Notas iniciais
Eu sei que ficou pequeno, me desculpem.
Um simples especial para esta data não passar em branco! Não é totalmente ligado ao Dia das Mães, mas eu tentei transmitir o que, ao meu ver, as crianças representam para Carol, o amor que ela sente por elas.
Espero que gostem, muuuuito :3

Ela suspirou ao fitar novamente o flácido papel que estava sobre a mesa. Sorriu brevemente, sabia que aquilo ocorreria cedo ou tarde. Sim, sabia, porém preferia adiar aquele momento, mesmo que o fizesse unicamente seus pensamentos. Mas agora, agora não havia como adiá-lo.

Há algum tempo, Carolina Correia era responsável pela administração do Orfanato Raio de Luz. A instituição fora fundada pelo importante empresário José Ricardo Almeida Campos e, como se pode concluir por seu nome, possuía o intuito de amparar crianças órfãs ou abandonadas, proporcionando-lhe o necessário para a sobrevivência.

A cada criança que chegava, um novo desafio surgia. Todos se esforçavam ao máximo para fazê-la sentir-se bem, sentir-se em casa. Claro, não era tarefa fácil, nem para ela, tampouco para Chico e muito menos para Ernestina. Mas eles nunca desistiam.

Carolina jamais teria imaginado que gostaria tanto de fazer o que agora fazia. Ou que aquele trabalho seria como era. Pensava que seria como antes; só trabalho.

Inclinou-se sobre a mesa. Segurou a caneta com firmeza e pousou a ponta desta sobre um espaço vazio no papel, onde ela deveria assinar. Por um momento, repreendeu-se pela demora; não era tão difícil, era?

Porém, ao esbarrar com as maravilhosas lembranças e os inúmeros sorrisos que aquele trabalho lhe proporcionara, deu-se conta de que estava equivocada.

Permitiu finalmente que a caneta deslizasse sobre o papel, deixou que o traço fraco formasse as letras de seu nome.

Agora já não podia se imaginar fazendo outra coisa. Cuidar daquelas crianças, vê-las crescer, ser como a mãe que, por uma razão ou por outra, já não estava com elas.

Por isso, ao soltar a caneta e examinar sua assinatura no certificado de adoção, sabia que havia cumprido sua tarefa.

Aquilo a fazia sentir-se estranhamente bem. Poder ajudar aquelas crianças era o melhor que lhe havia acontecido. Carol havia se tornado, de uma ou outra forma, especial.

E, ao guardar o documento numa gaveta, vieram-lhe à mente aqueles momentos tão belos.

Ter o que muitas mães não puderam ou não quiseram ter; a princípio era estranho, porém agora…

Agora o som da gaveta com documentos similares sendo lentamente fechava era uma harmoniosa melodia que lhe fascinava os ouvidos. Mais uma daquelas crianças tão importantes para ela havia sido adotada.

Notas finais
Hey, o que acharam? Gostaram? Contem-me pelos comentários! Se quiserem favoritar e recomendar, me fariam muuuuuiiiito feliz! :3
Feliz Dia das Mães, amores!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!