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48 Capítulo 48: SEGUNDAS CHANCES


Notas iniciais
Capítulo dedicado a "NiaraUchirra" que deixou uma linda recomendação na história. Obrigada querida. Boa Leitura!

ESPELHO

Escrita por Coffee

CAPÍTULO 48: SEGUNDAS CHANCES

Era meio dia. O sol estava quente, e algumas pessoas reclamavam do calor na rua.

Andou distraída saindo do hospital, e pôs-se a caminhar até a casa de Naruto. Na segunda batida, o loiro atendeu, ele tinha um sorriso de orelha e orelha.

— Sakura-chan!

O loiro a abraçou como se não a visse há semanas.

— Onde está Hinata?

Perguntou, após o abraçar de volta.

— No quarto, vem.

Subiu as escadas seguindo Naruto, até chegar ao quarto dele e de Hinata.

Quando entrou, pode ver Hinata sentada na cama, com o embrulhinho branco em seu colo. Hinata fez um sinal com a cabeça para que se aproximasse.

Seus olhos se encheram de lágrimas ao observar o bebê, tão pequeno, tão perfeito.

— É lindo.

Sussurrou enquanto o bebê dormia. Viu Hinata sorrir.

— Sim, é lindo.

Ela concordou em um sussurro.

— Obrigada.

Hinata sussurrou.

— Por?

— Por me ajudar, por fazer meu filho vir ao mundo.

— Hinata...

— É sério, você não tem a obrigação, não depois do que meu pai lhe fez, e mesmo assim você me ajudou. Obrigada.

Sorriu, a morena lhe sorriu de volta.

— Somos amigas não somos? — Perguntou.

— É claro que sim!

— Então não tem o que agradecer.

Disse por fim, vendo Hinata lhe esticando os braços para que pudesse segurar o bebê.

♦ ♦ ♦

Duas horas mais tarde de Sakura ir embora, seu pai apareceu.

— Hina-chan? Eu o deixo entrar? — Naruto perguntou.

— Sim, mas pegue Boruto e o leve para o quarto dele, fique lá com ele, por favor.

— Tem certeza? Não quer que eu fique com você?

— Preciso fazer isso sozinha.

— Certo.

O loiro tirou o bebê dos seus braços, Boruto resmungou e se aconchegou ao colo do pai instaneamente. Ele segurava o bebê com tanto cuidado, como se ele fosse cair e quebrar a qualquer minuto.

Viu que o loiro sumiu pelo corredor, provavelmente colocando o bebê no berço, e depois reapareceu somente com o seu pai.

Ajeitou-se melhor na cama, vendo Naruto fechar a porta.

— Entre.

Disse ao seu pai. Ele veio até si, e meio incerto sentou ao seu lado na cama.

— Então...?

— Eu errei.

— Deveria pedir desculpas a Sak—

— Não estou falando da garota, sei que errei com ela também, mas estou falando de você.

Percebeu o quão incomodado seu pai ficava em ter de pedir desculpas.

— Eu não deveria ter te expulsado do clã daquele jeito. Mesmo você não tendo feito as coisas corretamente—

Revirou os olhos, é claro que seu pai nunca admitiria que era ele quem estava totalmente errado.

— Você ainda é minha filha. E eu acho que... Eu deveria te apoiar nas suas escolhas.

Sorriu minimamente.

— Mesmo que você seja péssima em fazê-las.

Bufou, sabia que seu pai nunca diria admitiria completamente seus erros.

— Eu... Quero que volte para o clã. Não precisa ser líder, nem morar lá. Apenas continue levando o porte de uma Hyuuga. Eu... Também quero meu neto por perto.

Sentiu algumas lágrimas caindo molhando sua roupa.

— O que te fez mudar de ideia?

— Não quero te perder, nem me arrepender de não ter cuidado de você.

Ela sabia que ele se referia ao o que ocorrera com Sakura.

— Aceita?

Ele perguntou por fim.

— Você... Irá ficar quieto sobre Sakura?

— Sim.

Antes de responder, o abraçou. Seu pai ficou sem graça, ela sabia que ele era um homem frio e silencioso, sabia o quanto ele havia se esforçado para vir pedir desculpas.

— Quer ver Boruto?

Perguntou, vendo-o afirmar com a cabeça.

Mesmo que soubesse que o que ele fizera era errado, ele era seu pai.

E ela sabia que ele não iria até lá se não estivesse realmente arrependido.

Todos mereciam uma segunda chance, só esperava que ele soubesse aproveitá-la.

♦ ♦ ♦

Estava sentado em uma mesa do Ichiraku sozinho. Naruto provavelmente estava ocupado demais com o bebê.

Após tomar um copo de sakê e pagar pela bebida, saiu pelas ruas negras de Konoha. Era tarde, havia poucos estabelecimentos abertos e poucas pessoas na rua.

Ao passar em frente ao hospital, sua mente vagou pela garota que vivia enfiada ali. Era quinta-feira, e ela deveria sair dali exatamente às nove horas.

Olhou pela entrada, eram oito e cinquenta e três, quando viu a figura rosada passar pelas portas do hospital.

Andou até ela, primeiramente ela não notou sua presença, apenas alguns segundos depois quando se aproximou mais.

— Oi...

Ela disse sem jeito. Ele sabia que ela estava em dúvida se ele estava ou não bravo com ela.

Acenou positivamente com a cabeça, cumprimentando-a.

— Sinto muito.

Viu que ela arregalou os olhos, e depois sorriu.

— Obrigada por confiar em mim.

Ela sorriu novamente andando ao seu lado.

Viu que ela abriu a boca algumas vezes, querendo começar uma conversa entre eles, mas parecia que nenhuma das ideias dela agradava a si própria.

Gostaria de saber porque se sentia daquele jeito perto dela.

Quente, e com o estômago revirando vezes seguidas.

Ele sabia (havia percebido semanas atrás, desde que começaram a dormir juntos) que sentia algo por Sakura.

Só não conseguia definir o que.

Sabia que se perguntasse a alguém, como Naruto, ou até Kakashi eles diriam que ele estava gostando de Sakura.

Mas poderia um homem feito ele... Com todas as suas cicatrizes, com toda a sua dor, e com toda a amargura guardada no coração, gostar de alguém?

Poderia alguém ser capaz de fazê-lo amar?

— Falei com Tsunade hoje.

Sakura interrompeu seus pensamentos.

— Ela disse que está tudo bem comigo.

— Os exames ficaram prontos?

— Sim, ela disse que é recomendável eu fazer alguns exames uma vez ao ano, mas ela disse que está tudo bem agora, minha corrente sanguínea está normal.

— Isso é bom.

Disse sem jeito.

— Sim — Ela disse por fim, sorrindo.

♦ ♦ ♦

Enquanto andava a noite, segurando as sacolas do mercado em que fora comprar alguns mantimentos para Hinata, viu Sasuke e Sakura caminhando lado a lado.

A cena o parecia estranha, mas normal ao mesmo tempo. Era estranho porque não era comum ver o Uchiha andando com garotas por aí, mas era normal porque essa garota era Sakura.

Sabia o quanto Sakura o amava, sabia tudo que ela passara, e mesmo que Sasuke não ousasse admitir, sabia que o amigo sentia algo pela rosada, ele só não havia definido o que.

As coisas pareciam estar entrando no eixo, Hinata estava novamente bem com o seu pai, Sakura e Sasuke estavam “juntos”, ele sabia que o moreno não ousaria machucá-la novamente, e ele estava feliz ao lado de Hinata e seu filho.

As coisas pareciam estar melhorando, aos poucos.

Estava feliz por Sasuke, por Sakura, por Hinata, por Hiashi, e por ele.

E então, parando de enfiar o nariz na vida dos outros – mesmo que adorasse fazê-lo – preocupou-se somente em girar os calcanhares e andar rumo a sua casa.

Notas finais
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