Notas iniciais
ohayou! mais um casalzinho lindo pra derreter os corações de vcs espero q gostem e comentem boa leitura

Jun estava parado diante da casa dos Takashima, olhando distraído a vizinhança.

— Yo, Jun! – Kouyou abriu a porta com um sorriso, acordando o garoto de seus devaneios.

— Yo, tio Kou! Yune está aí? – os dois atravessaram a porta, entraram e caminharam juntos até a sala de estar, onde o pai do garoto se encontrava sentado no sofá, diante da televisão, onde provavelmente estivera conversando com o outro mais velho antes que Jun chegasse.

— Se tivesse chegado dois segundos antes, ainda o encontraria aqui! – o baixista do the GazettE brincou. – Mas Riiko chegou primeiro e o levou daqui sabe Deus pra onde...

— Então, nem se eu tivesse chegado primeiro otou-san! – o garoto deu risada. – Será que tem problema ficar por aqui mesmo, tio? Ele tinha me pedido pra olhar o PC dele... Ai, não preciso fazer isso outro dia...

— Não tem problema, não – Kouyou tornou a sorrir. – Seu pai e eu temos de sair, mas Yuki está aí em cima se você precisar de alguma coisa! Seu tio Yuk marcou um ensaio de última hora... Talvez tenha sido por isso que Riiko apareceu aqui tão de repente... – ele disse, pensativo.

— Os Uke estão nos cercando por todos os lados! – Akira gargalhou.

Jun também sorriu, mas seu sorriso foi forçado e amarelo. Todo o seu corpo reagiu ao fato de que ele ficaria sozinho com Yuki na casa.

— Bom... – Kouyou o despertou novamente de seus devaneios, sem ter ciência do que poderia estar na cabeça do garoto. – Eu te levaria até o quarto de Yune, mas conhece a casa tão bem quanto eu... Então, pode ficar à vontade, está bem?

— Arigato, tio Kouyou! – o mais novo disse, sem jeito, vendo os outros dois se encaminharem para a porta.

Akira se retardou depois de Kouyou e se aproximou do filho, com um olhar sarcástico e um sorriso malicioso.

— Juízo, Jun! – o mais velho deu uma gargalhada baixa que só o filho pode ouvir. – Não se deixe levar sem ter consciência do que está fazendo, ouviu bem?

— Otou-san? – o garoto estranhou a recomendação do pai.

Ela não só é filha do meu melhor amigo, mas também é irmã mais nova do seu...

O garoto corou violentamente e ainda demorou uns minutos, depois de ficar sozinho, para recobrar os sentidos e subir as escadas. Ele se encaminhou direto para o quarto do amigo, quase no final do corredor e decidiu ocupar logo sua mente com a manutenção do computador, tentando se convencer de que estava sozinho na casa...

— Ah, yo, Jun-chan! – a voz doce e sempre alegre de Yuki chegou aos ouvidos dele, soando surpresa e o coração do garoto perdeu o compasso, fazendo-o ofegar.

— Yo... Yuki-chan... – ele se virou lentamente, tentando se controlar antes de finalmente encará-la.

Yuki sorria, constrangida, as faces rosadas e o olhar brilhante, os cabelos, levemente clareados, caiam em ondas por seus ombros. Ela usava uma blusa branca com desenhos de cerejas e uma saia rodada preta, na altura dos joelhos; trazia os pés descalços e as unhas, assim como as das mãos, estavam pintadas de preto. Não ajudou muito se preparar antes de olhá-la...

O rapaz se ergueu com uma lentidão exagerada e sorriu hesitante, sem saber o que fazer com as mãos... Todo ele queria tocá-la... Abraçá-la, apertá-la...

— Meu aniki te pediu pra vir aqui e saiu? – ela brincou, dando um passinho na direção de Jun. Ele assentiu, gargalhando, sem encontrar vestígios de sua voz que desaparecera em seu peito. A garota revirou os olhos. – Tão típico!

— Riiko consegue fazer com que tudo desapareça da mente dele... – Jun arriscou dizer, soando como sempre brincalhão.

— Não que ele precise de ajuda, né, Jun-chan? A mente de Yune parece um pavio aceso...

— Que se apaga com um único sopro! – ele completou e os dois riram.

— Exato! – ela se inclinou para a frente, como se olhasse o que ele estava fazendo. – Gomen... Não quero atrapalhá-lo em seu trabalho... – suas desculpas soaram mais como um lamento e os olhos dele voaram para a porta, como se pudesse assumir a função dos braços, que não queriam se mover, de impedi-la de ir.

— Você não me atrapalha, Yuki-chan... Nunca... – ele conseguiu dizer e ela sorriu, constrangida.

— Você quer alguma coisa? Um lanche? Um suco? – ela perguntou, parecendo tomada por uma estranha euforia.

— Estou bem, Yuki-chan! Arigato! – ele riu.

— Tem certeza? Eu preparo rapidinho... Conheço o apetite dos Suzuki, não precisa ficar cheio de cerimônias! Sinta-se em casa! – a garota brincou, fazendo uma carinha sapeca, fazendo-o corar.

— Golpe baixo falar do apetite dos Suzuki! Parece até que eu sou um ogro! – ele riu novamente.

— Não foi o que eu quis dizer... – ela abaixou o rostinho, envergonhada e Jun cobriu a distância que os separava, sem pensar duas vezes, segurando-lhe o queixo com delicadeza entre o polegar e o indicador, fazendo-a olhá-lo.

— Eu sei que não! – o rapaz lhe sorriu e as maçãs róseas dela tornaram a descompassar seu coração, como um solo de bateria. – Que falta de educação a minha, quando você está sendo tão doce e gentil... Gomenasai...

Yuki ergueu suas mãos e elas afagaram as faces dele, espalhando também nelas uma pigmentação avermelhada. Por um segundo, um reflexo de consciência passou por ele, quase fazendo-o afastá-la, mas a mais nova, talvez por ver o reflexo em seus olhos, talvez apenas por temer ser afastada, deu mais um passo na direção dele e entrelaçou as duas mãos em sua nuca, pendurando-se nele.

Seus olhos faiscaram e os braços do baixista estreitaram-se em torno da cintura dela, puxando-a para si e unindo seus lábios com voracidade. Ele caminhou até encostá-la à parede, delirando com o toque aveludado daqueles lábios macios movendo-se com os dele, pedindo sem palavras para que ele aprofundasse o beijo.

Ela afundou o rosto na curva do pescoço dele, logo que se separaram, aspirando e beijando sua pele, fazendo-o se arrepiar e apertá-la mais em seus braços.

— Não devia fazer isso, Yuki... – ele deu risada, beijando-lhe os lábios cheios muitas vezes. Ela olhou-o, surpresa, sem entender. – Não devia me fazer perder a razão desse jeito... – ele explicou, rindo.

A garota gargalhou.

— Um a um, então... Você não devia ter me deixado esperando por tanto tempo!

Notas finais
mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!