Notas iniciais
Oii, aqui esta outro capitulo da fic Boa leitura!

Eles eram muitos. Nós éramos apenas um terço deles.

Eles se arrumaram em uma única fila. E essa fila nos aterrorizava. Era extensa, parecia não ter fim.

Aro começou falando.

–Carlisle, meu velho amigo. É um prazer reencontrar você e seu bando novamente.

Carlisle não se alterou.

–Aro. –Carlisle cumprimentou.

–Então, viemos buscar o que nos pertence. –Aro disse.

–Ela, não é sua. –Edward disse. Ele, sim estava um pouco irritado.

–Ela é minha, desde que a transformei. –Aro falou mais alto.

–Isso não é motivo. –Edward dizia. — A lei está bem clara, Aro. Ela deve ficar com vocês apenas para saber as leis. Apenas para ser educada. As leis não são muitas, e eu posso provar que ela já sabe.

–Você não teve tempo de educá-la, até esse momento. –Aro duvidou.

–Ela sempre soube. –Edward se acalmou. –E eu posso provar isso.

–Não importa se ela sempre soube. –Caius agora falava. –Bella perdeu a memória, o normal é ela não se lembrar das regras.

–Ela recuperou a memória. Bella se lembra de tudo. –Edward não desistia.

–Pode me mostrar, jovem Edward? –Aro o chama.

Edward olha para mim com um pingo de medo. Ele sorri, como uma forma de dizer que estava tudo bem.

Ele caminhou até Aro, que o aguardava um pouco impaciente com as mãos estendidas.

Aro pegou a mão direita de Edward, e logo olhava pro vazio. Fiquei um pouco irritada, pois ele estava vendo tudo. Todos os pensamentos de Edward. E isso me dava raiva.

Aro largou a mão de Edward. Porque Edward não voltava para cá? Então, depois de um minuto em silêncio Edward decidiu voltar para o nosso lado.

Os lobos começaram a entrar no campo de batalha. Jacob parou ao meu lado. Olhei para ele, e tentei dar meu melhor para não demonstrar o medo em meus olhos. Mas Jacob me confortou com o olhar.

Nesse momento Alice e Jasper aparecem no campo. Eles estavam vindos em direção do nosso pequeno grupo, e pararam no espaço vazio ao lado de Jacob.

Aro sorria ao ver Alice, e então se virou para seu grupo e começou com seu discurso. E eu tinha medo desse discurso, tanto quanto os outros. Pois ele iria determinar o nosso próximo passo. Voltar para a casa ou começar a batalha.

–No ponto de vista de Edward, vi que Bella cumprimentava todos os Cullen, dizendo o nome de cada um, antes de se apresentarem. Sim, ela se lembrou deles. Mas não prova que ela tenha se lembrado das regras. A perda de sua memória foi passageira como eu pude ver. Mas como podemos saber se ela lembrou-se de tudo mesmo? De todos os momentos? Das regras?

Caius continuou.

–Não podemos. Não há como saber. E não podemos correr o risco.

Aro concordou com a cabeça.

–Já tomamos nossa decisão.

–E qual é a sua decisão, Aro? –Carlisle perguntou convicto da resposta.

–Iremos levar Bella.

–Só se conseguir passar por nós. –Edward disse com raiva.

–Como quiser. –Retrucou Aro.

Ninguém se mexia. E então Aro fez sinal para seus soldados avançarem.

Eles estavam vindos em nossa direção, e não podíamos ficar parados.

Edward olhou para mim, dando-me confiança com o olhar. E então soltou nossas mãos que até agora estavam entrelaçadas e só fui perceber agora. Ele concordou com a cabeça, e todos viram isso. Com esse sinal todos correram para se encontrar com eles. Os temidos.

Enquanto corríamos, já escolhia meu adversário. Era um soldado qualquer. Nunca o tinha visto. Estávamos nos aproximando cada vez mais. E até que... Eu apenas quebrei seu pescoço, e taquei fogo com um isqueiro prateado que Edward entregou na noite passada para cada um de nós. Exceto para Benjamin. Pois ele conseguia produzir o fogo, e os outros elementos da natureza.

Não havia ninguém próximo a mim, então aproveitei esse momento para ajudar aos outros. Ajudá-los com o meu poder. Eu não havia treinado o suficiente para saber como contornar meu escudo. Então não tinha jeito de eu ajudar a todos. Só poderia ajudar um de cada vez. Observei bem quem estava precisando de mais ajuda. E ali estava Edward. Ele não estava dando conta de Demetri. Mas não adiantava eu proteger Edward. O poder de Demetri não significava muito nessa hora. Então vale mais a pena eu proteger outro.

E esse outro tinha de ser Jasper. Jane estava preparada para usar seu poder contra ele, isso para facilitar o trabalho de Felix.

Estiquei meu escudo até Jasper, deixando-o protegido dos poderes de Jane.

Alec pareceu perceber que os poderes da irmã não estavam funcionando com o loiro. E então seus olhos passaram a pousar em mim. Ele veio correndo em minha direção, para tentar me distrair, e fazer com que Felix ganhasse a luta. Mas isso não aconteceu, pois antes que Alec pudesse sequer me tocar, Jasper arrancou a cabeça de Felix.

Mas como eu pude imaginar, Alec não parou por isso. Ele veio em minha direção e tentou me atacar, mas Emmett chegou antes e o pegou por trás. Eles começaram uma guerra entre si e eu protegi Emmett. Não preciso nem dizer que Emmett ganhou. Afinal Alec não é nada sem seu poder.

Não entendi por que eles estavam tentando me matar. Eles não me queriam viva para me levar com eles? Bom, parece que eles perceberam que os Cullen não iam desistir. E seus pensamentos eram, que se eles não podem ter-me, os Cullen também não.

Em algum momento da luta, Benjamin usou sua força e socou o solo. Isso foi o suficiente para separar o campo em duas partes, deixando no meio um buraco fundo, e que ao final do mesmo havia fogo.

Vi que Esme estava para cair no buraco. Havia um vampiro em suas costas, e ela lutava para permanecer na superfície. Leah me surpreendeu quando ajudou Esme, tirando o vampiro de suas costas. Mas as conseqüências vieram após, para ela. Ela não conseguiu se segurar e acabou caindo no fogo.

Logo após vi Jane usando seu poder em Seth, enquanto outro vampiro tentava esmagar o lobo cor de areia.

Protegi Seth, e ele conseguiu destruir o vampiro.

Logo depois Alice começou a correr em direção de Jane. Eu já estava protegendo Alice, e quando Jane notou que seus poderem estavam sendo bloqueados, ela tentava fugir da vampira que estava prestes a acabar com a sua vida. Alice a pegou fácil. A destruiu, e prontamente tacou fogo no corpo caído no chão.

A guerra continuava e eu vi Caius sendo morto pelas Denali com a ajuda de Garrett. Irina aceitou lutar ao nosso lado, mas o ódio dela era tão grande –pelo que fizemos com Laurent- que tinha nos enganado este tempo todo. Percebi isso quando notei que ela ajudava os Volturi. Sim, ela estava do lado dos Volturi, e contra suas irmãs.

Os romenos tentaram matar Marcus, mas quem acabou sendo morto foram eles. Aro? Aro procurava por alguém, que não estava lá. Olhei em volta tentando achar quem não estava na luta.

E a resposta foi como um soco no meu estômago. Edward não estava em lugar nenhum. Provavelmente já fora queimado no fogo. Mas eu não podia mostrar minha fraqueza. Isso iria dar chances a eles.

Minha garganta estava apertada, sufocada pelo choro silencioso, sem lágrimas.

Doía. Doía demais. Nunca mais iria ver Edward em minha vida. Eu já havia aprendido com Kate como abrir meus pensamentos para Edward. Eu iria mostrar para ele tudo o que eu sentia. Como eu o amava.

E eu estava certa. Iria. Não consegui mostrar. Aliás, não pude. Hoje estou na areia da praia de La Push, sentada, pensando em como seria minha eternidade ao lado de Edward. Nunca mais o vi. Já fazia três anos depois da luta. Ah, a luta. Aro viu que todos os Volturi iam acabar morrendo, então parou a luta e deixou que eu fosse embora.

Eu estava com Jacob, agora. Eu o amava. Mas não como amei Edward. Com Edward foi forte. Mais intenso. Eu ainda morava com os Cullen. Jacob me pediu em casamento várias vezes, mas eu não aceitei. Ele entedia que o que senti por Edward foi forte demais, e que eu nunca amarei alguém daquele jeito. Mas ele insistia para eu esquecer ele. Afinal Edward não ia voltar. Sim, eu sabia disso. Mas mesmo assim, não queria me casar de novo. Minha aliança de casamento ainda continuava em meu dedo. Eu não conseguia superar, mesmo depois de três anos. E eu tinha medo de nunca poder.

Levantei-me do tronco do qual eu estava sentada, e caminhei mais a frente. Parei quando estava próxima do mar. Agachei-me na areia e usei meus próprios dedos para escrever.

“Ninguém jamais amou alguém, como eu amo você.”

As ondas do mar não apagaram as palavras a tempo, antes de Jacob me abraçar por trás. Elas apagaram sim, mas Jacob ainda teve a oportunidade de ler.

Ele olhou para mim com tristeza no olhar. Ele sabia que aquilo não era para ele. Ele estava triste por isso, mas também estava triste por mim.

–Sinto muito. –disse ele.

Notas finais
:'( Fiquei um pouco triste em escrever essa parte, mas me alegro ao pensar nos próximos capítulos. Comentem... Até o próximo capítulo, beijos :*