Esmeraldas de Sangue
1 Esmeraldas de Sangue
Notas iniciais
Nada. Exatamente isso que se via.
Vazia. Era como estava a nossa alma.
O mundo estava um caos, as pessoas evitavam ao máximo sair nas ruas para não respirarem o mesmo ar que os traidores. Mas hoje, ao contrario dos outros dias, havia uma multidão em volta das guilhotinas.
Alguns prisioneiros gritavam implorando pela vida, outros apenas fechavam os olhos e esperavam o amargo beijo da morte. Isso já era comum para nos, mas hoje ao contrario dos outros dias, havia um que não gritava e nem fechava os olhos, apenas me olhava com penetrantes olhos verdes emoldurados por um rosto de feições angelicais e não dizia nada, só me olhava.
Por meio daqueles belos olhos, vi todas as suas experiencias, tudo o que ele viveu ate aquele exato momento. E percebi que ele era inocente e isso me doeu ate o ponto mais obscuro da minha alma. Mas aqui nessa cidade, no instante momento em que se vai para a guilhotinam nada mais importa, se você e culpado ou inocente, o que importa e que irá morrer. Lagrimas começaram a rolar por meu rosto e senti meu coração começar a doer muito.
Horas se passaram e a cada minuto a multidão ficava mais eufórica e ao mesmo tempo, meu coração ficava mais apertado ate que, a figura mais esperada do dia apareceu, com seu manto negro como uma noite sem estrelas e com a sua foice brilhando que nem seus próprios olhos sedentos por sangue.
Como se fosse um imã o carrasco foi em direção ao rapaz que estava calado, mais lagrimas começam a rolar por meus olhos e as pessoas continuavam a gritar, mais e mais, e quando a lamina estava preparada, como em um passo de magica, tudo para e só se escuta um grito "PARE!" minutos se passaram ate eu perceber, quem havia gritado tinha sido eu, mas o carrasco não escutou e só vi uma cabeça rolando e aqueles olhos que antes me conquistaram agora deixaram de brilhar, sem vida.
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