Espelhos (Percabeth)

4 Capítulo 3 - Caçadora de Ártemis.


Notas iniciais
Oláaaaa! Então gente, nem demorei né? u-u Sentiram saudades? Sei que não. :( kkk Enfim, não vou falar muito agora. LEIAM AS NOTAS FINAIS. Boa leitura!

– Caçadora? Como isso aconteceu? – Falei atônita.

– Você repetiu o Juramento durante a apresentação do seu trabalho. Aparentemente, Ártemis não sabia que foi sem intenção. – Atena respondeu. – Mas basta beijar um garoto e o juramento será desfeito. – Minha mãe disse e deu de ombros.

– Eca! Por que beijar um garoto? – Resmunguei. Atena sorriu.

– Por que você estará desrespeitando o juramento. “... Dou as costas para a companhia dos homens...” Ou seja, você não pode se relacionar com garotos. Mas mais tarde, encontraremos suas novas irmãs. E você poderá decidir o que quer.

– Na verdade, vamos agora. Ligue para sua madrasta. Vamos encontrar Ártemis.

Saquei meu celular e digitei uma rápida mensagem para a minha mãe.

Oi mãe, sou eu, a Annabeth. Eu vou sair com a minha professora de História agora. Prometo que conto tudo quando voltar.

Coloquei minha mochila nas costas e meu celular no bolso. Ela arrumou seus papeis em uma mochila cinza e a colocou nas costas. Bateu o pó dos jeans escuros, e arrumou a blusa branca. Saímos da sala e andamos até a saída do colégio, seus saltos fazendo um leve ruído ao passar pelos corredores com um número suficiente de alunos. Saímos do colégio e caminhamos até uma pequena praça próxima ao colégio. Atena parou diante de uma árvore que fora plantada em um dos locais mais afastados.

– Aperi – Atena falou, em latim. Eu sabia que significava “abra”.

Eu não tinha certeza do que esperar, mas com certeza me assustei ao ver o tronco se abrir, revelando uma passagem. Caminhamos por ele até chegarmos a uma campina. Era linda, mas mal tive tempo de observá-la, pois as vi. A Deusa, e as Caçadoras. Todas vestiam parcas de esqui prateadas, jeans, e botas, embora estivesse calor. Mas as Caçadoras não deram qualquer sinal de desconforto. Embora alguns segundos depois, algumas delas despiram as parcas, apresentando camisetas cinzentas. A Deusa nos esperava no meio delas, sentada em um dos vários troncos de árvores que havia no chão, e vestia um elegante vestido branco. Seus cabelos estavam soltos e caíam em suas costas. Ela sorriu para nós ao nos ver.

– Senhora Atena. – Disse de forma respeitosa. – Annabeth. – sorriu pra mim.

Fiz uma breve reverência.

– Senhora Ártemis. – Falei educadamente. Atena sorriu. As caçadoras mantinham-se em silêncio.

– Annabeth, vamos direto ao ponto. Você repetiu meu juramento divino, e eu aceitei. Mas posso reverter isso, se você quiser, porque você não tinha consciência disso. – Ártemis disse. – Faça sua escolha. Pode se juntar a nós, ou continuar com sua vida humana, e depois ir para o Acampamento Meio-Sangue. Se aceitar, você poderá ser a nova tenente.

Pensei por um minuto. Olhei rapidamente para as Caçadoras. Algumas se sentavam nos troncos vazios, outras na grama verde.

– Vale a pena, garotas? – Perguntei.

– Vale. – Respondeu uma delas, que estava sentada na grama. – Estarás sempre conosco e com nossa deusa. Também serás imortal.

Decidi-me.

– Eu aceito. – Respondi e Ártemis sorriu.

– Então está feito. Seu juramento já foi feito e aceito. Mas eu preciso adverti-la: Lembre-se sempre dele. Ele agora é sua vida.

– Bem vinda, irmã! – As Caçadoras disseram, quase em uníssono.

– Aqui estão vossas roupas. – uma Caçadora veio me entregar um grande embrulho prateado. – Minha senhora diz que não é obrigatório usá-las, mas nós temos o costume de fazer isto. Dentro do embrulho, também encontrarás um arco, um estojo de flechas e o Diadema Prateado, que mostra que tu és a tenente. Chamo-me Maggie. – Ela sorriu.

– Oi Maggie. – Eu também sorri. Perguntei-me quantos anos ela teria, por causa do jeito de falar.

– Você pode ir agora, Annabeth. Mas peço para se juntar a nós amanhã, pela manhã. – Ártemis me orientou. Assenti com um rápido movimento de cabeça, e me dirigi para a passagem, ao lado de Atena, que tinha um leve sorriso em lábios.

Atena me deixou em casa.

– Nos vemos amanhã, querida. Entre e converse com ela. – “Ela” era a estranha que há pouco tempo eu descobri não ser minha mãe. – Adeus. – E se foi.

Entrei em casa e minha mãe via TV.

– Precisamos conversar. – Comecei assim que pus o pé dentro de casa, e me adiantei para colocar o embrulho prateado em cima do sofá, junto com minha mochila.

– Algum problema? – Marisa perguntou.

– Sim. Porque não contou que eu sou uma semideusa, filha de Atena? – Perguntei indignada.

Minha madrasta arregalou os olhos.

– Como você descobriu?

– Minha mãe, Atena, me contou. – Respondi.

Marisa baixou o olhar.

– Annie, eu ia te contar.

– Quando? – perguntei nervosa. – Quando eu fosse atacada pelo primeiro monstro? Já tenho 14 anos. Uma hora eu tinha que saber e você não pretendia contar.

– Eu sei querida. Você está certa. Mas eu só te queria perto de mim.

– Tarde demais. – Falei. – Eu sou uma Caçadora de Ártemis agora.

Minha falsa mãe arregalou os olhos.

– Caçadora de Ártemis? Annabeth! – Ela me repreendeu.

– Não adianta! – Cortei. – Já está feito. E eu não pretendo voltar atrás. Mas agora, eu vou pro meu quarto. Pretendo dormir cedo, já que amanhã me encontrarei novamente com a minha senhora e com a minha mãe. – Falei me dirigindo a cozinha. Peguei um pacote de salgadinhos e fui até a sala, pegando meus pertences. – Desço pro jantar. – E subi.

No meu quarto, coloquei tudo na cama e fui tomar um banho. Tomei um banho gelado, para relaxar os músculos. Logo depois, saí do Box, e vesti um pijama, mesmo que não fosse dormir agora. Liguei a TV colocando no canal que estava passando Harry Potter, abri o saco de salgadinhos e comecei a comer.

Mais ou menos cinco horas e meia se passaram até Marisa me chamar pra jantar. Eram quase oito horas. Desci e havia uma travessa de lasanha sobre a mesa. Um dos meus pratos favoritos. Sorri.

Comemos e conversamos normalmente, como se a conversa de hoje a tarde não tivesse existido. Mas existiu, e amanhã eu teria que ver o que a minha deusa queria comigo.

Depois de ajudar minha madrasta a lavar e a guardar as louças, eu me virei para Marisa.

– Desculpe, mas eu realmente preciso fazer isso.

– Eu sei que precisa. Uma hora você teria que saber. Mas eu não esperava que você se tornasse uma Caçadora de Ártemis.

– Eu também não esperava. – Falei sincera. – Mas acho que agora eu vou dormir. Boa noite. – Comecei a subir os degraus.

– Boa noite, querida.

Mais uma vez no quarto, eu tomei outro banho, recoloquei o pijama – que ainda estava limpo – e caí na cama pra ler alguma coisa até o sono chegar. Não demorou muito e o sono veio. Coloquei o livro de lado, e desliguei o abajur, caindo na cama e na inconsciência logo depois.

Meus sonhos foram agitados, consequência de meu dia cheio de descobertas. Quando acordei pela manhã, minha cara estava amassada e meus olhos pesavam. Olhei o relógio. Sete e meia. Hm. Tenho que me aprontar.

Fui ao banheiro e tomei um banho gelado, o que me fez despertar. Também lavei os cabelos. Quando acabei, voltei ao quarto e vesti minhas roupas. Penteei meu cabelo, desembaraçando-o e coloquei o diadema. Engraçado, eu seria a tenente. A segunda no comando, depois da deusa, é claro. Quando estava pronta, olhei-me no espelho.

Peguei uma mochila grande e enchi com meu laptop, alguns livros, algumas poucas mudas de roupas e o que mais achava necessário. Quando estava pronta, respirei fundo e desci as escadas. A Sra. Collins, minha madrasta, preparava o café.

– Bom dia. – Falei entrando na cozinha. Ela deu um sorriso mínimo e olhou pra minha mochila.

– Bom dia, Annie. – Falou enquanto eu me servia de panquecas e suco. Comemos juntas, mas silenciosas. Terminei de comer rapidamente.

– Bem, obrigada por tudo. De verdade. Prometo que entrarei em contato. Eu amo você. – Falei abraçando-a. Beijei sua bochecha. – Tchau. – Fui para a porta.

– Adeus. – Ela disse e sua voz parecia chorosa. Não me atrevi a olhar para trás.

Saí de casa e caminhei até a praça perto do colégio. Fui até a árvore que Atena havia usado como passagem.

– Aperi. – Murmurei em latim, da mesma forma que Atena havia feito. O tronco sumiu novamente, revelando a passagem. Caminhei até me ver novamente na campina, mas ela estava diferente. Agora havia sete tendas montadas, em formato de uma lua crescente, no centro da campina. Ártemis estava lá e minha mãe também, sentadas nos troncos de árvores, enquanto conversavam. As caçadoras circulavam pelas tendas. Aproximei-me devagar e Ártemis me notou. Sorriu.

– Minha senhora. – Falei, fazendo uma leve reverência. – Mãe. – Curvei-me novamente.

– Bom dia querida. – Atena murmurou, com um sorriso na voz.

– Precisa de algo, senhora?

– Não. Na verdade Annabeth, eu estava conversando com Atena antes de você chegar. Combinamos que se você quisesse, podia ficar no mundo mortal estudando. E se encontrar conosco quando tivesse tempo livre, ou quando tivermos alguma missão. Sua escolha não afetará nada. Ainda será uma Caçadora, ou melhor, ainda será a minha tenente.

– Porém, se escolher essa opção, terá que ir morar com seu pai, Frederick. Ele é o seu responsável agora. – Atena disse.

Pensei por um momento. Seria bom se eu ficasse no mundo mortal. Eu poderia morar com meu pai e meus irmãos, continuar estudando e quem sabe, realizar meu sonho de ser Arquiteta.

– Minha senhora, eu... – Comecei hesitante. – Eu prefiro ficar no mundo mortal. Mas sempre que precisar de mim, eu estarei aqui, eu prometo.

– Não precisa me prometer nada, Annie. Sei que realmente fará isso. Mas terá que se mudar para a casa de seu pai. Não poderá mais ficar com sua madrasta. – Ártemis disse e eu assenti.

– Meu pai sabe sobre mim?

– Oh, com certeza. Ele é um... Mortal interessante. É bonito, inteligente, bem-humorado. Isso me agradou bastante. – Atena disse com um sorriso gigante e eu ri.

Depois de algumas horas extremamente agradáveis com minhas irmãs e mãe, decidi ir embora. Eu precisaria arrumar minhas malas pra ir morar com o meu pai. Despedi-me delas e já estava atravessando o Central Park quando um corpo parou na minha frente.

– Com licença. – Falei educadamente.

– Annabeth? Você é uma Caçadora de Ártemis? – Era Perseu.

Notas finais
Entãaaao? Gostaram? Reviews? Bom gente, o negócio é o seguinte: Eu vou viajar quarta-feira e só volto no domingo. Sendo assim, vocês só terão capítulo novo daqui a duas semanas. :( Enfim, é isso! Até o próximo, xoxo.