Espectro ou Das Nossas Faces
1 Espectro (ou Das Nossas Faces)
E eis que a Lua se viu só
Derramava em prantos seu pó
Pó, poeira da estrelas antigas
Que um dia dançaram o amanhecer do Universo
Mas que somos nós?
Somos Lua, perdida entre lágrimas cruéis e invisíveis
Observados por milhares de pequenas luas
Que nada orbitam, que nada fazem, apenas existem
Ainda assim, que dádiva é essa existência mesmo que vã
Somos todos Lua, somos todos pranto, somos todos pó
Pó, poeira das estrelas que dançam o fim do Universo
(Nota do eu lírico: "Entenda que a nossa jornada é apenas nossa, podemos dividí-la, compartilhá-la, mas no final o que carregamos conosco fica conosco. Apesar de sermos Luas, algumas com outras sem órbita, podemos aproveitar a solidão de nossa existência para contemplar a infinidade do Universo.")
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor