Esperança

1 Capítulo Único


O uivo do vento era a única coisa que cortava o silêncio naquela noite. As estrelas não apareceram para serem contempladas, pois densas nuvens cinzentas passeavam pelo céu de Mystic Falls, deixando que o frio dance pelos becos da cidade.

Na casa dos Salvatore não era muito diferente para Damon, que bebia sua dose de Whisky rotineira. Nada se passava em sua cabeça desde que Elena havia perdido os seus sentimentos, sua humanidade e tudo era culpa dele.

O telefone celular toca, mas ele ignora. Não queria saber de ninguém àquela noite. Queria pensar como Elena mudou sua vida e como ela desapareceu tão rápido dela. Penso que se a morena perdesse sua humanidade, eles poderiam curtir a vida juntos como fizeram aquela noite na festa da universidade. Agora, ele se odiava por ter feito tal coisa. Jogou o copo de com todo o líquido intocado na parede, se arrependeu por ter feito, pois mais tarde teria que limpá-lo.

- Parece que tem alguém nervoso – ele sabia de que era a voz. E deu meia volta para saber quem estava as suas costas.

- Você?! – disse espantado – Como entrou aqui?

- Seus pensamentos estão falando muito alto essa noite que nem percebeu que eu entrei em sua casa – falou com um sorriso malicioso no rosto.

O vampiro sentou na cama exalto. Ele não queria a presença dela hoje à noite. Ele a magoou, mas o orgulho dele falava mais alto e ele não contaria isso a ninguém. E tudo que tinha acontecido com sua amada era culpa dele.

- Não se martirize, Damon. Eu nunca mais voltarei a ser aquela garota e você sabe disso.

A morena se aproximava dele sem piedade. Passou a mão em seu rosto. O homem não chorava, ela sabia que ele não demonstraria sua fraqueza tão fácil, a conversa que tiveram no motel certificava isso.

- Saia! – pediu em voz baixa.

- Odeio vê-lo assim...

- Você não odeia nada, não tem sentimentos! – gritou.

Os dois ficaram em silêncio, pois ela sabia que era verdade. Desde o dia que ela queimara a casa não sentia mais nada. E para Damon isso era terrível.

Abusando da paciência do homem que um dia ela amou. A garota se aproximou, sentou ao seu lado e passou a mão em seus cabelos.

- Por que... ?

Ela não terminou a frase, mas ele sabia o que ela estava prestes a dizer. E respondeu:

- Faço tudo isso porque a amo, desde o dia em que te vi naquela estrada e disse todas aquelas palavras a você. Tudo é verdade.

O silêncio invadiu o quarto. Ele sabia que tinha feito à garota pensar e isso a consumiria por algum tempo. Levantou-se da cama e caminhou até o aparador com a bebida. Encheu dois copos com a substância, entregou um à garota e brindou. Bebeu tudo de uma só vez. Encostou-se na lareira, ele sabia que a morena não falaria nada. Mas ela se aproximou e o abraçou. Isso era o que ele queria, mas queria que fosse verdadeiro. Ficaram ali por um tempo. A garota encostou o queixo em seu ombro e sussurrou em seu ouvido:

- Se um dia eu recuperar os meus sentimentos... Eu voltarei para os seus braços!

Então, ela saiu da sala. Não olhou para trás, pois só olharia se ela sentisse algo.

FIM

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