Esperando Carinho
1 Capítulo 1
Primeiro Capitulo
P.O.V Isabela
Já era a décima vez ou décima primeira que eu brigava com a Rebeca no mês, eu estava cansada de tudo aquilo, mas eu sentia que eu tinha que me vingar dela por ela ter me abandonado.
— Manuela, como você pode atacar a sua amiga Sabrina? E ainda por cima pegar meu cartão de crédito e comprar coisas no shopping de castigo? Você está passando dos limites! – Rebeca dizia com um olhar de decepção para mim e ainda por cima estava mais irritada que o normal -
Eu não disse nada e cruzei os braços.
— Não vai dizer nada? Vai ficar um mês de castigo! E não é só isso! Vai limpar a nossa casa sozinha um mês! E eu irei ficar olhando.
Não era surpresa para mim esse castigo que ela deu, já tinha dado piores. Sentei-me na cama, enquanto ela batia a porta do quarto. Dei um longo suspiro e olhei para foto de Rebeca e Manuela juntas sorrindo abraçadas. Foi então que me lembrei da minha irmã e do quanto ela estava sofrendo na mão da Regina, vi que estava sendo a própria Isabela e não fingindo ser a doce filha de minha mãe, quer dizer Rebeca. Nesses meses nunca consegui tirar ela da casa, só fiquei fazendo travessuras no vilarejo. Quer saber? Vou desistir dessa vingança boba, tenho que voltar a ser ela, Manuela não pode sofrer á toa com a cenoura.
Me levantei da cama, abri a porta do quarto de mansinho e vi Rebeca chorando na mesa. Eu fiquei com pena dela, apesar de tudo, ela só queria meu bem. Andei até ela e a abracei.
— Me desculpa mãezinha! – fingi –
Ela ficou surpresa, mas começou a me abraçar mais forte.
— Eu sabia que a doce Manuela iria voltar! Eu sabia! –sorriu –
* ~ *
Eu estava passeando com meus amigos, quer dizer com os amigos da minha irmã, nossa mãe havia me liberado do castigo, depois que me desculpei com a boba da Sabrina, mas ainda tenho que limpar a casa um mês. E também já me desculpei com o Téo, Matheus e a Dóris.
— Nesse tempo, pensei que iria nos trocar pelo Omar – disse Matheus –.
— É claro que não amiguinhos! Eu não sei o que deu em mim nesse tempo... – dei um sorriso forçado –
Téo me olhou de uma forma estranha, quando olhei para ele, desviou o seu olhar envergonhado. Me senti estranha, do nada meu coração começou a bater mais forte.
— Er... Vamos à sorveteria? – disse Téo –
— Siim! – disse Dóris animada e começou a dar pequenos pulinhos –
Matheus riu da pequena irmã.
P.O.V Manuela
Eu havia acabado de chegar à gravadora para mais um ensaio, Sandro me acompanhava até o estúdio. Ele andava com um sorriso bobo, até parecia estar no mundo da lua.
— Está tudo bem, Sandro? – perguntei –
Ele não respondeu nada e parou no caminho. Estranhei e comecei a cutuca-lo, ele tomou um susto e deu um pulo. Dei uma risada, mas disfarcei.
— Er... Me desculpa menina! Estava pensando em algumas coisas... – deu um suspiro –
— É a Laura não é? — Desconfiei –
Ele assentiu com a cabeça e chegamos ao estúdio.
— Oi pessoal! – disse com um sorriso para todos –
Priscila revirou os olhos, ela sempre fazia isso. Ela me odiava por algum motivo que eu nunca soube, mas eu sempre deixava para lá. Comecei a ensaiar, percebi que cantava tristinha, fiquei com dó dela. Decidi conversar com ela depois de ensaiar. Depois de acabar, fui até Priscila.
— Está tudo bem, Priscila? – perguntei com um sorriso –
— Estou sim! – disse curta e grossa –
— Eu só queria ajudar... – digo triste —
— Tudo bem... Não tenho ninguém para desabafar mesmo... Minha mãe foi demitida, ela está me dando carinho agora, mas eu não sei lidar com isso! Será que ela está mudando? Acabei de descobrir que meu pai é o Geraldo, meus avôs dizem que ele é ruim e ele parece tão legal! E quem eu gosto/amo gosta de outra menina! – ela diz com lágrimas nos olhos –
Fiquei com mais pena dela, era tanta coisa para ela. A abracei bem forte.
— Tente dar uma chance para sua mãe e seu pai! E sobre esse menino... Fale que goste dele, talvez ele goste de você, mas se não gostar, parte para outra! – digo –
— Obrigada Isabela! Você sempre pareceu tão chata... Mas vi que não! Podemos ser amigas? – perguntou meio apreensiva –
— É claro!
P.O.V Isabela
Algumas horas depois...
Casa de Manuela à Noite
Até que foi divertido na sorveteria, apesar daquele pulguento ficar pulguento ficar pulando em mim. A Manuela deve sentir saudade do vilarejo, dos amigos, da família, nunca mais trocamos já que não houve nenhum show. E eu nunca consegui tirar ela da casa. Acho que ela já sofreu demais, nós iremos trocar de lugar pela última vez. E eu não quero saber o que ela acha, eu não vou falar para ela. Amanhã será a ultima troca.
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