Notas iniciais
Um Natal Divino (História do tempo M) Phylacterium http://fanfiction.com.br/historia/434411/Phylacterium/ Esta história foi feita em conjunto com a escritora Anne- http://fanfiction.com.br/u/347213/ . . . Boa leitura!

Um natal Divino

Benjamin estava em seus aposentos debruçado sobre sua espaçosa janela que ocupava grande parte da parede, observando as estrelas e como os ventos balançavam as cortinas da mesma que tocavam nas prateleiras que estavam por perto, nelas continham vários livros, sobre quem foram os seus ancestrais, sobre a geografia do infinito, mitologia e até mesmo história sobre humanos. Ainda na parede da janela tinha sua cama que era igualmente espaçosa, arrumada com lençóis de cetim que se arrastavam no chão, vários travesseiros e almofadas, tendo adornos por toda a cabeceira.

Havia uma mesa no centro com uma cadeira, por cima dela se via mais livros e algumas flores, em um tipo de vaso feito a mão, que havia ganhado de uma anja. Na parede oposta da janela tinha algumas de suas capas, armaduras e armas de batalha penduradas perfeitamente, na parede ao lado, pinturas de sua família e até mesmo dele com seu irmão, emolduradas todas com ouro. E por fim, ainda na mesma parede, no chão estavam jogados seus materiais de pintura e algumas coisas de costura.

Quebrando seu momento de paz escutou barulhos vindos do quarto do irmão, ele decidiu ignorar afinal não queria ir até lá começar uma briga, o que quase sempre acontecia quando se comunicavam. Além de estar com preguiça para se mover.

Novamente escutou passos no outro cômodo, pelo barulho seu irmão devia estar andando de um lado para o outro. Ele olhou para a porta e ficou pensando se ia ou não até lá.

Ele estava se incomodado com isso e decidiu ir até lá ver o que ele estava fazendo, no fim ele não resistiu era curioso demais para isso. Foi até sua porta que a pouco estava fechada e abriu, logo dando de cara com a do irmão que também se encontrava fechada.

Ele abriu e encontrou um Ândreo com a cara mal humorada de sempre, que o encarava como se quiser saber o que fazia lá.

–O que você quer Ben — Perguntou Ândreo.

– Saber o que está fazendo. Porque está fazendo um barulho desagradável?!? — Retrucou Benjamin

–Não te interessa! Vai para o seu canto e me deixa em paz! — Falou Ândreo furioso.

– Você quem me incomodou primeiro, então deixa de ser chato e responde certo pelo menos uma vez na vida — Dizia Ben tentando ficar calmo.

–Eu te incomodei? Como eu posso ter te incomodado estando trancado no meu quarto? — Perguntou o anjo mais velho.

– Já disse, com todo esse barulho. E não muda de assunto Ândreo. — suspirou o mais novo

–Se eu disser você me deixa em paz? — Perguntou o irmão mais velho.

– Pode ser, se conseguir se mantiver calado é claro. — disse ele agora esboçando um sorriso de canto

–Uns amigos meus desceram ao planeta terra, hoje é um feriado cristão, de um dos deuses amigos do papai, nascimento ou morte do filho dele, eu não sei, mas parece ser super legal, e ter varias festas, meus amigos já desceram, mas eu acho que eu vou descer também...

– Festa? — ele sabia que o mais velho recusaria, mas não custava tentar. — Maninho posso ir com você? Por favor — seus olhos praticamente brilhavam, enquanto pedia.

–Não! — O outro disse com cara de irritado! — Você disse que se eu te contasse você me deixaria em paz!

– Por favor. — ele continuaria a insistir, entretanto teve uma ideia melhor. — Se você não me levar, vou sozinho e se me perder ou alguém me ferir, a culpa vai ser toda sua. — Chantageava o mais novo

–Isso é injusto! — O outro olhou o mais novo com cara feia — Apesar de que o papai brigar comigo nem é um castigo tão grande levando em conta como eu vou ficar feliz em não ter mais você se metendo na minha vida...

– Você prefere ir sozinho, ter o papai brigando com você ao ir comigo, é sério? — o mais novo se sentiu triste, era estranho para ele aquilo. Apesar de não querer demonstrar.

Ândreo não soube o porquê, mas detestou ver o irmão mais novo triste.

– Ta bom pirralho! Você vem comigo, mas com as minhas condições, você vai me obedecer, e não vai sair por ai se aventurando pelo planeta terra, você nunca desceu la e os humanos não são exatamente a coisa mais agradável la, eles usam armas letais sem precisar de nenhum motivo! Você promete me obedecer?

Ben não pode conter o enorme sorriso

– Tudo bem eu posso te obedecer. — ele dizia animadamente. — Pelo menos enquanto estivermos lá. — completou ele, indo abraçar o irmão.

Ândreo ficou imóvel e corou sobre a ação de carinho do irmão, ele não lembrava a ultima vez em que os dois haviam se abraçado, ele retribui o abraço de leve se sentindo livre por dentro.

–Tudo bem... Você sabe descer?

– Hum, agora que mencionou isso... Acho que não. — disse ele soltando o irmão e sorrindo ainda mais ao vê — lo corar.

–Bem, é só abrir as assas e se impulsionar para baixo, nós vamos tomar uma corrente de ar que vai nos deixar direto no planeta terra, nós não podemos sair dela se não acabaremos indo parar em outro planeta. Não é muito difícil...

– Certo e sabe... Obrigado Ândreo. — ele não sabia direito o que estava agradecendo se era porque o irmão ia leva — lo, se era o abraço ou a gentileza.

–Então vamos? Saindo daqui agora nós já iremos pegar o feriado no final...

– Vamos então. — falou o mais novo decidido.

Os dois então caminhavam, Benjamim seguia o mais velho desconfiado pelos caminhos que o irmão o estava levando, ele definitivamente não conhecia esses lugares no infinito.

– É por aqui mesmo? — ele disse inseguro.

–Nós não vamos pelo autorizado! Eu não quero que o papai saiba!

– Tudo bem, só não quero me perder. — o anjo mais novo realmente era medroso. Mas não iria insistir mais, se não era capaz de seu irmão o deixar pra trás.

Ândreo revirou os olhos.

–Não confia em mim? – Perguntou o mais velho dando uma risadinha maléfica.

Com aquele tipo de atitude Ândreo assustava ainda mais Ben.

– Não é isso, você sabe... Eu não gosto muito de escuro. — ele deu uma longa pausa após pisar em um galho e se assustar, mas logo continuo — Posso segurar sua mão? Está muito escuro.

–Serio isso? — O outro perguntou com desdenha na voz.

– Não, estou só brincando. — ele havia ficado aparentemente irritado e estava usando sarcasmo.

Ândreo sentiu o medo na voz do mais novo e mesmo achando o pedido totalmente infantil, tomou a mão do irmão na dele, pelo menos o teria por perto evitando a chance de perder o mais novo.

–Nós vamos tomar uma rota escura, ela nós levara para a rota certa quando estivermos a mais quilômetros, fazendo assim que ninguém perceba que não estamos no infinito...

Benjamin sentiu seu rosto queimar com a ação repentina, mas agradeceu mentalmente o mais velho por atender seu pedido.

–Ândreo ainda vai demorar muito? — O mais novo indagava

–Já estamos chegando! — O outro respondeu e realmente logo eles chegaram ao buraco escuro, o túnel que parecia não ter fim, era mais como um sinal de bem vindo da morte.

Benjamin estava se segurando para não tremer de medo, ele entrelaçou os dedos aos do irmão e apertou ainda mais como se quisesse ter certeza que o mais velho ainda estava ali.

–Chegamos! — Disse o anjo mais velho.

“ Finalmente” — pensou o mais novo, sem se atrever a pronunciar algo do tipo.

–Vou abrir minhas asas! Faça o mesmo! – Pronunciou – se Ândreo que deixou suas asas negras tomarem vida frente à escuridão. Ben apenas fez o mesmo que o irmão. Ândreo percebendo o medo ainda presente no irmão e sendo tomado de repente por um instinto fraternal fez uma pergunta que sabia que iria se arrepender depois.

–Você quer que me abraçar para descer?

– Você está falando sério, ou está me zoando? — Ben ficou confuso com a atitude do irmão mais velho.

–Se não quer tudo bem! — O mais velho começou a puxar a mão que estava entrelaçada nos dedos do outro.

Vendo que o irmão estava se afastando, Ben resolveu dizer o que realmente estava pensando. — Eu... Eu Quero sim! — A mão que a pouco estava com a do irmão, foi até a cintura do mesmo trazendo — o para mais perto. Ândreo se constrangeu com a atitude do outro e agradeceu mentalmente pela escuridão disfarçar o rosto corado.

–Vamos! Abraçou o outro meio sem jeito!

Ben apenas acenou com a cabeça e imitou todos os movimentos do irmão. Ândreo abraçou o outro mais forte e eles se jogaram no buraco negro. Ben apertava o irmão com força enquanto eles desciam pelo túnel escuro,eles viajavam numa velocidade maior do que a da luz, o vento era forte e só ele se fazia ser ouvido, o frio tomava o corpo dos dois anjos quase os congelando e o tempo ali passado pareciam durar uma eternidade e de repente tudo ficou claro, o aspecto tenebroso se foi, apenas sobrando uma corrente de ar normal, clara e aconchegante, como as que possuíam no infinito.

– Ândreo? — Ben disse abrindo os olhos — Onde exatamente estamos? — Perguntou olhando ao redor perdido.

–Acabamos de cair na rota legal! Mas estamos muito longe do infinito e papai não pode nos localizar aqui! Em poucos instantes cairemos na terra. — Explicou o anjo mais velho.

– Certo. — ele disse com um sorriso.

Ândreo olhou para baixo e conseguiu ver o céu do planeta terra, virou-se junto ao irmão para poderem planarem em terra firme. Assim que planaram os dois recolheram suas asas.

– Sabe Ândreo, se olharmos bem, quase dá para ver algumas luzes que vem de lá. É bem bonito. – Disse Bem sorrindo. Ândreo se sentiu comovido demais com o sorriso do irmão ali tão perto de seu rosto e o afastou por completo, saindo do abraço do mais novo.

–Bem, parece uma festa! E nós viemos aqui para isso! Vamos até la!

– Hum... Certo — Benjamin não entendeu direito, mas talvez fosse melhor assim.

Os dois então caminharam até o lugar de onde as luzes vinham, e com um pouco de persuasão angelical para com os guardas puderam entrar na Festa.

Ândreo parou o irmão um pouco antes de entrarem na grande mansão.

–Espere aqui Ben! Eu já volto! Não sai daqui, ok? – Pediu.

– Tudo bem. Só não demore. — Ben disse observando as pessoas ao redor.

Ândreo sumiu entre as arvores e poucos minutos depois voltou com dois smokings.

–Vista isso, nós estamos na Inglaterra em meados em 2050, o dono da festa é um inglês de nome Tayo, um dos matadores de aluguel que matam um aos outros sem motivo eminente, nada de contato direto com ele, sim! — Pediu Ândreo.

Era muita informação de uma vez só, mas se ele obedecesse o irmão ficaria tudo bem. Então ele apenas concordou.

–Vamos entrar?

– Sim. — Ben disse enquanto acompanhava os passos do irmão.

Os dois anjos entraram na festa humana e se encantaram com a linda decoração que ali havia, notaram o numero de pessoas ali e seus comportamentos, viram que muitas pareciam felizes demais e que em grande maioria carregavam taças nas mãos, um dos humanos, vestindo preto e branco com varias taças em uma bandeja se aproximou dos dois anjos e lhes oferecendo uma taça cheia, Ândreo aceitou e pegou duas, uma entregou na mão do irmão.

– Obrigado – Bem agradeceu ao irmão enquanto ainda observava encantado todas as luzes.

Ândreo sorriu frente ao agradecimento e começou a bebericar sua bebida enquanto observava os humanos.

Vendo Ândreo beber, fez o mesmo, mas percebeu um gosto um tanto diferente, fazendo sua face se contorcer com o gosto meio — amargo. O anjo mais velho riu frente a careta do irmão.

–Isso é álcool, não beba muito, este é o motivo de todos eles estarem agindo feito idiotas, rindo sem parar. — Explicou o mais velho.

– Sério ? Nem é tão bom e mesmo assim eles bebem com tanto gosto. — disse Ben ainda com uma careta.

–Depois de duas dessas, costuma ficar bom! E eles os fazem por que os deixa feliz. Eu vou sair e explorar um pouco, por que você não faz o mesmo? — perguntou o anjo mais velho.

– Hum... Pode ser. — logo o anjo mais novo percebeu uma rodinha de garotas olhando para eles e soltando risinhos.

–Não apronte, eu estarei de olho em você. – Ândreo deu a Bronca adiantada.

– Tudo bem – Bem respondeu enquanto se distanciava do mais velho.

Ândreo se afasta do irmão mais novo e encosta-se na janela observando o pequeno se afastar, esvazia sua taça enquanto olha a festa rolar, uma mulher loira linda de curvas exuberantes mostradas em um assanhado vestido prata se aproxima do moreno lhe entregando uma Nova taça cheia.

–Você fica lindo de smoking Ândreo! Deveria usar mais vezes. – A loira falou com uma voz sexy.

–E quem te visse em um vestido deste, querida Clarice, ia querer que existisse relações carnais no infinito. – Brindou Ândreo a mulher a sua frente.

–Pode existir querido! Basta só você querer! – Provocou Clarice.

–Olha só quem apareceu! Pensei que não viria mais! – Disse um homem negro e alto vestido impecavelmente.

–Tive pequenos imprevistos! – Falou Ândreo.

–Imprevistos como o seu irmão mais novo? – o Ultimo homem loiro se aproximou, ele era a versão masculina de Clarice.

–Seu irmão é um anjo branco Andi – Choramingou Clarice – Seu pai vai te castigar se souber que esta tentando trazê-lo para o lado negro!

–O mais novo precisa se divertir! – Respondeu Ândreo entediado. – E é minha tarefa como irmão mais velho.

–E o bla, — bla- bla! – Irritou-se Clarice. – Quando dispensar o pirralho, nós temos ótimos planos para este natal!

–Eu não vejo a hora! – Sorriu Ândreo maléfico.

E assim, os quatro anjos caídos tramavam o futuro de seu feriado cristão.

Benjamin se afastou do irmão mais velho e foi andando até uma mesa onde havia mais bebidas e pegou uma de uma coloração estranha, logo levou até os lábios e ingeriu uma boa quantidade, Ândreo tinha razão não era tão ruim assim. Ele foi até os fundos da casa onde parecia se concentrar uma quantidade menor de pessoas, algumas destas bebiam, outras conversavam.

Logo começou a se formar uma rodinha em volta do homem que havia acabado de chegar, ele deduziu que este era o dono da festa e provavelmente tinha ido cumprimentar os convidados que estavam lá fora.

Todos sorriam animadamente, o tal Tayo apontava para o centro da casa enquanto falava com os outros humanos.

A conversa não durou muito, pois logo chegou outro homem e eles se beijaram. Espera o que Benjamin havia acabado de ver? Eles estavam se beijando, dois homens. O momento de carícias logo se acabou também, os dois agora adentravam para casa e de longe Ben ainda os observava vendo que eles começaram a bailar de um lado ao outro com vários movimentos suaves.

Isso aos seus olhos lhe parecia divertido e logo se juntaram mais pessoas ao centro também fazendo o mesmo e atrapalhando sua visão.

Ele decidiu procurar Ândreo, ele queria fazer isso com o mais velho, queria dançar com ele por mais estranho que aquilo parecesse.

E logo ele foi até a mesa de bebidas novamente, precisa de um pouco de coragem para chamar seu irmão para dançar.

Começou a beber novamente, andou mais um pouco e era inconfundível seu irmão com toda a certeza de longe ele o via.

Mas logo viu que em volta dele estavam algumas pessoas que já pensou ter visto, havia uma loira que se aproximava cada vez mais e mais e o que ele menos queria naquele momento aconteceu à loira simplesmente abraçou Ândreo.

Ele não sabia explicar mais sentia como se seu peito fosse explodir, ardia. Ele estava perplexo, suas pernas não se moviam mais.

De onde estava Ândreo viu seu irmão fazendo careta de novo e revirou os olhos.

–Eu já volto querida Clarice, vou ver o que meu maninho esta a aprontar! — Beijou a testa da anja e começava a se afastar.

–Não demore! — Gritou à loira! — Faltam poucos minutos para a meia noite! Ândreo sorriu para a amiga e caminhou e direção ao irmão menor que ao vê-lo se virou e começou a se afastar.

Benjamin viu ele beijando a loira e ainda por cima sorrindo, ele acabou de beber o que tinha na sua taça e se virou, começou a andar não queria que o irmão o visse, pelo menos não naquela hora.

Ândreo correu para alcançar o irmão mais novo e o parou.

–Para quem achou a bebida amarga você não acha que esta exagerando?

– Não precisa se preocupar não vou morrer se beber. — Ben revirou os olhos enquanto falava irritado com o irmão — Mas você tinha razão não é tão ruim depois da segunda. Agora pode voltar pros seus amigos não vou incomodar.

–Na verdade, essa bebida humana tem efeito mais rápido em nós anjos do que nos humanos, imagino eu por que estamos a uma altitude elevada a deles, e a gravidade toma conta do resto, e mesmo a quantidade de bebida que você ingeriu não explica esse mau humor repentino comigo. – Explicou o anjo mais velho.

– Mau humor? – indagou o mais novo — Nós nunca tivemos uma das melhores relações do mundo! — Após dizer isso ele se virou novamente, mas antes de começar a andar – Ah, obrigado pela aula — disse irônico.

–Hey, o que esta acontecendo? voc... — Ândreo foi interrompido pela multidão que começava a contagem regressiva.

10!

9!

8!

7!

6!

5!

4!

3!

2!

1!

De repente todos formaram casais e começavam a se beijar, Ândreo observou que até mesmo seus amigos o faziam, Clarice beijava o anjo negro, enquanto seu irmão beijava uma humana. Quando ele olhou para a face do irmão mais novo ele não teve certeza do que aconteceu dentro de si, mas ele colocou a mão na cintura do menor o puxando para perto e selou os lábios dos dois em um só.

O mais novo se sentiu... Sentiu-se feliz mesmo que ele não fosse admitir em voz alta, ele correspondeu e os dois trocaram este beijo, quando se separaram Ben o olhou com brilho nos olhos e pensou em o quanto estava feliz em ter passado este feriado de outro deus com seu irmão, esse foi a ultima coisa que se passou em sua cabeça antes do menor desmaiar no colo de Ândreo.

O anjo mais velho sorriu abobalhado e pegou o irmão mais novo no colo.

–Normamente as princesas acordam depois do beijo do príncipe e não desmaiam! – Satirizou Clarice que se aproximava junto ao irmão e ao anjo negro.

–Seu pai ira lhe matar quando souber que esta praticando um incesto angelical com seu lindo irmãozinho anjinho branco! – O irmão de Clarice se pronunciou.

–Meu pai não vai saber, Benjamin esta bêbado demais para lembrar e eu vou deixa-lo em segurança em sua cama antes que meu pai sinta a falta dele.

–E é claro que isso quer dizer que você vai perder o fim do feriado! E os nossos planos? – Perguntou o anjo negro.

–Terão que ficar para uma outra hora! – Desculpou-se Ândreo, eu vou leva-lo pois já chamamos a atenção demais.

Ândreo despediu-se dos amigos e com o mais novo aninhado em seu colo voltou voando para o infinito, e depositou o menor em sua cama e lhe cobriu o corpo pequeno.

–Eu sinto muito Ben,nós tenhamos sidos tomados pelo o que os humanos chamam de espírito natalino, eu não sei! Mas não se preocupe, você na ira lembrar desta noite, quando amanhecer a única coisa que vira a sua mente é o quanto você odeia este seu irmão mais velho!

Ândreo passou a mão pelos cabelos platinados do irmão e lhe selou os lábios uma ultima vez antes de se afastar para os seus próprios aposentos pensando que um natal divino não era tão mal assim...

FELIZ NATAL NOHATANIANOS!!!

Notas finais
Niz e Anne lhes desejam um feliz natal! Obrigada por lerem!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!