Espion Noir

38 XXXVIII. +18


Notas iniciais
Os capítulos +18 fazem parte da história sim, mas se preferirem pular, não tem muita influência, ok? Ok!

Arabella riu puxando Alex para si e beijando-o os lábios, o queixo e o pescoço. O garoto inspirou profundamente ao sentir suas carícias e diferente de quando Miguel o fez, a jovem sentiu todo o corpo arrepiar com o calor da respiração quente dele na sua pele fria.

Ele deslizou as mãos pelo corpo da garota que se contorceu ao senti-lo contra si, com o corpo quente e enrijecido. Arabella lhe mordiscou o nódulo da orelha e com os olhos fechados ele saboreou o hálito quente dela lhe percorrer a extensão esquerda de seu rosto.

Alex a apertou e Arabella gemeu. Ela o puxou para mais um beijo e o mesmo a prendeu novamente sobre a cama, fazendo-a sentir com intensidade a ereção em sua calça. Logo eles estavam num misto de carícias que variavam de beijos no pescoço e o roçar de seus corpos à risadas entrecortadas pela respiração precária.

Eles se separaram, em dado momento, e se fitaram em silêncio. Qualquer pensamento que pudesse surgir passou longe e naquele instante eram somente eles ali, naquele quarto, naquela mansão, naquela cidade, no mundo.

Arabella sorriu e Alex a acompanhou, acariciando delicadamente o rosto da jovem.

— Esperei tanto por isso – disse Arabella, num sussurro.

Alex esticou os braços, afastando-se o suficiente para visualizá-la, e com um sorriso constatou o rosto avermelhado da mesma e sua respiração falha, denunciando a vergonha e a excitação presentes em si.

— Nem parece real – ela sorriu desconcertada.

— Essa é a realidade – respondeu Alex com o nariz passeando por seu pescoço – essa é a nossa realidade. Vou te fazer sentir isso.

— O que...

Alex desceu num só movimento a calça de malha da garota que arquejou ao senti-lo apertar sua cintura com as mãos ásperas, enquanto descia beijos molhados por toda extensão de seu abdômen.

Quando a boca do jovem deslizou sobre a intimidade úmida de Arabella, ela tapou a boca sentindo, em êxtase, o encontro de seu clitóris com a língua do garoto. Ela arquejou mais uma vez, quando, em movimentos rítmicos, ele acelerou o ato.

Alex a chupou, sentindo o gosto único dela, se deliciando ao ouvir o arfar abafado que escapava de sua boca, tapada por suas mãos, e que a traiam tanto quanto o movimento de seu quadril, indo sempre de encontro ao mesmo.

Ele aumentou a intensidade e entre gemidos e o sutil arranhar das unhas da jovem contra o colchão, Alex a penetrou com os dedos. Arabella gemeu em alto e bom som, sentindo o corpo derreter e as mãos, que antes jaziam soltas na cama, agarrarem os cabelos do garoto.

O mesmo entrou e saiu, duas, três, quatro, cinco vezes, com os olhos fixos nas reações de Arabella que sequer conseguia se preocupar com algo além do intenso prazer que lhe fazia contorcer na cama, com as mãos apertando os cabelos do garoto. Alex sentiu o membro latejar ao vê-la revirar os olhos, sem conseguir controlar qualquer movimento de seu corpo.

Qualquer raciocínio estava longe e a cada movimento de Alex dentro de si, com os dedos atrevidos, ela sentia a força lhe faltar e tão logo o ritmo do garoto se tornou acelerado, em contraste as contrações de sua vagina, ela gozou, prensando-o em si.

Alex engoliu todo o líquido que lhe desceu quente a garganta e em seguida, sentindo-se ser solto por Arabella, riu ao vê-la se esconder com os braços sobre o rosto róseo, ainda transpirando excitação.

Sem pressa o garoto afastou os braços finos da jovem, apenas para visualizar seu rosto rubro e os olhos semicerrados, que faziam o espaço em sua calça parecer pequeno demais. Alex sorriu.

— Você é uma delícia.

Arabella riu, envergonhada e sem força, antes de ser tomada para mais um beijo. As mãos caídas sobre a cama agarraram a farda do garoto que a ajudou, sem dificuldade, a tirá-la. Logo, entre beijos, as roupas jaziam no chão, amassadas pela pressa.

Os olhos, entre os beijos, chocavam-se de instante a instante, fazendo o calor em ambos os corpos subir e estourar em suor e necessidade do toque de suas peles.

Ocheiro de ameixa, cravado na pele de Arabella, foi lentamente impregnando o garoto e ele sequer se importou, com saudade daquela fragrância e daquela mulher.

Se perguntassem a eles quanto tempo permaneceram ali, sem qualquer avanço, apenas deleitando-se com as carícias um do outro, com certeza não saberiam lhe dizer.

Mas afirmariam com convicção que o tempo correu como um raio, evaporando, assim que a jovem deslizou o pênis de Alex para dentro de si. Foi intenso, quente e delicioso.

Ela gemeu e ele a puxou. Ela se contraiu e ele a penetrou com força, fazendo os gemidos saírem rítmicos, de acordo com o próprio movimento do sexo.

Três vezes eles mudaram de posição.

Arabella subiu, habilidosa, e sentou com tudo em cima do garoto que sem demora cravou as mãos na curva de sua cintura, apertando e puxando-a, no ritmo de seu rebolado, de encontro a si. De seus lábios escapavam, toda vez que sentia seu membro tocar tão fundo dentro dela, gemidos desesperados que faziam-na sorrir em deleite.

Alex, depois de sofrer com o ritmo lento da garota o provocando, a colocou por baixo novamente, surpreendendo-se quando a mesma virou de costas e encaixou-se completamente em seu pênis.

Arabella não precisou de muito para conseguir que o garoto continuasse o movimento iniciado por si e tão logo começou, ela já apertava a colcha com a boca, buscando abafar a vontade de gritar de prazer.

Ele lhe penetrou diversas vezes, com um ímpeto desconhecido pelo mesmo, sentindo a fundo as contrações que o envolviam puxando e empurrando seu membro dentro da garota.

Seu corpo lentamente debruçou-se sobre o dela e numa distância tão curta, com os finos cabelos dela lhe tocando vez ou outra a face, o perfume adocicado que a envolvia invadiu as narinas do mesmo, fazendo-o acelerar seu próprio ritmo e sentir, abaixo de si, Arabella se contorcer de encontro a seu membro.

Quando a intensidade diminuiu, pelo cansaço talvez, Arabella o fez deitar-se na cama, e quase de conchinha ela aumentou o ritmo fazendo Alex fechar os olhos com força, sentindo cada parte do seu corpo queimar em excitação.

Ele a segurou pelos cabelos, com todo o corpo da mesma de costas para si, e puxou-a para trás depositando sua respiração quente e descompassada sobre a delicada pele de seu pescoço, sentindo-a arrepiar com o ato.

O ritmo do sexo ficou mais rápido, mais forte e mais intenso, e tão logo Arabella cravou as unhas na pele alva do garoto, ele a preencheu de gozo. Alex respirou fundo, buscando o ar que lhe saiu dos pulmões, enquanto Arabella tentou acalmar a respiração acelerada.

Até a mesma sentir a mão do garoto lhe pressionar o clitóris. Arabella arquejou de imediato, buscando os olhos do garoto, mas tudo que sentiu foi o movimento acelerado em suas partes baixas.

Ela não conseguiu se controlar e contorcendo-se, presa pelos braços do mesmo, sentiu seu orgasmo sair acompanhado de um líquido quente, que molhou de imediato a cama abaixo de si.

Arabella fechou os olhos, enquanto a respiração se regulava, com o corpo do garoto desabando atrás de si, tão próximo que ela podia sentir a aceleração de seu coração e o calor descomunal que preenchia-o.

Eles ficaram quietos e na mesma posição por longos segundos, acalmando o corpo e a mente. Assim que conseguiram novamente se mexer, saindo do estado de relaxamento excessivo, ficaram frente a frente.

Arabella sorriu, tímida, enquanto Alex lhe retribuiu exagerado, puxando-a para perto, num abraço com uma mão só.

O cheiro de ambos era de suor misturado a sexo e após o, literalmente, caloroso abraço a dupla se entreolhou e fez uma careta. A verdade era unânime: eles precisavam de um banho.

— Se pudesse – a voz de Alex saiu arranhada – não sairia daqui.

Antes de Arabella lhe responder a mesma sentiu o membro do garoto novamente se enrijecer nas suas partes baixas e riu acompanhada do mesmo.

— Se pudesse – a jovem colou seus corpos – também não.

Alex sorriu, mas antes que pudesse alcançar seus lábios para mais um beijo, ela se desvencilhou com um sorriso sacana no rosto.

— Mas, infelizmente, não podemos. Não sei nem como a situação ficou assim.

Alex sorriu com desdém para a jovem que riu, caçando suas roupas espalhadas pelo chão.

— Talvez saiba, um pouco.

O garoto riu e também catou sua cueca e calça, vestindo as duas com rapidez.

— O que há para fazermos agora? – perguntou focado em abotoar a vestimenta – Tudo o que você me disse... o que posso fazer? O que vocês pretendiam fazer?

A garota engatinhou sobre a cama, já vestida, e parou ao lado do garoto, com o rosto apoiado em seu ombro nu enquanto ele lutava com o zíper de sua calça, sentado e de costas para a mesma.

— Essa é uma conversa para termos junto com o chefe da família.

— Seu pai?

Arabella fez uma careta se jogando preguiçosamente sobre o colo do garoto, com os cabelos impedindo seus movimentos no zíper.

Seus olhos se encontraram e as mãos do jovem, desistindo, afagaram brevemente os cabelos negros, fazendo surgir um sorriso manhoso na mesma.

— Não, com o meu avô.