Especial: Dia dos Namorados da Fairy Tail

2 Acidentalmente apaixonado — Natsu e Lucy


Notas iniciais
Hey, minna! É, eu demorei para atualizar, me perdoem ;-; estou num ano puxado, estudo pela manhã e curso durante a tarde, então tenho tempo para escrever apenas aos fins de semana, porque à noite estou totalmente quebrada. Ah, só mais uma coisa: escrevi este conto ouvindo a música Accidentally In Love, é uma das minhas favoritas. Se quiserem ouvi-la enquanto leem, seria muito bom :3 Mas enfim, aí vai um capítulo fresquinho para vocês, espero que gostem. Boa leitura!

Lucy dormia tranquilamente, algo que acontecia raramente desde que entrara na Fairy Tail. Ao despertar, abriu seus olhos e estranhara o fato de que Natsu não estava dormindo em nenhum lugar de seu quarto como costumava fazer. Lucy sentiu chateação.

Ao se espreguiçar, levantou-se da cama, indo em direção ao banheiro. E, estranhamente, lá também não havia ninguém. Era estranho, pois sempre quando a maga celestial resolvia usar o banheiro, lá estava Natsu, Erza ou algum outro companheiro. Aquilo era esquisito. Normalmente Lucy não tinha tanta tranquilidade ao acordar pela manhã. Nem mesmo Gray estava ali, largado na poltrona do quarto.

A loira deu de ombros e tomou um banho para afastar a sonolência. Seria um longo dia, pois Lucy teria que ir à guilda para procurar um novo trabalho se quisesse pagar o aluguel do mês. Se Natsu e os outros não estavam ali causando uma balburdia logo cedo, provavelmente estavam muito ocupados com outras coisas. Se fosse o caso, Lucy poderia até mesmo sair numa missão sozinha, desde que não fosse muito difícil.

Após banhar-se e se vestir, Lucy deixou seu quarto para ir à guilda.

Enquanto andava em direção à guilda, começou a pensar em algumas coisas que ultimamente estavam deixando a maga celestial com os nervos à flor da pele. Quando disse a Levy que ela não devia esconder o que sentia por Gajeel e lhe deu alguns conselhos, foi bem fácil. Agora era uma situação reversa, porque tudo estava apontado para ela.

Ela estava numa situação complicada. Assim como sua amiga, Lucy havia se apaixonado por um dragon slayer. Mas não era um dragon slayer qualquer.

Era Natsu Dragneel. Seu companheiro de equipe. Seu melhor amigo.

Lucy suspirou quando chegou à guilda. Provavelmente quando entrasse ali, Natsu a receberia com aquele sorriso travesso — que fazia o coração da maga celestial se derreter — ao lado de Happy, ansiosamente para que os três partissem numa missão. Cada vez que Lucy tentava fingir que não sentia nada além de uma amizade afetuosa por Natsu, era aí que seus sentimentos se intensificavam. Esconder isso por mais tempo acabaria explodindo a cabeça de Lucy.

Ao entrar na guilda, Lucy sorriu. As coisas estavam como sempre; a guilda estava animada e agitada pelas conversas e conflitos espirituosos entre os membros. No entanto, havia algo faltando. Lucy olhou para todos os lados, e não encontrou quem esperava. Ela esperava que ele estivesse comendo como um esfomeado, ou então que estivesse brigando novamente com Gray ou Gajeel, porém, Gray e Gajeel também não estavam lá. Nada de Natsu.

Ele não estava lá.

A maga celestial seguiu para o balcão e se sentou num banco. Mirajane estava de costas, mas assim que Lucy a cumprimentou ela se virou.

— Olá, Lucy — Mirajane sorriu.

Lucy estava tentada a perguntar se Natsu havia aparecido na guilda naquela manhã. Era estranho o fato dele e Happy não terem dormido na casa dela e nem terem aparecido por lá. Mas antes que Lucy perguntasse, Mirajane falou.

— Natsu e Happy acabaram de sair daqui. Você não os viu?

— Não... — Lucy respondeu, tentando não demostrar chateação. Será que eles haviam partido para uma missão sem ela? — Você sabe onde eles foram?

— Não tenho certeza, mas acho que foram para casa, a Lisanna saiu com eles. Natsu estava meio desanimado, o que é uma surpresa, vindo dele.

Isso é estranho, Lucy pensou. Alguma coisa tinha acontecido.

— Vou a casa deles, pode ser que alguma coisa esteja acontecendo — Lucy saiu do banco, virando-se em direção à saída da guilda.

— Lucy — Mirajane chamou, sorrindo com travessura. — Não se esqueça de comprar chocolates para o Natsu hoje.

Lucy olhou para Mirajane com as sobrancelhas erguidas.

— Por quê?

— Are are, hoje é Dia dos Namorados, se esqueceu?

A frase “Dia dos Namorados” relacionada à palavra “Natsu” fez com que o rosto da maga celestial ruborizasse. Ela havia esquecido completamente o dia. Lucy vinha planejando há tanto tempo o que compraria para dar de presente ao Natsu, e justamente no grande dia ela se esquecera. Sem contar que justamente naquele dia Natsu resolvera não ser o Natsu de sempre.

Antes que Mirajane dissesse alguma outra coisa que fizesse Lucy se ruborizar por completo, Lucy saiu da guilda. Oh, céus. Agora o que Lucy faria? Devia ir atrás de Natsu e deixar o presente para lá? Quer dizer, se Lucy comprasse algum presente, ela teria de ir até o fim com a declaração, porque as coisas iam ficar bem evidentes. Mas ela também não podia mais ignorar aquele fato. A maga não conseguiria mais manter os intensos sentimentos dentro de si, ela precisava contar a Natsu. Precisava se confessar, embora aquilo pudesse bombardear a amizade dos dois.

Respirando fundo, ela se decidiu. Não havia como continuar adiando aquilo. Ela contaria.

Antes de seguir para a casa de Natsu e Happy, Lucy passou por alguns comércios que vendiam presentes para do feriado. Lucy comprou duas caixas de chocolates — embora ainda fosse pouco para o dragon slayer guloso — na esperança de que aquilo pelo menos bastasse para provar que ela se importava na hora da declaração.

Lucy foi para a casa de Natsu com o coração na boca. Durante o caminho todo ela recitava em sua mente o que diria ao Natsu quando o encontrasse. Seria tão difícil. Lucy nunca havia se declarado a ninguém, muito menos namorado, então não sabia muito bem como fazer a coisa certa. Mas de uma coisa Lucy sabia: ela amava Natsu. Isso era certo.

Aproximando-se da residência de Natsu e Happy, Lucy escondeu os chocolates atrás de si. No entanto, antes de avançar para a porta, a maga ouviu algumas vozes vindas de dentro da casa. Com certeza uma das vozes era a de Natsu. E a outra era de Lisanna.

As vozes pareciam mais próximas, de modo que Lucy se afastou da casa e se escondeu atrás de uma árvore para ver o que acontecia em seguida. E digamos que Lucy não gostou muito do que aconteceu. Alguns poucos minutos depois, Lisanna e Natsu saíram juntos da casa. Ela e Natsu riam com muito humor, e Lucy sentiu um aperto no peito. Mirajane havia dito que Natsu não parecia bem, mas agora ele estava rindo com Lisanna, na casa dele. Nem o Happy estava com eles, um fato muito estranho. Eles estavam sozinhos, exceto pela secreta presença de Lucy.

Para piorar, em seguida, Lisanna segurou as mãos de Natsu e lhe deu um beijo na bochecha.

Lucy se sentiu como uma imbecil. Quer dizer, Natsu e Lisanna eram amigos desde infância, e Lisanna até havia dito que queria se casar com o Natsu quando crescessem, embora parecesse brincadeira... poxa, Lucy poderia esperar que um dia os dois percebessem que gostavam um do outro. Droga. Estavam tudo errado. Não era para ser assim, era? Aquilo tinha de acontecer justo naquele dia?

Por um momento, Natsu pareceu estranhar algo, porque começou a fungar e olhar em direção à árvore em que Lucy estava escondida. Provavelmente ele havia sentido seu doce cheiro. Porém, Lucy não ficou ali para saber o que aconteceria em seguida. Deixando os chocolates caírem no chão, Lucy se virou e correu para sua casa. Não queria mais fazer papel de idiota.

— Lucy? — Natsu gritou, mas não houve nenhuma resposta.

Droga, droga, droga, a maga xingava a si mesma.

Como se algum espírito ruim estivesse conspirando contra Lucy, no meio da correria ela acabou esbarrando em alguma coisa azul que voava. Happy. Era só o que faltava.

— Lucy, olhe para onde corre — disse Happy, passando as mãozinhas na cabeça. Ele pegou uma caixinha vermelha que havia caído no chão quando os dois se esbarraram. — Natsu vai ficar chateado se souber que você quebrou o presente.

Lucy passou a mão na testa dolorida.

— Você também não olha para onde anda. Você que esbarrou em mim e amassou o presen... — Lucy parou de falar. Ela olhou para a caixinha nas mãos de Happy. — Presente?

Happy abriu as asinhas e voltou a voar.

— Tenho que ir Lucy, até depois! — e saiu voando sem dar uma resposta à Lucy.

Lucy ficou parada ali com cara de tonta. Que presente era aquele? E por que Happy saiu voando tão depressa quando Lucy perguntara sobre ele? Alguma coisa tinha ali. Natsu e Happy estavam aprontando alguma coisa...

Foi então que as peças foram se encaixando na cabeça de Lucy. Natsu estava com Lisanna, e Happy voava em direção aos dois com o presente. “Natsu vai ficar chateado se souber que você amassou o presente”, repetiu a frase de Happy em seus pensamentos. O presente só poderia ser para uma pessoa.

Para Lisanna.

A maga celestial sentiu como alguém tivesse enfiado uma faca em seu peito. Ela não queria acreditar que aquilo fosse real, embora as evidências provassem que sim. Lucy nunca havia se apaixonado de verdade por alguém, e quando finalmente aconteceu, seu amado gostava de outra. Não, não podia ser mesmo aquilo. Todas as esperanças de Lucy se dissiparam para longe com o vento. Ela não se declararia ao Natsu. Não estavam apaixonados um pelo outro — pelo menos da parte de Natsu — não ficariam juntos. Lisanna e ele formariam um casal, como era para ser desde o início, e Lucy teria de suportar calada. Ela e Natsu seriam apenas amigos. Nada mais que isso.

E isso era mais que uma punição para Lucy. Era sentir a si mesma desmoronando.

ღ

Naquele mesmo dia, Lucy estava sentada em sua cama com os braços em volta das pernas. Ela não queria fazer mais nada, apenas gostaria que o dia acabasse logo. Somente imaginar o que Natsu e Lisanna poderiam estar fazendo fazia com que Lucy se sentisse extremamente frustrada. Quando voltara para casa, passara pelas ruas de Magnolia, vendo casais apaixonados se divertindo e passando um tempo romântico. Obviamente aquilo não ajudou em nada a atual situação de Lucy. A cada casal que Lucy via, ela se imagina no lugar deles com seu amado dragon slayer.

Era uma tremenda tortura.

Lucy se deitou e deixou que seu rosto afunda-se no travesseiro. Tentaria dormir até o dia seguinte. Se pudesse evitar qualquer coisa relacionada a amor e — Dia dos Namorados, agora o pior feriado do ano para Lucy —, ela faria. Talvez, enquanto dormia, não sentiria seu coração partido. Lucy fechou seus olhos, esperando que o sono viesse logo.

Quando Lucy começou a pegar no sono, o Sol estava se pondo ao longe, uma mistura de laranja e rosa entravam pela janela do quarto. No entanto, Lucy ouviu o ruído de algo. Lucy abriu os olhos lentamente, vislumbrando dois pés sobre o batente de sua janela. Ela reconheceria aqueles pés mesmo que estivesse a quilômetros de distância.

Num outro momento a maga celestial teria gritado com o dono dos pés por estar pendurado em sua janela, quando deveria usar a porta para entrar. Entretanto, Lucy apenas desviou o olhar e se virou para o outro lado da cama.

— Lucy — o dragon slayer a chamou. Ele estranhara o fato dela não ter gritado com ele, mas não decidiu não comentar nada a respeito. — Eu queria falar com você.

A maga ficou em silêncio. Ela não queria conversar com Natsu. Não queria olhar em seus olhos e se lembrar de que ele não poderia ser dela.

— Lucy? — Natsu chamou novamente.

Nenhuma resposta.

— Aconteceu alguma coisa? — Natsu perguntou, confuso. — Happy me disse que você estava correndo feito uma estranha, e eu tenho certeza que senti o seu cheiro quando você estava...

— Vá embora, Natsu.

Ela não queria que ele fosse embora. Gostaria tanto que Natsu estivesse ali para dizer a ela que não havia nada além de amizade entre ele e Lisanna... Gostaria tanto que estivesse errada ao deduzir a relação tão rapidamente. Mas ela estava com raiva. Chateada. Por ela ter perdido tempo escondendo o que sentia por Natsu, e por ele estar com Lisanna.

— Lucy, você é estranha. Happy tem razão. — Natsu ignorou o pedido de Lucy, passando a mão pelos cabelos rosados. — Enfim, eu vi aqui para...

— Eu já pedi pra você ir embora, Natsu.

— Você parece desanimada. Se eu começar a dançar, você se anima? — o rosado começou a se movimentar ridiculamente na janela, achando que estava numa perfeita dança.

— Não quero saber. Vai. Embora — disse Lucy. — Estou doente. Não quero falar com ninguém.

Natsu parou de dançar e olhou um pouco surpreso para Lucy. Era a segunda vez que ela pedia para ele ir embora, e nem sequer havia brigado com ele por estar “dançando” na janela. Lucy estava mais estranha que o normal, Natsu percebeu.

— Não vou embora — disse Natsu, saltando da janela para dentro do quarto, sentando-se na cama de Lucy. Ela ainda estava com o rosto enfiado no travesseiro. — Agora que eu encontrei coragem para fazer isso.

— Fazer o quê? — Lucy perguntou, encarando Natsu, desapontada. — Me contar que você finalmente arrumou uma namorada? Vai me contar que a Lisanna está muito feliz com o presente que você deu a ela? Aliás, ela é quem devia te dar um presente, não você a ela. Dia dos Namorados. Isso só é bonito nos livros. — antes que Lucy pudesse ponderar as palavras, elas simplesmente saíram sem que a maga percebesse. Lucy não agiria daquela forma senão estivesse tão nervosa e desapontada, mas de alguma forma ela realmente estava estranha. Não era feitio de Lucy ser tão rude.

O rosado ficou olhando para Lucy com cara de quem não tinha entendido nada. Ele inda estava tentando compreender o que Lucy quis dizer com tudo aquilo. Ainda sem entender, como bobo, Natsu prosseguiu:

— Dançar não vai te animar. Entendi. Mas eu preciso mesmo falar com você, Lucy. Olha, eu...

— Natsu, você não entendeu? Eu preciso ficar sozinha — ela enfiou o rosto no travesseiro novamente.

— Mas, olhe, tenho algo que vai fazer você ficar feliz...

— Natsu, depois conversamos, eu não quero falar com você agora!

Natsu percebeu que Lucy estava bem mais que estranha. Talvez não fosse uma boa hora de fazer aquilo que teve tanto trabalho para decidir. O dragon slayer passou a mão pelos cabelos rosados e desviou o olhar de Lucy. Ele nunca a havia visto daquele jeito.

— Tudo bem então — Natsu voltou para a janela do quarto. Mais tarde ele voltaria para ver se Lucy estava mais calma. Não havia possiblidade de ele fazer aquilo com Lucy completamente pirada. Pensou em como estava chateado pela manhã com a dúvida que o corroía, e, graças à ajuda de Lisanna, ele se empolgou e decidiu que fazer aquilo era coisa certa, ainda mais num feriado como aquele, nada mais especial. Tinha até preparado uma surpresa para ela... Embora tenha fingido dar de ombro, o dragon slayer estava chateado por dentro. Poxa, Lucy tinha de ser estranha justo naquele momento?

Lucy olhou para janela só depois de ter certeza de que Natsu não estava mais lá. É notável que a maga havia sido muito infantil ao tratar Natsu daquela forma por algo que ela nem tinha certeza de que havia acontecido. E por que ela deveria culpá-lo? As pessoas não escolhem por quem se apaixonam. Se pudéssemos escolher a quem amar, ninguém sofreria, não teria seu coração partido, esmagado, torturado. Que culpa Natsu tinha se estava apaixonado por Lisanna e não por Lucy?

A maga começou a sentir ainda pior por dentro. Natsu sempre fora tão bom para ela. A trouxe para guilda, a acolheu, a protegeu, foi seu mais leal amigo. Passaram pelos melhores e piores momentos. As coisas não deviam acontecer desse jeito, deveriam?

Mas Lucy ainda estava magoada demais para ir atrás de Natsu e pedir desculpas.

Sem nenhum ânimo, Lucy se sentou na cama, a fim de se levantar e ir ao banheiro. Entretanto, antes que o fizesse, ela viu uma caixinha vermelha em cima de sua cama, no exato lugar onde Natsu estava sentado. Oh céus. Parecia ser a mesma caixinha que Happy estava carregando, e que Lucy suspeitou ser um presente para Lisanna.

Lucy sabia que não devia ser bisbilhoteira, mas a curiosidade falou mais alto. Sem hesitar, ela abriu a caixinha. Dentro havia algo enrolado num lenço de seda e um papel com algo escrito, parecia ser uma carta. Lucy se apressou a ler primeiro a carta — a escrita lhe chamou mais a atenção, embora a caligrafia fosse horrível.

Lucy não podia acreditar. Aquilo era mesmo real? Natsu Dragneel havia escrito uma carta de declaração para ela? E ainda tinha feito uma surpresa? Lucy não sabia se ficava surpresa por ele ter escrito tudo aquilo ou se por ele ter se declarado a ela, quando a maga pensava que era de Lisanna que Natsu gostava. Lucy sentiu algo morno escorrer por sua bochecha. Era uma pequena lágrima. Como ela poderia ser tão boba? Tirou conclusões precipitadas, foi rude com Natsu e quase estragou tudo!

Mas o que era realmente importante: Natsu amava Lucy. Amava de verdade. (No fim, Mirajane estava certa, Natsu podia amar Lucy de verdade) Aquilo não podia ser um sonho. A maga, ainda surpresa, olhou dentro da caixinha. Pegou o lenço de seda, e à medida que foi abrindo-o, percebeu que havia uma chave ali.

E não era qualquer chave.

Era uma chave dourada de espíritos celestiais. A chave de Aquarius. A chave quebrada. Mas na verdade, não estava mais quebrada. Fora isso que deixaram Lucy ainda mais perplexa. A chave não estava quebrada. Estava inteira, tão bem cuidada quanto quando a mãe de Lucy havia lhe deixado.

Agora, depois de tanto tempo, Lucy poderia voltar a ver a Aquarius. Graças a...

Oh. Natsu havia consertado a chave? Mas, como?

No entanto, na verdade aquilo também não importava como ele tinha consertado a chave. O que importava era que ele havia se declarado a ela, e ainda tinha lhe feito a enorme surpresa. Aquilo era mesmo real?

Lucy começou a rir e chorar ao mesmo tempo como uma boba ao pensa em tudo. Em seguida a primeira coisa que quis fazer foi correr atrás de Natsu, porém, a mesma não precisou. No mesmo instante, o dragon slayer surgiu novamente na janela do quarto de Lucy.

— Eu esqueci uma coisa aqui e...

Natsu começou a dizer, mas algo não o deixou terminar de falar. Lucy puxou o dragon slayer, fazendo com que os dois caíssem na cama. Lucy passou os baços em volta de Natsu, apertando-o.

— É claro que me interesso por você, seu bobo — disse Lucy, baixinho no ouvido de Natsu. — Obrigada.

Natsu, sem compreender, olhou para Lucy. Seu corpo começou a ter sensações esquisitas, coisa que sempre acontecia quando estava próximo à Lucy. Mas naquele momento era diferente. Muito diferente.

— Eu não... — Foi então que Natsu olhou para a caixinha aberta ao lado da cama. E pela única vez, Natsu compreendeu o que aquilo significava.

Lucy também o amava.

Os dois estavam destinados a ficarem juntos. Sempre. Não importava como fosse.

Natsu passou os braços em volta da cintura de Lucy. Ele sorriu como uma criança ao ganhar doces.

— Você ainda é estranha, Lucy.

Notas finais
Sobre a chave quebrada da Aquarius: se você, leitor deste conto, não acompanha o mangá, isso foi um spoiler :v sorry AUHSAUHSUA Enfim, ficou bem simples, mas fiz o melhor que pude nessa minha crise de bloqueio criativo ;-; Comentem o que acharam! O próximo conto pode ser sobre Gruvia ou GaLe, ainda não me decidi AUHSAUSH Até a próxima, minna!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.