Notas iniciais
Oii Cupcakes ♥! Como vocês estão? Espero que bem. E vamos com mais um capítulo desse casal intenso. Espero que gostem do que está por vir. Quero agradecer pelos comentários no capítulo passado a VacuumCleaner, Mari e AndreaNeves. Obrigada mesmo! Boa leitura...

ROMANCES MENSAIS

LIVRO X – ESPIONAGEM DE OUTUBRO

CAPÍTULO II — PLANO

Raiva. Culpa. Decepção. Remorso. Tristeza. Saudade. Sentimentos complexos que me torturavam diariamente desde a morte de Mick. Ele era o meu melhor amigo e alguém com quem compartilhei muitas aventuras nesses anos de parceria no FBI. Ele era como um irmão mais velho por quem eu tinha um imenso respeito. Saber que minhas ações infantis resultaram em sua morte era angustiante.

Durante três anos eu busquei por Vandal. Eu não conseguia aceitar que o desgraçado havia conseguido escapar tão facilmente após matar uma pessoa tão incrível quanto Mick Rory. Mais do que qualquer um, eu desejei ter apenas uma chance para colocar as mãos no desprezível criminoso e o fazer sofrer de forma que ele nunca mais se esquecesse de que ele havia assassinato um pai de família amável e um agente do FBI exemplar.

Eu queria torturar Vandal até que não sobrasse nem mesmo seus restos mortais. Eu queria corrigir meus erros, fazer com que a morte de meu parceiro não tivesse sido em vão. Eu tinha que recompensar Mick por salvar a minha vida. Eu tinha feito uma promessa a esposa e aos filhos dele de que prenderia o culpado pela morte precoce e brutal de meu parceiro. E era por isso que eu não poderia perder a chance de participar dessa missão.

Então sim. Eu estava disposto a fazer qualquer coisa se isso me levasse até Vandal. Inclusive suportar a pessoa que mais tenho evitado nos últimos três anos, agente Sara Lance. Eu definitivamente não estava pronto para ter a detestável agente da CIA no pé por duas semanas e menos ainda tê-la como parceira. Isso era quase como estar enfiando inúmeras farpas debaixo de minhas unhas.

Muito mais do que apenas ter que conviver com alguém de uma agência rival, Sara Lance me trazia desconfortáveis lembranças do dia em que tudo aconteceu. Porque se eu não tivesse caído em suas provocações ou perdido tanto tempo dividido entre odiar, discutir e admirar a beleza da bela mulher, Mick talvez ainda estivesse vivo.

— Qual é a resposta de vocês? – Insiste Maggie com aquele olhar determinado. Eu conhecia minha chefe há cinco anos. Sabia muito bem que sua decisão havia sido tomada, então não adiantava discutir os termos de sua proposta. Ou eu aceitava trabalhar com Sara ou estaria fora da missão. – Não temos o dia todo. Na verdade, dependendo de suas respostas, vocês terão apenas um dia para arrumar suas coisas, estudar os seus inimigos, vestir os seus disfarces e partir para Norfolk.

— Eu... Tudo bem. Eu aceito. – Respondo, sentindo cada músculo de meu corpo tensionado. Eu estava odiando toda essa situação.

Desde que Mick morreu, eu nunca mais tive nenhum parceiro. Nenhum agente era bom o bastante para substituí-lo. Nenhuma outra pessoa era capaz de suportar meus métodos de trabalho e nem meu temperamento, que por mais que eu tentasse me controlar, sabia que era difícil. Eu estava acostumado a ser um lobo solitário.

Minha interação com os meus colegas de trabalho se tornou ainda pior depois das ações de minha irmã mais nova que influenciaram diretamente em minha imagem dentro da empresa. Lisa também era agente do FBI e, para a minha decepção, se envolveu com a HYDRA.

Por causa disso, fui investigado e afastado de meu cargo por algumas semanas até que fosse comprovado que eu não tinha nenhum conhecimento sobre o envolvimento de Lisa com a perigosa organização criminosa. Eu tinha até mesmo perdido as contas de quantas vezes eu fui interrogado, quantas vezes tive que lidar com o meu passado complicado foi revivido e quantas vezes eu precisei organizar minha casa, que havia sido completamente revirada pelos agentes em busca de provas.

Claro que saber que eu não estava envolvido nas armações da HYDRA não foi o bastante para melhorar a minha relação já complicada com os outros agentes do FBI. Desde então, a minha vida tem sido um completo caos. Ter que lidar com Sara era mais um desafio que eu teria que superar.

— Eu disse que faria qualquer coisa para participar da missão, então também estou de acordo com as condições. Apenas peço que nos conte mais detalhes desse tal cruzeiro luxuoso Seven Seas Explorer. Vocês por acaso têm alguma informação importante que nós precisamos saber? – Questiona Sara com uma postura tensa e visivelmente desconfortável.

— Após três anos sendo procurado pela polícia, Vandal Savage assumiu a identidade de Alan Davs Vega, que nossos investigadores descobriram ser um anagrama de seu nome. Ele se tornou um magnata no ramo de armas, mas nunca revela seu rosto para evitar ser descoberto. Segundo nossas fontes, ele irá realizar uma reunião com mais cinco membros importantes da HYDRA no cruzeiro Seven Seas Explorer, que partirá amanhã de Norfolk em direção a Londres. Serão dez dias de viagem em alto mar. Esse é o tempo que vocês terão para descobrir os planos de Vandal e impedi-lo. – Explica a agente Natasha Romanoff, voltando para o computador onde estava antes. Ela exibe a foto do cruzeiro luxuoso.

— Para entrar no cruzeiro, vocês irão disfarçados de um casal de recém-casados. – Conta Maggie e automaticamente Sara e eu nos encaramos com repulsa. Isso estava longe de ser algo com o qual combinaríamos. – Vocês serão Stacy e Luke Baumann. O cruzeiro é a lua-de-mel de vocês, então precisam parecer um casal de apaixonados que não podem viver longe um do outro e que estão amando passar esse tempo juntos.

— Não podemos ser o casal que está prestes a se divorciar, onde um planeja a morte do outro, e usamos o cruzeiro como desculpa para tentar reviver o nosso casamento? – Sugere Sara e eu tenho que concordar que esse papel seria muito mais apropriado para nós.

— Sara. – A agente Romanoff chama a atenção de sua subordinada com um tom de voz repreendedor.

— Luke é filho mais velho do empresário alemão e CEO da Weskott, Werner Baumann. A Weskott é uma empresa alemã de atuação global nos setores da saúde e agronegócios. Você deve ser o próximo a assumir os negócios da família. Segundo nossas fontes, Vandal conhece Werner Baumann e sabe da existência de seus quatro filhos, apesar de nunca ter os conhecido. Ele deve querer se aproximar de vocês quando souber de sua família. Vocês dois devem aproveitar a chance para se infiltrar no grupo de amigos de Vandal. – Continua Maggie, ignorando a sugestão de Sara. — Quando terminarmos a reunião, vocês receberam mais informações sobre suas famílias e seus papéis.

— Esses são os cinco membros da HYDRA que estarão no cruzeiro que vocês devem ficar de olhos abertos. – Indica a agente Romanoff, apresentando cinco fotos no projetor. – O primeiro é Alexander Joseph Luthor ou como nós conhecemos, Lex Luthor. Ele é um bilionário industrial, inventor, cientista e antigo CEO da Luthor Corp. Depois de ser comprovado que Lex Luthor foi o principal investidor nas pesquisas realizadas pelo Dr. Martin Brenner no Hawkins National Laboratory, sua meia-irmã Lena Luthor assumiu a Luthor Corp e a renomeou como L-Corp. Lex Luthor permaneceu preso apenas por alguns meses e foi solto após pagar uma alta fiança. Desde então ele se manteve escondido. Pelo menos, até aparecer antes de ontem no porto de Norfolk acompanhado de Vandal Savage.

— O segundo membro presente é o barão Wolfgang Von Strucker. Ex-comandante do exército alemão, Von Strucker é o atual chefe da Chancelaria Federal da Alemanha e Ministro Federal para Assuntos Especiais no Quarto Gabinete Merkel. Ao que parece, ele planeja se candidatar à presidência da Alemanha nas próximas eleições do país. – Continua Maggie, apontando para a segunda figura apresentada na tela. – Major da Legião Estrangeira Francesa, uma unidade militar de elite da França, Georges Batroc é o terceiro membro da HYDRA que estará presente.

— A quarta membro do grupo é a perigosa Ophelia Sarkissian. Ex-agente da CIA, ela ficou conhecida como Víbora, a mais agressiva e uma das melhores lutadoras da agência. Atualmente ela atende pelo nome de Madame HYDRA e é uma das líderes da organização. Ela é a pessoa na qual vocês mais precisam ter cuidado, afinal, Ophelia já foi uma de nós e conhece bem os padrões dos agentes da CIA. – Explica Natasha, dando um longo suspiro. Ela parece bastante incomodada. Sara também encarava a foto da mulher com intensidade. Eu não sabia o que se passava em sua mente, mas com certeza ela parecia saber mais de Ophelia do que falava. – E por fim, o último membro da reunião, Arnim Zola. Um geneticista sem escrúpulos, Arnim é um dos mais brilhantes engenheiros genéticos da atualidade. Ele também é mestre em bioquímica e provavelmente é o responsável por desenvolver a próxima bomba que Vandal deseja usar.

— Esses sãos os seis principais alvos de sua investigação. Essa é uma missão arriscada. Enquanto vocês estiverem em alto mar, é possível que não consigam nos contatar. Vandal é esperto e jamais se arriscaria a aparecer em público depois de escapar de Londres três anos atrás se não tivesse uma carga na manga. É por isso que não podemos enviar quaisquer agentes. Vocês são os nossos agentes mais habilidosos e de maior confiança. Não se deixem levar pelas emoções. Lembrem-se das vidas que poderão estar correndo perigo se vocês não forem capazes impedir Vandal e a HYDRA. – Orienta Maggie, encarando-nos com preocupação.

Automaticamente, meus olhos vão de encontro aos de Sara. Eu não sei como será a nossa parceria. Na verdade, tenho a impressão de que essa é a pior decisão que as mais influentes diretoras das duas maiores agências de segurança do país tomaram. Ainda assim, Maggie estava certa sobre uma coisa. Sara e eu não podemos falhar. Muito além de vingar a morte de Mick e o destino de Ava, nós precisávamos proteger pessoas inocentes e completar a nossa missão.

— Não se preocupe. Isso não vai acontecer. – Afirmo com determinação. – Eu não vou permitir que Vandal saia impune de seus atos e menos ainda que ele machuque mais pessoas.

[...]

— Meu filho de seis anos faz esse mesmo bico quando eu digo que ele não pode comer chocolate antes do jantar. – Provoca Maggie, enquanto seguíamos para a sede da CIA.

Era um dia nublado e frio de outono. As folhas alaranjadas das árvores já começavam a cair e deixar o cenário deprimido. Suspiro e encaro minha chefe com insatisfação. Eu havia aceitado a situação, mas era impossível eu estar feliz, sabendo que teria que ficar preso a Sara por dez dia em alto mar, fingindo estar apaixonado por ela.

— Eu não estou fazendo bico. – Resmungo, revirando os olhos, antes de voltar a encarar a paisagem. – Por que continua me testando?

— Por que acha que eu estou te testando? – Questiona Maggie, encarando-me pelo canto do olho, enquanto dirigia.

— Porque eu te conheço e sei que se quisesse, você teria convencido a agente Romanoff a trocar a agente que deveria me acompanhar nessa missão. Mas mesmo sabendo de meus problemas com Sara, você ainda insistiu que eu formasse uma parceria com ela. – Respondo e ela dá uma risada anasalada.

— Está enganado. Natasha não permitiria que outra pessoa participasse dessa missão que não fosse a sua pupila. Mas, acho que está na hora de você seguir em frente. – Maggie me encara por alguns instantes e volta a prestar atenção no trânsito. – Eu sei como é difícil perder um amigo e entendo como tem sido complicado as coisas desde que Mick se foi, mas está na hora de você seguir em frente, Leonard. Eu tentei ser compreensiva e até permitir que você atuasse em algumas missões sozinhos, porque você é um policial brilhante, mas não posso deixar que as coisas continuem assim e você sabe disso.

— E tinha que me colocar justamente com a agente que me acompanhava no dia em que meu parceiro foi morto na minha frente por minha culpa? – Indago, indignado.

— Você precisa parar de se culpar pelo que aconteceu. – Maggie me lança um olhar repreendedor. – E é justamente por Sara estar com você e vivenciar uma experiência parecida com a sua que tenho certeza de que ela é a pessoa ideal para te acompanhar nessa missão. Além disso, Sara é uma das agentes mais habilidosas da CIA. Pela importância e perigo dessa missão, não poderíamos ter escolhido agente diferente.

— Eu poderia muito bem cuidar disso sozinho. – Retruco e ela me lança um olhar irônico.

— Nós dois sabemos que por mais brilhante e habilidoso do que você seja, você continua sendo um humano. Além disso, tente ver essa como uma oportunidade de quem sabe conhecer o amor. – Maggie sorri com malícia, fazendo com que eu revirasse meus olhos mais uma vez.

— Agora você realmente perdeu completamente o juízo. – Afirmo, sem acreditar no que eu estava sendo obrigado a ouvir.

— Ah, vamos lá. Você não pode negar que a Sara é uma garota linda. Ela é forte, inteligente e bastante habilidosa. Natasha me contou que ela entrou para a CIA quando tinha apenas treze anos. Eu não sei muita coisa sobre ela, mas é evidente que Sara é uma jovem incrível. O tipo de mulher perfeita para você. – Minha chefe continua a me encarar com aquele ar divertido e um sorriso significativo.

— Eu nem vou me dar ao trabalho de te responder. – Respondo, virando o rosto para a janela do carro.

— Você não fala nada porque sabe que é verdade. – Retruca Maggie e eu bufo, cansado dessa conversa. – A sua sorte é que nós chegamos.

— Finalmente. – Suspiro, aliviado por me livrar das provocações sem sentido de Maggie. Ela ri, divertindo-se com o meu comportamento.

— Mas não pense que essa conversa terminou. – Afirma a mulher, aproximando-se da entrada vigiada da agência. Suspiro novamente e encaro a estrutura do prédio que não remetia a nada a CIA.

Maggie apresenta o documento e o cartão de parceria que ela adquiriu desde que a CIA e o FBI passaram a trabalhar juntos. Nossa entrada é finalmente liberada. Assim como na primeira vez em que eu estivesse nesse lugar, Maggie estaciona o carro e seguimos para os andares inferiores do prédio que tinha boa parte de sua estrutura no subsolo.

— Enquanto eu procuro por Natasha, quero que você vá atrás de Sara e avise que vocês irão sair em duas horas. – Ordena Maggie e eu a encaro incomodado. – E não adianta me olhar assim, porque você sabe que é importante vocês acertarem tudo por aqui. Depois que saírem, não poderão mais conversar sobre a missão até que se instalem no navio e ainda assim, deverão ter muito cuidado. O avião em que vão também não é seguro conversarem sobre a missão.

— Você e a agente Romanoff estão desconfiando que existam espiões na CIA? — Questiono e ela me encara em silêncio por alguns instantes. Pela intensidade com a qual Maggie me observava, eu sabia a resposta mesmo sem ela dizer nada. — Não apenas na CIA. Vocês acreditam que existam pessoas infiltradas nas duas agências.

— Não podemos confiar. — Concorda Maggie, suspirando.

— Então é por isso que vocês nos escolheram. Somos os únicos em quem vocês confiam. — Deduzo e recebo um sorriso fraco.

— Essa conversa fica para depois. Agora temos algo mais importante para fazer. — Responde Maggie, saindo do carro. Saio também e suspiro, sentindo pela primeira vez o peso das palavras de minha chefe sobre Sara e eu termos apenas um ao outro quando tivermos em alto mar. — Agora vá atrás de Sara e passe todos os avisos.

— E como é que eu vou saber onde ela está? — Pergunto, encarando minha chefe enquanto caminhávamos pelos corredores do prédio sem saber exatamente para onde ir.

— A última vez que conversei com Natasha, ela disse que Sara estava treinando no sexto andar. Como isso só faz uns vinte minutos, não acho que ela tenha saído. – Fala a mulher e eu quase posso ver a felicidade dela em ver que eu iria atrás da loira. – E minha reunião é no último andar. Então nos vemos em duas horas. Até lá, divirta-se com Sara.

— Mas... – Tento argumentar, mas sou deixado para trás por Maggie, que apenas acena em despedida. – Eu não sei onde ficam as salas de treinamento.

— Use a boca para perguntar o caminho e descobrir. – Responde Maggie, desaparecendo ao virar no corredor.

— Droga. – Resmungo, irritado.

Sem alternativas, acabo andando pelos corredores confusos e enormes do prédio da CIA, até que depois de muito perguntar e me perder, eu finalmente encontro uma placa indicando o elevador que eu deveria pegar para ir ao sexto andar e o local onde ficava as salas usadas para treinos físicos. Mas, como era de se esperar, haviam dezenas de salas e eu não estava nenhum pouco a fim de sair batendo de porta em porta até conseguir encontrar Sara.

Noto então que um homem alto e robusto saindo de uma das salas com uma toalha em seu pescoço. Aproximo-me e não demoro a ser notado. Eu esperava que ele pudesse me informar onde Sara poderia estar.

— Bom dia. Você por acaso saberia em qual dessas salas a agente Sara Lance estaria? – Questiono, assim que tenho a atenção do agente sobre mim. Vejo seus olhos se arregalarem brevemente e um sorriso descrente se forma em seus lábios.

— Você está planejando interromper a agente Lance durante o treino dela? Cara, acho que há modos mais rápidos de suicídio e métodos bem menos dolorosos. – Comenta o agente, limpando o suor em sua testa.

— Eu realmente preciso falar com ela. Você sabe onde ela está? – Insisto, não dando ouvidos aos seus comentários.

— Ela geralmente treina na sala doze, mas eu no seu lugar, esperaria até que ela saia da sala. Se você ousar entrar naquele lugar sem estar acompanhado da agente Romanoff, você provavelmente sairá com alguns ossos quebrados e muitos traumas mentais. – Aconselha o homem, encarando-me como se eu tivesse duas cabeças.

— Não se preocupe. Eu vou ficar bem. – Garanto, indo em direção a porta com o número doze gravado nela.

— Cara, não faz isso. Eu estou querendo poupar sua vida. Qualquer um que entra na sala quando a agente Lance está treinando, acaba virando seu saco de pancadas. E acredite em mim. Ela é muito cruel e incrivelmente forte. – Alerta o agente e dessa vez eu acabo rindo de seu exagero.

— Agradeço a preocupação, mas eu sei me virar. Não precisa se preocupar. – Afirmo e ele dá uma risada anasalada, não acreditando que eu realmente entraria na sala.

— Está bem. Depois não diga que não foi avisado. – Responde o homem, continuando o caminha que fazia antes que eu o interrompesse.

Suspiro e levo minha mão a maçaneta da porta. Para evitar problemas com a temperamental agente da CIA, dou três batidas na porta e espero um pouco antes de abrir. Estranho ao ver que a sala estava escura. Não consigo ver nada a minha frente.

— Agente Sara? – Chamo a agente e entro com cautela, tateando a parede para encontrar algum interruptor que pudesse ligar as luzes do cômodo.

De repente, a porta se fecha e as luzes se acendem. Tentando entender o que acontecia, acabo não notando a aproximação veloz de Sara a tempo de me defender e acabo levando um soco de luva de box da loira. Cambaleio confuso e não tempo de questionar o que estava acontecendo, quando recebo uma cotovelada nas costas.

— O que você está fazendo, sua maluca?! – Grito, quando finalmente consigo prever um de seus golpes e seguro seu pulso. Ela tenta me acertar com o outro braço, mas novamente a impeço. – Você quer parar de tentar me atacar e me ouvir? Nós precisamos conversar!

— Ninguém atrapalha meu treino. – Responde Sara e acabo recebendo uma cabeçada em meu queixo. Automaticamente levo minhas mãos ao local atingido. – Agora vá embora. Eu não estou a fim de conversar.

— Você é insuportável! – Exclamo, correndo até a garota, pronto para derrubá-la e abaixar seu maldito ego.

Mas mais uma vez eu sou surpreendido. Ela se esquiva para trás, quando eu tento me aproximar. Ela se abaixa e com agilidade agarra a minha cintura e me levanta como se eu pesasse pena. Antes que eu tivesse qualquer reação, ela então me joga com intensidade contra o tatame onde estávamos. Meu corpo bate de forma violenta, deixando-me momentaneamente tonto.

— O que você quer? – Pergunta Sara, pisando em meu tórax. Tento me levantar, mas o seu pé pressiona meu peito com ainda mais força. Arfo, sem conseguir respirar.

— Nós... – Tento levantar novamente, mas isso só faz Sara abrir um sorriso irônico e continuar a pisar em mim, exibindo aquele ar de satisfação. E talvez nesse momento, pode ser que eu tenha concordado com o agente que me orientou. Eu estava começando a me arrepender de atrapalhar o treino de Sara. – Saímos em... duas horas.

Notas finais
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