Espiando O Futuro
21 Capítulo Dezenove - Parte II
Notas iniciais
LEIAM! ;3
Boa leitura!
O coração do jovem deu uma cambalhota em seu peito e suas bochechas começaram a arder, traindo-o.
-Batman perguntou por você, seu tio veio te procurar, todo mundo estava preocupado contigo. – ela mirou à íris cinza nas esmeraldas e continuou, corando levemente – Inclusive eu. – o coração do veloz acelerou mais um pouquinho e ele sabia que se continuasse a bater assim tão forte a garota poderia escutar a bateria de escola de samba que dava inicio ao seu repertório vindo de Wally.
Artemis não estava muito diferente. Admitir coisas nunca era uma coisa fácil para ela fazer, nunca, então fazer aquilo no calor do momento era a única opção de ela poder desmentir tudo mais tarde, usando como desculpa a pressão.
-Se quiser dar voltas ao redor do mundo em dois dias, fazer qualquer coisa dessas que você curta fazer, sei lá... – ela olhou para a parede a sua frente, tentando relaxar seu coração palpitante que havia disparado depois de ver aquela face cheia de sardas perto de si, finalmente – Avise que está bem, pelo menos. Assim você não mata ninguém de preocupação...
Artemis não entendeu por segundos por que tinha uma coisa abraçando-a por trás, com tanta força, até que ela viu em torno de sua cintura a malha amarela e vermelha do rapaz e seus olhos cinza se arregalaram, deixando-a totalmente estática. Ela estava gostando do carinho, mas ele estava quieto demais e ela podia sentir o coração dele batendo tão forte em seu peito que vibrava na pela blusa até alcançar suas costas.
O coração dela não estava muito diferente também.
-O que você ta fazendo? – a voz receosa, Artemis tentou sair daquilo, mas não notou quando seus braços pousaram involuntariamente sobre os do rapaz e suas mãos calejadas sobre as dele.
-Digamos que... – ele limpou a garganta antes de continuar, a voz de moleque vacilante e o coração cada vez mais palpitante – Aonde eu fui, coisas... – Wally embaralhou as palavras – Pessoas... Não sei... Er... – ele começou de novo depois de pedir desculpas, sentindo o corpo de Artemis enrijecer pelo tempo em que ele continuava envolvendo-a em seus braços – Olha... Eu não sou do cara que dá o braço a torcer, nem daqueles que admite estar errado quando está.
-Jura? – Wally sentiu seu rosto se contorcer numa careta depois das palavras rápidas da arqueira deixarem sua boca.
-Posso falar? – Artemis bufou e fez que sim – Obrigado. Pelo menos eu admito as pessoas que eu senti saudades quando é verdade, e eu geralmente demonstro o que sinto. – ele se achou um idiota com suas palavras, mas se tentasse começar da outra forma ele iria balbuciar e não daria certo. Artemis não é alguém tolerante – E onde eu estive haviam pessoas muito parecidas com nós dois... Er... Digo, com a Equipe! E eu conversei com uma pessoa muito, muito parecida contigo várias e várias vezes. – ele não iria contar a Artemis agora, não era muito justo dizer a ela que ele sabia de um de seus segredos obscuros quando ela não tinha contado nem a M’Gann que lia mentes. Ele não tinha nenhum direito de falar sobre isso com ela.
Por algum motivo, Artemis não estava mais com o corpo “duro” no abraço de Wally, ou ele tinha se acostumado com ela já; Na verdade, a linguagem de seu corpo dizia que a loira tinha ficado interessada em saber o que raios ele tinha conversado com a pessoa incrivelmente parecida com ela – como ele ousava dizer que tinha alguém nesse mundo parecido com ela? Ela era única!
Se ele dissesse a verdade, ela o tomaria como louco.
-O que conversamos não tinha nada com o que nós normalmente discutimos, mas olhando de fora e vendo-a sem julgá-la, me fez notar coisas que eu normalmente não noto e que, mesmo ela tendo uma atitude tão... – Wally tomou um susto quando sentiu a garota virando-se bruscamente em seu abraço para encará-lo com olhos estreitados, braços cruzados e uma de suas sobrancelhas arqueadas. O rubor só se intensificou atrás das sardas do ruivo – O que?!
-Quero só olhar na sua cara enquanto você fala mal da minha atitude. – ela avisou-o e Wally fez careta, revirou os olhos antes de continuar.
-Falando dela... – ele murmurou e voltou a concluir o que seu coração queria dizer, mas seria bem mais difícil com o olhar pesado das íris tempestuosas da tão talentosa heroína. Deus e ela era linda – Enfim... Eu percebi que você faz diferença na minha vida, em ambos os sentidos. – ela repuxou o lábio de lado numa careta, digerindo as palavras do garoto – E que eu ando pensando em você demais, mesmo quando não estamos por perto ou brigando. – a feição dela mudou de novo, para algo curioso, e ela ficava tão bela com aquela expressão que o rapaz sentiu todo o sangue de seu corpo subir para sua face, ardendo tudo que ele considerava pele e outros tecidos moleculares – A questão é: — ele engoliu em seco e molhou os lábios com a língua, notando os olhos cinza seguindo a cada movimento seu. Ele estava encurralado sobre a visão daquela menina – Você é importante pra mim.
Certo. Não saiu nada como ele tinha imaginado sair – saiu um pouco melhor, mas acho que ela ficou meio decepcionada em ouvir sua ultima frase. Artemis fez uma face de quem esperava por mais, mas o jovem velocista estava tão ocupado em descobrir as mil expressões faciais da moça que não importava se ela tivesse ficado irritada ou se ela estivesse pensando muito a respeito do que ele havia lhe contado – só de estar aprendendo sua linguagem corporal e as mil feições que seu rosto realizava valia muito a pena as pancadas que ele levaria por tê-la assediado com aquele abraço inicial.
-Ta certo. — assim que o ouvido do jovem escutou a voz entretida da garota, ele saiu de sua cabeça e viu um meio sorriso malicioso nos lábios carnudos da arqueira. Seu coração deu uma cambalhota em seu peito chato e fez questão de que ela sentisse o disparar também – Deixa-me ver se entendi bem o que você quis dizer... – ela começou, uma de suas mãos terminando o trajeto com seu indicador em sua boca, batendo suavemente contra a pele num ritmo perigosamente lento que deixava o veloz louco. O que era tudo aquilo dentro dele surgindo de uma hora pra outra? – Você some por dois dias, vai parar num lugar em que não há sinal para o seu comunicador, mesmo que ele pegue até dez mil quilômetros abaixo do nível do mar; diz que conheceu pessoas parecidas com todos da Equipe e não julgou alguém que baseou a minha pessoa por termos atitudes semelhantes, mas virou amiguinho dela; e que chegou a conclusão que eu, de todos os outros, sou uma pessoa importante pra você? – ele pensou por alguns segundos e assentiu, rapidamente. Artemis começou a rir ironicamente, batendo palmas e apontando para ele – Você, Wally, é o cara... – ela mordeu a língua balançou os braços para se distanciar dele, inconformada – O cara mais idiota do Universo! – e ele soltou-a de seus braços.
Ela colocou a mão em sua testa, não sabendo bem o que dizer depois daquilo. O que mais ela diria pra ele? Ele diz que se pega pensando nela quando menos espera, que chegou a conclusões quando estava longe, que apesar da atitude dela, ela é uma pessoa importante para ele. Ele não vê que isso vai levá-los a lugar algum. Que há muitas pessoas que são importantes para ela também e que ele faz parte desse grupo, mas ele está num outro patamar que todos os outros e ela não cometeria o mesmo erro que ele se, um dia, ela viesse a dizer ao velocista estúpido.
-O que foi que eu fiz de errado? – Wally questionou, inconformado com a reação cínica dela. Ela encarou-o com fúria naqueles orbes tempestuosos – Eu me abro pra você e o que eu ganho? Ofensas?!
-Eu não acredito que você não julga alguém que acabou de conhecer que se parece comigo, mas não sou eu, e chega a uma conclusão tão chula como essa! Importante! Eu tenho várias pessoas importantes na minha vida, Wally! Eu mostro pra essas pessoas o quão importante elas são pra mim sem precisar que um estranho parecido com elas me diga! – Wally sentiu-se um merda depois daquela declaração. Realmente, ele deveria ter pensado mais no que dizer pra ela antes de abrir a boca.
-Eu faço diferença na sua vida?! – ela repetia e o rapaz olhou-a irritado, começando a pensar que tudo que dissera fora desnecessário – Você precisa que outra parecida aja como eu pra agradecer por me ter por perto?! As pessoas, não importa quão curto o tempo que passem pela vida de outras, fazem diferença! Aquela parecida comigo fez diferença e é por isso que você está aqui hoje falando comigo, porque você viu o tamanho da merda que fez e queria se redimir por ter se metido em algum lugar adverso, sem saber como voltar pra casa! – e agora parecia que ela lia tudo o que Wally estava pensando – Você só se deu conta do que eu sou pra você depois que você viu que você poderia nunca mais voltar a me ver, a implicar comigo e que não seria você mesmo sem eu por perto!
E depois de uma grande pausa, após ela ter recuperado todo o fôlego de sua explosão, ela olhou no fundo daqueles orbes esmeraldas e implorou para uma resposta, porque se ele não dissesse nada, Artemis se esconderia num buraco e nunca mais retornaria – a face dela deveria lembrar um tomate maduro; Wally suspirou e deu um passo para mais perto da garota.
-Não vai dizer nada? – ela disse seu coração acelerado pela raiva.
E Wally decidiu que, mesmo se ele quisesse, agora não era o momento de ele controlar sua mania de impulsividade – e, querendo ou não, ela vinha a calhar em momentos de perigo como este. Então ele disse aquilo que veio a sua mente.
-Tem razão. — Artemis não precisava de outra resposta mais plausível.
E eles estavam tão sincronizados que quando Artemis pulou nos braços do ruivo ele já a esperava na posição certa, encaixando-a perfeitamente em sua cintura, sentindo as pernas cumpridas da menina como suporte de seu peso, os braços finos cruzados atrás de sua nuca, fechando ainda mais o espaço entre eles e sua boca carnuda pressionando a dele que estava muito curiosa em desvendar cada lugarzinho da dela.
Os braços de Wally seguravam-na pela cintura fina e ela parecia ser tão leve que o jovem não esperava ter que procurar por uma parede o mais rápido possível para encostá-la, porque aquele beijo estava tão intenso que nem os joelhos dele resistiam a vacilar – e com Artemis encostada a parede e presa em sua cintura, Wally podia se preocupar mais com o sabor e com as características da boca dela.
E Artemis nunca havia experimentado um beijo tão... Ela não sabia lá como representá-lo. O beijo não era nem de perto lento ou suave e Wally parecia perdido como se aquele fosse o primeiro beijo de língua dele, mas a garota não se importou porque se ele não sabia o que fazer, ela o ensinaria sem maiores problemas – ensinar não é sinônimo de deixar fácil pra ele acompanhá-la; caso contrário, pra que lhe serviam os tênis que quebravam a barreira do som?
Porém, Wally não demorou muito para acompanhar a velocidade em que os lábios necessitados e macios da arqueira roçavam nos seus, mal permitindo que seus pescoços descansassem de deitar a cabeça para um lado e meio minuto depois para o outro. Ele queria ficar mais perto dela e a puxava ainda mais, mesmo sabendo que não tinha mais nenhum espaço vazio entre eles. A mão dela fazia aquela pressão perfeita em seu cabelo puxando-o para que ele a obedecesse, a o outra mão arranhando as costas cobertas pelo tecido de malha amarela...
Se o rapaz pensasse um pouco mais em o quanto ele estava amando o jeito que ela o fazia beijá-la, como ela lhe ensinava a beijá-la, algo dele começaria a aparecer e a incomodar, ambos – não seria nada bom para Wally se Artemis sentisse alguma coisa cutucando-a logo num primeiro beijo deles. Não por enquanto, pelo menos.
Mas é claro, sempre tem uma hora em que mesmo o mais veloz dos corredores começa a perder o fôlego, e Artemis só agradecia por ter uma parede atrás dela. O beijo começou a ficar menos empolgado e se transformando numa carícia sutil, de somente lábios atritando suavemente um contra o outro, o pescoço trabalhando pouco e o ar quase se esgotando.
Os dois estavam pensando no que diriam depois que terminassem de se beijar, por que eles realmente não saberiam como olhar um na cara do outro. Mesmo Artemis sendo a destemida respondona não sabia muito o que dizer ao ruivo assim que seus orbes tempestuosos encontrassem aquela carinha de criança, com sardas espalhadas brilhando sobre o rubor, íris esmeraldas cintilantes e o sorriso mais sem vergonha ao mesmo tempo que era lindo do jovem velocista. Só de imaginar ela podia sentir o calor de suas bochechas exaltarem-se a cada milésimo de segundo e seu coração não deixava de gritar em seu peito.
Wally então... Ele não sabia nem o que fazer. Ele sentia que Artemis estava ficando sem ar porque o peito dela estava desinchando e ele estava realmente ciente dos seios dela encostados ao seu peito por motivos que ele não queria nem começar a tentar explicar para si próprio. Ela começou a puxar devagar a boca da dele, deixando espaço suficiente somente para que o ar fluísse entre as altas temperaturas dos corpos, mostrando o quão desesperados eles estavam.
Wally ficou mais constrangido pelo silêncio de Artemis do que pelo fato de eles continuarem naquela posição, ofegantes, na cozinha da Caverna, quase seis horas da manhã, se pegando e podendo ser pegos por Tornado Vermelho ou qualquer um da Equipe.
Não que ele fosse se importar – bom... ele pensa assim agora, depois daquela viagem louca ao futuro – que seus amigos vissem aquilo, mas só se a Artemis quisesse porque o veloz se viu numa posição, de repente, de que ele queria muito agradar a loira de cabelos longos e olhos impetuosos que não o escapar com nada. A voz de Kent Nelson veio-lhe a cabeça quando ele lembrou a frase do ex hospedeiro do Doutor Destino que havia falecido ao lado de Wally durante uma de suas missões dadas por Tornado.
Acho que não vou ter que procurar por uma esquentadinha por muito mais tempo.
Abrindo os olhos que tinham certeza das coisas que queria, pelo menos no presente, Wally notou outros detalhes que ele não havia notado em Artemis antes e que ele se arrependera demais – os olhos dela meio abertos deixavam seus cílios enormes e curvados; ela tinha uma pequena cicatriz perto da raiz do cabelo que parecia com uma que ele tinha de Bialya debaixo de seu queixo; apesar de ela ser loira natural, ela tinha sobrancelhas bem pretas e olhos amendoados; as maçãs do rosto dela eram altas, mas arredondas; e como ele estava gostando de ver aquele rubor enfeitando as bochechas da tão sem vergonha garota.
-Então... – a voz dele soou melhor do que ele esperava, tinha de admitir. Um sorriso lateral surgiu nos lábios do veloz e ele achou propício soltar uma piadinha naquele momento: — Sem veneno, né?
Apesar de ter revirado os olhos e ter feito muito esforço para não sorrir, Artemis soltou uma leve risada e mordeu o lábio subindo seu olhar para a face do ruivo a sua frente – Eu peguei o batom errado. – é claro que ela não o deixaria ir sem uma boa resposta.
-Errar é humano. – ele continuou provocando-a e ela deixou o dente largar o lábio para estreitar seus olhos esperando para uma continuação, porque ela saberia exatamente como responder se fosse algo estúpido – Nós podemos trabalhar nessa sua fraqueza.
-Ao mesmo tempo em que trabalhamos no seu beijo. – ta. Ele definitivamente não esperava por isso.
-O que tem de errado com o meu beijo?! – o sentimento de impotência era inevitável. Wally foi lentamente deixando Artemis escorregar de seu colo para o chão, dando tempo suficiente para ela posicionar-se de pé.
-Você é muito afobado e não sabe nem por onde começar. – ela avisou-o dando uma volta no veloz, devagar, e segurando o riso da cara cômica de frustração que ele havia feito. Ela tinha de admitir que Wally pudesse ser bem fofo quando queria – Eu tive que fazer tudo e não era você quem estava com as costas na parede...
-Ei! Quem se jogou no meu colo foi você, caso não se lembre! Então, quem é afobada é você. – ele rebateu, cruzando os braços e seguindo-a até vê-la sentar-se na esquina da ilha, olhando-o reclamar. Um sorriso satisfeito nos lábios e o rapaz já estava corando de novo – Além do mais, você ficou deitando a cabeça pro lado e pro outro muito rápido. Não dava nem pra aproveitar. – ele fez careta.
-Você não fez nada pra parar né? – claro que não. Ele estava gostando daquilo tudo. Quem era ele pra parar um beijo tão bom?!
Tentando mudar de assunto, mas querendo vencer aquela briga boba de qualquer forma, Wally se aproximou de Artemis e sentou-se no banco alto da ilha, ficando perto da altura dela. Fechou a distância entre os dois e a encarou por alguns segundos, apoiando as mãos dos lados das pernas dela e vendo aquele sorriso faceiro nos lábios rosados – Por que você não faz nada se meu beijo ta tão ruim assim?! – ela riu, com aquela cara de que tudo o que ela diria e/ou o que ela viria a fazer depois seria em torno daquela frase dele.
Wally não sabia bem porque, mas ele sentiu um arrepio em ver aquilo – e aquele arrepio nunca tinha caído tão bem para o veloz de sangue quente.
-A prática leva a perfeição, Kid Boca-Virgem.
Claro que o ruivo iria reclamar daquele apelido idiota, mas depois do beijo porque Artemis teve de se inclinar sobre ele e encostar seus lábios lentamente nos dele, aproveitando a cada segundo e fazendo algo bem diferente do primeiro beijo – deixando-o guiá-la bem devagar, fazendo no ritmo dele, muito incomum por sinal. E logo mais Wally já começara a tomar jeito em beijar e a arqueira estava muito satisfeito com seu ensinamento.
Nada como uma troca de interesses.
E eles não esperavam pelo grito de comemorassem de um Garoto Pássaro que dizia algo a respeito de apostas. Alguns múrmuros, mas muitas risadas.
De repente, Robin e toda a turma da Caverna apareceram de pijama na cozinha, flagrando o casal trocando beijos mais profissionais desde que Artemis ensinara Wally – porque ele pega as coisas bem rápido. M’Gann foi a primeira a pular em cima da garota depois de ter pagado ao Menino Prodígio o que lhe devia da aposta. Wally quase teve um troço, pra variar, porque a risada sinistra do Robin já é marota por si só. Acompanhada de gritos então... É de assustar!
O ruivo estava muito ocupado tentando fugir dos cascudos de seu melhor amigo enquanto Superboy supria uma risada ao acariciar o Lobo, Kaldur ficou falando coisas sérias numa língua inglesa arcaica a respeito de como ele sempre soube desde o primeiro dia que a Equipe havia se formado (depois que Artemis entrara) que esses dois tinham sido feitos um para o outro. E Robin rachava o bico enquanto contava os dólares em suas mãos (sem números para não constranger o pessoal).
-VOCÊS APOSTARAM?! – o casal gritou em unissono.
-QUE LINDOS! – M’Gann gemeu contente, juntando as mãos sobre o coração e deixando lágrimas de felicidade escorrerem por seu rosto verde de sardas – Vocês até falam ao mesmo tempo, pessoal! – claro que a reação dos dois foi embaraço. Óbvio – Sabem o que isso aqui pede?! – a marciana estava tão animada que ninguém era capaz de entender do que ela estava falando – BISCOITOS!
E nisso, todo mundo concentrou-se em não capotar ou em não fugir da culinária exótica da marciana já que ela fazia tudo com amor e carinho para agradar os seus amigos. Wally e Artemis se entreolharam, dando de ombros rapidamente e sorrindo um para o outro, limpando o espaço da ilha que a alienígena viria a usar.
-E enquanto a M’Gann cozinha... – a loira começou e voltou-se para o baixinho de cabelos pretos, guardando a grana preta no bolso da sua calça de pijama – Eu vou botar uma criança pra dormir!
-Nós vamos! – Wally adicionou e Robin notou que eles se referiam a ele.
-E essa é minha deixa! – o garoto riu, tirando seu cinto de utilidades do nada e dando uma de ninja, desaparecendo.
-EU TE MATO ROBIN!
-AI GENTE! PARA COM ISSO! – M’Gann gritou emocionada depois que ouviu os dois pombinhos falando ao mesmo tempo de novo – Assim eu não consigo...
Depois de muita palhaçada entre si, a Equipe se juntou para comer a fornada fresquinha de biscoitos com sabores suspeitos que a M’Gann tinha preparado (até mesmo o Lobo, sentado fielmente ao lado de Conner). Eles bateram um papo, tomaram leite e deram muitas risadas lembrando-se de como a missão da noite passada havia dado estranhamente certo sem Kid Flash por perto.
Eles acabaram concordando que Kid Flash era um membro integral da Equipe, assim como todos, e que eles não permitiriam mais a ausência dele nas missões de reconhecimento – além do valor sentimental, o tédio deles de ficarem aguardando para intervir num evento social quase os matou e isso não é fácil!
Perguntas sobre o paradeiro de Wally nesses dois dias que haviam passado não cessaram, mas ele deixou todas suas respostas em aberto, deixando a todos confusos exceto pelo seu melhor amigo que parecia ter lido sua mente no primeiro momento em que ele disse que havia conhecido pessoas muito parecidas com todo mundo da Equipe, mas uns dez anos mais velhos. Robin lançava-lhe um olhar de que ele teria de explicar tudo direitinho para o detetive Junior ou ele seria chantageado eternamente com fotos suspeitas de atos obscenos dos quais Kid Flash se envergonha muito.
Quando todos saíram da sala para voltar a dormir, Wally pediu Artemis em namoro de seu jeitinho Wall-man, temendo levar um toco. A arqueira ficou lisonjeada e não sabia o que dizer de principio, então ela deixou que mais um ato demonstrasse o quão importante Wally era pra ela, de repente, e isso fez o veloz saltitar como Bob Esponja.
E no final daquilo, Wally conseguiu deitar na cama e dormir quase um dia inteiro, pensando que tudo que ele passara tivesse sido um sonho bem louco e muito divertido. Ao acordar e ver seu a sala dos Souvenires bem vazia comparada a do futuro, viu pendurada exatamente onde estava quando ele havia deixado Kara sozinha com a sala o quadro que tinha a foto de casamento de um cara ruivo e uma mulher loira, com uma grande turma de amigos, e um garoto perdido naquele meio.
Como aquilo havia parado ali, Wally não sabia, mas não resistiu xeretar na fotografia – ele não poderia deixá-la por lá mesmo. E, no verso, uma mensagem com gravuras bonitas de uma garota que esperava ansiosa por um melhor amigo. No fim da mensagem carinhosa de Supergirl, o veloz só sabia de uma coisa:
Ele seria o único cara a sentir saudades do Futuro que sempre muda.
Nada é perfeito e nada se ganha de algo pelo que não se luta. O amanhã é um mistério, porque Wally sabia que as coisas mudariam com as mudanças que ele tinha certeza em realizar – principalmente a da morte de Barry. Porém, olhando praquela foto, vendo toda sua Equipe, vendo todos que são realmente importantes para ele sorrindo e sentindo o astre, dava um conforto ao jovem veloz de que fosse qual fosse o futuro, eles estariam todos naquela mesma fotografia.
E o Destino delimita os cruzamentos, mas nunca a estrada por onde se anda.
FIM
Notas finais
Eu não terminei com Artemis e Wally no final porque seria muito clichê, mas acho que não ficou tão ruim assim, né?? xPP
Espero que tenham gostado, gente! Desculpem a demora, mas venhamos e convenhamos que valeu a pena. Um capítulo dividido em duas partes e postado no mesmo dia! Eu mereço um prêmio! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Okay.. Vou deixar para responder perguntas e afins nos reviews.
Prólogo confirmado, mas somente mais pra frente quando eu estiver sem muitos trabalhos na facul! ;)
Beijinhos e Obrigada mesmo a todos que me acompanharem todos esses meses na postagem da fic, vocês me apoiaram e eu serei eternamente grata!
Seus reviews são sempre maravilhosos e saibam que eles fazem o meu dia toda vez que vejo que comentaram no meu e-mail! ;)
Eu amo todos vocês!
♥
Muito obrigada mesmo!
Com muito amor e carinho,
-ShipperBody
P.S.: desculpem se não foi um grande final, mas eu simplesmente achei que esse se encaixou perfeitamente! ;)
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