Notas iniciais
Olha pode confiar sou igual a você, sou igual a todos....não tenha medo da verdade!!

Bom, nunca fui boa com as palavras, mas sempre tentei introduzi-las perfeitamente nas minhas frases, eu tinha motivos o suficientes para largar o colégio, nunca me interessei pelos estudos, mas sei que vou precisar, sou igual a você, sou igual a todos , Minha mente esta no nível estaze, sabe! tem hora que sinto tudo, e tem hora que eu não sinto nada. Estou no terceiro ano do ensino médio, não foi fácil chegar onde cheguei, passei por varias tribulações no decorrer desses caminhos, e apesar das minhas conclusões minha única saída seria a morte.Era isso que eu achava ate um tempo atrás, mas assim, a vida por um lado e bela, nunca conseguir enxergar esse lado, porem, uma pausa para reflexão me trouxe tantas alegrias... O mundo e devastado por demônios, homens maus que nos tira do caminho proposto pelos donos do Uriel. (Chamamos de Uriel, os senhores da luz).

Nasci em Boston, no hospital federal de vargas collins, ate as vésperas do meu aniversario de 19 anos, fui criada em um orfanato, não conheci meu pais, e nunca ninguém ouviu falar sobre eles, muitas duvidas separam minha mente ao meio, e o pior e que não tenho as respostas para fechar essas indelicadezas. Nunca tive nada la, para falar que era só meu, nem as roupas, nem as calcinhas e nem escova de dente. Era um lugar grande de dois andares revestidos de grafiatos desbotados, haviam dois dormitórios, que me da medo, a da ala das crianças, e o outro dos funcionários, havia um longo jardim ha frente da casa com arvores com vários formatos de animais, haviam freiras de varias congregações, que tomavam conta do orfanato,e para finalizar um muro enorme que rodava o orfanato, não se fia a paisagem la fora.

Desde que morava ali, nunca tinha saído si quer dali, eu pensei que o mundo as quais as pessoas falavam era inútil pois nunca tinha visto, eu achava tão bizarro o mundo pequeno e sem graça. Um dia depois da ultima refeição do dia, todos se recolheram, e e claro eu também, a noite estava abafada e calorenta, depois que as irmãs colocaram as crianças na cama e se despediram, antes do ultimo funcionário que estava ali ajeitando as ultimas camas das crianças ,antes de sair, eu ate pedi para ir ao banheiro, mas ela pediu para eu ficar, enquanto as crianças pegavam no sono, isso era de costume vigiar as crianças, para não bagunçarem, e como eu era a mais velha eu tinha que ter essa obrigação.Acabei dormindo, por um tempo acordei com muita vontade de ir ao banheiro, o problema era que o mesmo ficava no final do corredor, mas fui, quando terminei de fazer minhas necessidades, não dei descarga, só tinha feito xixi, pois poderia acordar alguém, e eu planejava de não incomodar ninguém.

Tec, tec, tec, tec (Passos de sandália de salto)

O deus nem a noite esse povo descansa!!

Chego disfarçadamente na porta me encostando o máximo que posso para poder ver quem estará ali na quela hora da noite .Era uma freira que acabara de sair do quarto dos funcionários, com sua roupa cheia de sangue, ela tentava andar o máximo possível, encarrava o chão enquanto avançava em minha direção, fiquei em choque e paralisada, eu apenas conseguir voltar para a parede do banheiro onde estará, e fechar os olhos na escuridão, contei ate dez, e sai dali, andando de vagar, tentei torcer para ser um sonho, mas não...pisei em algo gelado, e quando olho para ver o que e, era uma cruz de ferro pequena que as irmãs usava no pescoço, peguei e corri para o dormitório, minha sorte era de não ter encontrado de carra com a mesma que sairá do quarto dos funcionários.

Mal conseguir pegar no sono, quando cochilei, acordei com gritos de pavor de pessoas, o sol batia no meu rosto, e quando percebi o que realmente havia acontecido, corri para o dormitório dos funcionários que ficava ao lado, eu apenas vi uma coberta encima de um corpo, todo sujo de sangue....foi ai que eu vi a primeira maldade no coração dos impuros....'Eles são assim,se escondem onde menos imaginamos, e atras da verdade'

Tentei minha fuga por duas semanas, eu tinha medo dali, medo da morte e dos infiéis....O pior era que , só eu sentia cheiro de sangue, cheiro de ferro, algo acido..não da pra explicar .. eu ate perguntei para umas crianças, e para algumas carniceiras(Pessoas que meche com carne)mas todos, me diziam que não sentiam nada.

Quando chegaram os dias de limpeza da dispensa, que era toda sexta -Feira chegavam caminhões e carros de alimentos, iam e voltavam... foi ai que conseguir fugir, ninguém me viu, ou fingiram que não vi. Foi tão fácil, e simples!

Corri o bastante que conseguia, a visão era estranha, mas só avistava matos, e matos de vários tamanhos, nada de cidades, carros, era como se eu fosse uma formiga ultrapassando um tapete de pelo. Fiquei ofegante o suficiente para descaçar, foi ai que lembrei que não tinha pegado nada, nenhuma roupa, nenhuma comida, só a roupa do corpo, eu fui burra o bastante para planejar uma fuga durante duas semanas e no final, não trazer se quer uma mochila, o ruim de tudo era que elas já deveriam ter descoberto, pois já arrumava minha mochila com comidas e roupas, tudo estava dentro da mesma debaixo da cama. sem falar no fedor de comida azeda, pois sairia a qualquer momento, e deveria estar desprevenida.

—Oi- Me viro -o que faz aqui? -Avisto uma senhora de cabelos bem penteados e um vestido ate os joelhos, analisei sua expressão pálida, e sincera.

—Ha Oi -Digo ofegante ,começo a correr, estava com medo de me descobrirem.

—Se eu fosse você eu não correria para esse lado! -Ela diz em um tom sinágelo.

—O que? -Digo sem acreditar no que ouvira.

—Se continuar indo em essa direção vai encontrar uma cerca gigante de pregos...-me viro — não conseguira passar. Você e de onde?

—E...s..e..- Tento formular essa pegunta na minha mente. -Eu tenho que ir!

—Por acaso você e da casa das Benção ou de um orfanato por aqui? esta perdida? — Olho desesperada para o chão, por um momento eu vi o mundo parar, e apenas sentir a movimentação da terra, sentir o sangue pulsando na minha veia, e minha boca seca,olhei em volta, tudo esta parado, e o ar estava pesado, e a senhora que estava a dois metros da minha frente esta completamente estatua, sua posição era erétil, e seus braços estava no cabelo, seus olhos estavam fechados, e sua boca, fazia um bico, como se esperasse para falar.

—VIGINIG..- Escuto alguém gritar atrás de mim, uma redemoinho na horizontal fazia um portal, e trazia uma mulher que aparentava ter uns 23 anos. Fiquei meia chocada no que acabara de ver, minhas pernas estavam moles, e meu coração acelerava, minha visão estava um pouco embaçada -Voce esta bem? -A vejo chegando perto de mim, enquanto o portal desaparecia, essa foi a a ultima cena antes de eu fechar os olhos e cair, sentindo uma pancada na cabeça.

—Eu desmaiei

— Espero que gostem!!

Notas finais
`` Fechei os olhos ´´
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.