Espelhos (Percabeth)

15 Capítulo 14 - Dando um rolé na Grécia.


Notas iniciais
OLÁAAAA! Bom, essa é a surpresa de vocês, como eu disse lá no fim do capítulo anterior. Aproveitem, e eu espero que se divirtam, porque eu to colocando nesses capítulos uma dose extra de lerdeza, por parte do Percy. Boa leitura, e como sempre, leiam as notas finais, xx Sem mais delongas, o capítulo:

Depois de quase implorar para que Percy calasse a boca, eu me virei para Apolo.

– Bem, minha senhora disse que encontraríamos uma ajuda em Atenas, que é você, e que você nos ajudaria. – Falei e ele assentiu.

– Claro! Mas isso só mais tarde. Vocês precisam ir para o hotel descansar, já que é quase uma da manhã, e eu preciso ir cumprir minhas obrigações de deus.

Eu e Percy assentimos. Eu reprimi um bocejo.

– Venham, eu vou levar vocês para o hotel. – Apolo nos chamou. – A propósito Annie, eu até pediria para levar sua mochila, mas Ártemis me advertiu. – Ele parou e fez uma imitação perfeita da voz de Ártemis – “Não olhe para Annabeth, não flerte com Annabeth, não peça para carregar sua bagagem e não lhe dê nenhum tipo de apelido como ‘doçura, querida e etc’...”. – O deus fez uma careta e eu ri.

– Eu estou bem. Obrigada mesmo assim, Apolo. – Falei.

– Muito bem, agora vamos. – Apolo nos chamou mais uma vez e eu e Percy o seguimos até seu carro, que era uma Ferrari vermelha.

O carro foi destravado e eu me joguei no banco de trás, e Percy fez o mesmo. Apolo assumiu o lugar do motorista e ligou o motor. Reprimi mais um bocejo.

10 minutos depois, estávamos no saguão de um dos hotéis mais luxuosos de Atenas. O saguão era grande e tinha um imenso balcão cheio de atendentes. Atrás delas, um imenso painel de chaves numeradas.

Apolo se dirigiu até uma das atendentes.

– Posso ajudar senhor? – Ela perguntou dando um sorriso extremamente grande para o deus.

– Eu creio que sim. – O gêmeo de Ártemis devolveu o sorriso e eu juro que percebi a mulher piscar um pouco. – Quarto 935. Apolo Chase. – Sorri ao ouvir Apolo usar meu sobrenome. A mulher verificou algo em seu computador.

– Sim, a reserva está feita. Quarto para três pessoas. Cobertura. – Ela lhe entregou uma chave diferente das outras; era dourada. Era uma das poucas chaves douradas que havia no painel. – As crianças estão com o senhor? – Ela disse apontando para nós com a cabeça.

Apolo fez uma careta ao ouvir a palavra “senhor”, mas assentiu.

– Sim, elas estão comigo.

– Sendo assim, desejo-lhes uma boa noite. O café da manhã será servido por volta das oito. – Ela informou. O loiro assentiu e eu e Percy também.

Apolo voltou para o nosso lado e apontou com a cabeça para um elevador ao lado da recepção. Nós nos dirigimos pra lá e eu apertei o botão do último andar – de acordo com os comandos de Apolo.

O elevador parou em um corredor enorme, com vários quartos. Fomos até o quarto 935 e eu girei a chave na fechadura. A porta se abriu e eu me vi em um quarto fantástico.

As paredes eram laranja, o que dava um toque alegre ao quarto. Três camas estavam encostadas em uma parede e entre elas e a TV havia uma varanda. A TV estava presa à parede em frente às camas e embaixo dela uma cômoda escura, que em cima havia vários produtos de higiene pessoal. E ao lado da porta de entrada do quarto havia outra porta – que eu deduzi ser a do banheiro.

Entramos no quarto e nos sentamos nas camas – que eram extremamente confortáveis.

– Bem, vocês vão ficar hospedados aqui durante a estadia de vocês em Atenas. Não se preocupem, a conta do hotel vai ser obrigação de nós, olimpianos. – Apolo informou. Assentimos.

Fui até o banheiro e levei minha mochila. Tomei um banho relaxante e vesti um pijama. Escovei os dentes e arrumei meu cabelo.

Quando saí do banheiro, Apolo estava deitado em uma das camas e Percy estava sentado em outra, esperando sua vez de usar o banheiro.

Sentei na cama que sobrou, enquanto Percy usava o banheiro. Joguei minha mochila aos pés da cama e me deitei. A sensação foi indescritível. Joguei o cobertor sobre meu corpo e coloquei meu celular embaixo do meu travesseiro.

Alguns minutos depois, ouvi Percy sair do banheiro e se jogar em sua cama.

– Durmam. Eu estarei aqui quando acordarem. – Ele disse com uma voz que acalmou todo o meu corpo.

Ouvi uma suave melodia invadir o quarto e segundos depois, eu estava dormindo.

Não sonhei com nada naquela noite. Acho que a exaustão era tão grande que o meu sono foi daqueles que parece que se passou apenas um minuto da hora que você dormiu até a hora que você acordou.

Eram nove da manhã, de acordo com o meu celular. Nove horas do dia 16 de Março.

Espreguicei-me lentamente e me virei para a cama da esquerda. Percy ainda estava lá e dormia todo esparramado. Sacudi a cabeça rindo e me virei para a cama da direita, que era a mais próxima da varanda. Havia um corpo perfeito e sorridente sobre ela. O senhor do sol, Apolo.

– Bom dia, Annie! – Ele me disse e eu assenti. – Eu disse que estaria aqui quando você acordasse.

– Bom dia Apolo. – Eu sorri, ou tentei sorrir. Ainda estava meio sonolenta. – Quais os planos para hoje?

– Bem, pelo o que eu sei... Vocês tem que encontrar uma guia que os ajudará a encontrar o Espelho da Pureza, certo? – Ele disse e eu assenti. – Acho que só tem um jeito de encontrar essa tal pessoa...

– Sim, eu pensei em uma coisa, e acho que é o mesmo que você está pensando. – Eu disse e Apolo me observou com mais atenção. – O jeito mais óbvio de encontrar esse, ou essa guia é sair e “passear” por Atenas.

Apolo assentiu.

– Sim, eu estava pensando exatamente nisso. Mas pra isso, temos que acordar a Bela Adormecida ali. – O deus indicou Percy com a cabeça.

– Que de “Bela” não tem nada, convenhamos. – Eu disse e o loiro riu. – Percy! – Chamei e o moreno nem se mexeu. – PERCY! – Mais uma tentativa falha.

Suspirei e peguei meu travesseiro, tacando na cara do moreno, que despertou de imediato.

– Acorda sereia! – Cantarolei e ele se sentou na cama e me olhou.

– Você enlouqueceu de vez, loira? – Ele indagou com a voz extremamente rouca. – Eu estava dormindo.

– Jura que você tava dormindo, Percy? – Falei irônica. Ele revirou os olhos e se jogou novamente na cama. – Levanta logo, Jackson. Temos coisas a fazer. – Falei me levantando.

Percy gemeu. Eu peguei minha mochila aos pés da cama e fui até o banheiro.

– Quando eu sair desse banheiro, eu espero sinceramente que você já tenha levantado, ou as coisas não vão ficar bonitas pro seu lado. – Falei e me tranquei no banheiro.

Tomei um banho rápido, mas relaxante, que me deixou acordada e elétrica. Vesti um short jeans, uma camiseta de um ombro só branca com os meus Vans rosa. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e coloquei um óculos escuro. Saí do banheiro e notei o olhar de Percy e Apolo em cima de mim. Corei.

Mas Percy já havia levantado, e se dirigiu ao banheiro, saindo minutos depois vestido em uma bermuda jeans, uma camiseta azul marinho e seus tênis Adidas Star pretos.

– Muito bem, estamos prontos. Vamos? – Indaguei, pegando meu celular e trocando a capinha, colocando uma de corujas e logo em seguida, colocando-o no bolso.

Os dois assentiram, e nós nos dirigimos até o restaurante do hotel.

Depois de um café da manhã rápido, mas reforçado, nós finalmente saímos. Começamos a andar sem destino, mas observando todas as pessoas das ruas.

Eu podia sentir todos os olhares em nós, principalmente em Apolo. Os femininos, com desejo. Os masculinos, com inveja.

Não era fácil descobrir quem poderia ser o tal guia da missão, mas eu apenas observava as expressões das pessoas à nossa volta, procurando uma de inocência total.

Notas finais
Bem, aí está o segundo capítulo de hoje. Curtiram a mini-maratona de Problematic Life - Percabeth? Hein? Hein? Espero que sim! (: Bom, como eu disse, eu to com uns problemas aí, e isso não é legal. Não mesmo. Mas é provável que o próximo capítulo saia no próximo fim de semana, já que amanhã e terça eu não tenho aula, já que terça é dia dos professores e a minha escola decidiu imprensar a segunda. ♥ Aí, obviamente eu vou aproveitar pra escrever pra vocês. Enfim, não sei. Vai depender da minha criatividade, que de vez em sempre decide dar uma sumida. Comentem, ok? E não me abandonem, por favor. Vocês são demais. ♥