Espelho
32 Capítulo 32: VISITA SURPRESA
ESPELHO
Escrita por Coffee
CAPÍTULO 32: VISITA SURPRESA
Dei uma cópia da chave do seu apartamento para Hinata, Naruto e Sasuke.
— Que ótimo.
— Não precisa ser tão irônica Sakura.
— Não que babás.
— São seus amigos Sakura, querem o seu bem.
A rosada não lhe respondeu. Olhou para um canto qualquer do seu quarto, distraída e com o olhar perdido.
— Hinata foi para uma missão, Naruto e Sasuke estão em uma também, mas devem chegar logo, eu vim lhe trazer esse bento, para que não passe fome. Consegue comer sozinha?
— Sim shishou.
— Vou voltar para a torre, assim que puder sair volto lhe ver.
Acenou positivamente vendo a Senju sair do seu quarto e bater a porta em seguida. Levantou da cama lentamente sentindo a pontada em seu abdômen.
Sentou-se a mesa da cozinha, fazendo mais esforço do que o normal para um simples ato e abriu o bento que Tsunade deixara junto com um prato e talheres.
Quando acabou de comer, não se deu o trabalho de lavar a louça suja, deixou como estava em cima da mesa e andou até o banheiro. Suas pernas falharam se apoiou na parede, segurando o batente da porta do banheiro com força tentando não cair.
Logo se recuperou, entrou no banheiro e escovou os dentes. Olhou pela porta vendo sua cama desarrumada, só de pensar em voltar para lá, seu estômago embrulhava.
Andou até a sala, sentando-se no sofá em seguida, ligando a televisão e passando por diversos canais, nenhum deles lhe agradou, deixou-o em um filme e deitou no sofá não percebendo quando adormeceu.
Acordou com um crack. Sentou-se no sofá assustada, olhando para os lados, o barulho não viera da televisão. Levantou-se apoiada no sofá, olhou para o lado, a janela continuava aberta como havia deixado desde quando voltara para seu apartamento.
— Onde ele está?
Soltou um grito agudo, arregalando os olhos verdes, e cambaleando para trás. Olhou para os lados, tentando achar o dono da voz.
Foi aí que o viu alto, de pele morena e cabelos oleosos. Sorrindo de um modo malicioso, olhando para ela.
— S-S-a-ia da-a-a-qui.
— Onde ele está?
Estava claro que ele referia ao ninja de cabelos laranja.
— E-eu o ma-atei — Tentou manter sua voz firme — E vo-ou mata-ar voc-cê tamb-éém.
O jeito inseguro que disse não lhe ajudou no blefe, era obvio que ela não tinha forças nem para se defender, quanto mais mata-lo, não nesse momento.
— Sério? Sabe você me parece tão fraquinha... Toda encolhida e delicadinha, está um pouco debilitada, mas continua uma gracinha.
Ele sorriu e se aproximou, deu mais dois passos para trás sentindo suas costas baterem na parede.
— Desde aquele dia, que aquele velho nojento fez aquilo com você, tenho sonhado com você sabia, lembro muito bem de você nua tremendo de medo, implorando para que ele parasse...
As lembranças atingiram sua mente, sentiu seu rosto esquentar e as lágrimas descerem. Olhou ao seu redor procurando algo para atingi-lo, sabia que não tinha chances nenhuma contra ele.
Ele se aproximou mais de si, um vaso de enfeite descansava em uma mesa de canto, jogou rapidamente, mas ele se desviou se aproximando mais.
— Vai ter que pagar por ter matado meu amigo, gracinha.
— Saia daqui — Sua voz saiu mais firme do que esperava.
— Tá com medo é?
— S-saia da-aqui.
Sua voz não saiu tão firme ao ver ele se aproximando, olhou para os lados tentando achar mais alguma coisa, mas não via nada, andou apressadamente, tentando chegar à porta, suas pernas não lhe ajudaram, antes que chegasse a colocar a mão na maçaneta, foi jogada no sofá.
— Pare de dar uma de difícil — Ele subiu sobre si no sofá, apertando seus braços.
Fechou o punho e socou, infelizmente não tinha chakra o suficiente. Ele foi para trás apenas alguns centímetros, o soco foi fraco, mas o suficiente para deixar uma mancha roxa do olho.
— Vadia! — Sentiu o estalo e o ardor na sua boca, o tapa com chakra fez com que um fio quente de sangue descesse pelo seu lábio.
Ele segurou seus pulsos e rasgou sua blusa, estava sem sutiã deixando seus seios amostra, assim como a cicatriz em seu abdômen. Ele pareceu não se importar com sua cicatriz, passou as mãos em seus seios, ainda segurando suas mãos.
As lágrimas descerem pela sua bochecha, de novo não pensou.
Quando ele abaixou sobre si novamente, colocando as mãos na barra de seu short, mordeu o ombro direito dele com toda a força que tinha, ele se afastou e seu abdômen doeu pelo esforço.
— Idiota! — Ele gritou enfurecido, colocando as mãos no ombro.
O tapa atingiu seu rosto novamente, o sangue escorreu do seu supercílio. Ele lhe segurou pelos braços finos, colocando-a de pé. Suas pernas estavam gelatinosas.
— Saia daqui, vá embora, me deixe em paz! — Vociferou, tentando acerta-lo de qualquer maneira.
Ele segurou com mais força seus braços, não permitindo que se movimentasse.
— Por favor... — Implorou ouvindo seus próprios soluços.
Ele não lhe ouviu, beijou um de seus seios com malícia, segurou seus pulsos com uma mão e desceu a outra até sua coxa.
Ele passou a mão ali, descaradamente, passando até a parte interna da coxa chegando até sua virilha. Remexeu-se tentando se soltar, se afastar dali, mas ele lhe puxou mais para si.
Ele segurou um de seus punhos, e com a outra mão pegou a sua.
— Aqui.
Balançou a cabeça de modo negativo quando ele pousou sua mão junto com a dele no seu membro ereto.
— N-não.
— Vamos — Ele pegou sua mão, e a fez apertar o seu membro — Vamos, mexa essas mãos.
— Por favor...
Pediu novamente. Ele mais uma vez, não lhe deu ouvidos, passou a mão no meio de suas pernas e colocou a boca no seu seio direito. Jogando-a no sofá novamente, ficando por cima de si.
Os soluços se intensificaram. Queria morrer, morrer para não passar por aquilo de novo. Ele colocou as mãos na barra de seu short e quando ia puxa-lo se afastou assustado olhando para os lados.
Não entendeu o porquê, mas agradeceu mentalmente ainda soluçando. Não aguentava mais. Quando ouviu a maçaneta da porta girando, procurou pelo retalho que sobrara da sua blusa, colocando-a sobre seus seios tentando tampa-los.
Logo pode ver Naruto e Sasuke, entrando no seu apartamento e olhando para os lados, eles olharam para ela e depois para a janela que o ninja havia saído há segundos.
— Sakura-chan... – A voz de Naruto morreu. Soluçou de novo, que humilhação.
Sasuke não a olhou novamente, apenas andou até a janela.
— Eu vou — Naruto se apressou em dizer.
Estava tudo rápido demais, sua mente nublada pelo susto, pela humilhação e pelo medo não lhe permitia acompanhar.
Sasuke fez novamente a menção de sair.
— Fique com ela — Naruto disse novamente — O outro pode estar por aqui.
Olhou irritado para o loiro, a vontade que tinha era de estraçalhar aquele homem, e o loiro o mandava ficar ali?
Sua opinião mudou quando olhou novamente para Sakura. Ela estava encolhida, segurando pedaços de uma blusa em frente ao peito, tentando tampar sua nudez. Os olhos estavam vermelhos, lágrimas e mais lágrimas escorriam pela bochecha, havia sangue no seu supercílio e no lábio que se misturavam com as lágrimas.
Naruto não disse mais nada, apenas saiu pela janela apressado, correndo tentando alcançar o ninja. Sabia como o loiro se sentia culpado por não ter protegido-a da primeira vez, e imaginou que o loiro precisava disso para se desculpar realmente com ela.
Andou até ela que chorava descontroladamente. Seu coração se apertou. Andou pela casa, tentando encontrar algum chakra ou algum sinal de que havia mais alguém ali, mas era só ele e ela.
Foi até o quarto pegando uma blusa no guarda-roupa e a caixa de primeiro socorros. Voltou à sala.
Puxou os braços dela para cima, e em momento algum se atreveu a olhar para seus seios expostos, fixou seu olhar na parede logo à frente e vestiu uma blusa nela, deixando-a mais confortável.
Sentou ao lado dela no sofá, pegando o tronco magro e puxando-a mais para cima, até que ela ficasse devidamente sentada e confortável. Ela ainda chorava, e não dissera nenhuma palavra.
Pegou o soro fisiológico de dentro da caixa, e molhou algodões passando com o máximo de leveza que conseguia ter no supercílio e no lábio. Ela gemeu de dor, mas não reclamou.
O corte no supercílio fora mais profundo fez um curativo improvisado da melhor maneira que pode e depois deixou a caixa descansar sobre a mesa de centro.
— Está tudo bem.
Disse tentando acalma-la, ela não parara de chorar nem um segundo, seu coração se contraia ao vê-la daquela forma, tão desprotegida e assustada.
— Está tudo bem.
Repetiu, olhando-a. A cada minuto sentia mais vontade de ir atrás do homem e acabar com ele.
Ela se mexeu, e se aproximou mais dele. Não entendeu o que ela queria, quando ela o abraçou, ainda sentados, chorando no seu ombro.
Não soube o que o levou a abraçá-la de volta, apertando-a em seu corpo.
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