Escuridão - A chave
10 Admitindo verdades
Notas iniciais
Capitulo novo hehe, espero que gostem.
QUERO AVISAR QUE SÓ VOU POSTAR CAPÍTULOS EM SEXTA-FEIRA, PORQUE ISSO TAVA UMA BAGUNÇA KKK HÁ MAS HOJE É TERÇA, É QUE O CAPITULO JÁ TAVA PRONTO E NÃO CONSIGO FICAR SEM POSTAR HEHE, MAS SERIO SÓ VOU POSTAR EM SEXTA. TODA SEXTA TEM CAPITULO NOVO PRA VCS LEREM, NÃO ESQUEÇAM KKK QUERO QUE LEIAM E DEIXEM SEUS REVIEWS.
PROMETO RESPONDER TODOS!!!
lá embaixo tem mais ^-^
Aos poucos recupero minhas forças. Subindo aquela escada que pra mim agora era enorme, fico me perguntando como as almas tem tanto poder sobre mim? Por que a cada dia que passa fico mais fraca perto delas?
Minha cabeça dói, não aguento mais esse inferno que está a minha vida, não posso deixar essas criaturas horríveis me dominarem.
Que merda como queria voltar ser apenas uma humana normal, pelo menos não iria por em risco a vida de ninguém.
_ Você está melhor? – Pergunta Matheus erguendo o olhar para mim.
_ Estou sim. – Respondo.
_ Eu e nem ninguém entendeu o que aconteceu ali, por que você iria fazer aquilo?
_ Não era eu quem estava no controle do meu corpo. – Olho para o fim da escada, tudo estava escuro e calmo. _ Você deveria ter me deixado fazer aquilo.
_ Você é louca? Por que está dizendo isso?
_ Porque na verdade eu sempre quis isso, mas fui uma fraca e não tive coragem. – Digo com firmeza.
_ Você não é uma fraca, você seria fraca se desistisse da sua vida.
_ Mas eu estou cansada... – Eu tento lutar contra elas, mas as lagrimas começam a cair, viro o rosto para que ele não perceba, mas minha voz fraqueja. _ Estou cansada dessa culpa, desse peso, dessa responsabilidade, dessa vida, de tudo.
_ Até de mim?
_ Matheus... – Abro a porta do meu quarto. _ Esquece o que eu disse, boa noite. – Digo mais calma e fechando a porte sem ao menos ele me responder.
_ Merda. – Grito jogando o celular com toda minha raiva na cama.
Agora que estou sozinha deixo as lagrimas caírem, mesmo sem ter me cortado com a faca me machuquei muito hoje, me machuquei por dentro, não sei como, só sei que está doendo, doendo muito.
O dia começou bem, até normal, mas o que é normal nessa minha vida? NADA. Esse dia foi um inferno como todos os outros, ou até pior.
(Sexta-feira, 11 da manhã)
_ Que bom que essa aula chata de geografia acabou não iria aguentar um segundo a mais ouvir aquela voz irritante do professor falando sobre placas tectônicas. – Reclama Jenny.
_ Dessa vez tenho que concordar com você, aquilo estava irritante mesmo. – Digo rindo.
_ Sorte que acabou. A próxima aula é de que?
_ De física.
_ Oba.
_ Você gosta de física? – Digo surpresa com a reação de Jenny.
_ Não. – Revira os olhos. _ É uma das aulas que tenho com Mauricio.
_ Ah. – Digo indo para a sala de física.
_ E como andam as coisas entre vocês? – Pergunto.
_ Há... Está indo bem, já viramos grandes amigos.
Matheus passa na nossa frente sem dizer nada, sem nem olhar na minha cara. Será que ele ficou bravo por ontem?
_ O que você acha? – Pergunta Jenny com os olhinhos brilhando.
_ Desculpa, o que você disse?
Jenny se aproxima de mim e segue meu olhar.
_ Há entendi o porquê você não me ouviu. – Diz rindo. _ Rolou algo entre vocês ontem depois que subiram?
_ Não. – Altero o tom da minha voz.
Entro na sala e deixo o meu material na carteira.
_ Calma. – Diz Jenny também deixando seu material na carteira ao lado da minha.
_ Desculpa, é que nunca vai rolar nada entre a gente. — “ – Ele é um demônio. Completou minha consciência.” _ O que você estava me perguntando?
_ Nada, coisa boba. Só queria saber se você acha que pode rolar algo entre mim e o Mauricio.
_ Claro. – Digo tentando animar minha amiga.
_ Espero. – Diz sorrindo.
Volto meu olhar para fora, chegamos um pouco cedo na sala, éramos as únicas. Os outros estavam cochichando coisas no corredor, na verdade pouco me interessava os outros, eu queria mesmo era ver onde Matheus estava.
Nem precisei procurar muito ele estava encostado na parede conversando com duas garotas de estatura media e roupas parecidas, ele estava com um lindo sorriso no rosto.
_ Olha, Thomas e Mauricio estão chegando. – Diz Jenny, mas eu estava ocupada de mais obsevando o Demônio para ouvir isto.
_ Será que ele está bravo comigo. – Comento sem desviar o olhar dos três no corredor.
_ Mauricio? – Pergunta Jenny com cara de interrogação.
_ Não, Matheus. – Digo voltando o olhar para a minha amiga.
_ Ata, entendi essa sua cara preocupada, mas por que ele ficaria bravo com você?
_ É que ontem disse algo que não devia.
_ O que você disse?
_ Eu estava de cabeça quente e falei sem pensar. Há, mas to nem ai.
_ Hmm, sei. – Diz segurando o riso.
_ Oi meninas. – Diz os meninos entrando.
_ Oi. – Diz Jenny alegremente.
Já o meu, foi um Oi bem desanimado. Os meninos se sentam nas carteiras atrás de nós.
_ Por que esse desanimo? – Pergunta Thomas arrumando seu material e se dirigindo a mim.
_ Porque... – Jenny começa a responder por mim.
_ Porque dormi mal. – Interrompo.
_ E como você está hoje? – Pergunta Thomas.
_ Bem.
O professor George entra na sala e atrás dele entram os outros alunos, as duas que estavam com Matheus também entraram.
Todos o respeitam, as conversas param e se ajeitam nas cadeiras.
Jenny se ajeita também e aproxima o corpo de mim.
_ Sorte que você me interrompeu, se não eu ia fazer bobagem. Preciso pensar antes de falar. – Diz olhando para o seu caderno.
_ Concordo. – Sorri.
_ Ele está afim de você não é? Se eu tivesse falado do Matheus eu iria magoa-lo. – Diz abaixando ainda mais o tom da voz.
_ Será?
_ Ta na cara.
Viramos as duas no mesmo tempo o encarando.
_ Tudo bem meninas? – Diz incomodado.
_ Claro.
Viramos pra frente rindo.
_ Deveríamos ser um pouco mais discretas. – Diz Jenny ainda rindo.
_ É deveríamos. – Também rio.
_ Então pessoal me entreguem semana que vem sem falta esses exercícios de movimento escalar resolvidos, certo? – Diz o professor.
_ Certo. – Respondemos em uníssono.
_ Jenny quem são aquelas duas? – Aponto com a cabeça para as duas que estavam com Matheus mais cedo.
_ É a Bianca e Julie, por quê?
_ Por nada.
_ São duas bobinhas, se jogam em cima de qualquer um.
_ São irmãs? – Pergunto.
_ Não são apenas amigas, mas parecidas não é?
_ São sim.
A forma que se vestiam já mostrava que não são muito de se respeitar, vestiam tops um pouco a cima do umbigo e minissaias, tinham cabelo liso castanho mel, uma com o olhos verdes acho que a Julie e a Bianca olhos castanhos escuros.
Eu mal percebi a lousa estava cheia de exercícios, eu nem tinha começado a copiar ainda e a aula já estava na metade. Me apresso para copiar enquanto Jenny, Thomas e Mauricio conversam.
Depois de terminar de copiar e conversar sobre um papo bobo com meus amigos, o sinal do termino da aula toca.
Já estava com fome mesmo, saio da sala e vou com eles até o refeitório. Está um dia harmonioso e bom, espero que não aconteça o mesmo que ontem e vire um inferno.
No caminho avisto Matheus no corredor.
_ Gente, podem indo eu já vou, só tenho que falar com uma pessoa.
_ Ta tudo bem.
Enquanto caminho até Matheus, Jenny cochicha algo para Thomas que não pude ouvir, eles ficam parados me olhando por um tempo depois voltam a caminhar até o refeitório.
_ Matheus.
_ Oi. – Diz desanimado.
_ Você está bravo por ontem?
_ Não, claro que não. Eu não ligo, estou aqui apenas para te proteger.
_ Mas eu fui fria e insensível, me desculpa eu falei aquilo sem pensar.
_ Sem problemas, eu já disse que não me importo.
_ É você é um demônio não tem sentimentos.
_ É você tem razão.
Com raiva dou meia volta e saio. Matheus foi frio e arrogante, e estava com uma cara péssima.
(Matheus POV)
_ Que feio Matheus, mentindo pra ela e pra si mesmo. – Zomba Adam saindo dos quintos dos infernos.
_ Não to com paciência hoje.
_ É to vendo. – Responde.
_ Você está vendo como é difícil lutar contra eles? Seu fraco. – Ri me provocando.
_ Eu sou um demônio não tenho sentimentos, você não ouviu o que ela disse.
_ É, mas eu e você sabemos que até o mais frio dos demônios têm sentimentos.
_ Mas está claro que pra ela eu sou apenas um demônio insensível.
_ Não tenho tanta certeza disso, e eu sei que você também não.
_ Tenho certeza de que EU – Dou ênfase á palavra. _ Não tenho sentimentos. E como sabemos estou aqui apenas para protegê-la, ela é apenas uma humana. Agora dá pra parar de me encher, não tem nada melhor para fazer?
_ Hmm... Não. – Diz rindo. _ Há e os humanos são o que mesmo? Como você gostava de os chamar?
_ Insignificantes. – Digo me retirando.
As provocações de Adam, só serviam para me deixar ainda mais irritado e me lembrar que sou um Demônio, é talvez eu tenha esquecido um pouco desse Detalhe a aqui na terra, era tudo mais fácil lá no inferno, não precisava sentir nada, absolutamente nada.
(Alicia POV)
No refeitório Anny aparece para se sentar com nós.
_ Oi gente.
_ Oi Anny. – Respondemos em uníssono.
_ E ai como andam as coisas? – Pergunta se sentando.
_ Comigo, tudo ótimo. – Diz Jenny olhando para Mauricio.
_ Comigo, normais. – Responde Mauricio.
_ É comigo também. – Diz Thomas.
_ Normais. – Digo rindo e olhando para a mesa. _ Como eu queria que tudo fosse normal.
_ E por quê não é? – Pergunta Anny.
Volto meu olhar para eles. _ Desculpa gente, eu estava pensando alto.
_ Mas por quê? – Insiste na pergunta.
_ Esquece. – Digo negando com a cabeça.
_ Ta, tudo bem.
Hanna passa pela nossa mesa com sua bandeja, desajeitada e quase a derrubando, se senta na mesa a nossa frente. Ficamos apenas a observando e Mauricio deixa escapar o riso.
_ Coitada gente, ela é legal, um pouco desajeitada, mas legal.
_ E louca. – Completa Mauricio com risadinhas.
_ Ela não é louca, é apenas diferente.
_ Ela fala sozinha. – Argumentou.
_ Não, ela fala com seres que vocês não são capazes de ver.
_ E por que você não se incluiu nesse vocês que você disse? – Pergunta Jenny.
_ Não achem que sou louca, mas eu consegui ver as criaturas com que ela fala.
_ É noite passada percebemos que você vê coisas que não podemos ver. – Diz Mauricio.
_ O que aconteceu noite passada? – Pergunta Anny.
_ Só de lembrar fico com calafrios, aquilo foi assustador. – Comenta Jenny.
_ Você nos assustou quando pegou aquela faca e ... Fiquei muito preocupado com você. – Diz Thomas olhando nos meus olhos.
_ Alguém pode me explicar do que estão falando e o que você fez com a faca Alicia? – Pergunta Anny.
_ Depois eu te explico. – Responde Jenny.
_ Posso chama-la para se sentar aqui? Me dá pena vê-la sempre sozinha.
_ Sempre gostei do cabelo dela. – Observa Jenny.
_ Chama, vai ser divertido. – Diz Mauricio rindo.
Olho para os outros e eles dão de ombro.
_ Hanna. – A chamo.
_ Alicia, oi. – Gesticula com a mão.
_ Venha sentar aqui com nós. – Digo.
_ Serio? Não tem problema? – Pergunta com um sorriso esperançoso.
Olho para meus amigos e eles negam com a cabeça.
_ Não, pode vir. – Digo com um sorriso amigável.
_ Tentem ser legais com ela. – Digo.
_ Tudo bem. – Respondem em uníssono.
_ Oi gente. – Diz ela se sentando.
Atrapalhada quase derruba o seu óculos.
Mauricio começa a rir, o cutuco com o cotovelo.
_ Ai. – Diz parando de rir. _ Desculpe.
_ Você está bem Hanna? – Pergunto.
_ Sim, obrigada. Há Alicia me desculpe ter saído daquele jeito ontem, mas ele trazia energia negativa, não só para mim como para você.
_ Tudo bem Hanna eu te entendo.
_ Por que você anda com ele? – Pergunta Hanna.
_ Matheus? – Pergunta Jenny.
Sinto os olhos cor de mel de Thomas me fitando, procurando a resposta da pergunta de Hanna em minha expressão. Ele mais que todos parece querer a resposta.
Travo, e sinto minhas bochechas queimarem ao olhar de Thomas. Eu não podia responder, na verdade nem sabia o que responder, não poderia dizer que ele está me protegendo, eles vão querer saber o por quê, principalmente Hanna que é uma bruxa boa e pressente coisas, se eu dizer que sou protegida por um demônio após o gnomo dizer que não sou coisa boa, ela deve concluir que o gnomo está certo, pois algo bom não deveria ser protegido por um demônio.
O que sou? Nem eu mesma sei, talvez não seja mesmo coisa boa.
O sinal do termino do intervalo toca para me trazer de volta e perceber que todos ainda estão me olhando.
_ Vamos para as salas. – Digo constrangida.
_ Ta né? – Diz Jenny se levantando.
_ Qual será a sua aula agora? – Me pergunta Thomas.
_ Química.
_ Hmm, que pena a minha é geografia.
_ Química? A minha também. – Diz Hanna sorrindo.
_ Vamos para a sala então Hanna?
_ Claro. – Diz se levantando.
Vou em direção a sala de Química com Hanna.
_ Desculpa não queria te deixar constrangida com a pergunta.
_ Tudo bem.
_ Como você está? Depois de tudo que vem acontecendo, sinto uma energia pesada sobre você como se estivesse sobrecarregada.
_ Pra falar a verdade não sei, não parei para pensar como me sinto em relação a tudo e nem como estou.
_ Deve ser isso o que está te sobrecarregando, você precisa saber o que realmente está sentido para se sentir mais leve, pode desabafar comigo, descarrega tudo, prometo não dizer nada a ninguém.
_ Não sei como descarregar tudo em palavras, não sou boa em desabafar.
_ Começa com qualquer coisa depois as palavras vão saltar da sua boca sem você nem perceber o que disse.
_ Esse é o problema, fiz isso noite passada e sem pensar disse algo que magoou alguém, não quero te magoar ou dizer coisas horríveis e muito menos chorar não consigo me controlar.
_ É isso mesmo, você tem que dizer, magoar, xingar, chorar, tirar tudo de dentro de você e jogar para fora.
_ Não posso jogar tudo em cima de você, você nunca me fez nada.
_ Já estou acostumada a ouvir desabafos, pode começar. Isso vai te ajudar a entender algumas coisas.
_ Bom... Vejamos não faço a melhor ideia do que sou e nem porque me querer morta, e também por que outros me querem viva, mas parece que está tudo invertido, os que me querem morta são criaturas boas como gnomos e os que me protegem são demônios e almas horríveis, quer dizer as almas também me querem morta, mas dizem que na hora certa. Não consigo entender nada.
_ Estou morrendo de saudades da minha melhor amiga, da minha mãe e da minha vida antiga era tudo mais fácil. Não sei se meu pai está vivo, na verdade não sei nada dele, meus amigos me acham esquisita, vejo coisas que não deveria. Fico paranoica, vejo sangue por todo lugar, mesmo não tendo uma só gota. Tenho uma cicatriz horrível escrito morte em meu braço que quando algo ruim está acontecem começa a queimar. E acho que estou apaixonada por um demônio, infeliz eu? Totalmente, há e perturbada também, devo ser uma louca vivia querendo me matar. – Viro uma mistura de sentimentos, ódio, raiva, medo e dor. As lagrimas que escorriam queimavam meu rosto, assim como as palavras que diziam me machucavam, as verdades que nunca quis assumir eram como tapas em meu rosto, tudo doía meu coração disparou e estava apertado, angustiado.
_ Wow, não esperava por essa ultima declaração. – Diz Hanna com os olhos arregalados me olhando.
_ O que, que eu queria me matar?
_ Não, que está apaixonada por um demônio.
_ Não sei, não tenho certeza, mas quando estou perto dele meu coração dispara, me sinto segura e apenas o seu olhar me acalma. E quando diz que não se importa é como uma facada em meu coração, o pior é que sou boba e não quero acreditar no que ele diz, algo me diz que é mentira, mas o que posso esperar? Ele é um demônio e demônios não tem sentimentos tenho que me conformar e esquecer essa idiotice.
_ Nossa, Alicia não sei o que te dizer.
_ Não precisa dizer nada, obrigada por me ouvir, me sinto mais leve, talvez o que estava pesando em mim eram essas verdades que eu negava a mim mesma. É melhor a gente ir o professor já entrou.
Notas finais
Mas agora eu te amo
Assim como uma rosa
Assim como uma rosa
The Pretty Reckless - I Really Fuckin Love You
O que acharam? gostaram?
Bom eu achei que esse capitulo ta chatinho kkk mas o outro ta bem melhor já ta pronto também e adorei o escrever, então sexta agora já posto ele aqui, não esqueçam de ler kkk
fanfic movida a reviws então comentem!
Bjss até sexta!
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