Espelho

16 Capítulo 16: TINTILAR SUAVE


Notas iniciais
Volto com mais um capítulo para você, obrigada por todos os comentários do capítulo passado, estou respondendo a todos. Obrigada ThaisFru pelo apoio e pelas palavras de encorajamento, ainda não pude responder, mas agradeço pelas suas palavras. Boa Leitura!

ESPELHO

Escrita por Coffee

CAPÍTULO 16: TINTILAR SUAVE

Sentia-se tão feliz depois de sua conversa com Naruto, apesar das coisas entre eles não estarem como eram, já fora um bom começo para que voltassem a ser. Porém, depois que foi até a sala de Tsunade a preocupação abateu-se novamente sobre si.

Eles haviam sumido... Desaparecido, fugido. A sua dor de cabeça aumentou.

Tsunade estava disposta a falar para Hiashi que foram eles, porém com eles desaparecidos, e elas sem prova alguma deixava tudo mais difícil e complicado.

Já era sexta-feira. Naruto havia ido lhe convidar na quarta e até sexta a tarde ainda não havia decidido com que roupa ir. Olhou para as flores que estavam em cima da cômoda de seu quarto. Havia comprado flores para levar para Hinata, já que desde que ela saira do hospital não havia ido visita-la.

Procurou no guarda-roupa por algo que pudesse vestir. Estava totalmente sem opção de roupas (não havia nada que não fosse velho demais ou branco demais).

Achou uma saia longa no fundo de uma gaveta. O tecido era fino e leve, e por ser de certo modo mais larga tinha a vantagem de esconder sua magreza. Achou uma blusa branca, já que a saia era em um rose, ficaria bom.

Tomou um banho demorado e do armário do banheiro tirou dois comprimidos. Tomou-os, e então testou dois sorrisos amarelados no espelho, nenhum deles lhe agradou, nenhum deles parecia verdadeiro.

Colocou a saia e prendeu a barra da blusa larga na saia, seu busto ficou largo com o volume da blusa e isso lhe agradou. Olhou-se no espelho, não parecia tão magra como realmente estava. Calçou um sapato vermelho com pouco salto e pegou uma bolsa pequena e discreta.

Olhou-se novamente no espelho e depois visualizou o relógio. Ainda estava cedo. Sentou-se no sofá com delicadeza tentando não amassar suas roupas, embora elas já estivessem um pouco amassadas.

Não sentia vontade de sair, mas era o noivado de Naruto, e ela não poderia perder, não agora que as coisas estavam “bem” entre eles novamente.

Quando viu que já eram oito horas, levantou-se e trancou a porta. Guardou a chave dentro da bolsa pequena e pode ver a kunai guardada dentro dela, sabia que não deveria carregar aquilo, mas não estava nem aí se alguém visse, pelo menos poderia se proteger caso precisasse.

Era o que Tsunade havia lhe dito, para ficar sempre atenta e lhe contar se qualquer coisa acontecesse, a loira duvidava que eles dessem a cara novamente em Konoha depois que perceberam que Sakura havia contado tudo.

Sua shishou queria colocar algum ANBU atrás dela para lhe proteger caso precisasse, mas havia poucos ninjas disponíveis, e os que estavam disponíveis estavam procurando os fugitivos, por isso ela própria teria que fazer sua guarda.

Chegou à casa de Hinata após alguns minutos de caminhada. Primeiramente assustou-se com a imensidão daquela casa (mansão) e depois passou o olhar pelos convidados. Naruto veio até si. Ele não lhe abraçou apenas lhe cumprimentou.

Logo Hinata chegou, pela primeira vez viu a morena dentro de um vestido. O tecido era de uma cor forte e destacou-se em sua pele clara. Sorriu e lhe entregou as flores.

Depois de conversar com os dois, andou um pouco ao longo da grande sala onde era realizada a festa, o pai de Hinata estava lá e ao seu lado a irmã de Hinata que já estava grande.

Viu Kiba e Chouji, eles olharam para ela e fizeram uma referência com a cabeça e voltaram a andar. Sentiu-se deslocada, ao longe viu Sasuke em uma mesa com Shikamaru e Temari do lado, andou apressada até lá.

♦ ♦ ♦

— Posso sentar com vocês? — Olhou para cima vendo o rosto corado de Sakura.

Havia a visto chegar de longe e percebeu o quão deslocada ela estava. Estava sentado em uma mesa com Shikamaru e Temari, ele gostava da loira, ela e o namorado eram uma das únicas pessoas que não o olhavam como se ele fosse colocar fogo na vila a qualquer segundo.

— Claro — Ouviu Temari respondeu e puxar uma cadeira do seu lado.

Sakura sentou entre a loira e entre ele, a médica deu um sorriso amarelo e muito falso para Temari. Bebeu mais um pouco de seu sakê.

— Andou sumida Sakura.

Viu a rosada olhar para Shikamaru sem graça.

— Eu... Estava com alguns problemas...

Viu-o acenar com a cabeça como se entendesse e não fez mais nenhuma pergunta. Uma das pessoas que serviam comida e bebida ofereceu sakê para Sakura, viu-a manear com a cabeça de forma negativa. Estava claro que ela não tomaria algo com álcool porque deveria ter se entupido de remédios antes de ir.

Viu o quanto ela parecia desconfortável naquele lugar, como se ela não pertencesse aquilo, ela estava exatamente como ele quando voltou... Deslocada.

Rock Lee veio até a mesa em que estavam, olhou para Sakura e elogiou algo como “sua beleza estupenda” e depois apresentou sua namorada. Era uma garota morena, mais alta do que ele alguns centímetros e quase tão energética quanto o sobrancelhudo.

Sakura sorriu novamente, um sorriso forçado e a viu olhar para as mãos de Lee entrelaçadas com as mãos na menina. Ela desviou o olhar e se concentrou em algum ponto próximo.

Não soube dizer se foi por ela gostar de Lee e lhe ver com outra ou por outro motivo qualquer. Também não perguntou.

Quando colocaram os pratos em frente aos convidados viu Sakura olhar com dúvida para o prato cheio a sua frente. Meia hora depois quando seu próprio prato estava praticamente vazio o de Sakura ainda estava pela metade. Ela não comeu mais.

Naruto fez algo parecido com um discurso, dizendo o quanto amava Hinata. Hiashi pareceu não gostar da declaração barulhenta do seu futuro genro, mas não disse nada. Hanabi olhou para a irmã com um misto de alegria e inveja (não sabia qual dos dois ganhava).

Algumas horas depois os convidados se dispersavam. Sakura lhe fez uma referência, assim como para Naruto e Hinata e saiu rumo a sua casa. Algo dentro de si se remexeu deixando claro que ela não deveria sair sozinha uma hora dessas da noite, mas não fez nada.

♦ ♦ ♦

Caminhou a passos lentos até sua casa. Sentia-se cansada, e seu sapato de salto não lhe deixava caminhar muito bem nas ruas de pedra e terra de Konoha.

Chegou a seu apartamento, subiu as escadas sem vontade, as luzes estavam apagadas e não havia barulho nenhum nas outras duas três portas que ficavam no seu andar. Mal sabia quem era seus vizinhos, se fossem ninjas não estavam, pelo silencio absurdo que fazia ali e se fossem civis deveriam estar dormindo.

Procurou apressada pela chave em sua bolsa pequena, um calafrio subiu em seu corpo, procurou com mais determinação a chave.

Ouviu o baque surdo da bolsa cair no chão quando desviou de uma kunai. Ela atingiu a janela do corredor e os cacos de vidro voaram. Algo atingiu seu braço exposto, mas ela não sabia dizer se foi o vidro ou outra kunai.

Alguém pulou em cima de si, caiu no chão e tateou-o procurando sua bolsa, não encontrou. Concentrou chakra nos punhos, socou. Ouviu o barulho de algo se quebrando, não soube falar se eram ossos ou a parede na qual ele foi jogado.

Visualizou sua bolsa perto da porta, tentou andar até ela, mas foi golpeada, o soco lhe derrubou, cuspiu sangue e sentiu a dor na barriga. Revidou. Suas mãos reclamaram pela falta das suas luvas usuais.

Pode ver o cabelo alaranjado cair no chão com o soco. Ele parecia não aguentar levantar. Correu até sua bolsa, pegando a kunai.

Viu o cabelo alaranjado atrás de si, lhe abraçando por trás, tentou chuta-lo, mas sua saia não esticava o suficiente. Ele prendeu uma de suas mãos, a kunai caiu no chão.

Uma mulher de meia idade abriu a porta do apartamento ao lado do seu, a senhora chorava com um bebê nos braços. Tombou a cabeça para o lado como forma de indicar para que saísse dali. A mulher saiu correndo, descendo as escadas com pressa.

Antes que pudesse virar algo foi cravado em seu braço, tirou a arma rapidamente antes que ela soltasse todo o veneno contido nela, se virou e socou mais uma vez, com muito chakra a pessoa a sua frente.

Ouviu novamente o som de algo quebrando, não soube dizer qual osso era. Imediatamente sentiu a moleza abater-se sobe si pelo pouco de veneno que fora injetado.

Ele novamente levantou, cambaleando. Viu que ele sangrava absurdamente, um de seus braços estava quebrado. Com a mão livre ele novamente lhe socou enquanto ela pegava a kunai no chão.

Socou-o novamente, ele caiu no chão, jogou a kunai nele e sentiu a moleza sobre si. Cambaleou, vendo o corpo desfalecendo diante de si pelo efeito do veneno de sua kunai.

Seu corpo reclamou dos golpes, seu supercílio estava sangrando assim como seu lábio. Sua barriga reclamou do golpe, mas agradeceu mentalmente pelo ninja não ter usado justsus – imaginou que ele não devia ser bom neles.

O corpo tremeu duas vezes e finalmente desfaleceu no chão, caindo em um baque. Ouviu o tintilar suave de algumas armas caírem do bolso do ninja de cabelos alaranjados.

E lá estava ele, um cadáver com olhos castanhos vidrados olhando para o teto, no meio do corredor do apartamento. Fechou os olhos tentando esquecer-se daquela imagem.

Ouviu barulhos nos andares inferiores. Viu que seu braço sangrava. Levou a mão até o local pensando em cura-lo, mas seu braço caiu novamente sobre seu colo, seu corpo estava mole, os barulhos já sumiam de seus ouvidos.

Cambaleou até a parede amarela e escorreu na parede descendo aos poucos até que caiu no chão, sua saia subiu ficando na altura dos joelhos. Sua blusa estava suja de sangue, sua saia estava rasgada e suja (droga, ela realmente gostava daquela saia).

Olhou para o cadáver a sua frente, uma lágrima desceu em seu rosto, o sentimento de culpa abateu-se sobre si, odiava matar pessoas. Mas, logo esse sentimento mudou enquanto mentalizava para si mesma que ele havia merecido aquilo.

Sua visão ficou embaraçada, alguém falou algo, mas não conseguiu entender o quê. Olhou para cima, perto do cadáver a sua frente, estava Tsunade. Naruto olhava para ela, e depois olhou para o homem morto no corredor, ele disse algo, mas os sons não chegavam a seus ouvidos.

Não entendia mais o que estava acontecendo, seus pensamentos estavam confusos... Ela... Iria morrer?

Foi ai que viu Sasuke, atrás de Naruto, com as mãos no bolso. Pela primeira vez desde que o conhecera ele estava olhando diretamente para ela, descaradamente encarando-a e quando ela o olhou profundamente nos olhos, ele não desviou o olhar. Pode ver algo diferente nos olhos dele, mas não soube dizer o que.

Continuou olhando-o, até que tudo ficou escuro.

Notas finais
Espero que tenham gostado, preparem-se no próximo capítulo um acontecimento BOMBÁSTICO! Bem, estarei postando uma história, SasuSaku, mas em universo alternativo, com apenas sete capítulos. Postarei junto com o capítulo dezessete! Deixarei a sinopse aqui, caso se interessem! Beijos. . Sinopse: Seria possível se apaixonar por uma pessoa em apenas sete dias, com encontros tão cotidianos e rápidos? Na primeira vez em que a viu estava em uma cafeteria, depois daquele dia, uma sucessão de encontros aconteceram, todos acidentalmente e sem nem ao menos se falarem. Seria possível que estivesse se apaixonado pela garota de cabelo cor-de-rosa e que usava sapatos estranhos em míseros setes dias, uma semana? Universo Alternativo [SasuxSaku].