Espelhos (Percabeth)

13 Capítulo 12 - O voo mais longo do mundo.


Notas iniciais
Oi oi gente! Me perdoemmmm pela demora, por favor. Eu sei, quase um mês sem postar, mas sério, minha vida não tá nada fácil. Eu tô tendo que estudar bastante, um teste escolar atrás do outro. Sem contar que eu não recuperei minha nota de matemática na escola. Ou seja, vou ter que estudar MUUUUUUUUUITO. A propósito, eu tenho dois testes essa semana. Eu havia postado um aviso aqui, esses dias. Porém o Nyah! excluiu. :// Desculpem. Era sobre uma maratona que eu pretendia fazer, mas acabei decidindo que não daria certo. Sem mais delongas, aproveitem o capítulo. Não esqueçam de ler as notas finais, ok? xx

– Vocês podem partir ao amanhecer. – Ártemis falou e nos encarou.

– Temos um limite de tempo? Por que sabe, viajar por terra até a Grécia vai demorar no mínimo uma semana. – Percy disse e eu concordei.

– E quem disse que vocês devem viajar apenas por terra? – Atena nos olhou com um sorrisinho.

– Mas... Ele não pode viajar pelo céu. Zeus o explodiria em um milhão de pedaços. – Eu intervim.

– Realmente papai faria isso. Se eu não o tivesse convencido de que por céu seria mais rápido. – Atena deu um sorriso mais largo.

– A propósito Percy, não, vocês não tem um limite de tempo, mas vocês precisam fazer isso o mais rápido possível. – Ártemis disse e nós assentimos.

– Mas por onde começaremos? – Indaguei. – A Grécia não é uma cidade, é um país inteiro! Como vamos achar essa guia e pra onde iremos quando chegarmos lá?

– Vocês vão encontrar uma pequena ajudinha lá. Então não se preocupem com isso. – Ártemis disse com um sorriso misterioso e Atena assentiu.

– Uma pequena ajudinha? – Repeti.

– Sim, vocês descobrirão quando chegarem lá.

– Tudo bem. – Falei desconfiada. – Nós partiremos logo no começo da manhã. – Falei e as duas deusas assentiram.

– Boa sorte, minha filha. Que os deuses estejam com você. – Atena me disse, e logo depois sorriu novamente. Franzi a testa.

Quinze minutos depois, estávamos de volta à praça. Percy se mantinha calado e eu do mesmo jeito. Ninguém tinha vontade de interromper o silêncio.

– Vamos comprar uma passagem para a Grécia no primeiro avião de amanhã, certo? – Eu falei de repente.

– Claro. No começo da manhã? – Percy indagou.

– Depende. Eu vou pra casa agora e vou ver quando sai o primeiro avião de amanhã pra lá. E aí eu te aviso ok?

Ele apenas assentiu.

Eram sete de manhã e eu já estava no aeroporto. Eu havia vindo com meus irmãos e meus pais. Kate tinha ficado em casa, embora eu tivesse me despedido dela. E agora, eu estava sentada nas cadeiras, esperando o meu voo ser chamado.

Peguei minha mochila e procurei meu celular, sem tentar bagunçá-la.

Ontem a noite, depois que eu cheguei em casa, eu havia comprado as nossas passagens para a Grécia – as minhas e as de Percy – no primeiro avião de hoje. Havia também feito as malas.

Eu havia pegado minha mochila e colocado quatro mudas de roupas, meu laptop, escova de cabelos, escova de dente, um cobertor, alguns pacotes de comida e garrafas d’água, um cantil de néctar, um saquinho com vários quadradinhos de ambrosia, minha adaga e meu pai havia me deu duzentos dólares, caso eu precisasse, e alguns dracmas, as moedas dos deuses. Ou seja, tudo o que eu precisaria.

Ambrosia é a comida e Néctar a bebida dos deuses. Em excesso para um meio-sangue, poderia deixá-lo com muita febre. Já para os mortais, é fatal. Transformaria seu sangue em fogo, seus ossos em areia e então eles estariam mortos. Eu sei, dá medo né?

Avisei a Percy logo depois e ele também fez as malas. Ele tinha uma mochila azul marinho nas costas.

Nosso voo sairia às 7h40, e já eram 7h20. Bati o pé impaciente. Matt percebeu.

– Hey, calma loirinha. Eu sei que você tá impaciente e provavelmente nervosa porque vai salvar o mundo, mas se acalma. – Olhei pra ele incrédula e ele riu. – Vai dar tudo certo.

– Espero que sim. – Falei e desviei o olhar.

De acordo com o que eu sabia, um voo de NY para a Grécia durava aproximadamente 10 horas de voo. Em alguns casos, podiam ser até 12 horas.

10 minutos mais tarde, uma voz soou no aeroporto.

– CHAMADA PARA O VOO 1236 COM DESTINO A ATENAS, GRÉCIA. EMBARQUE NO PORTÃO 12. – Uma voz monótona disse. Na minha humilde opinião, parece que a pessoa engoliu um tijolo e ta morrendo engasgada.

Levantei-me num salto e mordi o lábio. Uh, e agora, o que seria? Pegar um avião e tipo, salvar o mundo?

Não é fácil sua mãe, que é uma deusa, simplesmente chegar pra você e dizer: Oi filha, tudo bem? Então, eu sei que você tem apenas 14 anos, mas você precisa ir até a Grécia, catar em algum lugar um espelho que pode destruir o mundo.

– Muito bem, está na hora. – Papai me disse. – Boa sorte, querida. Eu sei que você vai conseguir.

– É loirinha, é agora. Mas sério, não se preocupe. No fim vai dar tudo certo. – Bob disse, e me abraçou.

Percy desviou o olhar para um ponto longe de nós. Eu me aconcheguei mais em Bobby. Matt sorriu e me puxou, me abraçando.

– Colocou tudo na mochila né? – Papai me perguntou e eu assenti. Ele sorriu. – Agora você tem que ir. Perder o avião seria péssimo.

– Tudo bem. – Falei e respirei fundo. – Me desejem sorte.

– CHAMADA PARA O VOO 1236 COM DESTINO A ATENAS, GRÉCIA. EMBARQUE NO PORTÃO 12. – A voz engasgada com um tijolo gigante soou novamente. Respirei fundo de novo e coloquei minha mochila cinza nas costas.

– Vou tentar entrar em contato o mais rápido possível. Eu amo vocês. – Meus irmãos e meu pai sorriram pra mim. Percy ainda parecia distante. – Vamos, Percy? – Chamei-o e ele me olhou.

– Claro. Vamos logo, o nosso voo já foi chamado duas vezes. – Ele respondeu, pondo a mochila azul nas costas.

Meus irmãos pareceram finalmente notá-lo.

– Ah, hey Jackson. – Bobby falou e os dois encolheram os ombros. – Ahn, tente ser útil nessa missão, sim? Ela é realmente importante.

– E, por favor, tente não atrapalhar nossa irmã. – Matt completou e eu pensei ter visto Percy engolir em seco.

– Meninos, parem com isso. Estão deixando Percy nervoso. – Papai disse e sorriu para Percy. – Boa sorte, Jackson.

– Obrigado, senhor Chase. – Disse, e logo depois olhou pra meus irmãos. – Vou tentar não estragar tudo. – Disse e saiu andando. Depois de um breve aceno para a minha família, eu o segui.

Paramos no portão 12 para deixar a atendente conferir nossos passaportes e depois entramos. Colocamos nossa mochila na esteira para que fosse conferida. Depois, nos dirigimos à sala que dava acesso ao avião.

Entramos e procuramos nossos assentos. Percy, naturalmente, sentaria ao meu lado. Achamos, e eu descobri que sentaria na janela. Sorri satisfeita.

Colocamos nossas mochilas no compartimento acima de nossas cabeças e sentamos. Esperei as outras pessoas entrarem e logo o avião estava cheio. A aeromoça andava pelos corredores, conferindo os passageiros.

– Senhores passageiros, por favor, apertem os cintos e se preparem para a decolagem. – Ai senhor, mais uma que engoliu um tijolo e ta morrendo engasgada. Será que não tem ninguém com uma voz normal nesse aeroporto? Ou alguém com juízo, que entenda que tijolos gigantes não são comestíveis?

Mesmo assim, coloquei o cinto e encostei minha cabeça no banco. Ao meu lado, Percy apertava o cinto dele.

E então aconteceu.

O avião começou a decolar.

Acho que essa foi uma das cenas mais engraçadas da minha vida. Vou explicar por que: Imagine a seguinte cena, Percy agarrado ao braço do banco e praticamente se cagando de medo.

Sim, aconteceu exatamente isso, porém não foi só isso.

Além de quase arrancar o braço da cadeira, se cagar de medo, Percy ainda murmurava palavras do tipo:

– Ai meus deuses, eu vou morrer. Socorro. Alguém me tira daqui. O avião vai cair. Socorro. Eu não quero morrer não.

E enquanto isso, o que eu fazia?

Apenas tinha crises histéricas de riso, atraindo a atenção das pessoas atrás de nós e ao nosso lado.

– Hey, calminha Jackson – falei, enquanto tentava conter o riso.

– Pra você é fácil falar. – Ele disse com a voz esganiçada. – Não é você que é filho de um rival do senhor do céu.

– Realmente, eu sou neta dele. – Soltei uma risada, mas depois tentei ficar séria. LERAM DIREITO? EU DISSE “TENTEI”. – Mas é sério Jackson, fica calmo. Mamãe nos garantiu que o avião não vai cair. – Falei e Percy me olhou, mas não afrouxou o aperto no braço do assento.

– Apenas por via das dúvidas. – Ele disse e só aí eu me toquei que o avião havia decolado.

– Jackson, o avião já está no ar. Pare de se comportar como uma criança medrosa. – Eu disse suspirando. Ele respirou fundo, e soltou um pouco o braço do assento, mas ainda segurando-o.

10 minutos mais tarde, eu senti alguma coisa bater no meu ombro. Virei e quase comi cabelos. Sim, senhoras e senhores, Perseu Jackson estava dormindo no meu ombro. Detalhe importantíssimo: Ele estava com a boca aberta. Não demorou, e eu ouvi roncos.

É, o voo seria longo até demais.

Notas finais
E então? O que acharam? Eu particularmente gostei bastante, principalmente do aeroporto. Hahahah Como eu disse lá em cima, me desculpem. De verdade. Minha vida tá meio complicada. Eu me sinto sozinha muitas vezes e tudo o que eu preciso é de um abraço. Mas não se preocupem. Eu vou ficar bem. Eu sempre fico bem. Espero que tenham gostado do capítulo. Obrigada pelos reviews do capítulo passado, e pelos favoritos. Vocês são demais. ♥ Lembrando que eu vou alterar mais uma vez o prólogo da fanfic, kk Acho que hoje não tenho muito o que falar. E dessa vez, eu REALMENTE vou fazer o possível pra postar no próximo domingo. Não me abandonem, por favor. Como eu disse antes, vocês são demais, ♥ Beijo, xx