. Ele tinha intendido o recado, algo raro quando se fala de Edward Cullen.

— Volta daqui a pouquinho, querida.

— Edward... – Tentou insistir.

— Pode entrar, eu te ajudo.

O soltei dando uma olhada na cena. Edward se agachou para olhar a gavetinha. Tinha que ser idiota, não é? Ela se levantou, deu uma rápida olhada pra mim e saiu sem nada nas mãos.

Passei a mão no rosto.

— Pra que estou aqui? – Perguntei.

— Vamos noivar daqui a pouco. – Respondeu como se não fosse o obvio.

— Não aqui Cullen. – Bati em sua cabeça. – Aqui, aqui, nessa situação.

— Ora, pra por ciúmes na Tanya.

— Tem certeza?

Assentiu.

— Você parece um cachorrinho atrás dela.

Bufou me olhando como se eu fosse absurda.

— Olha só Edward, se você pensa que eu vou ficar correndo atrás de você e daquela vadia que você considera sua ex-noiva, está muitíssimo enganado. – O empurrei.

Edward parecia ter entendido tudo o que havia dito, o restante da noite parecia outra pessoa. Tanya tentara dar alguns sorrisos ou xaveco, mas ele não viu, ou viu e preferiu não dizer nada.

— Onde vocês se conheceram?

Vadia.

— Em uma festa.

— Edward nunca foi de andar de festa.

Foi mesmo?

— Interessante.

Edward sorriu e me deu um beijo no rosto, a loira se contorceu na cadeira, isso Cullen, isso.

— Ter conhecido a Bella foi uma das melhores coisas que aconteceu em minha vida. – Passou a mão sobre meus ombros.

Todos suspiraram com aquele mimimi apaixonado, menos Tanya.

— E qual foi as outras? – Perguntou.

Olhei para o Cullen, vamos lá, sem recaídas. Não diga que foi ela.

— Bem. – Corou. Ah não. – Eu nem queria fazer isso agora, mas vejo que não há melhor momento.

Eu estou adorando isso, todo aquele meu nervosismo do começo havia sumido.

Vamos lá Edward, vamos fazer essa loira sem sal morrer de ciúmes.

Se colocou de pé e deu um sorriso pra mim, fiz a minha melhor cara de alegria.

— Desde que eu te conheci, a única coisa que penso é te fazer feliz. – Sorriu. – Pode parecer clichê mas você é a mulher da minha vida.

Mentiroso.

— Não posso pensar na ideia de não a ter para o resto da minha vida, queria ter contigo todas as felicidades que a vida dá, eu te amo Isabella Swan, você aceita casar-se comigo?

Me coloquei de pé, deixei que uma lágrima caísse sobre meu rosto. De onde ela veio? Nem mesmo eu sabia, talvez a situação de ter alguém – mesmo que de mentira – dizendo que não consegue viver sem mim.

— É claro que sim, você é tudo que eu sempre sonhei. – Menti.

Nossos lábios se colaram novamente, dessa vez foi diferente, já havíamos feito antes, e agradeci mentalmente o ocorrido do banheiro. Cullen segurava minha nuca, nosso beijo começou a ser mais urgente, eu não queria, eu juro, mas era algo mais do que eu pudesse negar.

— Ei casalzinho, sexo só depois de meia noite e sem a família como testemunha. – Emm falou e eu corei.

— Edward fez a escolha certa dessa vez. – Alice falou, ouvimos Tanya bufar.

— Quando que ia nos contar, filho? – Esme fingiu estar ofendida.

— Bella e eu tomamos essa decisão há alguns meses, preferimos manter sigilo para amadurecer a ideia.

Alguns meses?

— Será uma noiva linda. – Alice falou. – Meu Deus, mal posso esperar para organizar tudo.

— Contenha-se Alice, nem sabe se Bella quer sua ajuda. – Rose disse e todos caíram na gargalha, menos Alice que ficou emburrada.

— Claro que quer, a única mala é você por não querer minha ajuda.

Olhei por canto de olho, Tanya mantinha uma expressão séria, era maravilhoso ter alguém pra irritar.

— Fique tranquila Alice, queremos sua ajuda sim. – Falei por fim. – Já havíamos pensado na ideia, eu não entendo nada disso.

— Estávamos pensando em ser daqui há um mês. – Não seria dois?

— Um mês? – Tanya falou, todos olharam pra ela.

— Algum problema? – Alice falou. – Está ótimo, vai ser a noiva mais linda, com exceção de mim.

— Você nem está noiva, Jass ainda vai te enrolar muito. – Emmentt falou, o loiro mostrou o dedo do meio.

Esme os repreendeu.

— Vai ser dos caralhos. – Rose brincou.

— Vocês podem ter modos? – Esme era sempre irritada assim? – Desculpe querida, não costumamos fazer esse tipo de coisas.

Ah, espera pra ver as variedades de gestos e nomes feios que eu sei.

— Fazemos sim. – Emmentt falou, todos gargalharam.

— FOCO NO CASAL! – Alice gritou antes que alguém falasse mais alguma coisa.

— Tá tudo muito bom, mas temos que ir. – Tanya e Irina se levantaram. – Felicidades.

Acenei.

Tudo muito lindo e maravilhoso, mas o Cullen tinha que se oferecer pra dar carona. Eu não mereço isso senhor, vou soca-lo, eu vou matar o Cullen e me tornar viúva antes de subir no altar.

Notas finais
Deixem comentários, bjsss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.