Espada da luz
3 Capitulo 2
Notas iniciais
–Felipe, que Felipe — ele olhava por todos os lados a procura de seu agressor com sua cara de pânico- não tenho medo de nenhum Felipe.
– Finjo que acredito.
Deste quando Caio chegou no colégio ano passado, Felipe aprontava com ele e toda semana lhe dava uma surra como 'símbolo de amizade', eu mesmo acabei com esses ataques de surras no inicio do ano mais por quer minha parte anjo não aguentava maus isso.
Sim tenho uma parte anjo, e como uma áurea que me envolve afim de me auxiliar, mãe disse que e o poder de Deus fluindo sobre mim(sim contei pra ela sobre o papo de ser meio anjo, ela me respondeu que meu pai teria orgulho de mim), quando algo ruim estar acontecendo a aura fica de um modo que me incomoda, me implorando pra ajudar, na única vez que fiz isso ganhei um Caio desesperado me perseguindo pra ajudá-lo.
Entrei no colégio e no primeiro momento fui pro terraço, como e local proibido faço a única coisa que não tenho mais tempo pra fazer, dormir.
Sim anjos dormem sim, mas não precisão. Se não precisão então por que durmo? Porque e quando posso esquecer tudo.
O tempo passava e mesmo dormindo aquele nome não saia da minha cabeça.
Metracon, que nome pode ser?
Cansado de pensar resolvi assistir as aulas depois do intervalo, mas algo no lado fora do colégio me chamou atenção.
Com quase 17 anos e um músculo pra fazer inveja a muitos bombados por ai Felipe e sua gangue levava o pequeno Caio para um martire em plena rua, ótimo não tava com fome mesmo.
A situação era pior que esperava, a vontade de esmurrar aquele jovem junto com a ira de ter perdido pra mim fez Felipe e seus quatros amigos ser armar com soqueiras e a festa já tinha começado.
– PARE COM ISSO FELIPE, VOCE QUER MATALO?
–Talvez sim talvez não, vai me impedir?
–Que apostar?
Nisso ele puxou uma arma de sua mão e apontou na cabeça do coitado.
–PARA COM ISSO, QUE ELE FEZ PRA VOCE?
–Ele nada, mas você me humilhou na frente de todos, e isso não vou perdoar.
–então porque essa arma estar apontada pra ele — apesar de minha voz firme estava desesperado pois mesmo de dia aquela rua era deserta, e não seria rápido suficiente para impedir o disparo — porque não ta apontada pra mim?
–Porque se atira-se em você não me divertiria, por isso vou te espancar e se me impedir mato ele.
–E se não me mover você deixa ele viver.
Como um relâmpago a arma veio em direção da minha cabeça, recebi o golpe com tudo e logo todos vieram atrás de mim.
Por algum motivo contive meu poder afim de sentir o peso e a dor de cada golpe, eu queria sentir aquela dor, a dor que deixou louco aquele garoto.
Minha cabeça sangrava, meus músculos estavam inflamados, e vários ossos do meu corpo aviam quebrado quando eles finalmente cansaram, mas continuava de pé, estático, sustentado apenas por minha aura.
–Como consegue ficar de pé depois de apanhar tanto?
Erguei meus olhos a fim de encará-lo
–Porque Yahweh estar comigo.
Gelei, eu não disse essas palavras, mas como se elas saíram da minha boca?
– Se a amava tanto por que segue o mesmo caminho dele?
– NAO ME COMPARE A ELE.
– A vida dela não foi em vão, mesmo depois de tudo ambos o perdoaram.
–NAO, VOCE NAO SABE O QUE DIZ.
– Sei mas que pensa, sua dor e minha dor, seu choro e meu choro, seu sofrimento e meu sofrimento, abdique tudo isso e posso te libertar desse clico que corrompe sua alma.
–NAOOO.
Com um grito digno do exorcista ele se ajoelhou diante de mim, seu rosto encharcado de lagrimas demonstravam que de algum modo minhas palavras fizeram relembra algo a qual ele sempre procurou esquecer.
Postei minha mão instintivamente e sua cabeça e vi o que ele via.
No inicio era apenas um borrão, uma figura deformada de algo que parecia um casal, me concentrei no formato mas a única coisa que puder ter certeza era que ambos brigavam, meus ouvidos escutavam barulhos de gritos, tapas e choro de modo a enlouquecer qualquer um.
–Mostre-me mais.
Der repente um outro borram semelhante a uma criança se formou, não aparentava ter mais de quatro anos, e alem de parecer que chorava ao ver a cena.
–Mostre-me mais.
As imagem começaram a mudar, os borrões ganhavam nova forma a cada segundo e os gritos só se acumulávamos meus ouvidos me enlouquecendo.
–MOSTRE-ME MAIS — gritei -MOSTRE ELA.
Um quarto borrão apareceu no meio dos dois primeiros, esse borram se destacava pelo branco no borrão que representava o cabelo, as vozes se intensificaram, o homem xingando, a velha gritando, a mulher rezando, e o bebe chorando, ate que um estrondo surdo acabou com tudo aquele barulho.
Me afastei, meu lado anjo que tinha se manifestado antes agora tinha adormecido como se me fala-se que agora era por minha conta.
–Sua avo, ela morreu?
–De imediato, tiro na cabeça.
–Elas já o perdoaram, ele só aguarda o seu para poder descansar.
–Eu não consigo — sua voz já não possuía a raiva do inicio, nem o desespero de agora pouco, somente remoço — sou fraco demais para perdoado.
Acho que qualquer um teria abraçado ele na hora para consolá-lo, eu somente o chutei no rosto.
– Idiota, já disse, Deus estar comigo, e agora com você, se e fraco demais para algo, peça que ele o ajudará, agora levanta-se, o hospital e distante e quero chegar em casa antes do jantar.
levamos o Caio pro hospital, mas nossa missão era outra, apos deixar-lo na fila de espera, levei Felipe ao quarto que de algum modo eu sabia que o pai dele estava, e depois de tanto tempo, pai e filho choraram juntos.
Não, não foi tão simples, o demônio que consumia aquelas vidas tentou de tudo, ambos discutiram, e brigaram, enquanto filho gritava com o pai por tudo o que ele tinha feito, o pai tentava se explicar e discutia gritava ainda mais para não perder a briga, eu fiquei la apenas pra impedir que alguém incomoda-se os dois, mas de algum modo sentia que minha presença influenciava eles a confessar todas suas amarguras.
No fim o choro do pai finalmente veio, quando o ultimo resquício de orgulho foi destruído, filho o abraçou em retribuição e lagrimas voltaram a cair.
– Emanuel, peço desculpa pra você também, e agradeço por me ajudar.
Aquilo me pegou desprevenido, mas fiquei feliz com aquilo.
–primeira lição, um cristão pede perdão, e não se preocupe comigo, e com o outro que você deve pedir.
–Ok, mas você não devia procurar um medico? Apanhou muito.
–Já procurei, em uma semana to novinho em folha.
Minha cara de dor não convenceu ninguém, principalmente porque qualquer hematoma ou ferida já tinha se curado completamente, ate mesmo sangue tinha evaporado do meu rosto, me apresei a sair antes que perguntasse mais alguma coisa.
No fim tudo deu certo, Caio tava livre de ser espancado, Felipe tinha perdoado o pai, e eu tinha ganhado uma semana de folga da escola.
–Uma semana de castigo quer dizer, brigar com o colega, falta aula e me deixa sem noticias o dia todo e acha que vai sair dessa na boa Emanuel Ângelo?
–Maeeee
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