Notas iniciais
Este é um prólogo.

Ele não faz parte da história original, mas tem um papel de deixar os leitores ambientados e preparados para a linha do tempo da história e para o ambiente.

“Eu fui um tolo...

...Correndo de cidade em cidade, lutando como se deve lutar, sendo um herói.”

(...)

Estava caminhando em direção ao grande castelo acinzentado, na retaguarda, acompanhando minha equipe. Deixei-os andar mais um pouco pela ponte suspensa, respirei fundo e prossegui. Algumas estátuas em cima de pilares – que pareciam infinitos – adornavam a atmosfera sinistra do lugar.

Cheguei até a entrada do castelo, e estavam todos os três ali. Como se fosse uma espécie de conferência, antes da missão inevitável. Apenas me aproximei.

— Nós estamos na torre principal. E agora? — Disse Scarf, o nosso aliado mais experiente em batalhas da nossa equipe. Apesar de ele ser uma raposa, de natureza fria e calculável, ele é bastante amigável e se importa com os companheiros.

— Agora? Vamos procurar pela fonte. — Sugeriu Manx — Uma gata, com muita astúcia e intuição.

— Seja o que for que estiver lá dentro, não permanecerá quieto por muito tempo. Ele está cercado. — Profanou Dart, o líder da equipe, com palavras muito sérias e objetivas. Sendo um cão, possui muita lealdade e senso de justiça.

— Não estou gostando nada disso. — Scarf parecia incomodado com o ambiente.

— De certa forma, esta coisa que nos trouxe aqui, e se enterrou neste mausoléu. — Novamente Dart afirmara sobre a criatura.

— Talvez a gente esteja caminhando para uma armadilha. — Disse Manx, suspeitando sobre o local.

— Eu tenho um pressentimento ruim sobre isso. — Finalmente me pronunciava. — Eu não sei se aguentarei mais tempo. Os monstros são muito mais fortes aqui.

— Você está indo bem. Fique perto, e focado! — Palavras de consolo de Dart.

— Você tem certeza de que precisa de mim? — Estava com duvidas se de fato, eu realmente devia prosseguir.

— Precisamos de todos os protetores possíveis. — Disse Scarf. — Todos nós sabemos que isso não vai terminar bem.

— Ha-ha, não se preocupe, eu vou fazer isto terminar bem, apenas se esforce. — Manx tentava animar as coisas.

— Não se esqueçam. Nós somos a esperança e o futuro das pessoas. — Dizia novamente Dart — Os outros protetores já estão ocupados com suas próprias áreas para defender. Não temos mais nenhuma opção restante. Não se esqueça do porque nós viemos aqui.

Parecia que estavam todos focados. Eu apenas dei um suspiro, me juntei ao meu grupo, e então, prosseguimos pela entrada principal da torre.

Na minha frente, estava Dart, um ótimo lider. Suas palavras pareciam acalmar até aqueles que tiveram suas vidas destruidas pela realidade. Sua grande capa vermelha esvoaçava aos uivos dos ventos negros e gélidos do local, mas seu rosto resplandecia sem qualquer medo ou remorso diante da situação. Ele era um cão, assim como eu, tinha a mesma pelagem cinza. Quase como se nós fossemos primos, ou algo assim.

A minha esquerda estava Scarf. Junto com seu corvo, e sua enorme bainha, empunhava a espada negra Vonnegut, cuja lâmina não se deixava esvair sobre nenhum golpe. Seus olhos cinzas não demonstravam vazio, mas sim um semblante sério e sólido. Sua capa cinza, que parecia uma túnica, cobria seu corpo em inteiro. Também tem costume de usar um cachecol da cor púrpura. Scarf era uma raposa, porém não demonstrava uma tom de pelagem avermelhado, como os de sua espécie do gênero feminino. Ostentava mais em um tom de laranja, não muito claro.

E finalmente, na minha direita, estava Manx. Uma gata, de pelagem amarela pastel. Nas suas pernas estão amarradas duas adagas, uma em cada lado, uma espécie de cinto com bolso de agulhas de arremesso, e nas costas, uma katana. Usava poucas roupas, apenas cobrindo partes íntimas, e botas leves de couro, em prol de ganhar mobilidade e velocidade.

A primeira sala, era um grande cômodo, com 4 pilares no final dele, e uma grande porta, com barras de aço e correntes. Nesta porta, havia uma fechadura enorme. Tinham alguns esqueletos estirados perto dos pilares, e no chão. Caminhamos até a porta, ignorando os pilares e os esqueletos, e tentamos abri-la, inutilmente. A porta estava trancada.

— Precisamos achar alguma chave ou mecanismo para abrir essa porta — Imediatamente, Dart sugeriu isto na tentativa de abrir a porta.

Começamos a procurar pela sala, em busca de uma chave, nos esqueletos. Um deles segurava a chave firmemente, sendo necessário um pouco de força para remover a chave da mão do esqueleto. Esta mesma mão se tornou em pó, devido à força excessiva. Voltamos até a porta, para tentar abri-la com a chave.

Prosseguimos então para a próxima sala, que estava lotada de esqueletos estirados no chão. Cobriam quase a sala inteira. Paramos no meio dela.

— Espere gente, vamos parar. — Ordenava Dart para os membros.

— Eu disse para você que a situação não estava boa — Reclamava Scarf.

— Mas que cheiro é esse? Eu mal consigo respirar aqui dentro — Também reclamava Manx.

— Estes corpos cheiram como se estivessem mortos fazem um dia, no máximo. — Novamente Dart fazia uma dedução.

— Isso está quase me fazendo vomitar — Dizia Manx, com a mão na boca, de fato, quase vomitando.

— Pra mim parece que eles estão mortos fazem anos. Talvez nós devêssemos ir embora daqui e repensar sobre isso. — Eu ainda estava com receio.

— Fique focado! Nós viemos aqui pensando, e vamos embora daqui pensando também! — Dizia Scarf, quase em tom de grito.

— Scarf tem razão. Não viemos aqui de tão longe para simplesmente ir embora. Vamos continuar — Dart, concordando com Scarf.

— Eu não sei por quanto tempo eu vou aguentar, minha mente está rodando em círculos. — Eu novamente disse isso, com o desejo de sair daquele local.

— Bom, eu também estou com medo, mas não sairei daqui até descobrir o que está causando isto tudo. — Manx me confortava, apesar de tudo. — Nós podemos correr de medo juntos depois disso, tudo bem?

— Tudo bem. — Concordava cegamente com Manx.

Todos então se viravam para Dart, enquanto ele começava a falar.

— Lembrem-se do nosso treino, e deixemos nosso mestre orgulhoso. — Disse Dart, com o peito cheio de ar.

Então todos se juntaram novamente, e avançaram para o corredor que dava prosseguimento a torre. Porém... Os esqueletos começavam a se mexer. Lentamente, levantando.

— Preparem-se. — Disse Dart, em um tom sério.

E então, todos se viraram para a morte...

Notas finais
Bom, é isso ai galera. Espero que tenham gostado.
Mais provável que as postagens serão feitas semanalmente.

Até a próxima.