Esperança

1 Esperança


Notas iniciais
Já fazia muito tempo desde que eu não pensava neste casal, no entanto, com o final da quarta temporada de TVD e o dia dos namorados, os pensamentos desse ship voltaram com tudo na minha mente. Portanto, resolvi dar uma chance e escrevi esse pequeno shot.

Alguns segundos foram precisos para Diana se recordar do motivo de tanta euforia nas ruas. Pessoas sorridentes, cafés e bistrôs lotados, flores para tudo quanto é lado... Era o dia dos namorados.

A bruxa riu com o pensamento. Definitivamente, até a alguns meses, ela nunca teria deixado a data passar despercebida.

Amargurada, Diana xingou mentalmente a comemoração de fútil e insignificante. Entretanto, sua mente estava mais do que ciente de que o verdadeiro motivo por trás das duras e condenáveis palavras dela estava o fato de que... bem, ela estava solteira.

Era difícil ver todos os seus amigos namorando, até mesmo Faye – a garota problemática. Diana sempre pensou que desempenhar o papel da senhora perfeitinha durante sua vida inteira traria recompensas à altura. Ela não poderia estar mais errada.

Atualmente ela vagava pelo mundo sem rumo, apenas gastando as economias que herdara e praticando magia como bem entendesse. Estudar? Parecia besteira para uma recém-bruxa. Manter contato com o pessoal do círculo? Parecia suicídio – tanto físico quanto moral. Fugir dos problemas e se afogar em lástimas? Esse fora o rumo que a vida da bruxa seguira.

Qualquer princípio que regera a vida dela até todo tumulto causado por Cassie parecia perdido. A própria Diana estava perdida.

- Um cappuccino, por favor – ela pediu a uma garçonete.

A moça assentiu.

Mystic Falls. O nome da sua localização atual.

Não era uma cidade atrativa, muito menos moderna. Pelo contrário, aparentava ser monótona e retrógrada comparada às outras cidades que a bruxa já visitara.

- O de sempre, Salvatore? – a mesma garçonete perguntou ao homem atrás de Diana na fila.

- O de sempre – o garoto assentiu.

- Vou acrescentar creme extra – a atendente piscou.

Um sorriso lutou para aparecer no rosto de Diana.

- Ela não me ofereceu creme extra – Diana disse assim que a garçonete estava fora de alcance.

- O quê? – O tal de Salvatore perguntou, juntando suavemente as sobrancelhas.

Dessa vez, Diana riu.

- Só estou dizendo que ela não oferece creme para todos os clientes – as palavras fluíram pela boca da maga. – Somente aqueles que ela deseja que a convidem para sair no dia dos namorados.

Uma expressão de entendimento tomou conta do rosto dele.

- Dia dos namorados – o garoto disse. – Agora tudo faz sentido. As pessoas agindo tão estranhas...

- Sua namorada não deve ficar feliz com a sua alienação – Diana riu de novo. – Pelo menos eu não ficaria.

Ele desviou o olhar.

- Não tenho namorada – respondeu inconfortável.

- Oh, — Diana disse não tão arrependida a ponto de parar o diálogo. – Então minha teoria está certa?

- Que teoria?

- Vai convidar a garçonete gata para sair?

O garoto olhou-a com uma expressão um tanto quanto trágica e cômica.

- Não costumo convidar estranhas para sair – ele disse hesitante. – A propósito, sou Stefan.

- Estranhas? – Diana ergueu uma sobrancelha. – Pensei que em cidades pequenas todos se conheciam. Ou, pelo menos, era assim na minha antiga cidade.

Stefan sorriu sem humor algum.

- Você se surpreenderia com Mystic Falls, — ele disse aos poucos. – Sinto muito, acho que não peguei o seu nome.

Balançando levemente a cabeça em negação, Diana sorriu, pela primeira vez realmente animada.

- Foi porque eu não disse – ela respondeu rindo e jogando seu copo descartável no grande lixo atrás dele. – Feliz dia dos namorados, Stefan.

- Feliz dia dos namorados – ele respondeu atordoado.

Encantado, Stefan assistiu-a desviar delicadamente das pessoas presentes em seu caminho e sorriu sem nem mesmo perceber.

Algo em seu estomago se revirava e vibrava, fazendo-o sentir algo que há muito tempo não sentia: esperança.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!